Da Boca Pra Fora – The Wild Storm O1 a 23 (e preparação para a 24)

Bom, compadres, vocês sabem muito bem que esse é um site focado em Wrestling, mas que eu sou um porra louca que adora um offzinho de vez em quando. Logo, hoje é dia de Da Boca pra Fora e iremos reler todos as edições de The Wild Storm até a 23 para estarmos preparados quando a edição final, de número 24, chegar aos nossos dispositivos móveis que fora carinhosamente apelidados de CÉREBRO.

 

 

THE WILD STORM

Escritor: Warren “meu Deus que homemzão da porra” Ellis

Artista: Jon Davis “vai toma no cu como desenha” Hunt

Colorista: John “ótimo trabalho” Kalisz , Steve “maravilindo” Buccelato, Brian “Eita que é outro” Buccelato

Letrista: Simon “parece que eu estou no futuro” Bowland

 

Tendo em vista que muitos de vocês não estão inteirados no que é o Universo Wild Storm ou simplesmente no que está acontecendo nesta vida, vamos a um breve resumo. A Wild Storm era um selo do rapaz conhecido como Jim Lee, desenhista ícone dos anos 90, onde ele usava e abusava de personagens filhos da puta fumantes envolvidos em paradinhas paramilitares e times de super-heróis diferentes que, na verdade, eram meio iguais a tudo que já existia.

Bla bla bla esse selo foi vendido para a DC, muita água rolou debaixo da ponte da morte e eis que em 2016 ficamos sabendo que Warren Ellis, colaborador de longa data desse selo e provavelmente o maior criador dele, voltou para a casa dos deuses para mais um tiro de 100 metros entre os grandes.

Ellis foi contratado para ter liberdade geral e nenhuma associação com o universo DC, podendo moldar a espinha dorsal e o clima do que vai ser esse universo, escrevendo em “The Wild Storm”, série de 24 edições, um guia de clima, delineado por uma história de conspiração milenar, tecnologia útil e trivial, misturado com paramilitarismo, teorias da conspiração, um pouco de Doctor Who e muito Whiskey na cabeça.

Não, eu não vou fazer um review edição por edição, mas eu muito bem posso falar de arco por arco, que é como o Ellis descreveu a série em sua entrevista para a DC Comics. The Wild Storm são quatro livros de seis capítulos cada um.

 

ARCO 1

O bom é que The Wild Storm começa como deve começar: gente sangrando em cima de tecnologia e tecnocracia, em território onde as grandes corporações querem pintar o céu de alumínio cristalino. É lindo amores, simplesmente lindo.

O escritor, em conjunto com o desenhista, trabalha em uma estrutura de grids que abraça tanto a narrativa quanto a própria trama em si. Divído entre três narrativas diferntes, o leitor é levado a conhecer a IO – International Operations – a Skywatch e as empresas do Sr. Jacob Marlowe – a Halo- tudo de uma vez só em pequenos fragmentos de diálogos. Logo, é possível se ver envolto em uma trama na qual você só tem pedaços de informação que lentamente vão se juntando, como todas as partículas que Jon Hunt desenha brilhantemente em suas cenas de ação.

E vale salientar que esse primeiro arco é somente de formação. Vemos o reconhecimento de uma guerra que está por vir. Somo apresentados a personagens chaves como Angie Spica, Miles Craven, Trelane, o Homem do Tempo, Michael Cray, os Wild CATs – e nesse eu realmente devo confessar que fiquei empolgadíssimo por razões de Wild C.A.T.S 3.0 – e, ali, no escanteio das coisas todas, juntando todas essas peças, Jenny Sparks.

São muitos nomes para se decorar nessa história dividida em grids de 3×3, mas acredite, Ellis vai fazer você lembrar. Um exemplo de que a preocupação com esse montante de informação é real se mostra em como o escritor usa personagens orelha para mastigar algumas informações prévias para o leitor. Isso fica muito claro na edição seis, no diálogo entre Marlowe e Spica.

A arte de Davis-Hunt aqui já mostra a que veio, com cenas de ação tão detalhadas em peso, partículas, movimento e linguagem corporal que faz John Wick parecer coreografia da carreta furacão.

