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Da Boca Para Fora: Eles estão por ai

Falta tempo. “Eles estão por ai” é um quadrinho que me obriga a correr para uma resenha. Na mesma medida, faz quase um ano desde minha primeira leitura, o tempo necessário para maturar a obra de Bianca Pinheiro e Greg Stella.

A capa azul é um oceano maculado por letras vermelhas que gritam com você.

– ELES ESTÃO POR AÍ!

Mas… eles quem?

Somente um bicho se repete no cartão escolhido pela editora Todavia para encapar essa obra. E é desse bicho, dessa forma branca com somente um olho, que seremos acompanhados na maior parte dessas páginas; bom, 216 para ser exato. Ainda assim, a pergunta não foi respondida – nem será até que a capa seja aberta. Então você abre e encontra mais criaturas, encontra uma semente, encontra o silêncio.

Súbito, as coisas começam a falar, conversas banais sobre assuntos que não nos competem, mas que assistimos como bons voyers. Droga, olhei aqui e ainda não cheguei ao ponto. Me falta tempo, falta tempo a todos os que conversam sobre coisas inúteis.

Contudo, não seria exatamente sobre isso o quadrinho? Droga! Mais uma pergunta sem resposta.

Serei franco, caro leitor: a vida não te dá respostas, Greg e Bianca muito menos. Porque sonhos não tem resposta, o tempo – e nossa visão dele, por assim dizer – começa e acaba sem glossário que explique nosso valor por comparação.

Por isso, assim que abrir a obra publicada em 2018, você dará de cara com jornadas do herói que vão a lugar nenhum, dado que não existem heróis. E se você acompanha alguém que pensa sê-lo, talvez ele te coloque em posições que você não quer estar. Até por que, nada é mais importante que o caminho que ele quer trilhar.

Nada é mais importante que seu sonho.

É nessa jornada que os autores nos enfiam, usando uma narrativa tão precisa que confunde. Eles são tão claros que, porra, você não pode ter certeza de nada. A verdade que Greg Stella e Bianca Pinheiro jogam na sua cara é pura de mais para ser compreendida. Você precisa complicá-la. Talvez seja minha função, meu devaneio, minha caminhada por um deserto, tentando chegar a um ponto que os personagens também queriam e que, por fim, não alcançaram.

Talvez, ainda dentro disso, tenham-na alcançado, só não na minha visão. Neste aspecto, a crueza bate mais forte. Quando percebemos que a nossa verdade não se aplica a tudo, “Eles estão por aí” começa a fazer mais sentido do que deveria.

No traço de Bianca Pinheiro, vemos personagens que são quase “As Cobras” do Veríssimo, quase personagens de Little Big Planet ou que são outras coisas completamente diferentes. Se o Moebius visse esse quadrinho, ele teria de soltar um sorriso. Se não sorrisse, merecia um soco na boca.

Nas palavras escritas, além da construção de página que não é nada dentro do comum, vemos as loucuras do quotidiano. E não se engane, ninguém pode culpa-los. Os sonhos são uma matéria fora de controle, eles destroem o que está pela frente. Amizades, construções, a própria vida, poucas coisas podem resistir a teimosia de um objetivo.

“É para lá” diz um. Mas o “lá” dele uma hora fica para trás, pois quem anda ao seu lado ainda não alcançou o dela. Ou as vezes se está onde se quer estar e a vida só flui.

Por isso tive pressa de escrever, após a segunda leitura, esta resenha. Depois de tanto tempo esperando, o objetivo ficou claro a minha frente e mergulhar no que poderia ser cada um dos personagens dessa dupla se tornou uma obsessão. Talvez eu caia em mim alguma hora e, tal qual o barqueiro da obra, perceba que as coisas mudaram e já não concordo com o que faço. Da mesma forma, até os autores podem ou não concordar com o que fizeram.

Quantas vezes o arrependimento bateu em pessoas que escrevem, filmam, programam e calculam? Sonhos e pesadelos são irmãos nesse terreno árido que “Eles estão por aí” nos coloca.

