FOMO Fear of Missing Out

Wrestling FOMO

FOMO, ou Fear Of Missing Out é um tipo de ansiedade social. Sim, essa foi a forma mais acadêmica e SEO Friendly possível de começar o texto, com dois termos em inglês e a palavra chave. Eu me sinto, sinceramente, escrevendo por contrato e ganhando um salário miserável de novo.

Enfim, o FOMO é o medo de ficar de fora, sentimento que bate geralmente quando você não viu o filme do momento ou não foi naquele role bacana que todo mundo foi. Basicamente o individuo passa a temer constantemente ser deixado de fora das experiências e assuntos que estão tocando o barco nas rodas de conversa ou naquele grupo safado de Whats App que você tenta manter, mas logo logo só vai servir para fulaninho não esquecer seu telefone.

Isso tudo foi potencializado pelas redes sociais e dentro disso as comunidades ainda se formam de uma maneira que motiva o detrimento daqueles que estão por fora. E olha, querido leitor, a comunidade da lutinha não é lá a das mais saudáveis. Nisso existe até uma semelhança gigante com os fãs de quadrinhos, que acabam rechaçando indivíduos que, por não terem dinheiro, tempo – OU POR NÃO SER A PORRA DUM VAGAL DA PORRA – não tiveram tempo de consumir tantas obras quanto o sabichão de forum.

E é nesse ambiente que nasce o FOMO do fã de Pro Wrestling. Somos incentivados e até constrangidos a consumir o que tem de mais recente na TV e no cenário. Como se não bastasse WWE, existe TNA, AEW, PWG, AAW, Defiant, BWF, CFW, FILL, tem aquela luta antiga de Shoot que ~eu não acredito~ que você não conhece e também aquele outro clássico do Fit Finlay quando ele usava um bigodão.

Perdemos nossos pretéritos e também expectativas tentando dançar essa valsa inalcançável de ter todo o conhecimento. Nisso a ansiedade só cresce e o que deveria ser um hobby acaba virando uma obrigação. A forma mais fácil de evitar é mandar tomar no cu, mas isso não é tão fácil quanto parece. Exclusão é mais profunda e constrangimento existe em camadas que vão muito além da epiderme de nossa consciência.

Por isso consumimos muitas vezes até o que não nos interessa. Porque o medo é mais forte.

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Felicidade Brock Lesnar

A felicidade de um homem besta

A existência se desdobra de formas não lineares e não completa nenhuma figura no final. Quem diria que a verdadeira felicidade de Brock Lesnar, aquele caucasiano de voz fina e extinto assassino, que se isola do mundo para mascar fumo, comprar armas para compensar a masculinidade frágil e ouvir ASMR exclusivos do Paul Heyman encontraria o verdadeiro objetivo da existência com uma simples maleta de Money In The Bank.

 

Eu conheço este senhor há algum tempo e afirmo sem medo de errar: nunca vi tanto brilho e verdade nos olhinhos brilhantes e pequenos de BL. É uma risada gostosa! Aquela que ele dava para o Undertaker enquanto espancava o idoso. Poderiam ser criados odes de amor e guerra, antídotos definitivos para a depressão e equações que ramificam na viagem interdimensional por entre lapsos de emoções, tudo derivado de uma gargalhada de Lesnar enquanto dança com sua BOOM BOX em formato de maleta.

 

Eu não via alguém mais contente desde que meu tio me deu um PS1 no natal de 2002 porque ele não queria mais o dele.

felicidade
Two Kinds of Happiness.mp3

Agora, na boa? As vezes é fácil esquecer de quem estamos falando e o porque de pessoas terem a relevância que tem. A imagem de Brock pós retorno em 2012 se tornou algo nos moldes de:

 

  • Preguiçoso
  • Chato pa caralho
  • Part Timer
  • Oportunista
  • Estraga prazeres
  • Escrotão
  • Suplex City BI A IIIITCH

 

Alguns desses tópicos refletem a verdade objetiva de um mundo totalmente tangível e alcançável através do raciocínio lógico e do experimento científico? De fato.

