Semanalfabeto 15#

Recomendações

Edição 15… por um breve momento acreditei que não passaríamos da 14, mas depois da morte ainda existe muita coisa.

Bem vindos a mais um semanalfabeto.
É normal se perder em meio a  muita informação e principalmente se tratando de wrestling, se torna comum perder algo que foi realmente fantástico pelo simples passar do tempo ou devido a falta de informação. Então leitores e leitoras, por mim e por você, aqui segue alguns comentários sobre coisas que vi nesses últimos 10 dias e também algumas recomendações de amigos.
De pronto gostaria de tirar do caminho Tommaso Ciampa vs Tyler Black pelo NXT Title na edição #310 do show semanal. É curioso ver a disparidade entre os shows periódicos da empresa de Stamford no que tange qualidade de luta e possibilidades dado ao foco dos mesmos e suas diferenças de tempo, proposta e roster. Dificilmente se veria uma luta tão boa no Raw, sendo o principal motivo a duração das lutas (apesar deste ser um show bem mais longo que o da brand amarela) já que no roster principal como um todo existe muito contingente e esse pessoal precisa escoar de alguma forma, geralmente em lutas curtas.
Dito isso, vamos a luta em si.
É bonito ver quando algo funciona bem em todos os aspectos e essa apresentação foi estritamente assim: crowd  em sintonia com a história, veementemente contra o Ciampa; os dois lutadores foram precisos, nosso querido Drake foi um ótimo juiz e os elementos que foram inseridos ao final da luta, usando todos esses supracitados, funcionaram de uma maneira inesperada, gerando um final mais que satisfatório.
Aposto que você já sabe, mas, caso não, eu peço desculpas pelo spoiler de graça. Foi surpreendente ver o titulo do NXT mudar de mãos em um show comum e em uma luta tão bem pensada, apesar de o título de duplas ter sido recentemente disputado e ganho também em uma edição semanal. Talvez seja uma estratégia inteligente dos bookers e é certo que atualmente, junto do 205, o NXT é a melhor coisa na WWE (chuva no molhado, porra!)
Sabe algo que eu não estou acompanhando? G1 Climax. Infelizmente me falta a disciplina necessária para acompanhar uma competição dessa extensão; disciplina, tempo e internet (dentre esses três o mais escasso é internet). Mesmo assim, pelo que é possível ver pelas redes sociais, parece ser uma competição um tanto divertida. Sendo assim, para que você consiga ler pelo menos algo relevante sobre o campeonato, siga o Gran Akuma no twitter.
Ainda no twitter, sexta feira no perfil do Pipebomb nosso amiguinho Joker fez dois tweets recomendando lutas recentes, então, caso você não as tenha visto, confira aqui quais são e vá atrás, meu caro!
Desta lista é possível puxar algo que me intriga e já não é de hoje: Impact Wrestling (ou TNA, ou Global Force, seja lá como se chame essa semana.) Essa companhia que ascende e despenca com tanta velocidade está, mais uma vez, bem nos trilhos. Apesar de ainda não ter assistido por completo o Slammyversary (inclusive o WrestleBr comentou o evento inteiro em seu twitter, thread grande para caralho) fica nítida sua melhora . Só pelo fato de eles terem DUAS L.A.X (não exatamente) já vale a pena assistir. Não só essa Stable é muito boa em sua nova formação, como todo o roster que compõe o Impact possui uma alta qualidade, principalmente seu campeão. Enfim, assistam o Slammyversary porque eu também preciso ver. Se possível me incentive.
Luan também colabora para esta edição. Sua indicação é Seth Rollins vs Drew McIntyre no Raw #1314 e abaixo segue seu comentário feito por Whats App:

TOP
É bom ver o nível das lutas do RAW crescendo

Por fim, assistam a matéria que o SBT fez sobre a FILL, ficou bem legal e quanto mais trabalho jornalístico sobre PW, principalmente tratando como uma linguagem (ou teatro marcial como eles chamaram), melhor vai ser a assimilação do público. Acredito que tanto em quantidade como em qualidade.
Por hoje é só, minhas costas tão doendo que só o inferno e o sol nasceu faz pouco tempo. Até semana que vem

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Semanalfabeto 4# – Luzes, câmera, fogos, crowd, som …

Eu tinha algumas ideias de tema, mas como tenho de escrever isso mais rápido que o gato a jato, culpa de um prazo apertado da faculdade, o tema de hoje é NADA. Sim, pelo menos 500 palavras sobre qualquer assunto que venha a mente e esteja relacionado à luta livre.

Bem-Vindos.

