Cody Rhodes junto dos Young Bucks. Acima o titulo grande "All In"

Semanalfabeto 19#

All In

Ou o maior evento independente do Wrestling americano.

 

Então, hoje eu não vou escrever não meus chegados. Antes de abordarmos o evento que dá título à nossa edição de hoje, preciso explicar quem vós escreverá após os reclames do “plim plim.” Luan é um dos quatro seres humanos que formam essa entidade conhecida como PipeBomb e, como decorrência de eu lhe ter perguntado “quer escrever algo sobre o All In?” ele me entregou QUATRO PÁGINAS de conteúdo.

Sem mais delongas, senhoras e senhores, nosso designer toma as rédeas do Semanalfabeto (que ainda é um quadro sobre Wrestling.)

 

DIGA LÁ LUAN!


 

Lequinho me chamou aqui e falou que eu podia escrever o que eu quisesse sobre o All In…

MAS O QUE É ALL IN? É TIPO POKER?

Não, All In foi um evento de wrestling independente, organizado pelo Cody Rhodes e os Young Bucks, com aval da ROH.

MAS QUANDO FOI ISSO?

Dia 1º de setembro de 2018, no Sears Centre em Hoffman Estates, Illinois.

MAS POR QUE?

Longa história, o velho machista que da nota nas coisas, conhecido como Dave Meltzer, duvidou que a ROH fosse capaz de lotar uma arena com 10,000 pessoas em qualquer momento próximo no futuro, então Cody Rhodes no auge de seu ego tomou as dores e respondeu que aceitava o desafio. O que inicialmente seria um show da ROH acabou se tornando uma produção independente de Cody com os Young Bucks. Provando que Meltzer só fala bosta, mais uma vez, todos os ingressos para o show foram vendidos em menos de meia hora, tendo apenas uma luta anunciada.

Mas como eu ia dizendo, o Lequinho me chamou  e bom, ele sabe que eu tive dificuldades para assistir ao show (obrigado internet), mas mesmo assim estamos aqui. Vou fazer meu review, análise, pitacos, com base em porra nenhuma, falando sobre o que eu consegui ver em stop-motion e em gifs.

 

ZERO HOUR

Zero Hour foi o nome que Matt, Nick e Cody deram para o seu pre-show (Que quem pagou US$ 39,00 (equivalente a R$ 847,00) pra ver o show, NÃO TEVE ACESSO) com transmissão exclusiva da WGN America. O pre-show de 1h contou com duas lutas: SoCal Uncensored (Scorpio Sky & Frankie Kazarian) vs The Briscoes (Jay Briscoe & Mark Briscoe) e a Over the Budget Battle Royal.

Logo no início da transmissão, Cody e os Young Bucks, nossos anfitriões, vieram ao stage dar as boas-vindas a todos e fazer umas piadinhas no nível empreendedor de start up, o que combina com o Cody. Também tivemos uma participação aleatória do Road Warrior Animal e sua moto ala SummerSlam 1992.

Já estou me estendendo demais, vamos à primeira luta.

 

Tag Team match: SoCal Uncensored (Scorpio Sky & Frankie Kazarian) vs The Briscoes (Jay Briscoe & Mark Briscoe)

SCU estava vestida de Rocky Balboa (Kazarian) e Apollo Creed (Sky) enquanto os Briscoes estavam vestidos de… Briscoes, que já é uma atração por si só.  Foi uma boa match, assim como todas do show, já vou adiantando aqui pra não precisar elogiar todas as lutas, que acabou com a vitória da SoCal Uncensored em cima dos ROH Tag Team Champions. A luta terminou com Kazarian revertendo um Doomsday Device em um powerslam.

 

Over the Budget Battle Royal (Vencedor recebe uma chance pelo ROH World Title no show principal): Austin Gunn vs. Billy Gunn vs. Brandon Cutler vs. Brian Cage vs. Bully Ray vs. Cheeseburger vs. Chico El Luchador vs. Chuckie T vs. Colt Cabana vs. Ethan Page vs. Hurricane Helms vs. Jimmy Jacobs vs. Jordynne Grace vs. Marko Stunt vs. Moose vs. Punishment Martinez vs. Rocky Romero vs. Tommy Dreamer vs. Trent

Essa luta, que foi uma das últimas a ser anunciada, recebe esse nome por motivos óbvios, Cody e os Bucks estouraram o orçamento planejado para o evento. Sim, segundo eles, havia um orçamento planejado, mas depois que estourou né? É aquele história, perder por 1, perder por 10 é tudo igual, então vamos encher de nomes numa battle royal e seja o que Chris Jericho quiser. E é nessa luta que continua o drama de Flip Gordon. FLIP GORDON? MAS ELE NEM ESTÁ NA LUTA… Pois é, não deveria estar. Flip Gordon teve diversas chances de chegar ao card do All In, pra isso ele precisava da aprovação dos 3 idealizadores do evento (Cody e os Bucks), mas ele não conseguiu a aprovação de Cody, sua última chance, ou o que deveria ser sua úiltima chance, em uma luta contra Nick Aldis pelo NWA Heavyweight Championship, que se ele ganhasse, além de estar no All In, ainda enfrentaria Cody pelo title, o que seria lindo, uma belo desfecho para a história, mas não, não é assim que funciona na vida real. Flip perdeu e assim ficou fora do evento, fez até seu próprio evento durante o Starrcast, chamado de All Out (motivos óbvios).

