Uma de muitas

Uma de muitas

Daniel Bryan, Bryan Danielson, The American Dragon, aquele rapaz baixinho, hora barbudo e hora razinza, hora agressivo, hora técnico, aquele mesmo! Aquele jovem se aposentou e nesse momento muitos outros escrevem com o mesmo sentimento que eu, talvez na mesma situação: Um fone no ouvido, muitos pensamentos e poucas palavras. Não foi a primeira (tivemos Edge deixando o Title e os ringues, doeu), certamente não será a última tendo em vista que é um esporte em que o risco é recorrente. Amanhã já passa, vem a Wrestlemania, vem o ano inteiro, mas a chant vai sempre estar la; as camisetas, os cartazes, a lista de lutas favoritas vai estar sempre aberta com o nome dele no meio (na maioria das vezes). Não há nada que possamos fazer.

 

E nessa impotência tão triste de ser fã, levantamos os braços com o indicador pra cima, mesmo que num gesto figurativo, pelo Twitter, Facebook, em forma de texto ou qualquer outra expressão, e dizemos “Tchau” pra um amigo que estava ai e agora se muda pra longe, de vez em quando volta e traz a alegria, fuma um cigarro, toma um café e some por mais um tempo. É triste pela perda, é alegre pela precaução, melhor de pé sem lutar do que paralisado pra sempre, numa cadeira ou num caixão. E por mais fúnebre que tudo isso possa parecer o que fica não é o gosto amargo de tantas Dream Matches perdidas mas sim a lembrança de tantas que ocorreram, a lembrança do dia em que o mais improvável dos lutadores levantou os dois maiores símbolos do Wrestling em meio a pessoas e papel picado.

 

Daqui a um ano, um mês, semana que vem, aparece outro. Outro Underdog, outro barbudo, mais habilidoso, mais carismático; sempre vai ter alguém, a vida se recicla pra gerar mais alegrias e mais raivas. Mesmo assim, ainda fica no retrato da nossa época, um wrestler 3 por 4, pequeno e inusitado, que, por mais clichê que seja, provou que alguns sonhos realmente se realizam. Clichês são bons de vez em quando, e sonhos só são validos quando você acorda, olha pro lado, e vê que o seu sonho foi o sonho de milhões.

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Royal Rumble – Primeira Rodada de Três

 

Hoje começa a primeira rodada na mão de truco mais importante do Ano na WWE, aquilo que é conhecido como “Road to Wrestlemania” e pode muito bem influenciar a qualidade do restante do ano inteiro na empresa da Família Mcmahon. Obviamente a primeira rodada consiste no aclamado Royal Rumble em sua clássica Royal Rumble Match. Para àqueles que acompanham Wrestling a algum tempo é desnecessário explicar e para os novatos a assimilação é imediata! Foi uma ideia simples e que vem sendo usada a anos: 30 caras dentro de um ringue, entrando um a cada 1min e 30 segundos mais ou menos, eliminação somente por cima da terceira corda; sem pínfalls (né Randy Savage), sem tapouts, sem desqualificações e um passe certeiro para o maior evento do Wrestling americano.  Esse ano, contudo, as regras mudaram um pouquinho, na verdade elas mudam vez e outra e esse ano repetiu-se um fato que a muito tempo não ocorria, há 24 anos pra ser exato.

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