Mas o mundo é grande e, segundo o escritor mostra, o universo também. Vamos para o segundo arco de WildStorm onde a guerra entre IO e Skywatch vai começar a se montar, usando terra, o espaço e toda forma de vida disponível como peças e também como tabuleiro para apoiar os pés, sem se importar se isso vai acabar esmagando uns crânios no processo

Arte: Jon Davis-Hunt

 

ARCO 2

Neste arco as coisas começam a se organizar um pouco mais e todos os movimentos escoam para uma ação conflitante, mais ou menos como água indo para o ralo. Bom, neste caso a água são pessoas fortemente armadas de munição pesada, habilidade para matar e pacotes de informação nociva e o ralo é uma guerra total e completa.

Os Wild. CATs são melhor desenvolvidos aqui, com um pouco de background exposto por diálogos e alguns flashbacks. A cena de ação samurai protagonizada por John Colt é especialmente bem coreografada, com uma ambientação perfeita. O timing de Jon Davis-Hunt para ação se mostra ainda mais potente nesse arco, inclusive.

Como temos muito mais cenas de assalto para lidar, o desenhista tem a oportunidade de mexer com cenários e marcação para ditar o tempo e fazer uma narrativa que foca nos aspectos enquanto a linha de raciocínio principal foca nos atos.

A escrita continua certeira e da edição 6# a 12# é possível sentir mais uma veia cômica do velho de Thames Delta. Os diálogos são tão bons que eu gostaria de costurar as sentenças na minha pele usando os pelos da minha sobrancelha.

Entretanto, existe um problema aqui que eu só consigo perceber depois de fazer essa leitura “carreirão”: Wild Storm possui um montante de peças móveis que aparições muito pequenas, mas que acabam sendo importante para o todo lá na frente.

Em algumas séries – tipo Criminal ou Kill or Be Killed, sobre as quais eu ainda preciso falar aqui – isso funciona perfeitamente porque, de alguma forma, o plot principal é meio que “independente” desses movimentos. Os personagens são mais uma mudança nos settings de cor do que a própria pincelada na tela do photoshop.

Ellis, contudo, escreve pensando cada risquinho de lápis e, para você conseguir compreender o todo lendo mês a mês – pelo menos para mim que sou um puta abobado da porra – fica BEM COMPLICADO. Inclusive fica muito mais fácil compreender o rumo dos personagens lendo arco por arco do que edição por edição. E, além disso, você não ganha nada a mais por ler as mensais, o que, na minha opinião, faz The Wild Storm ser uma série perfeita para os TPBs.

Mesmo assim é muito bom ter algo desse careca para ler todo mês.

Ah, e a cena onde a Doutora aparece pela primeira vez é uma das coisas mais lindas que eu já vi desenhadas. Além disso, eu não sabia que eu precisava de uma cena onde ela e Jenny Sparks acordam pós transa cobertas por um cobertor da mulher maravilha. Eu precisava.

Arte: Jon Davis-Hunt

ENFIM, todo mundo agil, gente morreu e foi tudo pro caralho. John Lynch aparece ali na finaleira e agora vamos para a parte Folk Conspiracy do gibi.

ARCO 3

Road trip in this bitch.

Estamos no penúltimo arco e o ralo por onde toda a sujeira das 520 páginas de Wild Storm vai escoar começa a ganhar um nome: Nova Iorque. Sim, alugaram uma semana onde todo mundo da casa das ideias não vai estar na cidade e vai rolar uma pegação hard ali em Manhatam.

Para que isso aconteça, acompanhamos John Lynch em suas andanças pelo solo americano atrás dos experimentos da I.O. Também vemos Marc Slayton através desse mesmo território coletando almas para seu implante. É algo muito simples para eu gastar palavras aqui, então vá ler o gibi.

Capa: Jon Davis-Hunt

Nesse arco temos um padrão até nas capas, que ficam no cinza e vermelho, sempre focando em experimentos do Thunderbook e com dados e estatísticas nas capas. Nessas edições, com Ellis trabalhando o desenvolvimento rápido de personagens com força, fica claro como ele não dava a mínima para alguns personagens no começo da série.

Principalmente se tratando de Trelane e Michael Cray, eu acho que ele trabalha muito pouco e rapidamente os joga de lado para que o autor das séries pudesse trabalhar mais livremente.