 

MAS, companheiros e companheiras de pro-le-le, Brock Lesnar, anterior a esse processo, era uma das figuras mais carismáticas e interessantes do Pro Wrestling mundial. Na figura dele tinha-se alguém jovem, extremamente talentoso e condizente com o espírito da época, capaz de fazer promos e expressar uma gama de personagens bem amplos enquanto lutava FEITO UMA MULA SOLTA.

 

Sério, qualquer pessoa que disser “Brock Lesnar luta mal” merece um tapa na orelha e um beijo de língua – não sei cara… as pessoas tem que se divertir também, saca?

 

Mas será que essa maleta do Money In The Bank seria na verdade uma maquina do Doc Brown e estaríamos vendo lampejos de um Lesnar mais talentoso e vigoroso? Ou ele é somente uma memória esboçada pelo tempo rumando lentamente ao nada.

 

Só a vida para responder tais questões. Ou você nos comentários. De qualquer forma, ele segue felicíssimo com sua BOOM BOX Money In The Bank.

 

Para finalizar, uma música em homenagem a isso.

 

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Flopou

Eu dei uma séria enferrujada desde o último texto e dizem que escrever é bem uma questão de hábito. Tomando isso como verdade, vamos tentar fazer algo minimamente tragável e não muito vergonhoso.

Existe uma categoria de pessoas não muito bem definidas dentro do mundo maravilhoso da lutinha fake. Eles não são imagens consolidadas como nomes cravados em ouro, nem são a merda que fica grudada no aseu sapato depois de duas semanas. Esses lutadores e lutadoras tiveram sua chance entre as estrelas e até brilharam entre elas, mas quando o BIG GOLD estava em suas mãos, tudo o que eles fizeram foi carregar aquele peso morto até que viesse alguém e o tirasse deles.

Na maioria das vezes isso não envolve incompetência, mas sim uma falta de timing da própria vida ou um planejamento porco das mentes – ou, principalmente, a mente desgraçada e velha do daddy – por trás do PW para consolidar aquela personalidade como um World Champion.

Foram três parágrafos para dizer que, em suma, vamos falar de campeões mundiais que deram errado. Parece Orkut? Eu não dou a mínima.

 

Esse gif grita significado por compilar duas falhas em uma. Um era uma promessa proto estelar e nostálgica que tinha tudo para dar certo e o outro era o Jack Swagger. Para falar a verdade, o homem que hoje estapeia uns tios no Bellator também é uma promessa nostálgica pois, da mesma forma que o Ziggler tenta – e até demais, na minha opinião – emular o Shawn Michaels, Swagger era uma versão alta e com língua presa do Kurt Angle.

E sem um terço do talento, claro. Os dois protegidos de Vick Guerrero seguraram o World Heavyweight Title e foram abaixo do medíocre. A segunda vez que Dolph ganhou o título foi em um dos cash ins mais legais de todos e mesmo assim isso resultou num reinado de merda.

Isso já nos traz a outro pensamento: Money in the Bank gera uns campeões muito insignificantes. O primeiro reinado do Punk? Ridículo. O run do RVD com o WWE Title? Acabou num Raw qualquer. Até o Swagger, supracitado homem. CARALHO, parando pra pensar agora, Money in the Bank traz consigo uns reinados muito merdas.

Isso me lembra Sheamus com seu moicano do inferno. Bem triste a vida nesse período, melhor esquecer.

E para não ficar preso na empresa dos W, vamos para a TNA falar de outras pessoas insignificantes, pelo menos para a competição individual. O primeiro nome que salta é James Storm, que carregou o título por menos de uma semana e deu espaço para Bobby Roode… começar sua jornada até o título 24/7

Entre as mulheres a situação não é diferente. Não existe tempo suficiente no espaço contiuum para falar do quão decepcionantes são os reinados da Sasha Banks. Temos nomes como Eve Torres e Alicia Fox que, sinceramente, sei lá parceiro.

Para tal fato, caro leitor, não existe regra nem régua. Para você o reinado de Dean Ambrose como WWE Champ pode ter sido uma bosta. Para mim, o mais recente de AJ Styles foi um desastre, assim como o último de John Cena. É tudo uma questão de ponto de vista e expectativa.

