Semanalfabeto 16#

Jardim

Ou sobre esgotar os ingressos para o MSG

Eu prometi para o Luan que eu ia começar a me organizar e ter um horário de escrita. Pois agora eu tenho e como o quadro é meu, essa edição não vai sair no domingo. Eu já te falei que isso ainda é uma coluna sobre Wrestling?

Bem vindo ao Semanalfabeto.

Competição, meus amigos, ela move o mundo. Dinheiro move o mundo. A gravidade move o mundo, caso você não saiba; bom, talvez você discorde, mas aí é outra história de um mundo que não se move e que, sinceramente, tem mais que se foder mesmo. O mundo redondo (ou quase isso) se move e atualmente isso se baseia em dinheiro, tamanho e engajamento. Antigamente também. Se baseia no nosso instinto e nossa capacidade assassina de sobrevivência ou de dominação. Pois não é que a ROH/NJPW esgotou o Madison Square Garden? Dinheiro não é tudo, números não são tudo e isso não faz dela a melhor companhia do mundo, mas poxa… que gostoso isso, não? Como é bonito a competição entre duas marcas (e que a maldita fada do livre mercado não me escute.) Como é bonito a polarização.

Não, minto, isso não é bonito! É feio, retrogrado, é canhestro, burro, sem bom senso, sem bom gosto e sem lusitanos. O fato segue e muito burburinho se fez quanto a essa informação. Bully Ray soltou um discurso inflamado, muita gente falando muita coisa que eu não prestei atenção e um turbilhão de dados sobre a supremacia Mcmahon e várias empresas que esta conseguiu manter fora do éden pipocaram por aí.

A guerra é fantástica, pelo menos essa guerra. Talvez nem essa guerra, porque no final, apesar da melhora do produto, sempre sobra o desemprego de muita gente, a saúde mental de outros tantos e muito dinheiro gasto. Milionários vão seguir milionários.

Ainda assim, eu gosto demais de ver outro peixe nadando nesse aquário. E eu quero mais e que a bombinha de oxigênio quebre, para ver quem nada melhor de lado.

Um peixe meu já sobreviveu cinco horas fora d’agua, estatelado debaixo do sol. Ele pulou do aquário.

Na possível disputa futura, ganha quem tiver o espirito de meu peixe.

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 15#

Recomendações

Edição 15… por um breve momento acreditei que não passaríamos da 14, mas depois da morte ainda existe muita coisa.

Bem vindos a mais um semanalfabeto.
É normal se perder em meio a  muita informação e principalmente se tratando de wrestling, se torna comum perder algo que foi realmente fantástico pelo simples passar do tempo ou devido a falta de informação. Então leitores e leitoras, por mim e por você, aqui segue alguns comentários sobre coisas que vi nesses últimos 10 dias e também algumas recomendações de amigos.
De pronto gostaria de tirar do caminho Tommaso Ciampa vs Tyler Black pelo NXT Title na edição #310 do show semanal. É curioso ver a disparidade entre os shows periódicos da empresa de Stamford no que tange qualidade de luta e possibilidades dado ao foco dos mesmos e suas diferenças de tempo, proposta e roster. Dificilmente se veria uma luta tão boa no Raw, sendo o principal motivo a duração das lutas (apesar deste ser um show bem mais longo que o da brand amarela) já que no roster principal como um todo existe muito contingente e esse pessoal precisa escoar de alguma forma, geralmente em lutas curtas.
Dito isso, vamos a luta em si.
É bonito ver quando algo funciona bem em todos os aspectos e essa apresentação foi estritamente assim: crowd  em sintonia com a história, veementemente contra o Ciampa; os dois lutadores foram precisos, nosso querido Drake foi um ótimo juiz e os elementos que foram inseridos ao final da luta, usando todos esses supracitados, funcionaram de uma maneira inesperada, gerando um final mais que satisfatório.
Aposto que você já sabe, mas, caso não, eu peço desculpas pelo spoiler de graça. Foi surpreendente ver o titulo do NXT mudar de mãos em um show comum e em uma luta tão bem pensada, apesar de o título de duplas ter sido recentemente disputado e ganho também em uma edição semanal. Talvez seja uma estratégia inteligente dos bookers e é certo que atualmente, junto do 205, o NXT é a melhor coisa na WWE (chuva no molhado, porra!)
Sabe algo que eu não estou acompanhando? G1 Climax. Infelizmente me falta a disciplina necessária para acompanhar uma competição dessa extensão; disciplina, tempo e internet (dentre esses três o mais escasso é internet). Mesmo assim, pelo que é possível ver pelas redes sociais, parece ser uma competição um tanto divertida. Sendo assim, para que você consiga ler pelo menos algo relevante sobre o campeonato, siga o Gran Akuma no twitter.
Ainda no twitter, sexta feira no perfil do Pipebomb nosso amiguinho Joker fez dois tweets recomendando lutas recentes, então, caso você não as tenha visto, confira aqui quais são e vá atrás, meu caro!
Desta lista é possível puxar algo que me intriga e já não é de hoje: Impact Wrestling (ou TNA, ou Global Force, seja lá como se chame essa semana.) Essa companhia que ascende e despenca com tanta velocidade está, mais uma vez, bem nos trilhos. Apesar de ainda não ter assistido por completo o Slammyversary (inclusive o WrestleBr comentou o evento inteiro em seu twitter, thread grande para caralho) fica nítida sua melhora . Só pelo fato de eles terem DUAS L.A.X (não exatamente) já vale a pena assistir. Não só essa Stable é muito boa em sua nova formação, como todo o roster que compõe o Impact possui uma alta qualidade, principalmente seu campeão. Enfim, assistam o Slammyversary porque eu também preciso ver. Se possível me incentive.
Luan também colabora para esta edição. Sua indicação é Seth Rollins vs Drew McIntyre no Raw #1314 e abaixo segue seu comentário feito por Whats App:

TOP
É bom ver o nível das lutas do RAW crescendo

Por fim, assistam a matéria que o SBT fez sobre a FILL, ficou bem legal e quanto mais trabalho jornalístico sobre PW, principalmente tratando como uma linguagem (ou teatro marcial como eles chamaram), melhor vai ser a assimilação do público. Acredito que tanto em quantidade como em qualidade.
Por hoje é só, minhas costas tão doendo que só o inferno e o sol nasceu faz pouco tempo. Até semana que vem

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Semanalfabeto 11 # – Das 00h às 06h

Talvez você não saiba, mas luta livre às vezes pode ser muito bom para curar insônia (ou, pelo menos, para lidar com ela)

 

Eu sempre tive um sono muito inconstante, fato que me rendeu muitos amigos, devido ao tempo livre em que eu estava conversando quando poderia estar dormindo, mas também muita dor de cabeça, tendo em vista o cansaço no dia seguinte, ou ainda a sensação terrível de desconexão que a falta de sono proporciona.

Para que conste nos autos, escrevo isso às 4h02 AM como prova do meu comprometimento jornalístico para com a verdade.

 

Bem-vindos ao Semanalfabeto.

 

Durante minha adolescência inteira (que, acredite você ou não, já passou, apesar da idade mental) tive de arranjar uma maneira de conviver com insônia. A fórmula encontrada foi ter algo para dividir a atenção entre o esforço e a obrigação de fechar os olhos e o fato de que eu não conseguia me desligar, pois assim eu, uma hora ou outra, acabava cedendo ao sono, ou ele cedia a mim, fosse por sobrecarga ou distração. Logo quando eu não estava escrevendo, lendo ou conversando com alguém era bem provável que eu estivesse assistindo alguma coisa. Tire os filmes e as séries e você já sabe onde eu quero chegar: W R E S T L I N G !

 

Seria falsidade dizer que a maior parte do que eu consumi sobre Luta-Livre foi de madrugada, contudo é inegável que esse tempo sozinho, sem interferência externa, ou até mesmo com interferência externa, nos casos em que eu via algum show com o outro intrépido deste site, (que eu não irei nomear, mas que também tem uma coluna semanal) me ajudaram a continuar acompanhando esse entretenimento em épocas que o dia, com suas leves obrigações  e seu barulho, parecia não colaborar comigo. Isso se aplica principalmente a shows com duas horas ou mais de duração real, pois eu precisava ficar sem nada para fazer e enfim me dedicar a eles.