Além desse pequeno detalhe temos a história da doutora e de Jenny Sparks se juntando e outras peças um pouco mais importantes e familiares adentrando esse escopo. Jack Hawksmoore é uma delas. Inclusive a cena de criação dele é a parte que você definitivamente vê que as coleiras foram soltas e o formato do gibi foi pro caralho elevado a zezé.

A arte, meus amigos, está mais linda do que nunca.

É interessante notar como Ellis adaptou todas as criações dentro das histórias do Wild Storm para coisas um tanto mais modernas e palatáveis, sem perder aquele senso fantásticos e todo o poder que a descoberta científica não convencional e extrapolada tem em apimentar a ficção. Um autor menor poderia fazer versões de jaquetinha para os mesmos herois e chamar de século XXI parte dois.

Ellis realmente entra no grosso do século vinte e um e soca a barriga dessa época hibrida por dentro até que ela fique redonda e fecunda.

Tá, isso foi uma imagem mais incômoda do que eu imaginava, vamos em frente.

Tudo está confluindo para Nova York, os Wild C.A.T.S finalmente entraram em missão, I.O  e Skywatch vão sair na mão oficialmente, Henry Bendix ficou pistola, tudo vai acabar, as coisas estão levantando e o corte vai ser seco e perfeito! Torça para que não seja no seu pescoço

ARCO 4 e a estrada para a edição 24#

E aqui estamos, queridos amigos, leitores pacientes, amantes da nona arte que viram grades de três virarem loucuras visuais com operações genéticas que fatiam retinas como os prisioneiros do Bons Companheiros fatiavam alho.

O Authority é uma realidade. Não vimos mais John Lynch ou Slayton, nosso amigo alienígena aparece muito pouco e esse último arco é basicamente focado em amarrar algumas pontas da Skywatch/I.O, jogar informações já mastigadas novamente na nossa face – fato que aqui me deixou um pouco irritado – e mostrar como Jenny Sparks é a melhor coisa já inventada desde aquelas mãozinhas que ajudam a coçar as costas.

A partir da edição 20 a coisa passa a ser basicamente Authority fazendo exposição de World-Building, imagens de pós suruba e todo mundo caindo na porrada. É lindo, eu quero mais disso e espero que o gibi do Authority, se não ficar na mão do Ellis, vá para o seio de alguém PELO MENOS tão competente quanto ele para escrever porra louquíces.

É, Matt Fraction, talvez eu esteja olhando para você mesmo.

Enfim, meus caros amigos, a edição VINTE E QUATRO DO WILD STORM chega às bancas americanas dia três de julho. Não sei quando esse material estará disponível aqui em solo tupiniquim e nem quem vai traduzir. Para você que lê em inglês e ta com um dinheiro em conta ai para gastar a toa, vale a pena comprar os TPBs, simplesmente porque eu gosto do formato TPB.

Inclusive, quem quiser completar minha coleção do Injection antes deles continuarem, estou disponível.

Quando Wild Storm acabar, estaremos aqui para comemorar e comentar, fechando esses dois anos de desenvolvimento, não só do gibi e do mundo em que ele se passa, mas como de nossa própria história, sentimentos. Muita gente nasceu e morreu desde a primeira cena com a Zealot até a última página de Davis Hunt já desenhou.

É uma coisa engraçada, o mundo dos gibis de super-heróis. Eles não seriam nada sem o olho da tormenta e as armas secretas que vivem por trás dos crânios medíocres do mundo real.

 

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Ninguem faz como a WWE faz

Por um lado, precisamos admitir, Seth Rollins tem razão.

Para aqueles desinformados, o contexto é que o atual Universal Champion entrou em uma batalha através do twitter nas últimas semanas para defender e enaltecer a empresa da qual ele agora é uma das faces.

Como eu disse, ele tem um ponto, mas talvez não seja o que ele pensa. Porque as coisas que a WWE faz é difícil ver qualquer outra empresa de Wrestling replicar. Por exemplo, as empresas não saem por ai fazendo shows multimilionários para apoiar o regime saudita. Talvez seja porque ninguém nunca ofereceu? Talvez.

