PIPE OFF: Prévia dos X-Games 2018

Na próxima quinta feira tem se inicio mais uma edição do principal evento no calendário dos esportes radicais os X-Games. Esse ano na sua 24 edição (sem contar as edições de inverno e secundarias), e o evento mais uma vez aterrissa na cidade de Mineapolis sendo novamente realizado no US Bank Stadium mais conhecido como a casa do Minessota Vikings.  Como de costume estarão presentes alguns dos principais atletas de BMX, FMX e Skate se digladiando em busca da tão sonhada vaga no pódio. Pensando nisso esse post tem o intuito de fazer uma pequena analise previa das competições da modalidade de BMX.(infelizmente não tenho “know-how” suficiente para analisar as competições de skate que tenho um conhecimento bem básico e menos ainda de FMX que as únicas coisas que sei são os nomes de algumas manobras que são mesmo do BMX)

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Semanalfabeto 4# – Luzes, câmera, fogos, crowd, som …

Eu tinha algumas ideias de tema, mas como tenho de escrever isso mais rápido que o gato a jato, culpa de um prazo apertado da faculdade, o tema de hoje é NADA. Sim, pelo menos 500 palavras sobre qualquer assunto que venha a mente e esteja relacionado à luta livre.

Bem-Vindos.

Bom, falando em faculdade (e eu tenho um maldito trabalho para Quarta que provavelmente será minha ruína como ser-humano), há algum tempo atrás uma professora pediu um trabalho sobre multimídia, contendo qualquer tema já tenha abordado em sala. Um dos temas foi multissensorialidade e então a pauta “WRESTLING!” bateu na minha cabeça (com uma cadeira de metal).

É, na verdade eu estava enganado, a pauta DESSA EDIÇÃO vai ser exatamente essa e digo mais, vai ser uma edição sem edição, então tudo o que está aqui, FICA.

“O que acontece no semanalfabeto, fica no semanalfabeto” PLATÃO, 1989

Vamos lá.

É normal consumir tanto um produto a ponto de suas especificidades tornarem-se despercebidas em uns aspectos, ao passo que outras ficam mais gritantes. Quando se trata dessa forma de expressão, com o tempo se repara mais em como os movimentos são executados, a psicologia e construção das lutas, os erros que já levantam a voz, mesmo que sejam pequenos e em como as histórias caminham para suas resoluções em lutas especiais. Por outro lado, a gente começa a não notar mais toda vez que toca uma música para alguém entrar, seguido de fogos dependendo de quem for; não percebemos que alguns golpes não fazem nem sentido no mundo real, mas dentro da linguagem tem um nível de força particular, dependendo de cada lutador. Sim, sem nem notar você sabe exatamente quanto machuca cada golpe e o impacto que ele tem dependendo do ponto da luta.

Dentre esses aspectos está inserida a minha recém descoberta pauta. Luta Livre é um tipo de arte (e se você discorda, faça-me um favor e se foda) que permite a comunicação com o receptor em vários níveis, dependendo inclusive da interação com ele para que a máquina toda funcione. Quantas vezes você não viu uma luta que estava boa, os golpes fluindo e os lutadores bem sintonizados, mas com uma crowd tão brocha que ficou só no meh? Tudo isso faz parte da experiência.

O mesmo vale para as chants e theme songs, as últimas muito faladas desde a saída do senhor Jim Johnston da WWE. O criador dos temas sonoros da Nation of Domination, Stone Cold e Chris Jericho (que ele nos abençoe a todos) declarou, alguns dias depois, que não se considera um fã de Wrestling e, todavia, sempre tentou contar a história dos Wrestlers através do que ele foi contratado para fazer: som.

Acontece com as roupas, os cabelos, camisetas, jeito de andar, de correr, de meter um socão na cara do ser-humano a sua frente. Tudo contribui e, se algum desses falha, o todo se perde. É como um filme, um teatro, isso todo mundo já entendeu, só talvez não pensem muito no assunto. São as diferenças entre ver um show em casa e no estádio, o motivo de comentarmos nas redes sociais, tentando simular essa sensação e se tornando, de certa forma, até um outro tipo de crowd.

