Semanalfabeto 6# – Como ver wrestling “mais ou menos”

Foi uma semana bem corrida e, acima de tudo, foi uma semana em que não vi quase nada de luta livre. Doravante, a edição de hoje, a qual já comecei a escrever duas vezes e não deu em nada, vai ser sobre o que eu faço quando eu quero assistir wrestling, mas não quero ASSISTIR wrestling.

Bem-vindos a mais um Semanalfabeto.

Já que é algo que faz parte do cotidiano, é quase impossível que nada de luta-livre apareça no radar, mas nenhuma das coisas que aparece é de uma substância real; nenhuma luta completa ou evento. Geralmente o que eu faço em ocasiões como essa é assistir promos no Youtube e ver compilações. Eu perco um tempo absurdo em compilações de golpes e momentos.

TOP 100 do caralho a 4; Top 70 mudanças de title; Os melhores spinebusters do Farooq (esse realmente existe, tem 5 min)

Isso é uma prática que eu alimento desde que comecei a assistir PW pois, se eu vejo algum golpe legal ou algum momento que eu não vi, é o que melhor me incentiva a procurar mais material e, no caso das indies, isso ajuda mais ainda, pois descubro algumas lutas que ocorreram e eu não fazia ideia.

Outra coisa FODA, e eu tenho a impressão que já falei disso aqui, são promos da NWA. Ric Flair, Ricky Steamboat, Terry Funk, 4 Horsemen (infelizmente sem o Mongo), Dusty Rhodes; É só o suprassumo da banana loura.

Existe outra coisa que geralmente não consumo em relação a wrestling e que essa semana resolvi ir atrás: trabalhos acadêmicos.

Existe uma quantidade considerável de trabalhos acadêmicos em português que abordam o Pro-Wrestling, seja no campo da semiótica, da linguística ou até tratando das biografias de lutadores. Baixei alguns para ler depois e, da olhada que eu dei, parecem bem interessantes. É bom, de vez em quando, tentar enxergar uma mídia que a gente consome tanto de outras formas. Tô parecendo um velho hoje, fico repetindo coisas que já falei.

Bom, acho que por hoje é isso, mais uma edição rápida com algumas dicas. Se quiserem ir atrás dessas coisas que eu falei… vão, porque procurar links com a internet daqui de casa vai ser um pouco complicado. Perdão por isso, a próxima vez que eu for falar de um assunto que exija links vou me preparar melhor.

Fiquem bem, tratem bem seus amiguinhos, sigam o PipeBomb no twitter e pensem um pouco fora das suas próprias cabeças, talvez ajude, talvez atrapalhe. Eu só quero é falar bosta.

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 5# – Backlash 2018 e o resto da semana.

Primeiramente feliz dia das mães para você que é mãe e para vossas respectivas mães também. Vocês são fodas.

A edição dessa semana acabou atrasando um dia então eu peço que me perdoem. Tive alguns problemas de saúde misturados a preguiça, trabalhos remanescentes da faculdade e um aniversário no meio para embolar o balaio todo. Passamos disso, apesar de alguns trabalhos ainda estarem na fila.

Já que eu não podia furar a edição, vou falar só do assisti nos últimos 7 dias, sem comentar muito a fundo porque… review semanal não é algo que eu tenha habilidade para fazer. Louvado seja o Joker que tem paciência e proficiência para tal, é admirável.

Inclusive, antes de começar, leia o RPS.

Começando.

Assisti o Backlash na segunda-feira, contrariando o costume de assistir o PPV do mês juntos dos apátridas que compõem esse site. Com isso foi possível, reforçado pelos comentários do redator supracitado, constatar o seguinte: assistir PPV gravado é muito mais rápido do que ver ao vivo. A razão é até bem obvia, já que no gravado você pode pular propagandas, promos e algumas partes da luta que realmente não está acontecendo nada.

É a maneira que a empresa planejou que você consumisse o produto? Provavelmente não.

É a maneira certa de consumir? Para mim foi a menos cansativa em relação ao Wrestling; as conversas no Skype são sempre um evento bem mais divertido.