Mas, mesmo assim, isso são coisas que só uncle Vince traz para nós. Por falar em Uncle, é difícil ver uma federação quase matar um velho e trazê-lo para lutar menos de um mês depois. Bom, tirando o PCO.

Mesmo que existam similaridades, ninguém faz como a WWE faz, daquele jeito gostosinho, escancarando sua cara megalomaníaca multimilionária de empresa sem escrúpulos e sem precedentes. Até porque ela aparentemente também tem a habilidade de transformar pessoas medianamentes gente boa em cuzões chatos e corporativista.

Quanto a isso, Seth Rollins tem total razão.

Agora WRESTLING é um assunto que vamos discutir amanhã

 

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FOMO Fear of Missing Out

Wrestling FOMO

FOMO, ou Fear Of Missing Out é um tipo de ansiedade social. Sim, essa foi a forma mais acadêmica e SEO Friendly possível de começar o texto, com dois termos em inglês e a palavra chave. Eu me sinto, sinceramente, escrevendo por contrato e ganhando um salário miserável de novo.

Enfim, o FOMO é o medo de ficar de fora, sentimento que bate geralmente quando você não viu o filme do momento ou não foi naquele role bacana que todo mundo foi. Basicamente o individuo passa a temer constantemente ser deixado de fora das experiências e assuntos que estão tocando o barco nas rodas de conversa ou naquele grupo safado de Whats App que você tenta manter, mas logo logo só vai servir para fulaninho não esquecer seu telefone.

Isso tudo foi potencializado pelas redes sociais e dentro disso as comunidades ainda se formam de uma maneira que motiva o detrimento daqueles que estão por fora. E olha, querido leitor, a comunidade da lutinha não é lá a das mais saudáveis. Nisso existe até uma semelhança gigante com os fãs de quadrinhos, que acabam rechaçando indivíduos que, por não terem dinheiro, tempo – OU POR NÃO SER A PORRA DUM VAGAL DA PORRA – não tiveram tempo de consumir tantas obras quanto o sabichão de forum.

E é nesse ambiente que nasce o FOMO do fã de Pro Wrestling. Somos incentivados e até constrangidos a consumir o que tem de mais recente na TV e no cenário. Como se não bastasse WWE, existe TNA, AEW, PWG, AAW, Defiant, BWF, CFW, FILL, tem aquela luta antiga de Shoot que ~eu não acredito~ que você não conhece e também aquele outro clássico do Fit Finlay quando ele usava um bigodão.

Perdemos nossos pretéritos e também expectativas tentando dançar essa valsa inalcançável de ter todo o conhecimento. Nisso a ansiedade só cresce e o que deveria ser um hobby acaba virando uma obrigação. A forma mais fácil de evitar é mandar tomar no cu, mas isso não é tão fácil quanto parece. Exclusão é mais profunda e constrangimento existe em camadas que vão muito além da epiderme de nossa consciência.

Por isso consumimos muitas vezes até o que não nos interessa. Porque o medo é mais forte.

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Felicidade Brock Lesnar

A felicidade de um homem besta

A existência se desdobra de formas não lineares e não completa nenhuma figura no final. Quem diria que a verdadeira felicidade de Brock Lesnar, aquele caucasiano de voz fina e extinto assassino, que se isola do mundo para mascar fumo, comprar armas para compensar a masculinidade frágil e ouvir ASMR exclusivos do Paul Heyman encontraria o verdadeiro objetivo da existência com uma simples maleta de Money In The Bank.

 

Eu conheço este senhor há algum tempo e afirmo sem medo de errar: nunca vi tanto brilho e verdade nos olhinhos brilhantes e pequenos de BL. É uma risada gostosa! Aquela que ele dava para o Undertaker enquanto espancava o idoso. Poderiam ser criados odes de amor e guerra, antídotos definitivos para a depressão e equações que ramificam na viagem interdimensional por entre lapsos de emoções, tudo derivado de uma gargalhada de Lesnar enquanto dança com sua BOOM BOX em formato de maleta.