O que resta é caminhar, guiado pela visão magistral de Bianca Pinheiro e Greg Stella. E a caminhada termina?

Mais uma pergunta sem resposta, como se acordássemos de um sonho.

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maskaras luchadores

Meu primeiro clothesline

Este texto foi publicado originalmente em minha Newsletter Semanalfabeto, no dia 20 de Setembro de 2019

 

Sim, querido leitor, eu apliquei E recebi meu primeiro clothesline oficial na vida. Para aquele que não sabe, este golpe – também conhecido como braçada ou lariato – é aplicado no peito do oponente e, em suma, joga o adversário no chão com uma porrada. Devido a presença de um amigo e um ringue da BWF no CERET do Tatuapé em um dia de Rugby, eu pude ter minha experiência com o Wrestling.

É preciso admitir, e eu o faço sem qualquer vergonha: Tocar aquelas cordas, sentir a lona embaixo dos pés e estar na altura do tablado, ouvindo a madeira rangendo naquele olimpo é completamente apaixonante. Eu não sei o nome dos lutadores que me ensinaram a cambalhota para frente, para trás, nem os rolamentos dos ombros. Mesmo assim, eu serei, mesmo que em um espaço diminuto, eternamente grato por deixar o Alex de 12 anos viver de novo.

Aquele Alex, que de longe não é o que lhe escreve hoje, meu selector, queria viver e queria viver pelo Wrestling. Ele sabia que não era possível, mas sua mente vagava. Dentro de espaços e apertos ele vivia o sonho de ser forte e capaz de derrubar alguém, de limpar os pés antes de entrar no chão sagrado e cercado.

Pois pode ter sido meu eu de 21 anos que agarrou as cordas para subir no palanque de tantas pelejas, mas certamente foi o Lequinho de outrora que limpou os pés e passou por entre a segunda e terceira corda daquele ringue.

Quanto ao golpe, é fácil e apaixonante. EU primeiro precisei aprender todos os meandros de como cair e é fato que o BUMP não é tão fácil de fazer quanto parece. É preciso uma quantidade de prática para jogar os pés tão alto e bater somente os ombros no chão; vale o adendo que eu acabara de passar por um jogo de Rugby, então estava muito cansado e um tanto quanto machucado.

Mesmo assim, me deram o impulso e eu fui. Quando o braço bateu em meu peito, na linha entre verdade e mentira, eu fui ao chão mais real possível. O barulho de madeira explodiu e eu ouvi um público fictício.

Não vendi o golpe e levantei logo. As coisas perdem a magia conforme ganham aperfeiçoamento e repetição. Para mim, aquela única vez foi minha Wrestlemania.

Logo, eu pude aplicar e fingi que realmente podia fazer o que fazia. Acreditando, eu fiz. Eu apliquei um Clothesline e levei alguém ao chão. O meu dia de atividades físicas acabou ali, mas a memória da minha five star diminuta se repete na minha cabeça como mais uma felicidade daquele dia.

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Sasha Banks merece um reinado digno

Mais do que isso, ela precisa de um. E rápido.

 

Em hiato desde a Wrestlemania 35, Sasha Banks retornou recentemente com uma atitude mais agressiva, cabelo mais azul e destaque mais que merecido dentro das Brands pertencentes a empresa de Stamford.

Mas isso já aconteceu antes. A chefona da divisão feminina teve incursões curtas e tímidas até o famoso “lugar ao sol”, segurando cinturões com a rapidez de um tap out. A nova fase pela qual passa agora precisa ser coroada com mais que somente uma boa rivalidade, das quais a carreira da lutadora já esta cheia. Sasha Banks precisa ser campeã do Raw e rápido. É preciso que a WWE invista nela como investiu em Becky Lynch, como investiu em Charlotte Flair.

É a unica forma que podemos continuar com a possibilidade de Main Events femininos na WM e em outros PPVs. É a nossa chance de um novo Evolution. Talvez a prima do Snoopy Dogg não seja um Chris Jericho em 2007, prometendo salvar tudo e todos com uma armadura brilhante. Entretanto, ela é o vilão que precisamos no momento, pronta para carregar as segundas feiras enquanto abre espaço para outros rostos correrem com as sextas azuis do Smackdown.

