Cody Rhodes junto dos Young Bucks. Acima o titulo grande "All In"

Semanalfabeto 19#

All In

Ou o maior evento independente do Wrestling americano.

 

Então, hoje eu não vou escrever não meus chegados. Antes de abordarmos o evento que dá título à nossa edição de hoje, preciso explicar quem vós escreverá após os reclames do “plim plim.” Luan é um dos quatro seres humanos que formam essa entidade conhecida como PipeBomb e, como decorrência de eu lhe ter perguntado “quer escrever algo sobre o All In?” ele me entregou QUATRO PÁGINAS de conteúdo.

Sem mais delongas, senhoras e senhores, nosso designer toma as rédeas do Semanalfabeto (que ainda é um quadro sobre Wrestling.)

 

DIGA LÁ LUAN!


 

Lequinho me chamou aqui e falou que eu podia escrever o que eu quisesse sobre o All In…

MAS O QUE É ALL IN? É TIPO POKER?

Não, All In foi um evento de wrestling independente, organizado pelo Cody Rhodes e os Young Bucks, com aval da ROH.

MAS QUANDO FOI ISSO?

Dia 1º de setembro de 2018, no Sears Centre em Hoffman Estates, Illinois.

MAS POR QUE?

Longa história, o velho machista que da nota nas coisas, conhecido como Dave Meltzer, duvidou que a ROH fosse capaz de lotar uma arena com 10,000 pessoas em qualquer momento próximo no futuro, então Cody Rhodes no auge de seu ego tomou as dores e respondeu que aceitava o desafio. O que inicialmente seria um show da ROH acabou se tornando uma produção independente de Cody com os Young Bucks. Provando que Meltzer só fala bosta, mais uma vez, todos os ingressos para o show foram vendidos em menos de meia hora, tendo apenas uma luta anunciada.

Mas como eu ia dizendo, o Lequinho me chamou  e bom, ele sabe que eu tive dificuldades para assistir ao show (obrigado internet), mas mesmo assim estamos aqui. Vou fazer meu review, análise, pitacos, com base em porra nenhuma, falando sobre o que eu consegui ver em stop-motion e em gifs.

 

ZERO HOUR

Zero Hour foi o nome que Matt, Nick e Cody deram para o seu pre-show (Que quem pagou US$ 39,00 (equivalente a R$ 847,00) pra ver o show, NÃO TEVE ACESSO) com transmissão exclusiva da WGN America. O pre-show de 1h contou com duas lutas: SoCal Uncensored (Scorpio Sky & Frankie Kazarian) vs The Briscoes (Jay Briscoe & Mark Briscoe) e a Over the Budget Battle Royal.

Logo no início da transmissão, Cody e os Young Bucks, nossos anfitriões, vieram ao stage dar as boas-vindas a todos e fazer umas piadinhas no nível empreendedor de start up, o que combina com o Cody. Também tivemos uma participação aleatória do Road Warrior Animal e sua moto ala SummerSlam 1992.

Já estou me estendendo demais, vamos à primeira luta.

 

Tag Team match: SoCal Uncensored (Scorpio Sky & Frankie Kazarian) vs The Briscoes (Jay Briscoe & Mark Briscoe)

SCU estava vestida de Rocky Balboa (Kazarian) e Apollo Creed (Sky) enquanto os Briscoes estavam vestidos de… Briscoes, que já é uma atração por si só.  Foi uma boa match, assim como todas do show, já vou adiantando aqui pra não precisar elogiar todas as lutas, que acabou com a vitória da SoCal Uncensored em cima dos ROH Tag Team Champions. A luta terminou com Kazarian revertendo um Doomsday Device em um powerslam.