 

Eu não via alguém mais contente desde que meu tio me deu um PS1 no natal de 2002 porque ele não queria mais o dele.

felicidade
Two Kinds of Happiness.mp3

Agora, na boa? As vezes é fácil esquecer de quem estamos falando e o porque de pessoas terem a relevância que tem. A imagem de Brock pós retorno em 2012 se tornou algo nos moldes de:

 

  • Preguiçoso
  • Chato pa caralho
  • Part Timer
  • Oportunista
  • Estraga prazeres
  • Escrotão
  • Suplex City BI A IIIITCH

 

Alguns desses tópicos refletem a verdade objetiva de um mundo totalmente tangível e alcançável através do raciocínio lógico e do experimento científico? De fato.

 

MAS, companheiros e companheiras de pro-le-le, Brock Lesnar, anterior a esse processo, era uma das figuras mais carismáticas e interessantes do Pro Wrestling mundial. Na figura dele tinha-se alguém jovem, extremamente talentoso e condizente com o espírito da época, capaz de fazer promos e expressar uma gama de personagens bem amplos enquanto lutava FEITO UMA MULA SOLTA.

 

Sério, qualquer pessoa que disser “Brock Lesnar luta mal” merece um tapa na orelha e um beijo de língua – não sei cara… as pessoas tem que se divertir também, saca?

 

Mas será que essa maleta do Money In The Bank seria na verdade uma maquina do Doc Brown e estaríamos vendo lampejos de um Lesnar mais talentoso e vigoroso? Ou ele é somente uma memória esboçada pelo tempo rumando lentamente ao nada.

 

Só a vida para responder tais questões. Ou você nos comentários. De qualquer forma, ele segue felicíssimo com sua BOOM BOX Money In The Bank.

 

Para finalizar, uma música em homenagem a isso.

 

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Flopou

Eu dei uma séria enferrujada desde o último texto e dizem que escrever é bem uma questão de hábito. Tomando isso como verdade, vamos tentar fazer algo minimamente tragável e não muito vergonhoso.

Existe uma categoria de pessoas não muito bem definidas dentro do mundo maravilhoso da lutinha fake. Eles não são imagens consolidadas como nomes cravados em ouro, nem são a merda que fica grudada no aseu sapato depois de duas semanas. Esses lutadores e lutadoras tiveram sua chance entre as estrelas e até brilharam entre elas, mas quando o BIG GOLD estava em suas mãos, tudo o que eles fizeram foi carregar aquele peso morto até que viesse alguém e o tirasse deles.

Na maioria das vezes isso não envolve incompetência, mas sim uma falta de timing da própria vida ou um planejamento porco das mentes – ou, principalmente, a mente desgraçada e velha do daddy – por trás do PW para consolidar aquela personalidade como um World Champion.

Foram três parágrafos para dizer que, em suma, vamos falar de campeões mundiais que deram errado. Parece Orkut? Eu não dou a mínima.

 

Esse gif grita significado por compilar duas falhas em uma. Um era uma promessa proto estelar e nostálgica que tinha tudo para dar certo e o outro era o Jack Swagger. Para falar a verdade, o homem que hoje estapeia uns tios no Bellator também é uma promessa nostálgica pois, da mesma forma que o Ziggler tenta – e até demais, na minha opinião – emular o Shawn Michaels, Swagger era uma versão alta e com língua presa do Kurt Angle.

E sem um terço do talento, claro. Os dois protegidos de Vick Guerrero seguraram o World Heavyweight Title e foram abaixo do medíocre. A segunda vez que Dolph ganhou o título foi em um dos cash ins mais legais de todos e mesmo assim isso resultou num reinado de merda.

Isso já nos traz a outro pensamento: Money in the Bank gera uns campeões muito insignificantes. O primeiro reinado do Punk? Ridículo. O run do RVD com o WWE Title? Acabou num Raw qualquer. Até o Swagger, supracitado homem. CARALHO, parando pra pensar agora, Money in the Bank traz consigo uns reinados muito merdas.

Isso me lembra Sheamus com seu moicano do inferno. Bem triste a vida nesse período, melhor esquecer.

E para não ficar preso na empresa dos W, vamos para a TNA falar de outras pessoas insignificantes, pelo menos para a competição individual. O primeiro nome que salta é James Storm, que carregou o título por menos de uma semana e deu espaço para Bobby Roode… começar sua jornada até o título 24/7

Entre as mulheres a situação não é diferente. Não existe tempo suficiente no espaço contiuum para falar do quão decepcionantes são os reinados da Sasha Banks. Temos nomes como Eve Torres e Alicia Fox que, sinceramente, sei lá parceiro.

