t- É – d … i ***O

E se a gente tratar luta livre como o youtube trata trailers de filme de super-herói e jogos? Tipo, pegar cada frame de uma luta e pensar “Mas que caralho, o que esse ser humano quis dizer quando ele levantou a perninha no segundo 53 do minuto 20”

Não, né? Foda-se.

A verdade é que eu estou completamente entediado como mundo do Wrestling nesse dia de sábado. Não que o mundo esteja desinteressante, mas eu estou desinteressado e preciso escrever. Como a Newsletter só sai amanhã, vai por aqui mesmo.

O que fazer quando a gente perde a vontade de assistir essa porra? Vamos ver o que temos no HD que, provavelmente resume nossas preferencias por PW.

 

Hmm… Não

 

Isso também não

 

Haha caralho, não, credo.

 

Okay, achamos algo!

Beleza, para quem não sabe esse senhor se chama Bryan Alvarez, recém convertido do Partido dos Trabalhadores, é acusado de ser um dos seres humanos mais entendidos de PW da história da vida dele e… bem, ele tirou essa foto uma vez e o Joker me mandou, então resolvi deixar ai para que vocês aproveitem. Cumprimos um item desse texto nada divertido, que era achar algo interessante sobre PW.

 

WE KEEP DIGGING

 

Eu sinceramente não lembrava que isso estava no meu HD, então vamos dar um pouco de contexto.

Há uns três anos atrás, eu e o menino Joker falamos um para o outro – na verdade ele falou para mim, mas eu quero fazer parecer que tive iniciativa para algo útil na minha vida, o que é mentira – “vamos legendar um documentário sobre PW?”.

E então tivemos acesso a um DOC da BBC chamado When Wrestling was Golden: Grapples, Grunts and Grannies.

Este fantástico pedaço de produção audiovisual contem uma das visões mais divertidas e interessantes que eu já tive sobre o Wrestling britânico, mostrando como as coisas por lá já estavam pegando fogo muito antes do republicano mais hipócrita do continente americano colocar o amarelo e se conclamar grande.

Era uma cena riquíssima de personagens, estranhezas e maravilhas e, caso o projeto tivesse ido para frente, vocês teriam isso com legendas em português. O Joker até fez boa parte da legenda, mas eu… Bom, caro leitor, você sabe como eu não levo nada a frente nessa vida.

BOM

Vocês sabiam que eu já quase escrevi um curta-metragem sobre Wrestling?

Em meados de 2017 eu estava enfiado no profundo mundo dos roteiros e até recebi umas recusas um tanto quanto reconfortantes de pessoas no Reddit. Então eu pensei, do alto da minha cabeça de merda, que seria uma boa ideia escrever um filminho maroto sobre o mundo do PW independente em um viés mais tragicômico, com uns toques de Irreversível, só que sem estupro ou extintores.

Foi então que nasceu o projeto “Simon Botch”, um dos nomes mais ridículos que eu já inventei na vida. Seria um filme sobre um cara que manda o outro pro hospital com o pescoço quebrado e como ele chegou até aquela luta em uma federação indie de médio porte. Algo como uma PWG da vida.

Eu só tinha esse esqueleto de esquema flashback e alguma ideia de como seria nosso protagonista. NADA ALÉM DISSO.

Enfim, a ideia não foi para frente e é muito possível que nunca vá.

 

 

Uau… que viagem hein, meu leitor envergonhado? O que você veio fazer aqui mesmo?

Afinal, esse texto é só isso mesmo. Interessante pensar que, de alguma forma, isso pode ter melhorado a noite de alguém…

ou não

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Lendas existem para morrer

Mas não no ringue

 

É estranho pensar em como a velhice do outro acaba afetando nossa própria percepção de tempo e prioridade. Ver Undertaker e Goldberg passarem vergonha no terreno Saudita me fez pensar, mesmo que por pouquíssimo tempo – e botar essa cabeça merda para pensar já é um progresso – em como a gente faz as coisas por dinheiro e o enfraquecimento pelo qual as ideias passam conforme a matéria do tempo se arrasta.