O importante é ter seu nome na história, afinal de contas. Mesmo porque, no final nenhum de nós lembrará de nada.

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suicidio

Untitled

Hoje não existe quebra de quarta parede nem gifs. Ashley Massaro foi encontrada morta na manhã de terça feira em sua casa localizada em Smithtown, Nova Iorque. O óbito, pelo que se descobriu mais tarde, foi aparentemente causado por suicídio.

 

Não é possível começar a descrever a sensação dessa descoberta. Não é o primeiro caso de suicídio que temos esse ano dentro do mundo do Pro Wrestling e nos dias da morte da Ex Wrestler da WWE, certamente ela não foi o único ser humano a tirar a própria vida.

 

E não existe nada relacionado ao clássico Setembro Amarelo Bullshit que eu possa dizer aqui que vá mudar alguma coisa sobre isso. O papo motivacional é só merda quando doenças como depressão, fobia social e ansiedade começam a marretar a nossa rotina. Só existe você e, caso você tenha sorte, uma rede de apoio.

 

Isso não é um pedido de atenção para que vocês passem a se conscientizar sobre o suicídio e os problemas de saúde mental. É a porra de um grito no escuro para cada fã de wrestling e cada um que se considera ser humano. Pois não pense que as empresas e companhias estão dando meia foda para a morte da Ex Campeã mundial ou para qualquer outro lutador que já tenha cometido ou tentando suicídio.

 

A WWE, para dar nome aos bois, vai tirar o cu dela da reta. É assim com Benoit, que matou a família e se suicidou, é assim com Ashley e vai ser assim com qualquer outro lutador que passe por isso. Porque atentados contra a própria vida não dão renda, não passam uma boa imagem para uma empresa que faz seus empregados saírem todo dia para o trabalho sem um tratamento minimamente preparado para lidar com sua saúde física e mental.

 

Nem durante e nem depois.

 

Porque a vida é assim. A marca quer lucro e as pessoas se parecem cada vez mais com marcas. A nossa única chance é tentar ouvir, mesmo que seja extremamente difícil, algo mais que o som da nossa própria voz. Porque daqui há duas semanas esse assunto vai ter passado e só quem vai se lembrar TODOS OS DIAS são os parentes próximos e quem realmente sentiu a falta de mais uma pessoa na mesa da janta ou no sofá de fim de noite.

 

E a parte mais difícil é admitir que ainda assim existe esperança e não, não é nada fácil de encontrá-la. Mas você precisa e não só para você, mas para o outro também. A prevenção do suicídio não começa com você abrir sua caixa de mensagens do messenger para ouvir desabafos, começa com você não sendo escroto na rua; começa com você perceber quando uma brincadeira vira afronta. Começa quando você entende que, na realidade, não existe o maldito “mimimi” que as pessoas querem te enfiar guéla abaixo. Essas três sílabas afogam e matam lentamente.

 

Antes que alguém argumente, SIM, A GENTE ERRA PARA CARALHO. Eu, Alex Maniezo, não o Léquinho, mas a pessoa que escreve aqui todos os dias, o Alex, ERRA PARA CARALHO! Eu xingo as pessoas quando não precisa, eu trato mal quando poderia ser mais leve ou só ignorar. Eu não ouço os socorros dos meus melhores amigos muitas vezes por estar preocupado comigo . E tudo bem se preocupar consigo . Porque isso também ajuda, isso também previne e isso também salva.

 

Entretanto é preciso entender que existe uma doença por ai e ela é bem real. Existe remédio, existe tratamento e o que você pode fazer é apoiar. Tudo fora disso é prepotência ou egoísmo. Pode parecer duro demais, contudo é preciso também espalhar a ideia que não existe um salvador dentro de todos nós para quebrar uma doença na labia, um discurso motivacional por vez.

