Deathmatch – Wrestling ou Violência Gratuita?

Deathmatch - Wrestling ou Violência Gratuita?
Dentro da luta livre uma das coisas que gera mais polemica são as famigeradas Death matches, que é odiada por muitos, que tem o pré-conceito de que o que é apresentado no estilo são só um bando de malucos sem um mínimo de talento para wrestling subido em um ringue e destilando insanidades, sem um pingo de técnica e habilidade. E hoje eu estou aqui para tentar mudar a opinião dos que tem essa ideia ruim sobre esse incrível gênero de wrestling.


Vamos começar já tirando essa ideia que lutadores de deathmatch não tem habilidade, dando 5 bons exemplos:

Não há melhor forma de começar se não falando de Dean Ambrose, antes do Lunatic Fringe espalhar o caos na WWE, ele espalhou muito sangue sobre a alcunha de Jon Moxley na cena independente americana. Pois é, muitos não sabem, mas Ambrose foi um lutador de deathmatch, tendo feito grandes
lutas no gênero, e protagonizado uma das cenas mais marcantes, onde o falecido Brain Damage passou uma serra no rosto dele.
Aproveitando o antro da WWE, vamos citar dois lutadores que hoje fazem parte do Hall of Fame, são eles Terry Funk e Mick Foley. Ok, os caras já são conhecidos dentro da propiá WWE pelo seu estilo hardcore, mas só quem viu esses caras lutando no Japão sabe o quão importantes para o Deathmatches eles são, incluindo a participação em um dos torneios mais marcantes do estilo, o King of The Deathmatches 1995, onde Foley e Funk protagonizaram uma excelente luta, que entrou para os anais não só da historia do Deathmatch japonês, mas para a do Puroreso japonês em geral.
Saindo de lutadores Main Streams, por que não citar um lutador novato, e o nome dele é Connor Claxton. Ele tem pouco mais de um ano de experiência em ringue, mas já ganhou o carinho do publico, com uma habilidade única, Connor decidiu entra para o mundo do Deathmatch, mandando um digníssimo “foda-se”, para muitos que diziam que ele era muito habilidoso para se misturar com deathmatch. E ele já está colendo os frutos da sua inusitada escolha, ganhando muito destaque na cena independente, chegando inclusive as finais do Tournament of Death desse ano, um feito inédito para um novato.
E por ultimo talvez o maior expoente do gênero, a lenda mascarada japonesa Hayabusa. Pra quem não o conhece, Hayabusa é colocado no mesmo nível de lendas japonesas como Tiger Mask, Jushin Liger e Great Sasuke, além de ser considerado um dos lutadores que revolucionou o estilo High Flyer, tendo criado diversos moves que se tornaram figurinhas carimbadas nos move sets dos High Flyers atuais, como por exemplo o Phoenix Splash, que o atual World Heavyweight Seth Rollins utiliza. Pois é com todos esses gloriosos feitos na carreira Hayabusa marcou seu nome no estilo Deathmatch, sendo um grande referencia no gênero.
Embora existam centenas de outros bons exemplos, creio que esses já possam exemplificar a ideia que quero passar, é claro que também temos péssimos lutadores dentro do estilo, mas lutadores como pouca habilidade no ringue não é uma exclusividade do Deathmatch. Falando agora um pouco sobre o Deathmatch em si, creio que devemos parar para pensar que o Wrestling é uma arte como Cinema ou a Musica, e tanto nesses dois gêneros quanto no Wrestling, sempre haverá aqueles que elevam ele ao Extremo, e isso não significa que seja algo ruim, pois se alguém não tivesse elevado o cinema ao extremo, hoje não teríamos clássicos do terror como o Iluminado, Poltergeist ou Exorcista, se não tivessem elevado a musica ao extremo hoje bandas icônicas como Pantera, Metallica ou Megadeth não teriam ganhado vida. Por isso precisamos entender que o Deathmatch não passa de
mais um gênero dentro da luta livre, um gênero que mostra homens e mulheres elevando o Wrestling ao Extremo para mostra algo incrível.

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