E se arrasta porque também é uma ideia velha, de tanto ser encurtado e depois esticado. Dentro do Wrestling, vemos carreiras astronômicas de dois anos ou fracassos de duas décadas. De qualquer forma, ele passa e quando se encontra com ideias fortes no âmbito real, ele as enfraquece, fazendo com que os vassalos desses conceitos tenham consciência da própria humanidade.

Pois lendas nasceram para morrer. Goldberg e Undertaker nasceram para morrer, não como pessoas, mas sim como ideia. Mesmo porque tudo passa, então o arquétipo ultrapassado do homem que anda junto com a morte e a imagem brega de um careca de sunga que bate nas pessoas mesmo sem ter o mínimo de habilidade física TEM que passar.

Infelizmente, não deveria ser dessa forma que vemos aqui.

Os dois atletas, já contextualizados em um evento que, por si só, configura um erro, são colocados em cima de um ringue, cada um com cinquenta anos nas costas, para fazer uma performance que, se tudo tivesse dado certo, devia ter ficado só no maldito mundo das ideias – e, não se engane, das ideias ruins.

Mas o dinheiro fala alto, ele grita e esperneia como se fosse uma criança. No caso a criança é o regime Saudita que financia cada evento merda que a WWE resolve fazer lá. Logo, tivemos Undertaker vs Goldberg e o que saiu disso é a morte precoce de duas ideias que, sinceramente, já estavam a muito capengas.

E, o pior de tudo, quase mataram os portadores desses conceitos. Pois ambos arquétipos podem sofrer mudanças e serem carregados por outros atletas. Contudo, esses dois seres humanos por traz das ideias que, naquele dia, passaram uma puta duma vergonha, esses infelizmente tem passagem só de ida pela vida.

As lendas morrem, é normal, elas precisam ser queimadas para que outras nasçam e elas sejam somente suspiros, sombras gastas em paredes eternas.

E que essas paredes não sejam túmulos.

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FOMO Fear of Missing Out

Wrestling FOMO

FOMO, ou Fear Of Missing Out é um tipo de ansiedade social. Sim, essa foi a forma mais acadêmica e SEO Friendly possível de começar o texto, com dois termos em inglês e a palavra chave. Eu me sinto, sinceramente, escrevendo por contrato e ganhando um salário miserável de novo.

Enfim, o FOMO é o medo de ficar de fora, sentimento que bate geralmente quando você não viu o filme do momento ou não foi naquele role bacana que todo mundo foi. Basicamente o individuo passa a temer constantemente ser deixado de fora das experiências e assuntos que estão tocando o barco nas rodas de conversa ou naquele grupo safado de Whats App que você tenta manter, mas logo logo só vai servir para fulaninho não esquecer seu telefone.

Isso tudo foi potencializado pelas redes sociais e dentro disso as comunidades ainda se formam de uma maneira que motiva o detrimento daqueles que estão por fora. E olha, querido leitor, a comunidade da lutinha não é lá a das mais saudáveis. Nisso existe até uma semelhança gigante com os fãs de quadrinhos, que acabam rechaçando indivíduos que, por não terem dinheiro, tempo – OU POR NÃO SER A PORRA DUM VAGAL DA PORRA – não tiveram tempo de consumir tantas obras quanto o sabichão de forum.

E é nesse ambiente que nasce o FOMO do fã de Pro Wrestling. Somos incentivados e até constrangidos a consumir o que tem de mais recente na TV e no cenário. Como se não bastasse WWE, existe TNA, AEW, PWG, AAW, Defiant, BWF, CFW, FILL, tem aquela luta antiga de Shoot que ~eu não acredito~ que você não conhece e também aquele outro clássico do Fit Finlay quando ele usava um bigodão.

Perdemos nossos pretéritos e também expectativas tentando dançar essa valsa inalcançável de ter todo o conhecimento. Nisso a ansiedade só cresce e o que deveria ser um hobby acaba virando uma obrigação. A forma mais fácil de evitar é mandar tomar no cu, mas isso não é tão fácil quanto parece. Exclusão é mais profunda e constrangimento existe em camadas que vão muito além da epiderme de nossa consciência.