Bom, falando em faculdade (e eu tenho um maldito trabalho para Quarta que provavelmente será minha ruína como ser-humano), há algum tempo atrás uma professora pediu um trabalho sobre multimídia, contendo qualquer tema já tenha abordado em sala. Um dos temas foi multissensorialidade e então a pauta “WRESTLING!” bateu na minha cabeça (com uma cadeira de metal).

É, na verdade eu estava enganado, a pauta DESSA EDIÇÃO vai ser exatamente essa e digo mais, vai ser uma edição sem edição, então tudo o que está aqui, FICA.

“O que acontece no semanalfabeto, fica no semanalfabeto” PLATÃO, 1989

Vamos lá.

É normal consumir tanto um produto a ponto de suas especificidades tornarem-se despercebidas em uns aspectos, ao passo que outras ficam mais gritantes. Quando se trata dessa forma de expressão, com o tempo se repara mais em como os movimentos são executados, a psicologia e construção das lutas, os erros que já levantam a voz, mesmo que sejam pequenos e em como as histórias caminham para suas resoluções em lutas especiais. Por outro lado, a gente começa a não notar mais toda vez que toca uma música para alguém entrar, seguido de fogos dependendo de quem for; não percebemos que alguns golpes não fazem nem sentido no mundo real, mas dentro da linguagem tem um nível de força particular, dependendo de cada lutador. Sim, sem nem notar você sabe exatamente quanto machuca cada golpe e o impacto que ele tem dependendo do ponto da luta.

Dentre esses aspectos está inserida a minha recém descoberta pauta. Luta Livre é um tipo de arte (e se você discorda, faça-me um favor e se foda) que permite a comunicação com o receptor em vários níveis, dependendo inclusive da interação com ele para que a máquina toda funcione. Quantas vezes você não viu uma luta que estava boa, os golpes fluindo e os lutadores bem sintonizados, mas com uma crowd tão brocha que ficou só no meh? Tudo isso faz parte da experiência.

O mesmo vale para as chants e theme songs, as últimas muito faladas desde a saída do senhor Jim Johnston da WWE. O criador dos temas sonoros da Nation of Domination, Stone Cold e Chris Jericho (que ele nos abençoe a todos) declarou, alguns dias depois, que não se considera um fã de Wrestling e, todavia, sempre tentou contar a história dos Wrestlers através do que ele foi contratado para fazer: som.

Acontece com as roupas, os cabelos, camisetas, jeito de andar, de correr, de meter um socão na cara do ser-humano a sua frente. Tudo contribui e, se algum desses falha, o todo se perde. É como um filme, um teatro, isso todo mundo já entendeu, só talvez não pensem muito no assunto. São as diferenças entre ver um show em casa e no estádio, o motivo de comentarmos nas redes sociais, tentando simular essa sensação e se tornando, de certa forma, até um outro tipo de crowd.

Bom, basicamente é isso e era uma pauta que eu estava querendo desenvolver para o trabalho de faculdade. Sinceramente, acho que não vai rolar, por isso estou gastando ela aqui, até de maneira bem rasa, sem fontes, entrevistas e um desenvolvimento mais profundo. Talvez algum dia eu volte nisso.

 

Antes de finalizar, duas coisas:

Se não me engano hoje acontece o show de 11 anos da FILL e porra, ONZE ANOS, muitos parabéns para o Titan e todo mundo da empresa que trabalhou pelo projeto, é admirável a força de vontade de vocês.

A segunda coisa é que surgiu a notícia meio torta que talvez a WWE venha ao Brasil. De começo eu achei que vinha, depois vi no Twitter um papo de que não estava nada confirmado e resolvi deixar para lá. De verdade, eu espero que venha, eu já estou empolgado em rever isso ao vivo, com mais lutadores que eu gosto e ao lado de gente que eu gosto. Se não rolar, tudo bem também, para quem não tem nada metade é o dobro, mas vamos aguardar. Só não contem para o Luan que na minha casa nova não tem internet, porque aí talvez ele não venha.

Até semana que vem, sejam legais com os amiguinhos.

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LKSHOW II

SHOWTIME! Estamos aqui, diretamente do Rio de Janeiro (naquele calor de 80ºC) para a segunda edição do L.K.S.H.O.W! Hora de sentar, pegar seu doritos, fechar o xvideos (depende, as vezes alguma palavra será a chave para a sua imaginação, seus safadinhos). Hoje temos muitos assuntos. Tivemos um Pay Per View, um evento de luta livre de verdade, o melhor RAW do ano, uma crowd incrível, Vince McMahon e o início do #ROMANEMPIRE. Tá na hora do pau.

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