 

Over the Budget Battle Royal (Vencedor recebe uma chance pelo ROH World Title no show principal): Austin Gunn vs. Billy Gunn vs. Brandon Cutler vs. Brian Cage vs. Bully Ray vs. Cheeseburger vs. Chico El Luchador vs. Chuckie T vs. Colt Cabana vs. Ethan Page vs. Hurricane Helms vs. Jimmy Jacobs vs. Jordynne Grace vs. Marko Stunt vs. Moose vs. Punishment Martinez vs. Rocky Romero vs. Tommy Dreamer vs. Trent

Essa luta, que foi uma das últimas a ser anunciada, recebe esse nome por motivos óbvios, Cody e os Bucks estouraram o orçamento planejado para o evento. Sim, segundo eles, havia um orçamento planejado, mas depois que estourou né? É aquele história, perder por 1, perder por 10 é tudo igual, então vamos encher de nomes numa battle royal e seja o que Chris Jericho quiser. E é nessa luta que continua o drama de Flip Gordon. FLIP GORDON? MAS ELE NEM ESTÁ NA LUTA… Pois é, não deveria estar. Flip Gordon teve diversas chances de chegar ao card do All In, pra isso ele precisava da aprovação dos 3 idealizadores do evento (Cody e os Bucks), mas ele não conseguiu a aprovação de Cody, sua última chance, ou o que deveria ser sua úiltima chance, em uma luta contra Nick Aldis pelo NWA Heavyweight Championship, que se ele ganhasse, além de estar no All In, ainda enfrentaria Cody pelo title, o que seria lindo, uma belo desfecho para a história, mas não, não é assim que funciona na vida real. Flip perdeu e assim ficou fora do evento, fez até seu próprio evento durante o Starrcast, chamado de All Out (motivos óbvios).

Voltando a Battle Royal, Gordon estava lá, debaixo da máscara de Chico El Luchador, e foi dessa forma que acabou vencendo, eliminando Bully Ray. Sobre o combate, foi uma rumble divertida, destaques para Colt Cabana, prata da casa, e uma jovem lutadora chamada Jordynne Grace, de apenas 22 aninhos, que chegou ao final 3, ou final 4 da match tendo eliminado Brian Cage, grande desempenho.

 

ALL IN

Que nome genérico, difícil conseguir informações no google, tem até boate de 3 estrelas de avaliação com esse nome, e aparece antes do show nas pesquisas. AH SIM, O SHOW, VAMOS LÁ…

Logo na abertura da transmissão tivemos o hino americano, tudo bonitinho como manda o repertório.

 

Matt Cross vs MJF

Matt Cross, 37, um veterano da luta-livre (como seus cabelos brancos entregam) que nunca chegou as Big Leagues, uma pena, um dos wrestlers mais underrateds da atualidade, na minha nada humilde opinião, mais conhecido pelo seu personagem Son of Havoc na Lucha Underground. MJF, 22, uma estrela em ascensão, a aposta de Cody Rhodes para o futuro do wrestling. MJF que garantiu vaga no card, junto com Madison Rayne, ao derrotarem Burnard the Business Bear e Flip Gordon (OLHA ELE AI DE NOVO). Uma carreira de 19 anos vs uma de 3 anos. Um embate de gerações de high-flyers indy americanos para abrir o show. Uma ótima escolha, a única luta que não havia sido anunciada para o show. Foi a luta mais curta da noite, menos de 10 minutos e mesmo assim foi incrível, abriu mostrando que o show está All In mesmo. Ah, já ia me esquecendo, Matt Cross venceu.

 

Entrevistinha rápida com o NWA Champion Nick Aldis, dizendo que o Cody é bom, mas ele é melhor, feijão com arroz oldschool.