Por isso consumimos muitas vezes até o que não nos interessa. Porque o medo é mais forte.

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Semana do Asilo

Tem prova para estudar, dois PDFs de escola americana abertos no PC e eu acabo de ver uma promo entre Undertaker e Goldberg. Isso faria meu eu de 11 anos pular num pé só de felicidade enquanto grita o suficiente para fazer minha mãe me desmaiar com um taco de baseball.

Entretanto, eu não tenho mais 11 anos de idade, da mesma forma que Undertaker não tem 40 e Goldberg… bem, esse nunca teve idade boa para lutar mesmo, então podemos passar disso. O fato consumado é que essa semana a WWE perpetua sua ajoelhada fatal perante a uma montanha de dinheiro do regime Saudita e eu não tenho tempo para escrever a quantidade de textos suficientes que estão guardados dentro de mim.

Basicamente todos eles tratam do quanto isso é socialmente e culturalmente problemático, além de ser uma falta de respeito com toda a lógica interna de uma empresa que, durante 35 anos, construiu um evento como seu evento principal. Fez tanto que o lutador mais marcante desse evento agora falta para fazer sua única luta num show comprado por Sheiks que achavam até pouco tempo que o Yokozuna estava vivo.

Infelizmente não temos mais Yokozuna. Mesmo assim, o pessoal do dinheiro gosta desses young lions da nova geração como Randy Orton e Triple H. Brock Lesnar? Esse menino tem futuro e é bom ver o Paul Heyman se recuperando após tão recente falência da ECW!

Na pergunta de “Quem é o próximo” que o careca invencível sempre faz, a resposta é clara: sou eu! Meu lugar na fila chegou de ficar em um estado de contemplação melancólica por constatar que, infelizmente, a vida é assim mesmo. Não é como se a WWE estivesse fazendo algo muito diferente do que sempre fez. Até porque estamos acompanhando uma empresa que recentemente foi acusada de esconder casos de abuso contra uma Wrestler que acabou cometendo suicídio.

E também porque não existe empresa boazinha que visa qualquer outra coisa que não seja lucro. Para os amigos ANCAPS meu bom “vai a merda”.

Contudo, devo confessar que me esqueço disso as vezes e fui um tanto ingênuo, mas as Jóias da Coroa e os Supershows em homenagem ao assassinos de jornalista me fizeram relembrar justamente com quem estamos lidando. Ninguém aqui deixou de acompanhar o produto ou ficar feliz com Kofi, Becky, SP e nem nenhuma outra coisa boa. É só a pura consciência que somos cúmplices das merdas, coniventes com esse lixo e que o mais importante é perpetuar o dinheiro e a dependência.

Talvez seja a semana de provas e eu esteja estressado, meu caro leitor que não dorme. Mesmo assim, existe elementos na Semana do Asilo que não me deixam dormir; o sentimento é aquela perda como ser humano, como engrenagem travada. Paramos na esteira e estamos vendo a máquina com mais clareza agora.

Dentro dela tem velhos comendo e velhos morrendo, todos fantasiados.

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Pouca brand e muito título

IMAGEM DO GREAT SASUKE É MERAMENTE ILUSTRATIVA
GREAT SASUKE É FODA

Esse é um texto rápido só para constatar que esses shows da WWE estão, sem sombra de dúvidas, uma porra. O Brand Split praticamente morreu, temos mais gente com cinturão do que lutadores de cabelo comprido e sunga, a previsão é só de que tudo piores e as mudanças significativas ficam somente para a última hora de Raw, onde temos as mesmas lutas de sempre.

Claro, bancar o doutor que tem diagnósticos exatos sem nenhuma responsabilidade é muito fácil. Entretanto, não precisa ser um gênio para notar que existe algo ligeiramente errado com a qualidade do produto que a empresa dos Mcmahon vem apresentando num geral.

Ta, exclui o NXT disso dai.