Voltando a Battle Royal, Gordon estava lá, debaixo da máscara de Chico El Luchador, e foi dessa forma que acabou vencendo, eliminando Bully Ray. Sobre o combate, foi uma rumble divertida, destaques para Colt Cabana, prata da casa, e uma jovem lutadora chamada Jordynne Grace, de apenas 22 aninhos, que chegou ao final 3, ou final 4 da match tendo eliminado Brian Cage, grande desempenho.

 

ALL IN

Que nome genérico, difícil conseguir informações no google, tem até boate de 3 estrelas de avaliação com esse nome, e aparece antes do show nas pesquisas. AH SIM, O SHOW, VAMOS LÁ…

Logo na abertura da transmissão tivemos o hino americano, tudo bonitinho como manda o repertório.

 

Matt Cross vs MJF

Matt Cross, 37, um veterano da luta-livre (como seus cabelos brancos entregam) que nunca chegou as Big Leagues, uma pena, um dos wrestlers mais underrateds da atualidade, na minha nada humilde opinião, mais conhecido pelo seu personagem Son of Havoc na Lucha Underground. MJF, 22, uma estrela em ascensão, a aposta de Cody Rhodes para o futuro do wrestling. MJF que garantiu vaga no card, junto com Madison Rayne, ao derrotarem Burnard the Business Bear e Flip Gordon (OLHA ELE AI DE NOVO). Uma carreira de 19 anos vs uma de 3 anos. Um embate de gerações de high-flyers indy americanos para abrir o show. Uma ótima escolha, a única luta que não havia sido anunciada para o show. Foi a luta mais curta da noite, menos de 10 minutos e mesmo assim foi incrível, abriu mostrando que o show está All In mesmo. Ah, já ia me esquecendo, Matt Cross venceu.

 

Entrevistinha rápida com o NWA Champion Nick Aldis, dizendo que o Cody é bom, mas ele é melhor, feijão com arroz oldschool.

 

Singles Match: Christopher Daniels vs Stephen Amell

Sim, isso mesmo, Stephen Amell, o Arqueiro Verde, Oliver Queen, ou o cara do Arrow se preferir, o mesmo que, ao lado de Neville, enfrentou Cody Rhodes Stardust e Wade Barrett no SummerSlam de 2015. A feud para essa luta veio do assassinato de Joey Ryan, que falarei mais pra frente, mas em resumo o Daniels armou pro Amell e ai deu treta. Novamente um embate entre um veterano e um recém chegado, mas né, Stephen não faz do wrestling seu ganha pão, então vamos com calma. ELE LUTOU MUITO… pra alguém que não é um wrestler, fez uma baita performance, com direito a spot na table e coast to coast (que segundo ele mesmo disse no microblog de até 280 caracteres, nunca havia treinado). Daniels acabou levando a melhor com um Best Moonsault Ever (é o nome do golpe, não foi o melhor não).

  Nota do dono da merda do quadro(NDMQ): é o melhor Moonsault sim e ponto final. Mentira, ontem o Moonsault foi feião

 

Four Corners Survival Match: Britt Baker vs Chelsea Green vs Madison Rayne vs Tessa Blanchard

É… eu não vi a luta, tava jantando, desculpa pessoal, VAI DAI LÉQUINHO

  NDMQ:   FALA TINO! A luta foi excelente, uma das minhas lutas favoritas da noite. Acho que a luta foi composta por um ritmo que valorizou as quatro wrestlers. O destaque, na minha visão, fica com a Tessa Blanchard. Ela entrou acompanhada de papai (Tully Blanchard) e, como já faz há algum tempo, honra o nome da família com folga. É uma lutadora excelente e foi a nossa vencedora da noite. Infelizmente o referee fez bosta e o final ficou cagado. Madison Rayne, Britt Baker e Chelsea Green também foram excelentes, com uma pequena nota para a Chelsea que tem uma personagem muito bem construída.

Voltei no finalzinho, e que péssima hora pra voltar, o referee cagou o final numa contagem que… bem, o Lequinho já explicou ai em cima.

 

Chico El Luchador (SERÁ?) e Fat Ass Masa são mostrados na primeira fila da crowd.

 

NWA World Heavyweight Championship match: Nick Aldis (c) vs Cody Rhodes

Tivemos um vídeo package bem WWE antes da luta.