Para tal fato, caro leitor, não existe regra nem régua. Para você o reinado de Dean Ambrose como WWE Champ pode ter sido uma bosta. Para mim, o mais recente de AJ Styles foi um desastre, assim como o último de John Cena. É tudo uma questão de ponto de vista e expectativa.

O importante é ter seu nome na história, afinal de contas. Mesmo porque, no final nenhum de nós lembrará de nada.

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suicidio

Untitled

Hoje não existe quebra de quarta parede nem gifs. Ashley Massaro foi encontrada morta na manhã de terça feira em sua casa localizada em Smithtown, Nova Iorque. O óbito, pelo que se descobriu mais tarde, foi aparentemente causado por suicídio.

 

Não é possível começar a descrever a sensação dessa descoberta. Não é o primeiro caso de suicídio que temos esse ano dentro do mundo do Pro Wrestling e nos dias da morte da Ex Wrestler da WWE, certamente ela não foi o único ser humano a tirar a própria vida.

 

E não existe nada relacionado ao clássico Setembro Amarelo Bullshit que eu possa dizer aqui que vá mudar alguma coisa sobre isso. O papo motivacional é só merda quando doenças como depressão, fobia social e ansiedade começam a marretar a nossa rotina. Só existe você e, caso você tenha sorte, uma rede de apoio.

 

Isso não é um pedido de atenção para que vocês passem a se conscientizar sobre o suicídio e os problemas de saúde mental. É a porra de um grito no escuro para cada fã de wrestling e cada um que se considera ser humano. Pois não pense que as empresas e companhias estão dando meia foda para a morte da Ex Campeã mundial ou para qualquer outro lutador que já tenha cometido ou tentando suicídio.

 

A WWE, para dar nome aos bois, vai tirar o cu dela da reta. É assim com Benoit, que matou a família e se suicidou, é assim com Ashley e vai ser assim com qualquer outro lutador que passe por isso. Porque atentados contra a própria vida não dão renda, não passam uma boa imagem para uma empresa que faz seus empregados saírem todo dia para o trabalho sem um tratamento minimamente preparado para lidar com sua saúde física e mental.

 

Nem durante e nem depois.

 

Porque a vida é assim. A marca quer lucro e as pessoas se parecem cada vez mais com marcas. A nossa única chance é tentar ouvir, mesmo que seja extremamente difícil, algo mais que o som da nossa própria voz. Porque daqui há duas semanas esse assunto vai ter passado e só quem vai se lembrar TODOS OS DIAS são os parentes próximos e quem realmente sentiu a falta de mais uma pessoa na mesa da janta ou no sofá de fim de noite.

 

E a parte mais difícil é admitir que ainda assim existe esperança e não, não é nada fácil de encontrá-la. Mas você precisa e não só para você, mas para o outro também. A prevenção do suicídio não começa com você abrir sua caixa de mensagens do messenger para ouvir desabafos, começa com você não sendo escroto na rua; começa com você perceber quando uma brincadeira vira afronta. Começa quando você entende que, na realidade, não existe o maldito “mimimi” que as pessoas querem te enfiar guéla abaixo. Essas três sílabas afogam e matam lentamente.

 

Antes que alguém argumente, SIM, A GENTE ERRA PARA CARALHO. Eu, Alex Maniezo, não o Léquinho, mas a pessoa que escreve aqui todos os dias, o Alex, ERRA PARA CARALHO! Eu xingo as pessoas quando não precisa, eu trato mal quando poderia ser mais leve ou só ignorar. Eu não ouço os socorros dos meus melhores amigos muitas vezes por estar preocupado comigo . E tudo bem se preocupar consigo . Porque isso também ajuda, isso também previne e isso também salva.

 

Entretanto é preciso entender que existe uma doença por ai e ela é bem real. Existe remédio, existe tratamento e o que você pode fazer é apoiar. Tudo fora disso é prepotência ou egoísmo. Pode parecer duro demais, contudo é preciso também espalhar a ideia que não existe um salvador dentro de todos nós para quebrar uma doença na labia, um discurso motivacional por vez.