Não sei se a culpa é do próprio Vince, do “processo criativo” que a empresa impõe aos seus funcionários como denunciou Jon Moxley em sua shoot interview ou simplesmente as estrelas tem se alinhado semana após semana para testar a paciência do telespectador, levando aos céus via sattelite um RAW mais merda que o outro. Smackdown também, mas não tanto. A brand azul mantem-se mediana; o problema é que quase não existe mais BRAND AZUL

Tudo voltou a se misturar e um assunto que eu poderia resolver em um tweet virou um texto no blog. TA TODO MUNDO LOUCO nessa terra de meu Deus e enquanto o trem do Hype leva as pessoas a acreditarem que a AEW será algo diferente disso – e eu não dou cinco anos para estar tudo a mesma merda – esse mesmo veículo vem atropelando nossa já fudida impressão em relação aos geriátricos show semanais da Luta Livre Mundial e Entretenimento.

Mas no fim tudo se resolve, para o bem ou para o mal.

 

 

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habilidades

Habilidades de um Wrestler

 

Eu sei que o assunto do momento na verdade é a entrevista do Mox no Talk is Jericho, EU SEI.  Mas não é disso que eu quero falar, pelo menos não por agora.

Mesmo assim, se você está demasiadamente em polvorosa para desassociar sua mente dessa shoot, acho que pelo menos podemos usá-la como um ponto de partida alternativo; meu ponto de partida principal é a gravação dos testes físicos que aconteceram no Performance Center da WWE.

Tanto Mox, quanto vários outros lutadores, estrangeiros e brasileiros, nos mostraram em menos de uma semana que ser um lutador não se trata tão somente de saber dar uma tesoura ou gritar “aaaai” quando alguém de der um low blow. É óbvio? Um bocado. Eu já tinha parado para pensar nisso? Não seriamente.

Como recém praticante de esportes, fica cada vez mais claro que habilidades básicas são muito mais necessárias para formar um bom atleta do que uma complexidade avançada de periféricos uteis na hora do improviso. Isso significa que é mais importante saber correr e saltar do que saber dar um 450 splash de cima de uma escada em uma pessoa que esta sendo carregada por formigas de fogo em um ringue feito de jéleca.

habilidades

Quer saber de algo mais estúpido ainda? Já haviam me ensinado isso em outra área de conhecimento: o desenho. Realmente é um porre ter que desenhar círculos perfeitos e linhas retas quando tudo o que eu quero fazer é o SUPROMES voando através de metrópoles. Entretanto, Metrópoles é um amontoado de retângulos em perspectiva forçada e o Clark não é nada mais que figuras geométricas distorcidas e estilizadas com base em uma anatomia artística.

PW basicamente consiste em aprender a fazer círculos para depois construir sua própria cidade e seu homem do amanhã.

Ritmo, postura, forma de correr, a maneira que os golpes são vendidos são coisas básicas que basicamente ditam se você serve ou não para aquela história.

Ver pessoas treinando saltos e ouvir o Jon Mox falar sobre seus treinos BÁSICOS para evoluir como atleta e não só como lutador é um belo exemplo de como essa construção funciona. Porque, se o complexo for feito sem base, ele desmorona. É só ver futebol sem time de base porra, essa merda não vai pra frente e ai eu tenho que aguentar umas merdas TIPO FINAZZI NO CORINTHIANS, VAI SE FUDE, QUE ANO DE MERDA.

 

uff…

 

É isso, até amanhã.

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Felicidade Brock Lesnar

A felicidade de um homem besta

A existência se desdobra de formas não lineares e não completa nenhuma figura no final. Quem diria que a verdadeira felicidade de Brock Lesnar, aquele caucasiano de voz fina e extinto assassino, que se isola do mundo para mascar fumo, comprar armas para compensar a masculinidade frágil e ouvir ASMR exclusivos do Paul Heyman encontraria o verdadeiro objetivo da existência com uma simples maleta de Money In The Bank.

 

Eu conheço este senhor há algum tempo e afirmo sem medo de errar: nunca vi tanto brilho e verdade nos olhinhos brilhantes e pequenos de BL. É uma risada gostosa! Aquela que ele dava para o Undertaker enquanto espancava o idoso. Poderiam ser criados odes de amor e guerra, antídotos definitivos para a depressão e equações que ramificam na viagem interdimensional por entre lapsos de emoções, tudo derivado de uma gargalhada de Lesnar enquanto dança com sua BOOM BOX em formato de maleta.