Duas coisas eram esperadas dessa luta: que seria o Main Event, que o Cody ia ganhar. Uma delas aconteceu e, como vocês podem ver, não foi o Main Event. Essa luta foi anunciada em Maio como uma chance do Cody, caso ganhasse, se tornar, junto com seu pai Dusty Rhodes, a primeira dupla pai-filho a conquistar o NWA Heavyweight Title. Antes do evento, mais precisamente em 29 de julho, Cody teve a chance de conquistar o ROH World Title e transformar essa match num Winners Take All, o que não aconteceu, mesmo com Aldis tentando ajudar Rhodes.

Essa luta foi um show de wrestling americano oldschool a parte, como manda o title em jogo. Já começando pelas entrances, Cody tinha no seu corner Tommy Dreamer, DDP, Glacier e… seu cachorro, além de Brandi Rhodes. Nick Aldis veio acompanhado pelo former NWA World Heavyweight Champion Tim Storm, Shawn Daivari, Samuel Shaw e Double J Jeff Jarrett. E o referee era ninguém menos que o quase septuagenário Earl Hebner.

O começo da luta, se visto em qualidade baixa, passa facilmente por uma disputa dos anos 80 pelo NWA title, como diria Revival “No Flips, Just Fists”. Haters de flip shits devem ter adorado essa luta. Destaques para o DDP aplicando um Diamond Cutter no Daivari no meio da luta, Brandi tentando defender o Cody e tomando um Diving Elbow Drop e, claro, a comemoração do Rhodes ao continuar o legado do pai 39 anos após o mesmo ter conquistado o title.

 

Chicago Street Fight: Joey Janela vs Adam Page

Agora está na hora de falar do assassinato do Joey Ryan…

MAS AQUI É O JOEY JANELA, VOCÊ TA CONFUNDINDO

Não, não estou, vamos a história, um completo nonsense que nos faz amar o wrestling.

Já assistiram Being the Elite? Não? Assistam. É um show semanal no youtube que acompanha o dia-a-dia do Bullet Club, assim digamos, mais especificamente os Young Bucks. Durante esse show, em Abril, mostraram o Joey Ryan sendo assassinado com “telefonadas” na cara por um agressor misterioso. A polícia então prendeu Stephen Amell pelo assassinato. Lembram que eu disse que a feud do Amell com o Daniels era por que o Daniels havia armado pra cima do nosso “Arrow”? Pois é, foi exatamente isso, Christopher Daniels incriminou o Stephen Amell pelo assassinato e quando Amell saiu da cadeia, ele desafiou o “Fallen Angel” pra uma match. E o que isso tem a ver com a match de Joey Janela vs Adam Page? Após essa luta ter sido anunciada, Hangman Page twittou para Janela tomar cuidado, pois ele é um “Joey Killer”. Em outro episódio do Being The Elite, Page acaba tendo um pesadelo com suas botas de cowboy dizendo pra ele que ele irá matar outro Joey. Isso mesmo, Hangman Page matou Joey Ryan, e agora queria matar Joey Janela e, meus amigos, ele quase conseguiu, Joey Janela não tem amor pela vida… apenas assistam essa luta.

O storytelling da luta foi genial, diversas referencias, as botas de cowboy, o telefone…

A luta foi uma Chicago Street Fight, com diversos spots hardcore e os caralho, até a “Bad Girl” Penelope Ford se meteu no conflito. Entre os spots tivemos um Burning Hammer numa ladder do lado de fora do ring, um Powerbomb na rampa e o spot final que foi um Rite of Passage do Adam Page, de cima de uma ladder, direto numa table. Está morto Janela Baby. Sim, Adam Page venceu, maaaaas…

Após a luta as luzes se apagam e um vídeo mostrando Joey Ryan morto é exibido, só que seu pênis se levanta no melhor estilo ereção matinal. Então diversos druidas aparecem no stage, mas não são druidas assustadores como os do Undertaker, são… PENIS, vários druidas vestidos de pênis e então… JOEY RYAN RETORNA, ataca Adam Page, e seus pênis levam Page embora.

FIVE STARS, É PRA ISSO QUE EU ASSISTO WRESTLING.

NDMQ: “Seus pênis levam Page embora. ” Deixem essa frase decantar dentro de seus corações amigos, isso é melhor que autoajuda.

 

ROH World Championship match: Jay Lethal (c) vs Flip Gordon

Ai vem nosso underdog Flip Gordon, tentando escrever sua própria versão da história de Daniel Bryan, acompanhado de Brandi Rhodes por… não sei porque na verdade. E do outro lado temos o ROH World Champion Jay Lethal, que havia acabado de se tornar “BLACK MACHISMO, OH YEAH”, em um segment de backstage.

Mais uma luta cheia de referências, com o Megapowers Handshake, Lethal levantando a Brandi como se fosse a Elizabeth, enfim, algo lindo. Diversos elbow drops do “Machismo” com kick outs do Flip ala Warrior vs Savage na WrestleMania VII. Mas não deu pro Flip. Chegar ao card do All In foi sua maior conquista da noite, o título continua com Jay Lethal após um Lethal Injection.

Após a luta eles se cumprimentam, mas Bully Ray ataca os dois por ser um mau perdedor da Battle Royal no Zero Hour. Colt Cabana aparece para fazer o save, e os três aplicam um Triple Powerbomb no Bully Ray em uma table.

