Pastoral de Backstage

Para quem não sabe, eu passei mais da metade da minha vida dentro da Igreja. Fui evangélico dos 0 – se é que isso é possível – aos 16 anos e, desta forma, aprendi muitas coisas, boas e ruins, sobre como a sociedade funciona e como os humanos se relacionam com figuras de poder.

Acontece que, talvez, luta livre seja parecido, pelo menos por trás das cortinas, com uma igreja de bairro. É um raciocínio amplo, mas siga comigo, querido leitor.

Se relacionar com uma comunidade é algo complicado e, muitas vezes, alguém tem que dar um passo a frente, limpar a garganta e falar “Organiza a fila do pudim ai que senão nem tem pra todo mundo”. E é comum ouvirmos falar de pessoas que tomam essa posição de liderança dentro dos bastidores da luta livre, agindo como guia dos wrestlers homens e mulheres que transitam nesse ambiente comum.

Tal qual um pastor deveria ser, esse indivíduo toma para si uma responsabilidade que não traz benefício algum diretamente, mas que ajuda no bom funcionamento de uma comunidade; ele trata feridas quando é necessário, ele aconselha, ele pune e ele concilia.

Mas perceba, estou falando aqui da função pastoral ideal. Ignore o paternalismo intrínseco da função, todo o mal que a igreja já fez e o uso da função para benefício próprio. Se pudermos alcançar esse nível de suspensão, as coisas não ficam tão distantes assim.

Existem homens e mulheres que realmente agem como figuras de conforto dentro desse meio um tanto quanto competitivo e tóxico da luta livre. Eles podem ser péssimos, como muitos pastores também são – inclusive, já conheci minha cota de pastores merdas e é incrível como eles realmente podem estragar com a vida das pessoas – mas também podem ser incríveis, dando pequenos conselhos que, no final, podem fazer toda diferença.

Bom, mas que sou eu pra julgar? Hoje é terça, é só dia de oração.

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