 

Singles Match: Christopher Daniels vs Stephen Amell

Sim, isso mesmo, Stephen Amell, o Arqueiro Verde, Oliver Queen, ou o cara do Arrow se preferir, o mesmo que, ao lado de Neville, enfrentou Cody Rhodes Stardust e Wade Barrett no SummerSlam de 2015. A feud para essa luta veio do assassinato de Joey Ryan, que falarei mais pra frente, mas em resumo o Daniels armou pro Amell e ai deu treta. Novamente um embate entre um veterano e um recém chegado, mas né, Stephen não faz do wrestling seu ganha pão, então vamos com calma. ELE LUTOU MUITO… pra alguém que não é um wrestler, fez uma baita performance, com direito a spot na table e coast to coast (que segundo ele mesmo disse no microblog de até 280 caracteres, nunca havia treinado). Daniels acabou levando a melhor com um Best Moonsault Ever (é o nome do golpe, não foi o melhor não).

  Nota do dono da merda do quadro(NDMQ): é o melhor Moonsault sim e ponto final. Mentira, ontem o Moonsault foi feião

 

Four Corners Survival Match: Britt Baker vs Chelsea Green vs Madison Rayne vs Tessa Blanchard

É… eu não vi a luta, tava jantando, desculpa pessoal, VAI DAI LÉQUINHO

  NDMQ:   FALA TINO! A luta foi excelente, uma das minhas lutas favoritas da noite. Acho que a luta foi composta por um ritmo que valorizou as quatro wrestlers. O destaque, na minha visão, fica com a Tessa Blanchard. Ela entrou acompanhada de papai (Tully Blanchard) e, como já faz há algum tempo, honra o nome da família com folga. É uma lutadora excelente e foi a nossa vencedora da noite. Infelizmente o referee fez bosta e o final ficou cagado. Madison Rayne, Britt Baker e Chelsea Green também foram excelentes, com uma pequena nota para a Chelsea que tem uma personagem muito bem construída.

Voltei no finalzinho, e que péssima hora pra voltar, o referee cagou o final numa contagem que… bem, o Lequinho já explicou ai em cima.

 

Chico El Luchador (SERÁ?) e Fat Ass Masa são mostrados na primeira fila da crowd.

 

NWA World Heavyweight Championship match: Nick Aldis (c) vs Cody Rhodes

Tivemos um vídeo package bem WWE antes da luta.

Duas coisas eram esperadas dessa luta: que seria o Main Event, que o Cody ia ganhar. Uma delas aconteceu e, como vocês podem ver, não foi o Main Event. Essa luta foi anunciada em Maio como uma chance do Cody, caso ganhasse, se tornar, junto com seu pai Dusty Rhodes, a primeira dupla pai-filho a conquistar o NWA Heavyweight Title. Antes do evento, mais precisamente em 29 de julho, Cody teve a chance de conquistar o ROH World Title e transformar essa match num Winners Take All, o que não aconteceu, mesmo com Aldis tentando ajudar Rhodes.

Essa luta foi um show de wrestling americano oldschool a parte, como manda o title em jogo. Já começando pelas entrances, Cody tinha no seu corner Tommy Dreamer, DDP, Glacier e… seu cachorro, além de Brandi Rhodes. Nick Aldis veio acompanhado pelo former NWA World Heavyweight Champion Tim Storm, Shawn Daivari, Samuel Shaw e Double J Jeff Jarrett. E o referee era ninguém menos que o quase septuagenário Earl Hebner.

O começo da luta, se visto em qualidade baixa, passa facilmente por uma disputa dos anos 80 pelo NWA title, como diria Revival “No Flips, Just Fists”. Haters de flip shits devem ter adorado essa luta. Destaques para o DDP aplicando um Diamond Cutter no Daivari no meio da luta, Brandi tentando defender o Cody e tomando um Diving Elbow Drop e, claro, a comemoração do Rhodes ao continuar o legado do pai 39 anos após o mesmo ter conquistado o title.

 

Chicago Street Fight: Joey Janela vs Adam Page

Agora está na hora de falar do assassinato do Joey Ryan…

MAS AQUI É O JOEY JANELA, VOCÊ TA CONFUNDINDO

Não, não estou, vamos a história, um completo nonsense que nos faz amar o wrestling.