 

Eu não via alguém mais contente desde que meu tio me deu um PS1 no natal de 2002 porque ele não queria mais o dele.

felicidade
Two Kinds of Happiness.mp3

Agora, na boa? As vezes é fácil esquecer de quem estamos falando e o porque de pessoas terem a relevância que tem. A imagem de Brock pós retorno em 2012 se tornou algo nos moldes de:

 

  • Preguiçoso
  • Chato pa caralho
  • Part Timer
  • Oportunista
  • Estraga prazeres
  • Escrotão
  • Suplex City BI A IIIITCH

 

Alguns desses tópicos refletem a verdade objetiva de um mundo totalmente tangível e alcançável através do raciocínio lógico e do experimento científico? De fato.

 

MAS, companheiros e companheiras de pro-le-le, Brock Lesnar, anterior a esse processo, era uma das figuras mais carismáticas e interessantes do Pro Wrestling mundial. Na figura dele tinha-se alguém jovem, extremamente talentoso e condizente com o espírito da época, capaz de fazer promos e expressar uma gama de personagens bem amplos enquanto lutava FEITO UMA MULA SOLTA.

 

Sério, qualquer pessoa que disser “Brock Lesnar luta mal” merece um tapa na orelha e um beijo de língua – não sei cara… as pessoas tem que se divertir também, saca?

 

Mas será que essa maleta do Money In The Bank seria na verdade uma maquina do Doc Brown e estaríamos vendo lampejos de um Lesnar mais talentoso e vigoroso? Ou ele é somente uma memória esboçada pelo tempo rumando lentamente ao nada.

 

Só a vida para responder tais questões. Ou você nos comentários. De qualquer forma, ele segue felicíssimo com sua BOOM BOX Money In The Bank.

 

Para finalizar, uma música em homenagem a isso.

 

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micro-universos

Micro-universos

Meu texto no WrestleBr só sai amanhã e a Newsletter vai só para quem assina. Ou talvez não existam mais dias e você esteja me vendo do futuro. Se for o caso eu digo “olá, vamos falar sobre micro-universos dentro do Pro Wrestling”.

 

O nosso mundinho da luta livre já é um grande conglomerado de regras, escritas e não escritas, que ditam mais ou menos como as coisas devem decorrer ali entre as quatro cordas ou lutando através do ginásio… ou dentro da boleia de um caminhão indo para Toque-Toque Pequeno.

São pessoas estranhas fazendo coisas inexplicáveis para pessoas que já sabem muito bem que aquilo ali não se justifica. Mesmo assim, ainda temos companhias inteiras que tentam manter uma coerência interna e seguir um mesmo sentido estético e histórico para seus shows.

E existem aquelas adeptas aos micro-universos.

GCW Bloodsport

A GCW é um bom exemplo de como executar de maneira inteligente e lucrativa a ideia dos micro-universos. Conforme a empresa desenvolve essas ocasiões cheias de gimmick, ela também muda as regras e torna aquela feita uma data fechada onde só se aplicam as regras que aquela lógica comporta.

Por exemplo o Janela Spring Break, que é uma putaria doida de Wrestling retroatlético fudida onde qualquer um pode aparecer e você tem chance de vencer mesmo se for… digamos… Invisível?

Até na WWE é possível enxergar um pouco desse conceito. Essa semana foi apresentado o título 24/7 e eu duvido muito que aquela porra asquerosa tenha algo a ver com qualquer outra storyline da empresa. É algo completamente ZONA e super fora da lógica normal dos shows. E está ótimo assim.

Conforme temos esses breves lampejos de ilogismo, a chance de aproveitar a arte é melhor ainda. Os quadrinhos já ensinaram que cronologia as vezes só serve pra fuder você. Então aproveite a liberdade e viva nesses espaços compactos de linguagem, habilidade, visual e esquizofrenia.