 

É preciso ter consciência e isso, num primeiro momento, já ajuda muito. Porque é daqui que começa, é por baixo. A Netflix vai continuar fazendo dinheiro com 13 Reasons Why, a WWE ainda vai sugar a vida de cada lutador ali até a última gota de exaustão e os estudantes de medicina vão seguir com o maior índice de suicídio dentre todos os universitários que, por si só, já são uma classe com altos índices de ideação suicida.

 

Não existe uma maneira boa de terminar um texto ruim. Tudo o que fica é mais uma perda dentre tantas, mais um corpo que foi negligenciado por uma grande companhia, dentre tantas outras como sua rede de fast food favorita ou seu supermercado. O problema esta sempre mais perto, mas a solução também deve estar, existe ajuda e apoio.

 

Mas, em momentos como esse, eles parecem distante e tudo que nós vemos são os pêsames para a família e os amigos, uma comunidade específica que perde mais uma pessoa presa em sua própria mente.

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chants e cartazes

Cartazes e Chants

Me desculpe você, leitor atento, pois não postei nada ontem, a não ser alguns tweets. Bom, eu meio que tinha um compromisso neste último 15 de maio, mas agora estamos de volta com força total para falar sobre o bom e velho restling pofrissional.

Bom, as vezes é um saco ter que aguentar a massa, não é mesmo? Ela grita, ela empurra, ela não tem uma ordem concreta e nem previsibilidade matemática em suas ações. Contraindo e expandindo como um músculo automático, o público vai… para onde o espirito do caos manda. E o PW ajuda a controlar esse espirito, colocando ali entre as paredes de um ginásio um experimento controlado dessa convulsão que é a massa.

É lógico que temos ali dentro um certo perfil, principalmente quando fala-se de WWE, mas siga o raciocínio e não os detalhes, leitor disperso.

As pessoas as vezes sabem realmente para onde querem ir. Elas se juntam, organizam, sabem o que gritar e estão lá para apoiar seja lá o que querem, independente de qual seja o grito de guerra dessa semana ou o cartaz espertalhão. Assim toca o PW, juntando gente que tem ciência do que quer e pretende ajudar a guiar aquela força maior para um caminho minimamente mais condizente.

As vezes a multidão também é estupida, quer chamar mais atenção que o importante, quer puxar pro outro lado. As vezes rola um beachball. É hora de respirar, olhar para frente e seguir andando. O Status quo e o acaso incontrolável ficam a cargo de mãos incapazes. Na maioria das vezes, tais mãos são só um imbecil de terno. Mas eae? Faz parte, uma hora as partes ouvem. As vezes o que o Wrestling precisa é somente de números, chants e cartazes.

Mas como diria J.R, nada a ver com a realidade essa coisa de luta livre.

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Detalhes

Pro Wrestling, tal qual o cetro da Prometeram é composto pelo macro e pelo micro. Isso em uma visão bem simplista de “assim na terra como no céu ” nos leva a pensar que se os fogos e as luzes e as musicas são importantes, também são os movimentos de cabeça e os olhares e algum movimento a mais.

 

As vezes é espontâneo. Sentado na recepção do consultório da dentista eu consigo pensar em alguns exemplos. O primeiro é a capa deste artigo. Parece idiota, mas a merda do olhar catatonico do Sr. Rau Dudley me traz felicidade genuína.

Da mesma forma, o selling do ACH me da agonia e me irrita um tanto. Me irrita por que é excessivamente bom. Vocês já perceberam que este filho da puta parece não ter articulações?

É realmente um show a parte.

Ninguém da um Peoples Elbow que nem o The Rock. Os inúmeros Elbows Drops e Frog Splash dentro da indústria se diferenciam em impacto, velocidade e narrativa por conta de simples processos. A altura do cotovelo, a postura do corpo. É a escrita, tão característica, que mostra a personalidade daquela entidade que o indivíduo encarna no ringue.

Serifas e círculos presos nos quatro lados do ringue meus amigos. É lindo.

E acredito que são esses pequenos detalhes que fazem um Wrestler. São as minúcias que diferenciam os CAWS do No Mercy das verdadeiras personagens de carne, osso e papelão que permeiam nossas storylines imaginárias.