Seu cabelo contrasta com a cor de sua Brand. Esta na hora de contrastar com seu título.

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10 Pounds of Old

Morreu Harley Race. No dia primeiro de agosto de 2019, um dos maiores nomes da NWA e da história do PW se foi e, sejamos francos? Isso é tão normal quanto estar vivo.  Os velhos morrem e logo não restará entre nós nenhuma dessa geração. Os cinco quilos de ouro – convertidos aqui numa conta bem imprecisa – se perderão no tempo ou, pior ainda, serão carregados por alguns nomes que tentam emular a glória dessa geração defunta.

Não se engane. Alguns lutadores na indústria possuem habilidade e personalidade suficiente para, daqui quarenta anos, soarem aos ouvidos tão bem quanto Ric Flair, Harley Race, Dusty Rhodes, Ricky Steamboat e outros. Contudo, apesar de maleáveis em suas posições, acredito que pessoas não sejam substituíveis. Já existem nomes tão grandes quanto o do oito vezes campeão da National Wrestling Alliance e, mesmo assim, nenhum deles carrega as mesmas letras, o mesmo DNA. Não é possível que dois seres humanos tenham as mesmas digitais. Portanto, no exame forense dos 10 pounds of gold, a identidade do campeão será somente sua, criando e preenchendo um vácuo digno dos corpos do Junji Ito.

Da mesma forma que buscamos esse preenchimento, temos uma nostalgia quase cega pelos tempos enterrados. Essa era de ouro do Wrestling se foi e, conforme seus baluartes todos são enterrados, é preciso que não se mumifique e se tente replicar, num show de marionetes, as glórias dos anos 70 e 80. Homenagem é legal, mas em algum ponto fica ridículo, fica farofa.

Sempre pode-se aprender com o velho, mas é impossível sê-lo. Portanto só nos resta luto e isso é o que sempre sobra quando os jovens não morrem. Harley Race combateu o bom combate com mais classe do que se pedia nos livros e mereceu seu lugar ao sol. Talvez não tenha o mesmo impacto na cultura pop quanto outros atletas. Todavia, dentro da cabeça de um fã da lutinha fake de cada dia, ele – que certamente me daria um tapa na cara ouvindo o termo lutinha fake – é tão eterno quanto a nossa ininterrupta linha de pensamento.

Até amanhã, caro leitor.

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Da Boca Pra Fora – Strokes: Is This It

Eu sinto muitíssimo por gostar dessa banda e você, meu caro leitor, se tivesse bom senso, também sentiria. Mas, já que está aqui, é claro que não tem bom senso e devo dizer que lhe sigo nesta característica. A verdade é que eu menti no começo do texto, mas não completamente.
Eu gosto de Strokes o suficiente para dizer o quanto o show deles no Lollapalooza 2017, mesmo sendo uma completa merda, me deixou extremamente feliz, mas não o suficiente para achar o show bom ou passar pelas falhas da banda ou de seu vocalista.
Acredito que hoje cheguei a um meio termo. Este se encontra no limiar da discografia da banda Nova Iorquina, que terá aqui seu primeiro review de cabo a rabo feito totalmente por mim.
Veja só, você que lê, isto é inédito em toda internet, simplesmente por ser eu que escrevo – sejamos francos, a não ser pelo inédito, isto não vale de porra nenhuma – e espero que isso já o deixe ai quietinho pelos próximos page downs.
Você quer mais informações sobre a banda? Este é o link para a Wikipédia. O que você precisa saber aqui é que eles tem um vocalista que é um cuzão chato do caralho e que as músicas não falam inteiramente sobre porra nenhuma, apesar de possuir ressonância, por serem tão genéricas, com qualquer pessoa. Va lá, TALVEZ. Isso não é bem uma garantia.
Enfim, vamos ao primeiro álbum: IS THIS IT

(mais…)

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A gente precisava de um Superstars?

