Um review do Smackdown por alguém que não assistiu

Essa semana é uma daquelas em que eu penso “puta merda, porque eu decidi fazer rádio?”. Para quem não sabe, eu sou estagiário na emissora da faculdade e cubro palestras, o que me faz ficar no ambiente de trabalho/estudo desde a aurora dos tempos até o fim do ciclo de nossas vidas. Isso me faz perder a programação semanal da WWE, querido leitor cansado.

Entretanto, nosso comprometimento com a desinformação e a conspiração comunista para doutrinar através de mensagens subliminares não pode parar, de modo que o show da brand azul estará totalmente resumido aqui, neste dia de quarta-feira, baseado totalmente nos resultados e nas minhas expectativas e experiências.

 

E eu começo dizendo que foi um SD esquisito.

 

Reprodução: WWE.com

 

O show é claramente inspirado pela obra de Truffaut, tanto nos diálogos quanto na forma de filmar. O personagem de Becky Lynch, um clássico inegável da sessão da tarde, promete defender seus dois reinos, Raw e Smackdown, como se fosse umlíder dos Gorgonóides.

Para quem não sabe, Pequenos Guerreiros é o filme mais famoso de Françoise Truffaut. Charlotte e Bayley trazem uma inspiração na poética de Platão, onde discutem, em frases chatas para um caralho, o que é justiça e merecimento. Após isso caem na porrada porque Platão de cu é rola e temos aí um exemplo do eterno retorno Nietzchiano, onde, independente do que você faça, a Charlotte vai ta sempre no Main Event – e isso nesse momento não é uma reclamação porque FODA-SE A BAYLEY – e você, caro leitor, sempre vai acabar bebado e fumando no chão de um bar contando a história da sua vida para uma estranha que você nunca viu.

Tivemos também Lars Sullivan batendo em pessoas mais talentosas que ele e no Jinder Mahal. Isso parece ter sido, de longe, o melhor segment de todos. Dizem as más línguas que Jericho mandou uma carta para a WWE perguntando quem foi o headwriter desse desenvolvimento.

Ah, e o melhor comentário já feito a respeito do Lars Sullivan é o do Mauro Ranallo – QUE HOMÃO DA PORRA ESSE RANALLO – onde ele disse que o careca era “um desenho de Jack Kirby que tomou vida”.

Voltando ao Smackdown.

FACK!

Tivemos algo envolvendo o Roman Reigns e eu sinto ter que spoilar isso aqui para vocês… mas Reigns será revelado como filho bastardo do Mcmahon. Isso vai levar a formação de uma nova Shield com Hornswoggle e o retornante Jason Jordan. Se preparem inclusive para um In Your House: Battle of the Bastards.

E da batalha dos bastardos fomos para a dos gostosos em uma luta que envolvia Balor e Andrade. Claramente ambos têm influência técnica de Kevin Nash, enquanto suas personagens bebem de McMichael e Bagwell. Ah, e uma pontiiiiinha de Tony DeVito.

Kairi Sane segue em sua cruzada para desvalorizar qualquer outro Elbow Drop e fazer tudo parecer uma merda comparado ao dela, mas boatos que Randy Savage vai ser ressuscitado e uma possível feud para a Wrestlemania será construída. A empresa que já juntou Shawn Michaels – que todos sabemos ser um fi du cão – com Deus pode trazer feuds assim para nós.

 

O Show acabou com Kevin Owens atacando o campeão Kofi Kingston por uma suposta overdose de panquecas. Kofi já fez uma denúncia formal na PM de São Paulo, mas foi plenamente ignorado e ficou detido na delegacia algumas horas por conta do WWE Title.

A polícia não quis comentar o ocorrido, mas o governador disse que é plenamente normal e parabenizou a ação da corporação

Xavier Woods, como bom esquerdomacho, disse que prefere não julgar as ações de Kevin Owens e que “ce sabe como é né, brother?”. Depois disso desmaiou num prato de sopa.

Reprodução: Seu cu

Mas último comentário sério dessa merda? Kingston é um campeão da WWE que me traz muita felicidade, que homem.

 

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