Não é preciso elaborar muito, nenhum de nós é tão complexo assim. Apesar disso, qualquer Wrestler é uma pessoa a parte e deve ter característica distintas daquele que o interpreta. Existe até uma semelhança disso com locutores de rádio.

O abismo esta posto e cravado entre a real voz e jeito de falar de uma pessoa e a persona que ela interpreta dentro do rádio, mesmo que não exista personagem ali. O RG e CPF são os mesmos, mas a voz que sai do seu rádio não é a fala crua. Da mesma forma o PW é uma performance e nós talvez nunca conheceremos um lutador de verdade. São mascaras, nós as vestimos todos os dias. A unica diferença é que eles estão no ringue.

Assinem minha newsletter e leiam o último texto do LKS no WrestleBR. LKS é um gigante que me da vergonha de escrever comparado a quão bom é esse porra.

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Segunda

O final da semana passada foi pesadíssimo e eu tinha muitos textos pessimistas guardados dentro do baú sobre como o Wrestling as vezes não é o suficiente.

 

Sinceramente, não é disso que a gente precisa agora. Também não é de motivação barata. Um meio termo, senhoras e senhores, é sempre bem vindo.  

 

Mas, de fato é segunda, as histórias vão seguir sua narrativa, a sua empresa favorita vai continuar escrevendo e fazendo um monte de cagada. Eu acordei hoje e vi um Gif do PAC quando abri o Twitter.

segunda falcon arrow
avoa bonito

 

É estranho viver uma relação de amor e ódio com algo que faz parte da sua vida, independente do quão recente ou velho é isso dentro da sua rotina. Vamos da apatia ao ódio, depois para um amor extremo. Mas Luta-Livre é sempre luta-livre, envolve gente, expectativa e frustração.

 

Ainda é segunda, tem Raw e provavelmente vai ser uma bosta. E tudo bem.

 

Também é normal querer dar um tempo de PW as vezes. Cansa, e então você precisa de algo novo, talvez outro tipo de Wrestling, outras épocas, ou só um descanso mesmo.

 

A semana começa agora e talvez tudo piore de novo. Francamente, é sempre a possibilidade mais gritante.

Frank Gotch segunda

E ai você vê um combate, de repente se apaixona por uma época histórica, um estilo de luta… e tudo volta ao normal.

 

Nada faz sentido, querido leitor, e você também não precisa fazer. Wrestling é caos, sem explicação, indo do nada para lugar nenhum. Você pode entrar no meio da jornada e ainda se divertir um bocado.

 

Mas aproveite, hoje é segunda.

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Petisco

Não foi um dia fácil, meu leitor confidente, assim como a vida, que apesar de cômoda, nunca costuma ser fácil.

Mas pense comigo por um momento. Eu sobrevivi, você sobreviveu. Tal qual cachorros que fazem truques com ossos, merecemos um prêmio para, talvez, viver mais um dia.

O dia amanheceu belo na província de Mauá. Céu azul cor de “talvez mais tarde chova” e um sol que fica muito bonito do lado de fora do trem lotado. O hoje já virou ontem e o amanhã… você sabe o que ele virou, Você está nele. Eu consegui pegar um lugar no trem e talvez hoje seja um bom dia..

 

Estes são meus ossos para roer, amigo leitor:

 

 

Tenho cada vez mais me presenteado com PW esses dias e porque não? É um produto como qualquer outro, uma recompensa pela nossa deliciosa mediocridade e, por Deus, como é bom ver lutas assim.

 

Que disposição desses dois. É o que acontece quando você é magistral em fazer o básico.

 

Seria lindo se o filho Rhodes mais novo tivesse em um dedão o talento e a simplicidade que o pai carregava com tanto talento. Por sorte o gene Flair parece ter carregado a si mesmo dentro da Rainha, guardando o legado do dirtiest player in the game por mais uma geração.

 

Uma pequena demonstração de no sell e oversell. Pequenas doses de PW assim todo dia são um ótimo segredo para viver uma vida feliz e completa; salário fixo e VR também ajudariam muito. Mas, sinceramente, eu falo isso porque, para realmente amar esse esporte não é preciso passar o dia inteiro. Isso não é uma dieta.