 

Singles match: Kenny Omega vs Penta El Zero M

Penta El Zero, Pentagon Jr, Pentagon Dark, Penta El 0M, não importa o nome, o que importa é que temos uma luta entre o melhor luchador mexicano da atualidade o melhor wrestler da atualidade. E a luta foi exatamente isso que ela prometeu, uma puta luta. Mesmo sendo óbvio que o vencedor seria Kenny Omega, a luta foi tão disputada que nos deixou em dúvida em alguns momentos. É aquela velha máxima do Pipe Bomb, “luta boa não se comenta, se assiste”. ASSISTAM.

Após a luta as luzes se apagam, dando a entender que foi um erro técnico. Quando as luzes voltam, Penta ataca Kenny Omega com… com um Codebreaker? Isso mesmo, não era mais um mexicano debaixo daquela máscara, e sim Deus, quero dizer, Chris Jericho. Que só deixa um aviso para Kenny Omega: “Nos vemos no meu cruzeiro. ”

  NDMQ: Cruzeiro no caso é o Chris Jericho’s Rock ‘N’ Wrestling Rager at Sea, evento organizado pelo vocalista da Fozzy entre os dias 27 e 31 de outubro. Não confundir com o time de futebol

Singles match: Marty Scurll vs Kazuchika Okada

Marty Scurll é um Jr. Heavyweight, Okada tem o maior reinado de um Heavyweight na NJPW. As chances não estavam nada favoráveis ao Scurll nessa luta e todos no Being the Elite faziam questão de lembra-lo disso. E foi isso que o levou a treinar com Nick Aldis para se tornar um heavyweight. Era uma luta que muitos duvidavam do potencial (NÉ LEQUINHO?), mas que foi surpreendente. Foi uma ótima luta, mas deu a lógica, Okada venceu. Entretanto não venceu de forma fácil, foi preciso três Rainmakers para realizar tal feito. Scurll deu seu melhor, até usou seu guarda-chuva para se proteger do “fazedor de chuva”, desculpa o trocadilho. Não tem muito o que comentar, não teve uma feud, todo o storytelling foi entregue durante o confronto, e foi feito de forma impecável.

Ah sim, tivemos um referee especial para essa match, direto da NJPW, Tiger Hattori.

  NDMQ: Duvidei mesmo, achei que ia ser uma merda foda. Não foi, eu estava errado.

 

Agora vamos para o Maaaaaaaain Eeeeeeevent of the evening.

Six-Man Tag Team match: Golden ELITE (Matt Jackson, Kota Ibushi & Nick Jackson) vs Rey Mysterio, Bandido & Rey Fenix

O tempo estava acabando. A entrance foi corrida. Rey Mysterio estava vestido de Wolverine. A luta foi corrida. Foi ótima. Meltzer Driver no Bandido. 1. 2. 3. Fim da transmissão. 3 segundos para meia-noite. Eles conseguiram.

Sim, eles conseguiram, entregaram o maior show independente de wrestling dentro dos Estados Unidos, o primeiro show a conseguir um público de mais de 10,000 pessoas desde 1993 em terras americanas, sem ser da WWE ou da WCW. Matt, Nick, Cody, vocês conseguiram.

Mesmo com um card cheio de lutas aleatórias, mesmo correndo contra o tempo, entregaram tudo que prometeram e mais, não tivemos uma luta ruim, uma luta mediana, nada, apenas wrestling de alto nível.

Parabéns e chupa Meltzer!

 


 

Antes de nos despedirmos gostaria de dizer que me surpreendeu a quantidade de ingressos vendidas e eu realmente achei algo muito importante para o wrestling em geral, mas a verdade é que eu não botava fé no evento. Mais real ainda? Eu achava que ia ser uma bela merda. Não foi, eu paguei a língua e estou feliz com isso. Não gosto muito do Cody Rhodes pois a pose de “messias do wrestling” me incomoda profundamente, mas o que ele conseguiu aqui tem que ser notado e aplaudido, foi um esforço hercúleo que merece todos os louros que vierem. O bom garoto está honrando o legado da família. De quebra ainda puxa uns amigos meus para escrever comigo.

É isso, obrigado Luan e a você que leu.

Até semana que vem.

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Da Boca para Fora 3# – EUDAIMONIA, O Quarto Vivente e Luciano Salles

Esse escrito não é uma reportagem como a da última edição. Também não sei se é possível chama-lo de resenha. É um texto, e, tal qual as obras sobre as quais falarei hoje, ainda não compreendi totalmente.

A verdade é que a primeira vez que eu abri um quadrinho de Luciano Salles eu não entendi é porra nenhuma.

