Mount Rushmore 1.0 memorias

Random Memories

Um título em inglês é cafona, mas é do que eu preciso no momento.

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Existem algumas memórias muito aleatórias para entrarem em textos separados e muito curtas para irem dentro da newsletter. Então elas estão aqui, para você, como uma trilha de baratas mortas que eu esqueci de recolher.


Eu gostava muito da PWG entre 2012 e 2015. Era uma época que ver essa empresa me deixava mais feliz do que qualquer outro produto atualmente me deixa. Geralmente eu assistia com o Joker e muitas vezes isso acontecia de madrugada em dias de semana, porque adolescentes não tem nada melhor para fazer.

É engraçado porque, se pararmos para pensar, a empresa do senhor Excalibur nunca perdeu qualidade. Mesmo assim, existia um aspecto aleatório nos lutadores daquela época que eu simplesmente não consigo ignorar. Hoje em dia temos só o puro creme do milho dourado; naquela época a gente via o que aparecia e, dentro da PWG, eles se viravam muito bem com o que tinha. E é muito bem MESMO.

 

peter avalon memorias de camiseta azul
Foto ilustrativa do meu homem Peter Avalon

Inclusive, foi numa dessas idas que o nosso amigo Luan fez um comentário sobre a bunda do Jay Lethal, algo que me acompanha até os dias de hoje, junto com aquela clássica promo com o Ric Flair.

Essa empresa ainda me apresentou lutadores como B-Boy e Willie Mack. Também era o lar de um dos meus lutadores favoritos, que logo se mostrou um belo pau no cu e agora tem meu ódio completo, AKA. Michael Elgin.

Dentro do meu banco de dados mental existem uma série de lutas que se misturam envolvendo B-Boy, Ricochet, Willie Mack, Rich Swann, AR Fox, Eddie Edwards, Davey Richards, Roderick Strong sem a personalidade legal, Joey e Candice, todo mundo mais ou menos ali no mesmo balaio. Os golpes que eu vi ali são os mesmos golpes que norteiam a minha noção do que é bom ou não até hoje.


memorias
Meu garoto ainda era novinho

Dentre as memórias dessa época, esta vivo o fato que a gente não gostava do Drew Gulak. Coisa de adolescente revoltado, acostumado com as lutas violentas e achando aquele estilo absurdamente técnico uma degeneração. Mas o Masada perdeu e cara, como o Masada era um assunto naquela época.

Não, não dentro do mundo e das conversas usuais de PW com desconhecidos. Era entre amigos mesmo. Ele, inclusive, já foi título de PipeBomb se não me engano.

A CZW era divertida de assistir. Meio aleatório, ainda assim legal, apesar de eu não entender nada e não conhecer quase ninguém.


Agora uma lista de memórias completamente desconexas de momentos que eu tenho gravados na mente:

  • Várias lutas da Candice contra o Joey Ryan;
  • O Uhaa Nation em uma ladder match da Evolve;
  • As escadas de indie wrestling que me irritavam profundamente;
  • Um show japonês que acontecia dentro de um apartamento e tinha um wrestler fodendo um outro em uma das casas. Eu dormi vendo esse show.
  • A vez que eu e o Joker zicamos o King of Trios e a Chikara acabou
  • As versões fakes da Colony, que era composta por lutadores terríveis
  • O rei do backyard, que era um cara magrinho cujo nome eu não vou lembrar, mas que eu tenho certeza que a gente acabou descobrindo.

Depois de um tempo a nossa afetividade com luta livre vai criando certas conexões que a gente não espera. Associações de cheiro, humor e época do ano. Neblina de manhã e insônia me lembram Wrestling tanto quanto um dia quente perto do ano novo. Épocas difíceis de agonia, ansiedade descontrolada, desilusões amorosas, tudo passa por uma fina rede composta por colantes e lutadores medianamente desconhecidos em salões de festas.

E todas essas memórias morrem na contagem de

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