Sobre o show em si tivemos uma luta de destaque e uma quase lá, o resto foi bem descartável. O destaque foi Rollins vs Miz, luta em que ambos trabalharam de maneira sincronizada, construíram uma lesão sem entediar o público e ainda conseguiram encaixar suspense na mistura, usando seus 20 minutos de apresentação com total competência. Rollins é um campeão preciso, fez defesas de título muito boas até esta luta e, em uma brand como o Raw, na qual o Campeão principal raramente aparece, serve muito bem como title holder. The Miz foi um ótimo desafiante, fazendo com o campeão a melhor luta de seu reinado até agora; o atleta recém transferido para o Smackdown tem-se mostrado bem além de suas performances sofríveis de anos atrás, com um personagem muito sólido e de trabalho constante. Apesar da WWE tê-lo encaixado em algumas feuds longas demais, ele não saturou e seus personagens periféricos como Maryse e Miztourage eram usados muito bem. Com sua ida para a Brand azul, é provável que este se envolva com Daniel Bryan, feud a muito esperada (lembrando que Miz já está classificado para a Money in the Bank Ladder Match).

Já para Rollins o caminho parece ser mesmo o do Intercontinental Championship, uma vez que os planos para a Shield morreram com a lesão de Dean Ambrose e, espero muito por isso, a WWE não volte com aquela merda de feud contra o Jason Jordan quando este voltar aos ringues.

A luta quase lá foi AJ Styles vs Shinsuke Nakamura pelo título da WWE.

Já é a terceira luta em que se enfrentam sob a marca da WWE e até agora somente uma dessas lutas teve uma decisão propriamente dita: Wrestlemania 34 onde AJ bateu Nakamura e reteve seu título. De lá para cá Nakamura foi um heel um tanto hábil, AJ passou a ser um face com uma crescente “sede de vingança” e isso ocasionou nas duas lutas com final aberto, uma por double count-out e outra por no contest. As lutas, apesar de boas, acabam quando a coisa parece que vai engrenar. Pode ser uma jogada esperta da WWE para levar a uma última luta grandiosa no Main Event de algum PPV futuro; também pode ser um puta tiro no pé, tornando o enfrentamento, tão aclamado pelos fãs, em uma luta extremamente saturada que não conseguiu chegar ao ápice que foi o Wrestle Kingdom 10.

O resto do PPV foi chato, apesar de, em algumas lutas, ter havido bastante esforço por parte dos participantes. Os segments também não foram nada além do aceitável.

No mais essa semana eu assisti a reprise do Smackdown através do Main Event. Veja só que deplorável. Além de ficar surpreso com a derrota do Bryan para o Rusev de forma limpa, também assisti Charlotte vs Peyton Royce que foi bem legal e, no Main Event em si (não o show principal, mas sim o show… principal) tivemos Zack Ryder vs Curt Hawkins.

Não prestei atenção, mas pelo que lembro o Ryder penou pra vencer o Hawkins. Esses puxa-sacos do Edge…

Antes de começar a escrever isso aqui o Luan me falou uma contagem de palavras para preencher, mas eu não lembro, então vamos ficar com essa que temos agora.

Tenham uma boa semana, sejam bonzinhos um com os outros. Pesquisem, aprendam, leiam muito, assistam muito, falem pouca merda e escutem pouca merda. Até semana que vem.

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Semanalfabeto 4# – Luzes, câmera, fogos, crowd, som …

Eu tinha algumas ideias de tema, mas como tenho de escrever isso mais rápido que o gato a jato, culpa de um prazo apertado da faculdade, o tema de hoje é NADA. Sim, pelo menos 500 palavras sobre qualquer assunto que venha a mente e esteja relacionado à luta livre.

Bem-Vindos.

Bom, falando em faculdade (e eu tenho um maldito trabalho para Quarta que provavelmente será minha ruína como ser-humano), há algum tempo atrás uma professora pediu um trabalho sobre multimídia, contendo qualquer tema já tenha abordado em sala. Um dos temas foi multissensorialidade e então a pauta “WRESTLING!” bateu na minha cabeça (com uma cadeira de metal).

É, na verdade eu estava enganado, a pauta DESSA EDIÇÃO vai ser exatamente essa e digo mais, vai ser uma edição sem edição, então tudo o que está aqui, FICA.

“O que acontece no semanalfabeto, fica no semanalfabeto” PLATÃO, 1989

Vamos lá.

É normal consumir tanto um produto a ponto de suas especificidades tornarem-se despercebidas em uns aspectos, ao passo que outras ficam mais gritantes. Quando se trata dessa forma de expressão, com o tempo se repara mais em como os movimentos são executados, a psicologia e construção das lutas, os erros que já levantam a voz, mesmo que sejam pequenos e em como as histórias caminham para suas resoluções em lutas especiais. Por outro lado, a gente começa a não notar mais toda vez que toca uma música para alguém entrar, seguido de fogos dependendo de quem for; não percebemos que alguns golpes não fazem nem sentido no mundo real, mas dentro da linguagem tem um nível de força particular, dependendo de cada lutador. Sim, sem nem notar você sabe exatamente quanto machuca cada golpe e o impacto que ele tem dependendo do ponto da luta.

