PipeBomb 34# – Os melhores e o Mojo de 2016 (Pipebomb Awards)

PipeBomb 34

 

Estamos de volta! Mais um PipeBomb, o primeiro de 2017 falando sobre os melhores e os piores de 2016 com toda a falta de seriedade e bom senso que você só encontra aqui. Então vamos ter Léquinho (eu mesmo), Luan Bonato (capas), Joker (opiniões rebuscadas) e Captain (rei) falando sobre o Denilson do Wrestling,  do homem mais sexy do mundo (que não é o Benicio Del Toro) várias vezes, explicamos nossa opinião sobre o Mojo Rawley e teremos também extras sobre o Futebol brasileiro com a participação de LKS (que também escreve pros outros caras). Então é isso, espero que vocês gostem, entrem nas redes sociais do Pipebomb (Twitter & Facebook) e não esqueçam de COMENTAR! Um abraço!

 

PS: Perdoem o barulho de vento em alguns pontos (culpem o Luan).

 

 

 

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Obra de Arte: DIY vs The Revival – NXT TakeOver Toronto

Vamos voltar alguns anos, não sei quantos ao certo, mas alguns anos. A TNA tinha, em tempos passados, uma Tag Team Division de dar inveja a qualquer empresa: Motor City Machine Gun, Beer Money, Generation Me (conhecidos como Young Bucks, hoje em dia mais chatos que unha encravada), Bad Influence (amores da minha vida), em dado momento tivemos Kurt Angle & AJ Styles e até Bobby Roode & Austin Aries. Obviamente nem todas essas Tags atuaram simultaneamente e, com a mesma obviedade, existiam também Tags extremamente merdas que, contudo, não comprometiam a divisão num geral. Com o passar do tempo a WWE começou a esboçar um suspiro de uma Tag Division mais elaborada, depois de anos tropeçando com Crime Time, Legacy, Carlito & Primo, Dirt Sheet, S.E.S e, não podendo deixar de fora, campeões maravilhosos como John Cena & David Otunga e os lendários Heath Slater e Michael Mcgillicutty. Os porens da TNA valem pra WWE também.

Sábado (19/11/2016) ocorreu o NXT Take Over Toronto. Eu não vi ao vivo, não teve a usual conversa no Skype e eu já havia recebido todos os Spoilers minutos depois que acabou o evento; pra mim, isso já tira metade da emoção da coisa. Ontem eu parei pra ver o PPV: Ótimo card, boas propostas, feuds bem construídas e três disputas de título. Uma delas me deixou atônito após sua conclusão e pela introdução do texto vocês provavelmente já sabem qual é. Caso não, no NXT Take Over Toronto tivemos uma “2-out-of-3 Falls Match” pelo Título de Duplas do NXT entre The Revival (Scott Dawson e Dash Wilder), os atuais campeões, e DIY (Johnny Gargano e Tommaso Ciampa), nossos desafiantes.

A primeira vez que vi Johnny Gargano lutando foi no King Of Trios 2011, PPV da CHIKARA.Eu falava no Skype com o famigerado Joker, que torcia e gritava (não literalmente, aquele grito de quem não pode falar muito alto) a favor da Stable do Wrestler supracitado, a FIST. A primeira vez que vi Tommaso Ciampa lutando foi em algum PPV da PWG, em uma luta meio merda contra Brian Cage, em que, se não me engano, o próprio Ciampa botchou no começo, o que comprometeu o restante da luta. A primeira impressão ruim passou, Ciampa é excelente, só pra deixar claro. Eu realmente não me lembro a primeira vez que eu vi a Revival lutar, a primeira vez que eu os notei foi no NXT TakeOver Dallas, aonde os mesmos perderam seus títulos de Dupla para a American Alpha, dupla que agora figura na divisão de Tags do Smackdown. Eu não acompanhava o NXT semanalmente na época, então não tinha muita noção de como funcionava a Tag, conhecia a American Alpha pelo hype construído ao redor do Gable, entretanto, ao final da match, mesmo derrotados, eu havia descoberto uma tag que já poderia colocar entre as minhas favoritas.

Enfim, os dias e meses passaram, The Revival recuperou o título, fizeram uma luta incrível contra a DIY no NXT TakeOver Brooklyn II e abandonaram o Torneio Dusty Rhodes de Duplas, justamente quando iam lutar novamente contra a Do It Yourself. Ciampa e Gargano assinaram Full-Time com a WWE, Gargano casou, a DIY perdeu sua vaga no torneio para os Authors of Pain, graças a uma interferência de Dash & Dawson. O circo estava armado para o NXT em Toronto, agora as possibilidades estavam todas na mesa, com a DIY já contratada pela empresa de Stamford e a Revival no ápice de sua popularidade até agora, sendo até citada pelos Young Bucks, em uma entrevista dada ao Weekly Top 10 da Sports Illustrated, aonde eles dizem que, caso eles continuem juntos, podem estar no Top daqui a alguns anos.

Eu já sabia que a DIY ganharia, eu tinha lido os spoilers no Twitter no dia do evento. Então a pergunta que fica é: Por que eu fiquei no estado de graça que eu fiquei depois da luta? Qual razão despertou a emoção que me tomou após a Match?

Uma resposta muito plausível é a de que eu sou um idiota completo (provavelmente é verdade). A outra é que, como tantos dizem, Wrestling é uma obra de arte. Tomando ambas como verdade, podemos dizer que, neste mês de novembro, vimos um quadro de Museu ser pintado a 8 mãos.