 

Não quero passar a impressão que Wrestling é algo secundário na minha vida e, se ainda assim você ficar com tal impressão, eu concordo com você. Porque isso prova em algum tanto que é sim uma mídia que  eu deixava para consumir quando tudo ao meu dispor já estava esgotado e que, mesmo com a disponibilidade que um adolescente que não trabalha possui, não era a primeira na minha lista. Agora, todo mundo que vive no Séc XXI (ou adiante, meu caro membro da Legião dos Super-Heróis) sabe que a quantidade de coisas para consumir quando se tem acesso a internet é inesgotável por pura coerência matemática, doravante, não é tão segundo plano assim.

 

E não se engane, foram anos efervescentes. Se hoje é possível olhar para trás e enxergar as falhas, as coisas toscas e bregas que pareciam um máximo e a mediocridade de lutadores os quais idolatramos, viver naquele momento era viver ansioso, principalmente depois, e isso vem de alguém que acompanhava majoritariamente WWE, começou a storyline envolvendo CM Punk John Cena e que depois envolveria Triple H, Kevin Nash, Awsome Truth e todo o seu longuíssimo ano de duração (para no fim não dar em nada)

 

Talvez não fosse uma época boa, mas era uma época simples e meu sono estava tão ruim quanto está agora, mas sem o mesmo tempo livre.

 

SHOWS QUE EU VI DE MADRUGADA!

 

Os dois GCW Joey Janela’s Spring Break acompanhado do famigerado Vinicius. Wrestlemania Weekend é uma ótima época para assistir Wrestling de madrugada.

 

Os eventos da NJPW também são ótimas opções para assistir ao vivo e o horário se encaixa perfeitamente com a proposta deste texto devido a mágica da Geografia.

 

Se não me engano a primeira luta que eu assisti da PWG foi de madrugada, alguma match do Super Dragon que o JB, um conhecido da época, era um tanto obcecado por e, doravante, recomendava dia sim e dia também.

 

Aquela promo do Punk que começou toda a celeuma até o Money in The Bank? Madrugada. Eu estava dormindo na minha vó, a mente já nas férias que se aproximavam. Acabei dormindo muito cedo, acordei mais cedo ainda, o que me fez ter vontade de tacar uma pedra na testa da realidade. Ao invés disso abri o Dailymotion e assisti o Raw daquela segunda para terça. 2011, se não me engano, já era um período de tempo no qual ficou um pouco mais difícil encontrar os shows inteiros para assistir no youtube, divididos em mais partes que a bíblia.

 

Bom, é isso, eu tinha um tema totalmente diferente para discutir hoje, mas como semana passada foi um texto extremamente longo e pseudo embasado essa semana eu resolvi só falar de algo mais leve. E também porque eu não consigo dormir e provavelmente continuarei assim até terminar este dito cujo.

 

Portanto meu querido, TERMINEI!

 

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 10# – Okada vs Omega: Uma história em quatro atos (ou mais)

Ou a edição em que vou falar para caralho.

Bem-vindos a mais um Semanalfabeto.

Começou no main event do Wrestle Kingdom 11, dez horas da manhã horário de Brasília, fim de mais uma temporada na NJPW. Tal temporada marcou a ascensão de Kenny Omega como líder do Bullet Club, com um reinado como IWGP Intercontinental Title e sua vitória no G1 Climax; ali no meio também houve a coroação de Kazuchika Okada como campeão pesos pesados pela quarta vez, capitaneando cada vitória com seu infalível Rainmaker. Tudo isso nos leva ao evento principal da empresa, um Main Event de WK em que ambos foram até o limite por 46 minutos, levantando, entre kickouts e mesas quebradas, vozes através do mundo, transformando a terra, por alguns instantes, em um gigante Tokyo Dome.

Era a New Japan pisando forte no chão, levantando poeira, duas pistolas na mão e um olhar ameaçador direcionado a seus oponentes no faroeste das empresas PW. Foi o primeiro ato que, em si só, já contava uma história inteira, um tipo de luta em que ninguém sai perdendo. A partir disso todo mundo passou a olhar mais atentamente para os dois, aguardando o que viria em seguida. Era lógica uma revanche, afinal, apesar dos mais de quarenta minutos, o gosto que ficou era o de necessidade. Aquela história tinha que continuar, seria injusto que não a continuassem. Depois do primeiro fim o que viria em seguida seria passo mais forte ainda, com muito mais poeira. (mais…)

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Semanalfabeto 6# – Como ver wrestling “mais ou menos”

Foi uma semana bem corrida e, acima de tudo, foi uma semana em que não vi quase nada de luta livre. Doravante, a edição de hoje, a qual já comecei a escrever duas vezes e não deu em nada, vai ser sobre o que eu faço quando eu quero assistir wrestling, mas não quero ASSISTIR wrestling.

