Video Jogos

Grande parte do que me faz ser fã de Wrstling hoje em dia não foi inventada somente por Vince O’Mac e um bando de escritores em uma sala cheirando a porra, cigarro e Whisky. Elas foram criadas por pessoas especializadas em jogos, escritores que pensaram nas histórias que seriam divertidas de viver se tudo aquilo fosse real. Alguns outros aspectos foram inventados por mim, um aperto de botão por vez, onde tudo o que acontecia tinha uma razão dentro de um contexto que só eu conhecia, um mundo de vídeo jogos onde pixel viravam ação e números faziam arte.

A primeira vez que eu joguei Smackdown vs Raw 2006 eu estava com febre. Foi um dos melhores dias da minha vida.

Desde então eu tenho muito apreço pelos jogos que tentam retratar a luta livre de uma forma divertida, capturando, nem que seja por alguns instantes, a energia e vitalidade que faz desse esporte algo completamente diferente de tudo que nós temos e, ainda assim, algo que pode ser familiar a qualquer um.

Uma das minhas primeiras lutas foi Tajiri contra Undertaker e cara eu fiz nosso amigo nipônico sangrar feito um filho da puta. Ainda mais depois que eu peguei o jeito dos finishers? Rapaz aquilo foi uma festa. Um tempo depois, na loja do senhor que me vendia jogos de PS2 eu vi o Smackdown vs Raw 2008 com seu sistema de classes, uma criação de personagem mais avançada, Storylines mais complexas que, devido ao meu conhecimento quase nulo de inglês na época, pareciam até mais legais do que eram e um gráfico um pouco mais compacto por assim dizer.

Eu tenho a impressão que, conforme os anos passaram o visual dos jogos da WWE deixaram de ser algo blocado e um pouco estilizado para algo mais naturalista e, sinceramente? Isso para mim deixa o jogo um pouco mais feio. Eu acredito que jogos de PW não precisam ser totalmente naturalistas, precisam sim ser funcionais e passar um sentimento de vislumbre, o olhar para o fantástico e não uma cópia completa do que já existe.

Também não precisa ser uma putaria sem sentido que nem o All Star.

Enfim, por hoje é isso amiguinhos.  Outro dia voltamos aqui para falar mais sobre joguinhos. Não, eu não esqueci do WWF No Mercy.

Leia Mais

Semanalfabeto 8# – Props

Ou talvez seja a edição em que eu vou passar bastante vergonha.

Bem-vindos a mais um Semanalfabeto.

Meu primeiro contato com luta-livre foi aos três anos de idade assistindo Gigantes do Ringue com o meu vô; se eu não me engano passava na Gazeta, bem no horário em que estávamos na igreja, fato que nunca me impediu pois eu fazia meu pai sair do culto para me levar em casa (brigado pai). Depois de muitos anos passei a acompanhar a famigerada WWE no SBT e aí o amor pelo Wrestling voltou. Entretanto, não é só através TV que voltou, não foi só nesse contato  em que ocorria minha relação com a luta-livre. Existem coisas, objetos, que me lembram desse “esporte”.

A mais importante é o CD do jogo SvR 2006 (Smackdown vs Raw 2006) que pertencia a um ex-namorado da minha tia. Tinha o John Cena estampado em vermelho e o Batista em azul, foi emprestado para mim em um dia chuvoso de 2008 no qual eu estava bem doente, com febre, dor de cabeça, provavelmente dor de garganta, e desde então esse jogo me acompanha físico e emocionalmente. Sinceramente, se não fosse pelo game em questão eu não saberia a maioria dos nomes dos lutadores e nem teria me empenhado em pesquisar. Procurava conforme os personagens me interessavam, independente se fosse no modo história ou só pela jogabilidade. Lembro que a primeira luta que eu fiz DIREITO foi com o Rey Mysterio, que no jogo tinha attire branca e verde. Deu um 619 bonito demais com aquele efeito sépia tosquíssimo. Depois teve Undertaker vs Tajiri onde eu vi pela primeira vez sangue naquele DVD (e o Taker já se tornava um dos meus lutadores favoritos).

Outro jogo que me marcou muito foi o SvR 2008 que eu consegui achar na lojinha em que eu comprava todos os jogos. Conheço o dono da loja há uns bons anos e ainda vou lá de vez em quando, é uma das pessoas mais legais que eu conheço. Voltando ao jogo. Esse CD em questão tinha um bug bizarro e provavelmente só ocorreu comigo ou, se ocorreu com outros, era com outros personagens. A falha consistia em eu não conseguir jogar nem ver a entrada de certos personagens, se eu conseguia era só com a tampa do PS2 aberta; Johnny Nitro e Sabu eram os dois que eu nunca conheci a música através do jogo e se tivesse eles em alguma luta eu tinha que tirar a entrance. Bizarro.

Saindo do âmbito gamer, eu me lembro que, a partir do momento que eu voltei a acompanhar luta-livre, cadeiras de metal dobrável se tornaram um artigo extremamente interessante para mim. Uma cena muito ridícula aconteceu em um casamento que eu fui, não me lembro ao certo da época, em que todas as cadeiras eram como a que eu descrevi. Mas não deu outra, todo mundo que passava via um menino de uns 11 anos sentado em uma cadeira com outra cadeira fechada na mão como quem não quer nada. Eu juro que estava muito feliz só pela possibilidade de poder acertar alguém. Por sorte eu ainda tinha um pouco de bom-senso.

Continuando entre os mais ridículos, eu também tive a péssima mania de fazer cinturões em casa, já que eu não achava o diabo da réplica para comprar e estava (ainda está) bem acima do meu poder aquisitivo. O mais legal que eu já fiz é um com uma tampa de lata e um cinto largo. Durou muito e acho que ainda estava por aqui esses tempos antes de eu mudar de casa. Um outro que eu fiz, na época que eu estava assistindo a Road to Wrestlemania do Triple H em 2002 era uma “réplica” do World Heavyweight/WCW Title, porque assim EU TAMBÉM podia ter dois cinturões.

E, por fim, duas não tão idiotas: primeiramente a camiseta que eu comprei quando a WWE veio ao brasil e que já está tão desbotada que não se identifica nem lutador, WWE, porra nenhuma; em segundo lugar está a máscara do Rey Mysterio que eu comprei no show da WSW (sobre o qual você pode ler aqui e aqui) e que, sem sombra de dúvidas, não vale os 70 reais, mas valeu por uma foto que o Luan tirou de mim e por ver o Luan pistola quanto ao dinheiro mal gasto.

Parece bobo e até é, de certa forma, mas tudo isso tem relação fortíssima com o que me faz gostar de luta-livre e o que, acredito, faça todo mundo querer ver esse espetáculo. Um punhado de imaginação, total descompromisso com a realidade e uma liberdade total de criação que, principalmente para uma criança, mas para o adulto também, é um atrativo gigante.

Eu não sei se você tem coisas assim, que te lembram o Wrestling ou ocasiões em que ele foi importante para a sua vida, mas se tiver algum que goste muito, fale aí nos comentários. Provavelmente vão ser muito mais legais que os meus, o que não é difícil.

Infelizmente eu ainda não tenho uma cadeira de metal dobrável.

Até semana que vem.

Leia Mais