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O Dobro ou…

É hoje o dia que as crianças saem para brincar com os brinquedos do titio. Só que eles não são mais crianças e querem vestir sapatos de gente grande. Eles atacam e xingam e mordem como se tivessem que provar pro mundo que os músculos de sua roupa de super-herói são de verdade.

Então hoje é o dia que ninguém vai se segurar, todo soco é com força total. Talvez funcione e ai… teremos uma nova competidora no mercado. All Elite! Até o nome é soberbo e é assim que tem que ser. Jovens gostam de fazer bagunça, gostam de causar impacto. E é bom que aprendam com os impactos anteriores, se é que você me entende.

Porque outros já tentaram e talvez outros MUITO melhores. Falhar miseravelmente é só uma questão de perspectiva, entretanto fica tão tão feio quando você está falando para todo mundo o quanto você é durão e acaba caindo com um soco só na frente de todos os seus amigos.

Ou…

A gente pode ver o nascimento de algo muito legal hoje. De qualquer forma, vale a tentativa, qualquer novo produto é uma chance de ver talento desperdiçado se condensar em histórias minimamente coerentes com um universo da lutinha.

Não que isso, a curto prazo, mude algo no mundo. Esse tipo de “empolgou” não faz bem. Toda expectativa descabida é só mais um passo para o boulevard do “se fudeu grandão”

Ele fica lá em Las Vegas, onde a regra é “Double or Nothing”

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Detox

É estranho falar sobre isso porque, quando eu me propus a escrever quase todo dia eu também não pretendia ver tanta luta livre assim. Só que existe um limite para minha cabeça, meu caro leitor.

 

Eu talvez até seja repetitivo aqui e repita algo que eu falei na newsletter, MAS, se você não é um dos sete filhos da puta que assinam aquela merda – deveria, inclusive – ouça com atenção:

Na maioria dos dias eu passo por momentos que eu não quero pensar.

E eu tenho medo de você não me entender leitor, então eu vou explicar muito bem. É não pensar mesmo, não pensar um micron. Luta Livre, atualmente, me faz pensar em uma quantidade absurda, o que, na maioria do tempo, é ótimo. Só que a maioria do tempo agora eu estou usando para pensar em outras coisas como faculdade, trabalhos, decepções e a dor de garganta que parece um cavalo com piroca de titanio torando as minhas cordas vocais.

 

Por isso eu preciso passar por um detox e é neste processo que estamos. Eu não vi Wrestling essa semana quase inteira. Lutinha, highlights, promos, PORRA NENHUMA. Só no estágio eu vi o preview do Mistery Vortex IV e ai que veio o estalo para isso.

Porque foi sufocante assistir a qualquer coisa que me lembrasse os quatro lados do tablado. Talvez isso não seja uma experiência tão incomum assim quando se consome algo durante muito tempo. E eu nem estou falando de Lutinha, mas em qualquer situação da vida. O repetitivo é aterrador, mesmo com toda a variedade que temos ali. Por isso eu precisava emergir.

Eu estou passando por um respiro antes de mergulhar de novo, mas não significa que vocês precisem tomar um fôlego, certo?

 

Todos vocês podem continuar se afogando no lamaçal delicioso que é esse esporte coreografado vindo diretamente da unha do dedão esquerdo de satã. Mas enquanto isso eu só vou falar coisas sem bom senso beleza?

 

E se você precisar de um tempo sem o Wrestling, não se preocupe também. As lutas que já existem ainda estarão lá quando você voltar. Bom, talvez seu lutador favorito se revele um escroto, desgraçado, abusador e racista, mas… Ai é só você continuar tenso o bom senso que realmente é necessário. Falar coisas sem sentido faz parte da vida, guardemos a potência de nossa mente para poder odiar quem merece.

 

No momento meus hobbys para desligar são coletâneas de vlogs. Portanto se prepare que, conforme eu for falar de PW, mais coisas parecidas como essa surgirão.

Talvez você ache uma droga, mas cara, sinceramente? Se você assiste o Raw, teu padrão já é muito baixo MESMO.

 

Beijo do tio.

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