Bom, basicamente é isso e era uma pauta que eu estava querendo desenvolver para o trabalho de faculdade. Sinceramente, acho que não vai rolar, por isso estou gastando ela aqui, até de maneira bem rasa, sem fontes, entrevistas e um desenvolvimento mais profundo. Talvez algum dia eu volte nisso.

 

Antes de finalizar, duas coisas:

Se não me engano hoje acontece o show de 11 anos da FILL e porra, ONZE ANOS, muitos parabéns para o Titan e todo mundo da empresa que trabalhou pelo projeto, é admirável a força de vontade de vocês.

A segunda coisa é que surgiu a notícia meio torta que talvez a WWE venha ao Brasil. De começo eu achei que vinha, depois vi no Twitter um papo de que não estava nada confirmado e resolvi deixar para lá. De verdade, eu espero que venha, eu já estou empolgado em rever isso ao vivo, com mais lutadores que eu gosto e ao lado de gente que eu gosto. Se não rolar, tudo bem também, para quem não tem nada metade é o dobro, mas vamos aguardar. Só não contem para o Luan que na minha casa nova não tem internet, porque aí talvez ele não venha.

Até semana que vem, sejam legais com os amiguinhos.

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As vésperas: sobre a Wrestlemania 34

Por que escrevê-lo? Por que não escrevê-lo? Por que escrevê-lo? Por que não escrevê-lo?… Escrevi.

Estamos em plena Wrestlemania Week, às portas do grande blockbuster do Wrestling mundial, seria uma falta de bom senso enorme não escrever nada antes do famigerado Grandest Stage of Them All, não? É, foi o que pensei.

A comparação anterior vem com total naturalidade, por uma simples razão: É a verdade. A Wrestlemania se materializa como um grande blockbuster do Pro-Wrestling, as vezes com um diretor bom e roteiro amarradinho e aí dá samba; outras vezes vem roteiro pé de chinelo e um diretor terrível, nesses casos é só esperar até o ano que vem, ano que vem sempre tem de novo.

Esse ano, pelo que mostram os “trailers”, o evento tem potencial até a boca, claro que algumas decisões sempre decepcionam, como em qualquer obra Wrestlingmatográfica, mas a gente releva, a gente sempre releva. E como não?

 

Vamos por partes.

 

Com o card totalmente revelado é possível selecionar algumas joias em potencial, cenas marcantes para se aguardar no evento deste domingo, 8 de Abril.

 

O que me salta aos olhos, já de começo, é Asuka vs Charlotte.

Tempos atrás eu tinha grande  ressalvas quanto a herdeira Flair, nunca questionando sua qualidade em ring nem mic-skill, entretanto algo ainda não havia clicado, expressão bosta que aqui significa simplesmente “eu só achava ela qualquer coisa”. Depois da Wrestlemania 32, após o título das Womans voltar com tudo e a nomenclatura “divas” ser enterrada, ela só cresceu. Como heel, deixando a figura icônica do pai como manager de lado, e também no tablado, fazendo lutas cada vez mais competentes, mesmo que o booking e os reinados curtos tenham fatigado na época. Inegável, porem, é o fato de  Charlotte Flair ser história viva, caminhando dentro da WWE, tendo participado da primeira HIAC feminina e da primeira MITB feminina, além do supracitado title na WM 32.

E o que dizer de Asuka? Invicta desde a estreia, levando nas costas um fardo que não é fácil. Carregar uma streak semana a semana é uma tarefa dura, acaba cansando e para acabar com a invencibilidade não existe jeito bom, é sempre torto, esquisito. Talvez estejamos parados frente ao melhor cenário para isso acontecer, ou será esse só mais um capítulo na mega-saga de dominação que a atleta japonesa traz consigo? Em tempo… em tempo. De qualquer forma, o público ainda a apoia totalmente.

 

Falar em streak e não falar do Undertaker chega a ser sacrilégio. Bom, ele a perdeu há quatro anos, mas o som dos corpos de 19 homens nas 21 vitórias que sucederam a derrota na Wrestlemania 30 ainda ecoam pelos salões vazios das arenas onde tudo aconteceu. Não que tenha parado por aí, tivemos ainda três lutas com duas vitórias e uma derrota, as últimas que sempre pesam muito mais que as primeiras.

