Semanalfabeto 4# – Luzes, câmera, fogos, crowd, som …

Eu tinha algumas ideias de tema, mas como tenho de escrever isso mais rápido que o gato a jato, culpa de um prazo apertado da faculdade, o tema de hoje é NADA. Sim, pelo menos 500 palavras sobre qualquer assunto que venha a mente e esteja relacionado à luta livre.

Bem-Vindos.

Bom, falando em faculdade (e eu tenho um maldito trabalho para Quarta que provavelmente será minha ruína como ser-humano), há algum tempo atrás uma professora pediu um trabalho sobre multimídia, contendo qualquer tema já tenha abordado em sala. Um dos temas foi multissensorialidade e então a pauta “WRESTLING!” bateu na minha cabeça (com uma cadeira de metal).

É, na verdade eu estava enganado, a pauta DESSA EDIÇÃO vai ser exatamente essa e digo mais, vai ser uma edição sem edição, então tudo o que está aqui, FICA.

“O que acontece no semanalfabeto, fica no semanalfabeto” PLATÃO, 1989

Vamos lá.

É normal consumir tanto um produto a ponto de suas especificidades tornarem-se despercebidas em uns aspectos, ao passo que outras ficam mais gritantes. Quando se trata dessa forma de expressão, com o tempo se repara mais em como os movimentos são executados, a psicologia e construção das lutas, os erros que já levantam a voz, mesmo que sejam pequenos e em como as histórias caminham para suas resoluções em lutas especiais. Por outro lado, a gente começa a não notar mais toda vez que toca uma música para alguém entrar, seguido de fogos dependendo de quem for; não percebemos que alguns golpes não fazem nem sentido no mundo real, mas dentro da linguagem tem um nível de força particular, dependendo de cada lutador. Sim, sem nem notar você sabe exatamente quanto machuca cada golpe e o impacto que ele tem dependendo do ponto da luta.

Dentre esses aspectos está inserida a minha recém descoberta pauta. Luta Livre é um tipo de arte (e se você discorda, faça-me um favor e se foda) que permite a comunicação com o receptor em vários níveis, dependendo inclusive da interação com ele para que a máquina toda funcione. Quantas vezes você não viu uma luta que estava boa, os golpes fluindo e os lutadores bem sintonizados, mas com uma crowd tão brocha que ficou só no meh? Tudo isso faz parte da experiência.

O mesmo vale para as chants e theme songs, as últimas muito faladas desde a saída do senhor Jim Johnston da WWE. O criador dos temas sonoros da Nation of Domination, Stone Cold e Chris Jericho (que ele nos abençoe a todos) declarou, alguns dias depois, que não se considera um fã de Wrestling e, todavia, sempre tentou contar a história dos Wrestlers através do que ele foi contratado para fazer: som.

Acontece com as roupas, os cabelos, camisetas, jeito de andar, de correr, de meter um socão na cara do ser-humano a sua frente. Tudo contribui e, se algum desses falha, o todo se perde. É como um filme, um teatro, isso todo mundo já entendeu, só talvez não pensem muito no assunto. São as diferenças entre ver um show em casa e no estádio, o motivo de comentarmos nas redes sociais, tentando simular essa sensação e se tornando, de certa forma, até um outro tipo de crowd.

Bom, basicamente é isso e era uma pauta que eu estava querendo desenvolver para o trabalho de faculdade. Sinceramente, acho que não vai rolar, por isso estou gastando ela aqui, até de maneira bem rasa, sem fontes, entrevistas e um desenvolvimento mais profundo. Talvez algum dia eu volte nisso.

 

Antes de finalizar, duas coisas:

Se não me engano hoje acontece o show de 11 anos da FILL e porra, ONZE ANOS, muitos parabéns para o Titan e todo mundo da empresa que trabalhou pelo projeto, é admirável a força de vontade de vocês.

A segunda coisa é que surgiu a notícia meio torta que talvez a WWE venha ao Brasil. De começo eu achei que vinha, depois vi no Twitter um papo de que não estava nada confirmado e resolvi deixar para lá. De verdade, eu espero que venha, eu já estou empolgado em rever isso ao vivo, com mais lutadores que eu gosto e ao lado de gente que eu gosto. Se não rolar, tudo bem também, para quem não tem nada metade é o dobro, mas vamos aguardar. Só não contem para o Luan que na minha casa nova não tem internet, porque aí talvez ele não venha.

Até semana que vem, sejam legais com os amiguinhos.

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