Você lembra do WWE Superstars? Programa que, tal qual todas as atrações da WWE, começou com um card de primeira categoria e virou a porra dum descarte para lutas excelentes entre Trent Baretta, Curt Hawkins e Tyson Kidd?

Então, eu infelizmente lembro, pois, como jovem sem bom senso que eu era – e se você é jovem, nem tente buscar bom senso nessa cabeça desgraçada sua – assistir WWE era, para mim, mais importante que procurar um produto novo em um formato mais agradável e que explorasse, de maneira inteligente, as fronteiras do Pro Wrestling.

Até porque, fronteira de cu é rola, o negócio é continuar limitado mesmo!

E ai estreou o primeiro Superstars, desenvolvendo feuds do topo da cadeia alimentar, até regredir, gradativamente, a um programa que aproveitava talentos sub explorados do Roster. Isso, atualmente, me serve de argumento quando alguém fala que existem nepotismo por parte da WWE com os Usos, sendo que estes filhos de uma puta sofreram nesse vácuo de infelicidade que era o programa semanal.

Bom, todos nós já sofremos com dois programas periódicos da WWE e acredito que isso seja o suficiente. Entretanto, siga comigo, pois, ao meu ver o Superstar teve uma importância para mim justamente em relação a perceber que PW não era somente Raw e Smackdown.

Antes do NXT ser uma porta de entrada para algo menos megalomaníaco e cheirado de cocaína como os dois obeliscos do Vinção, foi o WWE Superstars que me ajudou a ver que podemos ter lutas que são, simplesmente, fechadas em si e valem-se somente da habilidade dos dois competidores no ringue.

E também me deram Trent Barretta, que é um presente da vida para mim, abrilhantando nessa minha existência triste e merda, cercada de carne e ideias idiotas como… sei lá, Cody Rhodes.

Bom, até amanhã.

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A maravilha dos torneios

Eu preciso ser honesto e dizer que, no começo da minha jornada com o PW, eu demorei para entender como funcionava a lógica novelística da coisa. Na minha concepção só existia um formato concebível para qualquer competição: CAMPEONATO BRASILEIRO DE PONTOS CORRIDOS.

 

Estúpido, não? Pois é. Por incrível que pareça, caro leitor, eu ainda sou imbecil nesse nível até hoje, só que com outras coisas. De qualquer forma, pensando cá com meus botões, cheguei a conclusão que esse tipo de torneio ajuda muito a entrar no tipo de competição e arte que conhecemos como PW.

 

Primeiramente porque organiza as coisas de uma forma hierárquica e ajuda cabeças disfuncionais como a minha a ver um objetivo dentro daqueles combates. Em meados de 2003 quando eu comecei a ver GDR, nada disso em incomodava. Contudo, no ano de 2008, com o glorioso SBT do merdeiro Silvio Santos, tivemos a WWE em nossos televisores e eu comecei a me questionar sobre o objetivo daquilo tudo.

 

Não tinha razão, não tinha temporada, não tinha subida aparente até o título da empresa. Isso de forma alguma me impediu de continuar acompanhando – como você bem pode perceber – , mas fica claro para mim que um torneiozinho teria ajudado na minha imersão imediata dentro do produto.

 

Coisas como o JSF ou o G1 Climax – apesar do último ser um campeonato carioca forjado no inferno – dão um sentido de continuidade que, algumas vezes, me agradam.

 

Mas só algumas, hoje em dia eu prefiro mais a putaria doida do dedo no cu esquerdo.

 

Enfim, caro leitor, é isso. Até amanhã.

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Juntos Somos Fortes?

Talvez.

Mas a verdade é que existe um grupo seleto de pessoa realmente dispostas a tentar. E, nesse cenário do PW que incentiva uma competição física e intelectual initerrupta, um chamado a união pode soar como ingenuidade ou até ofensa.

Ignorando isso, em 2013 a FILL resolveu arriscar e o denominado “Primeiro torneio de Luta Livre Nacional” nascia, trazendo com ele uma bandeira de união. É mais velho que o 7 x 1, passou por três presidentes da república e reúne empresas de todo o Brasil para provar um ponto simples e auto explicativo.