Já assistiram Being the Elite? Não? Assistam. É um show semanal no youtube que acompanha o dia-a-dia do Bullet Club, assim digamos, mais especificamente os Young Bucks. Durante esse show, em Abril, mostraram o Joey Ryan sendo assassinado com “telefonadas” na cara por um agressor misterioso. A polícia então prendeu Stephen Amell pelo assassinato. Lembram que eu disse que a feud do Amell com o Daniels era por que o Daniels havia armado pra cima do nosso “Arrow”? Pois é, foi exatamente isso, Christopher Daniels incriminou o Stephen Amell pelo assassinato e quando Amell saiu da cadeia, ele desafiou o “Fallen Angel” pra uma match. E o que isso tem a ver com a match de Joey Janela vs Adam Page? Após essa luta ter sido anunciada, Hangman Page twittou para Janela tomar cuidado, pois ele é um “Joey Killer”. Em outro episódio do Being The Elite, Page acaba tendo um pesadelo com suas botas de cowboy dizendo pra ele que ele irá matar outro Joey. Isso mesmo, Hangman Page matou Joey Ryan, e agora queria matar Joey Janela e, meus amigos, ele quase conseguiu, Joey Janela não tem amor pela vida… apenas assistam essa luta.

O storytelling da luta foi genial, diversas referencias, as botas de cowboy, o telefone…

A luta foi uma Chicago Street Fight, com diversos spots hardcore e os caralho, até a “Bad Girl” Penelope Ford se meteu no conflito. Entre os spots tivemos um Burning Hammer numa ladder do lado de fora do ring, um Powerbomb na rampa e o spot final que foi um Rite of Passage do Adam Page, de cima de uma ladder, direto numa table. Está morto Janela Baby. Sim, Adam Page venceu, maaaaas…

Após a luta as luzes se apagam e um vídeo mostrando Joey Ryan morto é exibido, só que seu pênis se levanta no melhor estilo ereção matinal. Então diversos druidas aparecem no stage, mas não são druidas assustadores como os do Undertaker, são… PENIS, vários druidas vestidos de pênis e então… JOEY RYAN RETORNA, ataca Adam Page, e seus pênis levam Page embora.

FIVE STARS, É PRA ISSO QUE EU ASSISTO WRESTLING.

NDMQ: “Seus pênis levam Page embora. ” Deixem essa frase decantar dentro de seus corações amigos, isso é melhor que autoajuda.

 

ROH World Championship match: Jay Lethal (c) vs Flip Gordon

Ai vem nosso underdog Flip Gordon, tentando escrever sua própria versão da história de Daniel Bryan, acompanhado de Brandi Rhodes por… não sei porque na verdade. E do outro lado temos o ROH World Champion Jay Lethal, que havia acabado de se tornar “BLACK MACHISMO, OH YEAH”, em um segment de backstage.

Mais uma luta cheia de referências, com o Megapowers Handshake, Lethal levantando a Brandi como se fosse a Elizabeth, enfim, algo lindo. Diversos elbow drops do “Machismo” com kick outs do Flip ala Warrior vs Savage na WrestleMania VII. Mas não deu pro Flip. Chegar ao card do All In foi sua maior conquista da noite, o título continua com Jay Lethal após um Lethal Injection.

Após a luta eles se cumprimentam, mas Bully Ray ataca os dois por ser um mau perdedor da Battle Royal no Zero Hour. Colt Cabana aparece para fazer o save, e os três aplicam um Triple Powerbomb no Bully Ray em uma table.

 

Singles match: Kenny Omega vs Penta El Zero M

Penta El Zero, Pentagon Jr, Pentagon Dark, Penta El 0M, não importa o nome, o que importa é que temos uma luta entre o melhor luchador mexicano da atualidade o melhor wrestler da atualidade. E a luta foi exatamente isso que ela prometeu, uma puta luta. Mesmo sendo óbvio que o vencedor seria Kenny Omega, a luta foi tão disputada que nos deixou em dúvida em alguns momentos. É aquela velha máxima do Pipe Bomb, “luta boa não se comenta, se assiste”. ASSISTAM.