 

É preciso ter consciência e isso, num primeiro momento, já ajuda muito. Porque é daqui que começa, é por baixo. A Netflix vai continuar fazendo dinheiro com 13 Reasons Why, a WWE ainda vai sugar a vida de cada lutador ali até a última gota de exaustão e os estudantes de medicina vão seguir com o maior índice de suicídio dentre todos os universitários que, por si só, já são uma classe com altos índices de ideação suicida.

 

Não existe uma maneira boa de terminar um texto ruim. Tudo o que fica é mais uma perda dentre tantas, mais um corpo que foi negligenciado por uma grande companhia, dentre tantas outras como sua rede de fast food favorita ou seu supermercado. O problema esta sempre mais perto, mas a solução também deve estar, existe ajuda e apoio.

 

Mas, em momentos como esse, eles parecem distante e tudo que nós vemos são os pêsames para a família e os amigos, uma comunidade específica que perde mais uma pessoa presa em sua própria mente.

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chants e cartazes

Cartazes e Chants

Me desculpe você, leitor atento, pois não postei nada ontem, a não ser alguns tweets. Bom, eu meio que tinha um compromisso neste último 15 de maio, mas agora estamos de volta com força total para falar sobre o bom e velho restling pofrissional.

Bom, as vezes é um saco ter que aguentar a massa, não é mesmo? Ela grita, ela empurra, ela não tem uma ordem concreta e nem previsibilidade matemática em suas ações. Contraindo e expandindo como um músculo automático, o público vai… para onde o espirito do caos manda. E o PW ajuda a controlar esse espirito, colocando ali entre as paredes de um ginásio um experimento controlado dessa convulsão que é a massa.

É lógico que temos ali dentro um certo perfil, principalmente quando fala-se de WWE, mas siga o raciocínio e não os detalhes, leitor disperso.

As pessoas as vezes sabem realmente para onde querem ir. Elas se juntam, organizam, sabem o que gritar e estão lá para apoiar seja lá o que querem, independente de qual seja o grito de guerra dessa semana ou o cartaz espertalhão. Assim toca o PW, juntando gente que tem ciência do que quer e pretende ajudar a guiar aquela força maior para um caminho minimamente mais condizente.

As vezes a multidão também é estupida, quer chamar mais atenção que o importante, quer puxar pro outro lado. As vezes rola um beachball. É hora de respirar, olhar para frente e seguir andando. O Status quo e o acaso incontrolável ficam a cargo de mãos incapazes. Na maioria das vezes, tais mãos são só um imbecil de terno. Mas eae? Faz parte, uma hora as partes ouvem. As vezes o que o Wrestling precisa é somente de números, chants e cartazes.

Mas como diria J.R, nada a ver com a realidade essa coisa de luta livre.

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Detalhes

Pro Wrestling, tal qual o cetro da Prometeram é composto pelo macro e pelo micro. Isso em uma visão bem simplista de “assim na terra como no céu ” nos leva a pensar que se os fogos e as luzes e as musicas são importantes, também são os movimentos de cabeça e os olhares e algum movimento a mais.

 

As vezes é espontâneo. Sentado na recepção do consultório da dentista eu consigo pensar em alguns exemplos. O primeiro é a capa deste artigo. Parece idiota, mas a merda do olhar catatonico do Sr. Rau Dudley me traz felicidade genuína.

Da mesma forma, o selling do ACH me da agonia e me irrita um tanto. Me irrita por que é excessivamente bom. Vocês já perceberam que este filho da puta parece não ter articulações?

É realmente um show a parte.

Ninguém da um Peoples Elbow que nem o The Rock. Os inúmeros Elbows Drops e Frog Splash dentro da indústria se diferenciam em impacto, velocidade e narrativa por conta de simples processos. A altura do cotovelo, a postura do corpo. É a escrita, tão característica, que mostra a personalidade daquela entidade que o indivíduo encarna no ringue.

Serifas e círculos presos nos quatro lados do ringue meus amigos. É lindo.

E acredito que são esses pequenos detalhes que fazem um Wrestler. São as minúcias que diferenciam os CAWS do No Mercy das verdadeiras personagens de carne, osso e papelão que permeiam nossas storylines imaginárias.