Bem-vindos a mais um Semanalfabeto.

Já que é algo que faz parte do cotidiano, é quase impossível que nada de luta-livre apareça no radar, mas nenhuma das coisas que aparece é de uma substância real; nenhuma luta completa ou evento. Geralmente o que eu faço em ocasiões como essa é assistir promos no Youtube e ver compilações. Eu perco um tempo absurdo em compilações de golpes e momentos.

TOP 100 do caralho a 4; Top 70 mudanças de title; Os melhores spinebusters do Farooq (esse realmente existe, tem 5 min)

Isso é uma prática que eu alimento desde que comecei a assistir PW pois, se eu vejo algum golpe legal ou algum momento que eu não vi, é o que melhor me incentiva a procurar mais material e, no caso das indies, isso ajuda mais ainda, pois descubro algumas lutas que ocorreram e eu não fazia ideia.

Outra coisa FODA, e eu tenho a impressão que já falei disso aqui, são promos da NWA. Ric Flair, Ricky Steamboat, Terry Funk, 4 Horsemen (infelizmente sem o Mongo), Dusty Rhodes; É só o suprassumo da banana loura.

Existe outra coisa que geralmente não consumo em relação a wrestling e que essa semana resolvi ir atrás: trabalhos acadêmicos.

Existe uma quantidade considerável de trabalhos acadêmicos em português que abordam o Pro-Wrestling, seja no campo da semiótica, da linguística ou até tratando das biografias de lutadores. Baixei alguns para ler depois e, da olhada que eu dei, parecem bem interessantes. É bom, de vez em quando, tentar enxergar uma mídia que a gente consome tanto de outras formas. Tô parecendo um velho hoje, fico repetindo coisas que já falei.

Bom, acho que por hoje é isso, mais uma edição rápida com algumas dicas. Se quiserem ir atrás dessas coisas que eu falei… vão, porque procurar links com a internet daqui de casa vai ser um pouco complicado. Perdão por isso, a próxima vez que eu for falar de um assunto que exija links vou me preparar melhor.

Fiquem bem, tratem bem seus amiguinhos, sigam o PipeBomb no twitter e pensem um pouco fora das suas próprias cabeças, talvez ajude, talvez atrapalhe. Eu só quero é falar bosta.

Até semana que vem.

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Wrestle Kingdom 12

PipeBomb 37 – Wrestle Kingdom 12

Bem vindos a mais um Pipe Bomb podcast! Estamos de volta para o segunda edição do ano para falar sobre o maior evento no ano da NJPW, o Wrestle Kingdom, que está em sua 12 edição. Entenda como surgiu o Wrestle Kingdom, ouça um review completo (até demais) de todas as lutas do evento, com notas e comentários totalmente desnecessários de Léquinho (yo memo), Joker e Luan (capista). Se prepare para mais de 90 min de podcast sobre o clássico evento do dia 4º de Janeiro no Tokyo Dome.

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PipeBomb Cast Retrospectiva 2017

PipeBomb 36# – Retrospectiva 2017

PipeBomb de volta! Após 6 meses Lequinho (eu mesmo), Luan, Joker e Captain fazem uma retrospectiva 2017 completa, passando por Japão, Europa, Wrestling Independente americano e a famigerada WWE. Saiba quem é a tag favorita deste podcast (caso você ainda não tenha percebido), os lutadores que odiamos MUITO esse ano, os wrestlers que se aposentaram ou morreram (talvez não) e nossos planos de grandeza pra 2018. No final ainda falamos sobre OFF e de quebra ainda tem uma porrada de extras. Bom, é isso, espero que gostem e não se esqueçam de comentar. 

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LeoDesigner (contratem o rapaz pra ele comprar um PC)


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