 

Não é um clássico, não é a melhor luta do século, mas é um agrado, um petisco no nosso diário mar de desgraça.

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Exodus

  1. O ROSTER ESTÁ INCHADO

Sejamos francos, liro frends, o roster tá sempre inchado, o problema é o produto humano disponível para servir aos tubarões.

É incômodo ver bons lutadores servindo de escada para umas merdas ao nipe de Baron Corbin, Nakamura, Lacey Evans e companhia. Pior ainda é ver gente que é tão ou mais excelente que os lutadores supracitados e nem a chance de ser jobber tem. No máximo uma Battle Royal

Mas, até aí, a WWE já teve a Kai en Tai no roster e seu maior feito foi quebrar os dentes.

Enfim, o sacrifício foi feito. Nesta semana tivemos a debanda da Sanity, a exceção de Eric Young, o pedido de demissão de Luke Harper, a saída há muito prevista de Dean Ambrose e o muito provável êxodo de Sasha Banks.

Inchado, caro leitor, o monstro está inchado e ele quer permanecer assim. Porque é melhor estar pançudo que dar cartuchos à concorrência.

E sim, a WWE tá disposta a comer fogo se for preciso.

Entretanto, algo sempre escapa a boca da besta (ou do besta?), alguém sempre escapa do Egito e agora, nomes bem acima da média buscam sua terra prometida.

Não se engane, sempre existirá um Baron Corbin e, feliz ou infelizmente, sempre existirá uma oportunidade de desperdiçar o próximo Taka Michinoku.

 

E no texto de amanhã: LEVITICUS

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arte - Criminal 1# Ed Brubaker, Sean Phillips

Pegue o pombo

 

Talvez seja difícil demais capturar o Wrestling em sua totalidade. Seja em filmes, jogos e desenhos, qualquer forma de arte que fale de PW talvez nunca chegue a realidade do que ele é de fato.

 

Como falar da realidade nunca vai alcançar o verdadeiro real. E quem sabe o objetivo não seja esse e sim entender o que está além do real?

 

Luta-Livre, como nos acostumamos a falar, é algo que ultrapassa o âmbito do ring e das plateias. Logo, é impossível que uma obra consiga abraçar com igual clareza e profundidade todos os aspectos que esse esporte representa.

 

Se acertar nos lutadores, talvez peque em retratar os fãs. Caso os dois estejam perfeitos, os eventos podem ser mal desenvolvidos. Isso se desenrola através de todo o entretenimento, mesmo aquele que não fala sobre luta livre.

 

Em um ensaio de Raymond Chandler, romancista americano famoso por seus thrillers de detetive, ele afirma que nenhum escritor possui igual exatidão e proficiência em todas as áreas do conhecimento. Alguém que sabe tudo sobre tecidos egípcios pode não ser o melhor escritor de diálogos da história.

Arte André de Giant Life and Legend

O mesmo se aplica aqui e é por isso que, muitas vezes, a gente pode pensar que não existem tantos produtos bons sobre Wrestling no mercado. Sinceramente, isso é algo com o que eu tenho tendência em concordar.

 

Mas quando olhamos para alguns produtos como Criminal 1#, do Brubaker e do Phillips, que em um retrato tão rápido consegue capturar um PW que está ali em contexto e forma, de maneira tão coadjuvante e tão espetacular…

 

Ou quando assistimo “The Wrestler” e vemos aquela força pulsante de alguém que deu tudo de si e não está satisfeito…

 

É nessas horas que a corrida pelo pombo parece ganha mesmo antes de começar.

Entretanto, muito chão precisa ser percorrido. É necessário correr atrás de mais representações que não seja o Wrestler branco e velho. Filme da Paige tá ai… E eu ainda nem pensei em assistir.

Bom, talvez o próximo passo deva ser nosso. Um passo rumo a criação de conteúdo sobre Wrestling, mas não como comentário e sim como arte, como desenho, como prosa.

Estamos todos na linha de largada amigos…

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