Não é preciso elaborar muito, nenhum de nós é tão complexo assim. Apesar disso, qualquer Wrestler é uma pessoa a parte e deve ter característica distintas daquele que o interpreta. Existe até uma semelhança disso com locutores de rádio.

O abismo esta posto e cravado entre a real voz e jeito de falar de uma pessoa e a persona que ela interpreta dentro do rádio, mesmo que não exista personagem ali. O RG e CPF são os mesmos, mas a voz que sai do seu rádio não é a fala crua. Da mesma forma o PW é uma performance e nós talvez nunca conheceremos um lutador de verdade. São mascaras, nós as vestimos todos os dias. A unica diferença é que eles estão no ringue.

Assinem minha newsletter e leiam o último texto do LKS no WrestleBR. LKS é um gigante que me da vergonha de escrever comparado a quão bom é esse porra.

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Segunda

O final da semana passada foi pesadíssimo e eu tinha muitos textos pessimistas guardados dentro do baú sobre como o Wrestling as vezes não é o suficiente.

 

Sinceramente, não é disso que a gente precisa agora. Também não é de motivação barata. Um meio termo, senhoras e senhores, é sempre bem vindo.  

 

Mas, de fato é segunda, as histórias vão seguir sua narrativa, a sua empresa favorita vai continuar escrevendo e fazendo um monte de cagada. Eu acordei hoje e vi um Gif do PAC quando abri o Twitter.

segunda falcon arrow
avoa bonito

 

É estranho viver uma relação de amor e ódio com algo que faz parte da sua vida, independente do quão recente ou velho é isso dentro da sua rotina. Vamos da apatia ao ódio, depois para um amor extremo. Mas Luta-Livre é sempre luta-livre, envolve gente, expectativa e frustração.

 

Ainda é segunda, tem Raw e provavelmente vai ser uma bosta. E tudo bem.

 

Também é normal querer dar um tempo de PW as vezes. Cansa, e então você precisa de algo novo, talvez outro tipo de Wrestling, outras épocas, ou só um descanso mesmo.

 

A semana começa agora e talvez tudo piore de novo. Francamente, é sempre a possibilidade mais gritante.

Frank Gotch segunda

E ai você vê um combate, de repente se apaixona por uma época histórica, um estilo de luta… e tudo volta ao normal.

 

Nada faz sentido, querido leitor, e você também não precisa fazer. Wrestling é caos, sem explicação, indo do nada para lugar nenhum. Você pode entrar no meio da jornada e ainda se divertir um bocado.

 

Mas aproveite, hoje é segunda.

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Petisco

Não foi um dia fácil, meu leitor confidente, assim como a vida, que apesar de cômoda, nunca costuma ser fácil.

Mas pense comigo por um momento. Eu sobrevivi, você sobreviveu. Tal qual cachorros que fazem truques com ossos, merecemos um prêmio para, talvez, viver mais um dia.

O dia amanheceu belo na província de Mauá. Céu azul cor de “talvez mais tarde chova” e um sol que fica muito bonito do lado de fora do trem lotado. O hoje já virou ontem e o amanhã… você sabe o que ele virou, Você está nele. Eu consegui pegar um lugar no trem e talvez hoje seja um bom dia..

 

Estes são meus ossos para roer, amigo leitor:

 

 

Tenho cada vez mais me presenteado com PW esses dias e porque não? É um produto como qualquer outro, uma recompensa pela nossa deliciosa mediocridade e, por Deus, como é bom ver lutas assim.

 

Que disposição desses dois. É o que acontece quando você é magistral em fazer o básico.

 

Seria lindo se o filho Rhodes mais novo tivesse em um dedão o talento e a simplicidade que o pai carregava com tanto talento. Por sorte o gene Flair parece ter carregado a si mesmo dentro da Rainha, guardando o legado do dirtiest player in the game por mais uma geração.

 

Uma pequena demonstração de no sell e oversell. Pequenas doses de PW assim todo dia são um ótimo segredo para viver uma vida feliz e completa; salário fixo e VR também ajudariam muito. Mas, sinceramente, eu falo isso porque, para realmente amar esse esporte não é preciso passar o dia inteiro. Isso não é uma dieta.

 

Não é um clássico, não é a melhor luta do século, mas é um agrado, um petisco no nosso diário mar de desgraça.

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