Dentre esses aspectos está inserida a minha recém descoberta pauta. Luta Livre é um tipo de arte (e se você discorda, faça-me um favor e se foda) que permite a comunicação com o receptor em vários níveis, dependendo inclusive da interação com ele para que a máquina toda funcione. Quantas vezes você não viu uma luta que estava boa, os golpes fluindo e os lutadores bem sintonizados, mas com uma crowd tão brocha que ficou só no meh? Tudo isso faz parte da experiência.

O mesmo vale para as chants e theme songs, as últimas muito faladas desde a saída do senhor Jim Johnston da WWE. O criador dos temas sonoros da Nation of Domination, Stone Cold e Chris Jericho (que ele nos abençoe a todos) declarou, alguns dias depois, que não se considera um fã de Wrestling e, todavia, sempre tentou contar a história dos Wrestlers através do que ele foi contratado para fazer: som.

Acontece com as roupas, os cabelos, camisetas, jeito de andar, de correr, de meter um socão na cara do ser-humano a sua frente. Tudo contribui e, se algum desses falha, o todo se perde. É como um filme, um teatro, isso todo mundo já entendeu, só talvez não pensem muito no assunto. São as diferenças entre ver um show em casa e no estádio, o motivo de comentarmos nas redes sociais, tentando simular essa sensação e se tornando, de certa forma, até um outro tipo de crowd.

Bom, basicamente é isso e era uma pauta que eu estava querendo desenvolver para o trabalho de faculdade. Sinceramente, acho que não vai rolar, por isso estou gastando ela aqui, até de maneira bem rasa, sem fontes, entrevistas e um desenvolvimento mais profundo. Talvez algum dia eu volte nisso.

 

Antes de finalizar, duas coisas:

Se não me engano hoje acontece o show de 11 anos da FILL e porra, ONZE ANOS, muitos parabéns para o Titan e todo mundo da empresa que trabalhou pelo projeto, é admirável a força de vontade de vocês.

A segunda coisa é que surgiu a notícia meio torta que talvez a WWE venha ao Brasil. De começo eu achei que vinha, depois vi no Twitter um papo de que não estava nada confirmado e resolvi deixar para lá. De verdade, eu espero que venha, eu já estou empolgado em rever isso ao vivo, com mais lutadores que eu gosto e ao lado de gente que eu gosto. Se não rolar, tudo bem também, para quem não tem nada metade é o dobro, mas vamos aguardar. Só não contem para o Luan que na minha casa nova não tem internet, porque aí talvez ele não venha.

Até semana que vem, sejam legais com os amiguinhos.

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PIPE OFF: PNO 53# – Pharell Williams, Russ & Cage The Elephant

Esta no ar a quinquagésima terceira edição do PNO! E nessa edição, vamos ouvir um pouco de tudo do R&B ao Mathcore. Então de o play e curta mais de 1 hora de somzeiras comandadas pelo Joker e o Lequinho.

 Playlist do Episódio

Woes – Real World
FIDLAR – West Coast
YK OSIRIS – VALENTINE
Russ – What They Want
Cage The Elephant – Trouble
Faith No More – The Gentle Art of Making Enemies
Maximum the Hormone – A L I E N
FAUS – – Wreck Election Day
The Neptunes – Hot Damn
Pharrell Williams – Gust of Wind

LINKS COMENTADOS NO CAST

Entrevista do Russ para o Genius

Palestra do Warren Ellis

Pharell Williams analisando musica de alunos de conservatório de NY

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arquivo

Semanalfabeto 2# – Dias de um arquivo esquecido.

1H40 AM

Está frio e existem duas possibilidades: ou eu estou com catapora ou eu tenho uma alergia admirável a oxigênio, porque não existe pernilongo suficiente na terra para fazer um ataque soviético desses.

É a punição dos piratas.

Bem-Vindos, essa edição é um oferecimento XWT: Tudo o que você conseguir baixar, principalmente se for Free-Leech. É incrível a quantidade de merdas que a gente guarda pensando que vai assistir um dia e acaba esquecendo que existe. Pelo menos até criar um quadro teoricamente semanal. Vamos aos arquivos empoeirados! (mais…)

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