Mais uma dessas derrotas pode despontar no horizonte este domingo, e nela lemos o nome de John Cena, um dos Wrestlers mais populares indústria criou nos últimos anos.

 

Sejamos francos, a luta tem grandes chances de ser muito ruim. Não condeno o Cena in ring: ele não eleva a habilidade de um lutador medíocre e nem afunda um bom; já sua química com o público é algo que ajuda sim, muito, qualquer luta. É no outro lado da balança que o baticum muda. Undertaker não consegue mais lutar, é evidente. O corpo já não aguenta mais. Eu acreditei que ano passado fosse a despedida; esse ano pode ser mais adequado, querendo ou não Cena vs Undertaker é SIM um destaque do evento, a luta que nunca aconteceu nos termos certos, encerrando, quem sabe, a carreira de dois medalhões. Inclusive, vou deixar gravado aqui: eu não escrevo mais texto de despedida para Wrestler nenhum. Ninguém fica aposentado. Escrevi para o Undertaker e olha ele aí de novo.

 

Para minha surpresa, outro que volta é Daniel Bryan. Mesmo que valha comentar sobre os outros três envolvidos nessa tag team match, eu não quero. Nós sabemos da qualidade monstruosa de Owens/Zayn e como vê-los em um card da Wrestlemania é quase como olhar, no passado, para um Dream Card. Shane também foi surpresa há um par de anos, retornando, da mesma forma, para uma WM. Entretanto esse é um caso um pouco mais delicado. Imagine se Bret Hart, Edge, Stone Cold e tantos outros Wrestlers que se aposentaram, seja parcial ou majoritariamente, por conta de lesões pudessem ter outra chance, uma única que fosse, pequena, mínima, de lutar de novo com toda capacidade. Ele pode. Daniel Bryan foi agraciado com mais uma chance, não uma luta só, mas a chance de voltar aos ringues, de sonhar conosco, só que agora do lado certo das cordas, dentro do quadrado do qual nós torcemos tão fervorosamente que ele não tivesse saído e para o qual ele agora retorna. Três anos atrás, em uma noite de segunda, eu chamei Daniel Bryan de um Wrestler 3×4. Ele ainda é, mas também é um gigante, impresso em tamanho global, estampado na face da terra, do tamanho de um sonho. Um bom sonho.

 

E se Bryan Danielson vai lutar, por que não Tyler Black, Prince Devitt, Cedric Alexander, Brodie Lee, Crazy Marie Dobson, Claudio Castagnoli, Heide Lovelace, Bobby Roode? Por que não reprisar a luta pelo IWGP Intercontinental Title do Wrestle Kingdom 10 e colocar Aj Styles contra Shinsuke Nakamura, competindo agora por um dos dois mais importantes cinturões da companhia? Por mais que o Nakamura não me agrade, é como pegar algo que deu certo em um grande filme da Fox Searchlight e produzido pela 20th Century (nenhuma intenção aqui de desmerecer nem a NJPW nem a Searchlight). Outro title que ganha uma match é Cruserweight, atualmente vago. Essa luta é resultado de uma sequência de ótimos shows do 205 live, um novo manager e um torneio com inúmeras lutas excelentes. O supracitado Cedric Alexander peleja contra Mustafa Ali para decidir quem leva o ouro; sinceramente, acho que somos nós.

 

É um grande card, em extensão e em potencial. Deixei muitas coisas de fora e elas certamente não são menos importantes por isso, mas o que me interessa mais dentro do evento está nesses últimos parágrafos. De resto, só espero algo legal, com a sorte ajudando.

Além da Wrestlemania em si, a WM Week também proporciona ótimos eventos no circuito independente da luta livre, período no qual algumas empresas e wrestlers resolvem tocar projetos especiais. Os exemplos mais caros à minha pessoa são o Joey Janela Spring Break, que vai agora para seu segundo ano, e o Matt Riddle Blood Sport, organizado como um evento de Shoot Fight. Ambos aconteceram nos dias 5 e 6 de abril. Além desses temos também Impact vs Lucha Underground, WrestleCon Supershow, shows da Evolve, Progress, RevPro e o SuperCard of Honor da ROH, entre várias outras atrações.