Por conta dessa afronta, devemos questionar a afirmação, pois seria possível mesmo se tornar mais forte em meio as concessões que fazemos? Tem como aumentar a potência ou o caminho da luta livre nacional é só ladeira abaixo.

Bom, felizmente, para essas pessoas não existe dúvida. Qualquer um que se meta a fazer luta livre no Brasil já é, em partes iguais, um herói e um imbecil, dada a impossibilidade da coisa. E como eu agradeço pelos imbecis, pois eles que constroem o futuro real.

Juntos Somos Fortes porque, separados, somos só um terreno de velhas raízes fracas consumindo nutrientes de um solo comprovadamente fértil.

Por mais que a separação seja tão atrativa, é preciso aprender uma coisa com Tytan e seus seguidores: o PW é o sonho de uma vida e muita gente já viveu e morreu por ele, gente demais para que essas cores não sejam honradas.

Então é possível que a individualidade seja o único caminho são, mas a verdade é que a loucura pode ter uma potência sem igual. O fato é que Juntos Somos Fortes.

Esse texto faz parte de iniciativa para falar sobre o Torneio Juntos Somos Fortes, que acontece no Rio de Janeiro nos dias 27 e 28 de Julho de 2019

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Socos e chutes

Estamos sempre falando aqui sobre os detalhes narrativos do Wrestling e como a coisa toda reside em uma lógica não revelada que, assim se espera, é mantida por certos parâmetros de conduta dentro do ringue. Eu não sou muito pentecostal quanto a essas leis que existem para um wrestler, no que tange o “pode e não pode” do ringue.

Entretanto, hoje eu trombei com um vídeo do Al Snow em que ele fala um tanto sobre artifícios narrativos e reações em cima do tablado. Eu não sei se eu concordo com tudo, porque eu já vi lutas incríveis em que praticamente todos esses ensinamentos foram quebrados, mas é, de fato, uma aula muito interessante de se assistir e acho que vale o seu tempo.

E ele devia ter ajudado as mulheres que brigaram no bar, filho da puta.

 

Infelizmente o vídeo só está disponível na língua da rainha, mas ele basicamente fala sobre coisas que todo mundo já experienciou fora do ringue – socos na cara, chute baixo, puxada de cabelo – e como as reações entre as cordas e fora delas são tão discrepantes, ao ponto de poder acabar totalmente com a experiência de uma luta para o público pagante.

Novamente: eu não concordo com tudo. Até porque nem todo filme é naturalista e as coisas que o Jackie Chan faz na tela, nenhum ser humano faz em uma briga de bar. Mesmo assim, se a abordagem que se busca é a que ele cita dentro do vídeo, suas palavras são perfeitas e devem ser levadas em conta.

É, eu gostei de ver coisas online e simplesmente fazer uma recomendação seguida de breve comentário aqui. Talvez eu faça mais, já que você provavelmente não assina minha newsletter, onde eu faço isso toda semana.

Beijos, caro leitor, e até mais.

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G1 Climax 2019 – DIA O1

Rolou. Dia seis de julho foi uma boa data para o Puroresu dentro dos Estados Unidos, uma vez que, em Dallas, tivemos o primeiro dia do G1 Climax 2019. Bom, caro leitor, caso você queira saber mais sobre o torneio, Joker e LKS te explicam neste texto aqui.

Além disso, devo salientar que SIM, eu pulei todas as lutas que não estavam no torneio e fui direto para os combates do campeonato, pelo simples fato de eu não querer perder tempo vendo luta de trio que vai do nada para lugar nenhum. Reclamações? Mandem para o e-mail.

PROSSEGUINDO

Primeiro combate foi Lance Archer vs Will Ospreay. Um deles é o último campeão do Best of Super Juniors e IWGP Jr. Heavyweight campeone. O outro é o Lance Archer e só isso já basta. Existe uma falha de caráter em todos nós que acompanhamos e, supostamente, amamos PW: todos não falamos o suficiente sobre Lance Archer. E isso se repete com Davey Boy Smith Jr. , mas ai fica para outro dia.