Foi na Quanta [Academia de Artes]. Eu estudava desenho e sempre antes das aulas (quando não chegava atrasado) pegava alguma coisa para ler. Neste dia o escolhido foi Limiar Dark Matter. Como você pode ver no título, caro leitor, não vamos falar dessa HQ hoje, em primeiro lugar por conta de minha parca memória e em segundo lugar… bom, acredito que introdução deixou as impressões bem claras. O fato é que, mesmo sem entender nada, algo daquilo ficou, alguma coisa daquelas linhas e daquele treco preto que o personagem engoliu, aquelas imagens ficaram guardadas, um tipo de sensação e identidade que eu relembraria no futuro.

Ele chegou.

Dois anos se passaram até eu ler, na qualidade completa que a palavra exige, uma HQ do artista e ex-bancario. Foi Eudaimonia, financiado via Catarse, publicado de maneira independente e distribuído através da produtora de Luciano, a Memento 832; adivinhe o que aconteceu quando eu li a obra pela primeira vez?

 

EUDAIMONIA

É uma história sobre um homem vestido de onça que se alia a uma idosa usuária de drogas para invadir um cafofo e lobotomizar um sujeito com nome de eletrodoméstico.

EUDAIMONIA

É uma HQ sobre a morte da alma, uma segunda chance, a busca pela felicidade e o cumprimento das tarefas; uma perseguição ao objetivo, aquilo que te completa.

EUDAIMONIA

Um gibi que traz vários canudos (de plástico, mas não esquente com isso, são imaginários) que se enfiam nos crânios de Kubrick, Gaspar Noé, Spike Jonze, David Lynch, Katsuhiro Otomo, Moebius, bifurcando em uma intravenosa conectada ao braço que desenhava este gibi de 32 páginas em preto e branco. Tem hachuras, retículas e pessoas extremamente bem desenhadas que parecem estar sendo constantemente oprimidas ao mesmo tempo que oprimem seu mundos internos, seus próprios ossos existência.

EUDAIMONIA

Foi oficialmente minha primeira leitura do Salles, porque, francamente, nenhuma primeira “primeira” leitura dele pode ser considerada. Seria como considerar um soco na cara sua primeira aula de educação física; é mais um choque, um acordão. Ele te joga na água (quente ou fria) que é aquele mundo e fala “nade”, enquanto você está sem boia, não dá pé e tem dois blocos de concreto amarrados aos tornozelos. É angustiante a descida, mas também é inevitável.

Foi uma felicidade ver que a edição vinha com um autografo muito bonito do autor, este que saí mostrando pela casa, inclusive para o meu avô. Ele folheou a revista e adorou, mostrando aqui e ali algum desenho.

“Olha esse aqui” dizia ele enquanto estava deitado no sofá. Aposto que ele entendeu tudo de primeira.

Na mesma semana que recebi EUDAIMONIA em minha vida, Luciano estaria lançando-a em um evento na escola de desenho supracitada. Fui lá.

Naquela noite comprei O Quarto Vivente e, como sinopse, recebi o final da história da boca do próprio escritor, que apontou para mim e completou “isso ai é spoiler para você, inclusive”.

Se pararmos para pensar, já era ele mesmo que ia me contar tal acontecido, de uma forma ou de outra.

E já que o próprio Luciano não liga para spoilers, vou presumir que você também não.

O Quarto Vivente

É um gibi sobre uma garota que dá à luz a uma baleia.

Um mundo de muitas cores e emoções, de verbos em 3ª pessoa, de coisas que se espalham. Líquidos e palavras e sentimentos e fases da vida. É outra confusão completamente diferente de EUDAIMONIA. É um trabalho mais antigo, o que faz dele ao mesmo tempo mais novo pela inexperiência e mais velho pela idade. Um outro mundo, diferente do nosso, ainda que reconhecível; uma outra sociedade ao passo que é a mesma, problemas iguais. Entrando de cabeça ali é impossível saber para onde olhar, mas também dificilmente você irá fechar os olhos.

Foi bom pegar um dos primeiros trabalhos para ler logo após ter consumido o mais recente. A evolução ficou mais clara, tanto em diagramação, em pensar o produto e em escolhas estéticas, quanto no próprio traço, que apesar de já ser uma porrada (ou um chute, você que escolhe), foi ganhando mais e mais sustância com o tempo.

Ambos são gibis difíceis, muito mais sinestésicos do que cartesianos, então se você não gosta de não entender algo, é provável que torça o nariz.

E tudo bem.

Parece pouco saudável falar que se gosta ou não de algo simplesmente por não conseguir tirar uma conclusão sobre aquilo, tanto em ficção quanto na vida. O negócio com os gibis desse autor, pelo menos para mim, é que você entende tudo, se entende, pega as coisas e digere, mas no final não sabe disso. Da mesma forma que as vezes olha-se para um lado, para o outro e a vida simplesmente não faz sentido, ainda que seja totalmente coerente.

É bom, é ruim, é aquilo que está na página e o que está entre a página. Também é o que está em sua volta, por trás, nos livros, nos filmes, é um apanhado de coisas. Me desculpe por falar tantas vezes sobre o que as coisas SÃO e NÃO SÃO, mas nessa confusão toda e nesse turbilhão que existe nas obras do autor residente de Araraquara fica realmente complicado não se perder.