 

Mas sério, se você não viu o primeiro Joey Janela Spring Break, ouça nosso podcast e assista logo depois, é algo fora de série.

 

Enfim.

 

O período de Wrestlemania é o nosso fechamento de temporada, assim como o descortinar de um novo espetáculo, provindo uma nova aventura, continuando algumas outras que conseguem atravessar as frestas desse grande acontecimento anual. No dia em que esse texto for ao ar ainda não teremos assistido o NXT e o HOF terá sido somente a algumas horas, enquanto a Wrestlemania se apresenta à nossa frente, braços aberto. É nosso direito sonhar com ela, é quase um dever aproveita-lá, seja por ela mesma ou pelos eventos que ela trás. Fazer isso há 10 anos? Isso sim é, sem sombra de dúvidas, um privilégio.

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Uma de muitas

Uma de muitas

Daniel Bryan, Bryan Danielson, The American Dragon, aquele rapaz baixinho, hora barbudo e hora razinza, hora agressivo, hora técnico, aquele mesmo! Aquele jovem se aposentou e nesse momento muitos outros escrevem com o mesmo sentimento que eu, talvez na mesma situação: Um fone no ouvido, muitos pensamentos e poucas palavras. Não foi a primeira (tivemos Edge deixando o Title e os ringues, doeu), certamente não será a última tendo em vista que é um esporte em que o risco é recorrente. Amanhã já passa, vem a Wrestlemania, vem o ano inteiro, mas a chant vai sempre estar la; as camisetas, os cartazes, a lista de lutas favoritas vai estar sempre aberta com o nome dele no meio (na maioria das vezes). Não há nada que possamos fazer.

 

E nessa impotência tão triste de ser fã, levantamos os braços com o indicador pra cima, mesmo que num gesto figurativo, pelo Twitter, Facebook, em forma de texto ou qualquer outra expressão, e dizemos “Tchau” pra um amigo que estava ai e agora se muda pra longe, de vez em quando volta e traz a alegria, fuma um cigarro, toma um café e some por mais um tempo. É triste pela perda, é alegre pela precaução, melhor de pé sem lutar do que paralisado pra sempre, numa cadeira ou num caixão. E por mais fúnebre que tudo isso possa parecer o que fica não é o gosto amargo de tantas Dream Matches perdidas mas sim a lembrança de tantas que ocorreram, a lembrança do dia em que o mais improvável dos lutadores levantou os dois maiores símbolos do Wrestling em meio a pessoas e papel picado.

 

Daqui a um ano, um mês, semana que vem, aparece outro. Outro Underdog, outro barbudo, mais habilidoso, mais carismático; sempre vai ter alguém, a vida se recicla pra gerar mais alegrias e mais raivas. Mesmo assim, ainda fica no retrato da nossa época, um wrestler 3 por 4, pequeno e inusitado, que, por mais clichê que seja, provou que alguns sonhos realmente se realizam. Clichês são bons de vez em quando, e sonhos só são validos quando você acorda, olha pro lado, e vê que o seu sonho foi o sonho de milhões.

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Royal Rumble – Primeira Rodada de Três

 

Hoje começa a primeira rodada na mão de truco mais importante do Ano na WWE, aquilo que é conhecido como “Road to Wrestlemania” e pode muito bem influenciar a qualidade do restante do ano inteiro na empresa da Família Mcmahon. Obviamente a primeira rodada consiste no aclamado Royal Rumble em sua clássica Royal Rumble Match. Para àqueles que acompanham Wrestling a algum tempo é desnecessário explicar e para os novatos a assimilação é imediata! Foi uma ideia simples e que vem sendo usada a anos: 30 caras dentro de um ringue, entrando um a cada 1min e 30 segundos mais ou menos, eliminação somente por cima da terceira corda; sem pínfalls (né Randy Savage), sem tapouts, sem desqualificações e um passe certeiro para o maior evento do Wrestling americano.  Esse ano, contudo, as regras mudaram um pouquinho, na verdade elas mudam vez e outra e esse ano repetiu-se um fato que a muito tempo não ocorria, há 24 anos pra ser exato.

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