O fato é que o membro da Suzuki Gun e Ex WWE é um powerhouse monstruoso, com uma capacidade narrativa tremenda, vigor físico invejável e potencial para bater de frente em qualquer escalão do Roster. Não sei quanto ao seu carisma, esse talvez fique um pouco em falha por, na minha opinião, nunca ter se dado ao luxo do desenvolvimento.

De qualquer forma, ele, junto de Ospreay, construiu um ótimo combate, explorando o tamanho de um e a agilidade do outro. Fiquei sabendo que eles já lutaram um contra o outro – feita na qual Ospreay saiu vencedor – , mas confesso que não cheguei a assistir este prévio combate.

A luta de sábado, entretanto, foi o suficiente para ver o que estes dois lutadores tem para mostrar quando são colocados juntos num ringue. Foi impressionante e o final, sinceramente, foi muito surpreendente. Ospreay é o futuro brilhante e certo, que só pode ser parado com casualidades do destino, as quais esperamos afastar usando o artifício de nossa torcida.

Já Archer é um souvenir e não sei por quanto tempo mais ele estará exposto para que o aproveitemos. Seria melhor gastá-lo rápido, antes que a poeira o paralise.

Abraço de amor

FALE vs EVIL foi uma bela merda. Pula essa porra ou faça que nem eu: assista com o máximo de distrações periféricas possíveis. Mete um Mob Pyscho, um videozin do Youtube, assiste City of Tiny Lights no Netflix. QUALQUER MERDA

P R Ó X I M O

SANADA vs Zack Sabre Jr foi tudo o que a gente espera de um combate contendo nosso comunistinha favorito da inglaterra. Foi pegado, a técnica foi perfeita, narrativa no ponto e controle total de ritmo com golpes que beiram o absurdo no quesito execução. O Sanada acompanhou perfeitamente e entregou, junto com ZSJ uma luta que é simples e brilhante, um ótimo exemplo de acima do mediano, salientando como o PW pode ser simplesmente ele mesmo em alguns momentos.

E ai, no próximo combate a porra ficou realmente muito séria.

 

KENTA vs Kota Ibushi foi um espetáculo. A quantidade de chute na cara e porrada SÉRIA que esses dois deram faria qualquer ser humano até um pouco acima do mediano chorar feito um ninja escandaloso. Mas esses dois, como são claramente sobre-humanos, conseguiram entregar, em menos de trinta minutos, uma luta com nuances e que mostra como KENTA é um Wrestler sensacional, o quanto Ibushi merece logo esse IWGP Heavyweight Title e como o wrestling da New Japan concorre seriamente em ser o melhor do planeta.

A luta foi muito pegada e, no que eu pude perceber, sem erros. Nada, desde o ritmo até a execução dos golpes, foi desleixado ou fora do tom proposto. Inclusive, achei o selling do Ibushi para os golpes do KENTA lindíssimos. Vamos aguardar os próximos dias e ver como essas duas crianças se saem nas pontuações dentro do torneio.

Uma certeza existe: com dois caras como esses dentro desse campeonato, a certeza de lutas espetaculares aumenta E MUITO.

Por fim tivemos o já clássico Hiroshi Tanahashi vs Kazuchika Okada. Essa luta inclusive foi o Main Event do evento no qual outra luta sobre a qual eu escrevi hoje aconteceu. Interessante, não?

~Se você não achou interessante, favor não expressar sua opinião para não estragar com o meu dia. Gratilúcifer ~

Prosseguindo. Falar que essa luta foi extremamente boa é chover no molhado e depois cuspir para dar uma umidificada. Só assistam e se regozijem na felicidade que o público texano demonstrou tanto quando Okada tirou a calça e ficou de sunga – fato pelo qual eu sou sempre extremamente grato, uma vez que o Okada de calças é uma aberração – como quando a luta começou em si.

Parecia Rock vs Hogan, só que com um dos caras não sendo um babaca, racista, egocêntrico filho de uma puta. Pelo menos até onde eu sei e espero que continuem assim pessoas decentes.

ENFIM

Esse foi o primeiro dia de G1 Climax

Até outra feita, caro leitor

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