Sobre o autor? Na ocasião em que o conheci, além de ter sido muito atencioso, mostrou ser alguém de pensamentos muito digeridos e concretos, seja no que tange arte ou até mesmo seu modo de viver ou de seguir sua carreira. Luciano Salles é sóbrio, extremamente sóbrio, ele sabe o que está fazendo, mesmo que você não saiba o que está lendo.

“ Esse aqui é meu material de trabalho “ disse ele me mostrando o estojo. Talvez não tenham sido exatamente essas palavras, mas faz realmente um certo tempo (seis meses entre o evento narrado e a conclusão deste texto.)O

Estou sem saber como arrematar tudo… então vou pelo caminho mais fácil: Durante a confecção desse texto, EUDAIMONIA foi indicada ao troféu HQMIX nas categorias “publicação independente de autor” e “publicação independente edição única”, além do desenhista, que concorre ao prêmio “desenhista nacional”. A entrega do troféu acontece no dia 16/09, as 17h no SESC Pompeia.

Salles também faz as ilustrações semanais da coluna de Daniel Furlan (grande craque) dentro da Folha de S. Paulo.

Procure as obras, ache-as e, depois disso, procure mais um pouco ali dentro.

Obedeças para serdes feliz.

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Semanalfabeto 18#

Sierra, Hotel, India… Ah, você já sabe o resto

Os meninos estão juntos mais uma vez

 

Retorno para falar, de novo, sobre WWE, mas isso vai mudar. Existem forças em movimento nesse mundo solitário do semanalfabeto que vão fazer uma curva na estrada, mesmo que eu não saiba muito bem para onde ela vai.

Siga-me então, por hora, nesta linha reta.

A Shield voltou! Como ficamos felizes com essas coisas não? Se não estou enganado nem um ano se passou desde que eles se juntaram para bater Miz, Bar e companhia, o que acabou um tanto rápido quando Ambrose se lesionou. Pois não é que logo quando ele retorna…

(mais…)

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Semanalfabeto 17#

Custo beneficio

A relação horas de evento/qualidade de luta anda muito ruim em alguns casos, muito boas em outros.

 

Final de semana cheio! TakeOver Brooklyn 4, Summerslam, isso sem contar eventos da ROH e da GCW; quando digo “sem contar” é quase literal. Essa será a única menção feita a eles neste texto, então respire, leia as siglas de novo e depois me siga porque eu ainda tenho algumas coisas a falar.

O PPV do NXT não surpreendeu em nada, o que aqui pode ser lido como “foi extremamente bom”, algo que se mostra um padrão na quase-brand preta e amarela. Na minha visão dois fatores contribuem para isso: o primeiro é a quantidade abusiva de Wrestlers competentes que, aliados a um booking que demora mais a escorregar quando comparado ao Main Roster, entregam lutas minimamente boas em um tempo satisfatoriamente divido; o seguindo fator é justamente esse tempo de evento, que no geral é curto, de duas a três horas onde ocorrem poucas lutas, cinco, no caso do último PPV. É um tempo reduzido em que não se perde tempo com frivolidades ou lutas que não tenham sido desenvolvidas até aquele ponto, o que proporciona um foco nos títulos (algo que, acho, devia ser o principal visto a importância intrínseca) e delimita também uma margem de criatividade maior para todo mundo envolvido no trabalho. Obviamente que isso pode gerar uma pá de merda nas mãos erradas, mas nós não estamos falando das mãos erradas estamos? Uma escorregada ali, uma decisão duvidosa aqui, o show segue firme e com um saldo constantemente positivo.

Tornou-se muito raro ouvir reclamações quanto aos eventos do NXT. As divisões feminina e de tags são fortíssimas, com tantas possibilidades a serem exploradas que beiram o excesso. E mesmo assim, quando se repete as lutas, o que no PPV desse final de semana aconteceu três vezes, sendo essas a luta pelo título feminino, de duplas e do NXT, não fica um gosto tão forte de fadiga quanto em alguns embates do Main Roster.

Mas eu seria leviano em querer traçar equivalências tão fixas entre um e outro. Não é tão fácil assim gerir a quantidade de lutadores que existem tanto no Raw quanto no Smackdown e as lutas “enchessão de linguiça” no card estão ai desde que o mundo é mundo, em qualquer evento esportivo que envolva combate.

Mas porra… precisava ser TÃO cansativo? Caso você ainda não tenha percebido meu caro amigo, o Summerslam começa AGORA. Bom, na verdade não, já que eu escrevo a primeira versão desse texto exatamente 55 minutos antes do RAW pós PPV. Você me entendeu, vai.

Ao lado figurativo do “meu amigo Joker” (novo filme do estúdio Ghibli) assisti as 4 horas de show do Summerslam, além de ter sobrevoados as duas horas de pré show para ver uma escrita cuja criatividade acachapante me levou ao êxtase.

Três. Malditos. Finais. Por. Roll. Up.