Após a luta as luzes se apagam, dando a entender que foi um erro técnico. Quando as luzes voltam, Penta ataca Kenny Omega com… com um Codebreaker? Isso mesmo, não era mais um mexicano debaixo daquela máscara, e sim Deus, quero dizer, Chris Jericho. Que só deixa um aviso para Kenny Omega: “Nos vemos no meu cruzeiro. ”

  NDMQ: Cruzeiro no caso é o Chris Jericho’s Rock ‘N’ Wrestling Rager at Sea, evento organizado pelo vocalista da Fozzy entre os dias 27 e 31 de outubro. Não confundir com o time de futebol

Singles match: Marty Scurll vs Kazuchika Okada

Marty Scurll é um Jr. Heavyweight, Okada tem o maior reinado de um Heavyweight na NJPW. As chances não estavam nada favoráveis ao Scurll nessa luta e todos no Being the Elite faziam questão de lembra-lo disso. E foi isso que o levou a treinar com Nick Aldis para se tornar um heavyweight. Era uma luta que muitos duvidavam do potencial (NÉ LEQUINHO?), mas que foi surpreendente. Foi uma ótima luta, mas deu a lógica, Okada venceu. Entretanto não venceu de forma fácil, foi preciso três Rainmakers para realizar tal feito. Scurll deu seu melhor, até usou seu guarda-chuva para se proteger do “fazedor de chuva”, desculpa o trocadilho. Não tem muito o que comentar, não teve uma feud, todo o storytelling foi entregue durante o confronto, e foi feito de forma impecável.

Ah sim, tivemos um referee especial para essa match, direto da NJPW, Tiger Hattori.

  NDMQ: Duvidei mesmo, achei que ia ser uma merda foda. Não foi, eu estava errado.

 

Agora vamos para o Maaaaaaaain Eeeeeeevent of the evening.

Six-Man Tag Team match: Golden ELITE (Matt Jackson, Kota Ibushi & Nick Jackson) vs Rey Mysterio, Bandido & Rey Fenix

O tempo estava acabando. A entrance foi corrida. Rey Mysterio estava vestido de Wolverine. A luta foi corrida. Foi ótima. Meltzer Driver no Bandido. 1. 2. 3. Fim da transmissão. 3 segundos para meia-noite. Eles conseguiram.

Sim, eles conseguiram, entregaram o maior show independente de wrestling dentro dos Estados Unidos, o primeiro show a conseguir um público de mais de 10,000 pessoas desde 1993 em terras americanas, sem ser da WWE ou da WCW. Matt, Nick, Cody, vocês conseguiram.

Mesmo com um card cheio de lutas aleatórias, mesmo correndo contra o tempo, entregaram tudo que prometeram e mais, não tivemos uma luta ruim, uma luta mediana, nada, apenas wrestling de alto nível.

Parabéns e chupa Meltzer!

 


 

Antes de nos despedirmos gostaria de dizer que me surpreendeu a quantidade de ingressos vendidas e eu realmente achei algo muito importante para o wrestling em geral, mas a verdade é que eu não botava fé no evento. Mais real ainda? Eu achava que ia ser uma bela merda. Não foi, eu paguei a língua e estou feliz com isso. Não gosto muito do Cody Rhodes pois a pose de “messias do wrestling” me incomoda profundamente, mas o que ele conseguiu aqui tem que ser notado e aplaudido, foi um esforço hercúleo que merece todos os louros que vierem. O bom garoto está honrando o legado da família. De quebra ainda puxa uns amigos meus para escrever comigo.

É isso, obrigado Luan e a você que leu.

Até semana que vem.

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