E até que as lutas não foram de um todo ruins, principalmente quando se fala da luta pelo título dos leves (ou pela categoria de peso cruzeiro, ou título cruzeirense, decida-se.) O caso é que, como o filme Presságio já nos ensinou, o final conta muito para o balanço final de uma obra e quando o final é fraco…

A parte boa é que o Card principal começou com o pé embaixo, trazendo uma das lutas que eu mais queria ver: Seth Rollins (Dean Ambrose em seu corner) x Dolph Ziggler © (Drew McIntyre em seu corner) pelo título intercontinental. Eu não vou comentar luta por luta, até porque eu não fiz isso com o TakeOver então seria no mínimo injusto fazer aqui no evento de veraneio onde a quantidade de lutas é tão elevada, treze lutas no total. Não foi de todo ruim, já lhe adianto isso.

Além da luta supracitada, Bryan x Miz foi altamente satisfatória, Balor x Corbin acabou rápido com o ex-principe ganhando em sua forma demoníaca (uma grata surpresa) e a 3 Way entre Charlotte, Becky Lynch e Carmella pelo Smackdown Womens Title, apesar de um resultado que dividiu opiniões, teve um payoff muito bom, que leva as coisas para um caminho interessante na divisão feminina da brand azul. A luta entre Joe e AJ Styles, assim como a luta entre a New Day e os Blundgeon Brothers (respectivamente pelo WWE Title e o Smackdown Tag Team Title) tinha tudo para ser ótima, mas ambas acabaram de maneira símil: DQ. É chato para caralho quando a WWE repete final. Chato para um caralho, principalmente quando as lutas vinham num crescendo

De resto… aconteceu. Todos os títulos do Raw mudaram de mão, sendo a exceção o titulo de duplas, as lutas não comentadas aqui ou foram chatas ou não tão legais o suficiente para eu lembrar (salientando que a luta do Balor teve o Demon, que é um fator importante para esse embate estar aqui.)

Meu ponto é: Está compensando ir dormir tarde no sábado e recuperar o sono no domingo à noite. Se não fosse os amiguinhos? (Uso o plural porque além do Skype eu comentei o PPV com o Luan no aplicativo verde. Ele foi um desses que ficou pistola com a Charlotte vencendo.) Se não fosse por eles eu tinha dormido antes do Faustão se despedir.

Mas eu não vou reclamar não, para um desocupado como eu metade é o dobro.

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 16#

Jardim

Ou sobre esgotar os ingressos para o MSG

Eu prometi para o Luan que eu ia começar a me organizar e ter um horário de escrita. Pois agora eu tenho e como o quadro é meu, essa edição não vai sair no domingo. Eu já te falei que isso ainda é uma coluna sobre Wrestling?

Bem vindo ao Semanalfabeto.

Competição, meus amigos, ela move o mundo. Dinheiro move o mundo. A gravidade move o mundo, caso você não saiba; bom, talvez você discorde, mas aí é outra história de um mundo que não se move e que, sinceramente, tem mais que se foder mesmo. O mundo redondo (ou quase isso) se move e atualmente isso se baseia em dinheiro, tamanho e engajamento. Antigamente também. Se baseia no nosso instinto e nossa capacidade assassina de sobrevivência ou de dominação. Pois não é que a ROH/NJPW esgotou o Madison Square Garden? Dinheiro não é tudo, números não são tudo e isso não faz dela a melhor companhia do mundo, mas poxa… que gostoso isso, não? Como é bonito a competição entre duas marcas (e que a maldita fada do livre mercado não me escute.) Como é bonito a polarização.

Não, minto, isso não é bonito! É feio, retrogrado, é canhestro, burro, sem bom senso, sem bom gosto e sem lusitanos. O fato segue e muito burburinho se fez quanto a essa informação. Bully Ray soltou um discurso inflamado, muita gente falando muita coisa que eu não prestei atenção e um turbilhão de dados sobre a supremacia Mcmahon e várias empresas que esta conseguiu manter fora do éden pipocaram por aí.

A guerra é fantástica, pelo menos essa guerra. Talvez nem essa guerra, porque no final, apesar da melhora do produto, sempre sobra o desemprego de muita gente, a saúde mental de outros tantos e muito dinheiro gasto. Milionários vão seguir milionários.

Ainda assim, eu gosto demais de ver outro peixe nadando nesse aquário. E eu quero mais e que a bombinha de oxigênio quebre, para ver quem nada melhor de lado.

Um peixe meu já sobreviveu cinco horas fora d’agua, estatelado debaixo do sol. Ele pulou do aquário.

Na possível disputa futura, ganha quem tiver o espirito de meu peixe.

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 15#

Recomendações

Edição 15… por um breve momento acreditei que não passaríamos da 14, mas depois da morte ainda existe muita coisa.

Bem vindos a mais um semanalfabeto.
É normal se perder em meio a  muita informação e principalmente se tratando de wrestling, se torna comum perder algo que foi realmente fantástico pelo simples passar do tempo ou devido a falta de informação. Então leitores e leitoras, por mim e por você, aqui segue alguns comentários sobre coisas que vi nesses últimos 10 dias e também algumas recomendações de amigos.
De pronto gostaria de tirar do caminho Tommaso Ciampa vs Tyler Black pelo NXT Title na edição #310 do show semanal. É curioso ver a disparidade entre os shows periódicos da empresa de Stamford no que tange qualidade de luta e possibilidades dado ao foco dos mesmos e suas diferenças de tempo, proposta e roster. Dificilmente se veria uma luta tão boa no Raw, sendo o principal motivo a duração das lutas (apesar deste ser um show bem mais longo que o da brand amarela) já que no roster principal como um todo existe muito contingente e esse pessoal precisa escoar de alguma forma, geralmente em lutas curtas.
Dito isso, vamos a luta em si.
É bonito ver quando algo funciona bem em todos os aspectos e essa apresentação foi estritamente assim: crowd  em sintonia com a história, veementemente contra o Ciampa; os dois lutadores foram precisos, nosso querido Drake foi um ótimo juiz e os elementos que foram inseridos ao final da luta, usando todos esses supracitados, funcionaram de uma maneira inesperada, gerando um final mais que satisfatório.
Aposto que você já sabe, mas, caso não, eu peço desculpas pelo spoiler de graça. Foi surpreendente ver o titulo do NXT mudar de mãos em um show comum e em uma luta tão bem pensada, apesar de o título de duplas ter sido recentemente disputado e ganho também em uma edição semanal. Talvez seja uma estratégia inteligente dos bookers e é certo que atualmente, junto do 205, o NXT é a melhor coisa na WWE (chuva no molhado, porra!)
Sabe algo que eu não estou acompanhando? G1 Climax. Infelizmente me falta a disciplina necessária para acompanhar uma competição dessa extensão; disciplina, tempo e internet (dentre esses três o mais escasso é internet). Mesmo assim, pelo que é possível ver pelas redes sociais, parece ser uma competição um tanto divertida. Sendo assim, para que você consiga ler pelo menos algo relevante sobre o campeonato, siga o Gran Akuma no twitter.
Ainda no twitter, sexta feira no perfil do Pipebomb nosso amiguinho Joker fez dois tweets recomendando lutas recentes, então, caso você não as tenha visto, confira aqui quais são e vá atrás, meu caro!
Desta lista é possível puxar algo que me intriga e já não é de hoje: Impact Wrestling (ou TNA, ou Global Force, seja lá como se chame essa semana.) Essa companhia que ascende e despenca com tanta velocidade está, mais uma vez, bem nos trilhos. Apesar de ainda não ter assistido por completo o Slammyversary (inclusive o WrestleBr comentou o evento inteiro em seu twitter, thread grande para caralho) fica nítida sua melhora . Só pelo fato de eles terem DUAS L.A.X (não exatamente) já vale a pena assistir. Não só essa Stable é muito boa em sua nova formação, como todo o roster que compõe o Impact possui uma alta qualidade, principalmente seu campeão. Enfim, assistam o Slammyversary porque eu também preciso ver. Se possível me incentive.
Luan também colabora para esta edição. Sua indicação é Seth Rollins vs Drew McIntyre no Raw #1314 e abaixo segue seu comentário feito por Whats App:

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É bom ver o nível das lutas do RAW crescendo

Por fim, assistam a matéria que o SBT fez sobre a FILL, ficou bem legal e quanto mais trabalho jornalístico sobre PW, principalmente tratando como uma linguagem (ou teatro marcial como eles chamaram), melhor vai ser a assimilação do público. Acredito que tanto em quantidade como em qualidade.
Por hoje é só, minhas costas tão doendo que só o inferno e o sol nasceu faz pouco tempo. Até semana que vem

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Semanalfabeto 14# – Morte

Não há muito que se possa falar frente a morte. Ela tem uma voz forte que cobre tudo e todos, falando o que basta. Ontem três wrestlers faleceram e me pareceu injusto escrever sobre qualquer coisa ao invés disso, mesmo que, durante um breve período, eu não fosse escrever sobre nada mesmo.

Sem resumos de carreira nem grandes homenagens às suas jornadas no mundo do PW, sem videos tributo; eu não saberia faze-lo e nem tenho estofo para tal. Três partidas em situações completamente diferentes, misturando o trágico com o natural inevitável, levando, de qualquer forma, ao mesmo destino inevitável, ainda que tenhamos esperança
O que resta agora é reconhecer que Peruzovic, Christopher e Seawright tinham uma vida, pessoas que esperavam suas chegadas e que, sabendo que eles ainda existiam, podiam também existir de uma maneira melhor.
Essas vidas acabaram e a luta livre ao mesmo tempo tão grande pois, em grande parte, definiu suas existências, se torna pequena já que, para eles, não existem mais as três cordas do ringue.
Essa edição foi escrita em pesar as mortes de Josip Nikolai Perusovic (Nikolai Volkoff), Brian Christopher (Grand Master Sexy) e Fredrick Seawright (Brickhouse Brown.)

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