 

Eu preciso falar da The Revival. A comparação com os Brainbusters (Arn Anderson e Tully Blanchard) é, para mim, inevitável, contudo, não para por ai, seria muito simplista parar por ai. The Revival deve ter uma sala de DVD’s ou uma caixa de HD’s cheio de vídeos da Golden Age/New Generation da WWF, isso sem contar outras empresas. Seria muito fácil pra eles emularem essas tags e pararem por ai, mas eles trazem algo novo pra um estilo incrível de luta em duplas; Dash e Dawson tratam a Tag Match como um jogo de Xadrez, nada na sua movimentação é arbitrário, tudo sempre parece parte do plano, um timing incrível junto com um ritmo de luta incrível, que não é nem frenético, o que comprometeria o contar da história (famoso Storytelling) da luta, nem lento co0mo seus influenciadores. Como eles mesmo dizem, DIY pode ser uma tag de seres humanos, mas a Revival? Eles são maquinas.

Acho que podemos dizer, a essa altura do campeonato, que humanos também tem suas qualidades. Gargano já não é aquele garoto da FIST, teve um reinado de 873 dias com o Open the Freedom Gate Championship, titulo pertencente à Dragon Gate USA na época e, atualmente, unificado ao título da EVOLVE devido ao fim da DGUSA (luta de unificação foi entre Timothy Thatcher & Drew Galloway); o botch de Ciampa, o qual eu não lembro quando foi nem consigo achar vídeos. Prova de que tal fato pode ser só fruto da minha imaginação, esse botch não lhe faz justiça e desde tal ocorrido ele vem fazendo um excelente trabalho através do mundo, sendo sua tag com Gargano um excelente acerto que fez bem aos dois. Isso sem contar que nos providenciou um dos memes mais legais do Pro Wresting nos últimos anos. DIY talvez não seja 100% planejamento, mas tem muito coração e muita agressividade. Pudemos ver isso quando ambos se enfrentaram durante o CWC, pudemos ver a amizade de ambos no final, amizade que não foi comprometida apesar das derrotas durante a jornada como dupla dentro da WWE. Eles diziam que essa era a última chance deles pelo título, uma última chance de mostrar para o que vieram. Numa situação homem contra máquina, o espirito foi mais forte que o aço.

Não faria sentido eu revisar a luta aqui, mas o que eu posso dizer, novamente é que, do meu ponto de vista, essa luta não pode ser definida como nada menos que uma obra de arte. Não é a melhor luta do mundo, não é uma luta cinco estrelas, entretanto, nem todas as obras de arte são perfeitas ou incorrigíveis, mas são o que são pelo que despertam e o que representam. No final, o quadro que eu disse ser pintado a 8 mãos foi finalizado quando duas bateram no tablado sinalizando desistência. Antes disso a própria mão do juiz já havia alcançado a contagem do três duas outras vezes, uma contabilizada para cada time. Ambos os membros da Revival deram Tap Out ao mesmo tempo, DIY levou pra casa o NXT Tag Title, simples assim, sem enrolação.

Muito do que eu falei aqui pode parecer exagero, pode ser exagero, por isso não confie em mim. Se você tem o WWE Network vai lá agora e assista, você vai ser o que eu falei sobre a estratégia absurdamente calculada da Revival; caso tenha uma conta no XWT, faça o download, talvez você comprove tudo o que eu falei sobre a amizade e a carga emocional dos recém contratados; ainda assim, se não for o caso, existe o Watch Wrestling e muitos outros lugares onde vocês podem ver essa luta e, talvez, se emocionarem como eu me emocionei vendo a luta, mesmo já sabendo o resultado, se emocionar de novo como eu estou emocionado agora após ver por uma segunda vez e estar vendo por uma terceira enquanto escrevo estes parágrafos esquisitos.

Caso não sinta nada disso, você ainda estará vendo uma das melhores lutas do ano dentro da World Wrestling Enterteniment, luta que pavimenta o caminho para a Tag Division do NXT, consolida a já forte divisão do Main Roster, luta que faria o meu eu de 2010 pular de alegria e que faz o meu eu de 2016 colocar um ponto final com um sorriso no rosto.

PS: Obrigado ao Joker pela informação quanto a unificação do Open the Freedom Gate Title com o título da EVOLVE. Você pode ver as notas dele para a luta que inspirou esse texto aqui.

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LKSHOW II

SHOWTIME! Estamos aqui, diretamente do Rio de Janeiro (naquele calor de 80ºC) para a segunda edição do L.K.S.H.O.W! Hora de sentar, pegar seu doritos, fechar o xvideos (depende, as vezes alguma palavra será a chave para a sua imaginação, seus safadinhos). Hoje temos muitos assuntos. Tivemos um Pay Per View, um evento de luta livre de verdade, o melhor RAW do ano, uma crowd incrível, Vince McMahon e o início do #ROMANEMPIRE. Tá na hora do pau.

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Melhores do Ano – NXT

Pipe Bomb Awards – Melhores do Ano | NXT


  • Contratação do Ano

Samoa Joe

  • Power House do ano

Kevin Owens

  • High Flyer do ano

Neville

  • Thecniker do ano

Chad Gable

  • Melhor Gimmick

Finn Balor

  • Revelação do Ano

Chad Gable

  • Tag do Ano

Blake & Murphy

  • Face do ano

Bayley

  • Heel do ano

Sasha Banks

  • Feud do ano

Sasha Banks vs Bayley

  • Momento do Ano

Debut do Samoa Joe

  • Lutadora do ano

Sasha Banks

  • Lutador do Ano

Finn Balor

 

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VOCÊ É O BOOKER!

Crianças da minha imensa comunidade do wrestling na internet desse maravilhoso território tupiniquim, eu sou um little nigga com muitos sonhos. Além de ser dono do maior cartel de drogas da Zona Norte carioca, desejo um dia também ter a oportunidade de escrever um roteiro para uma sequência de histórias na luta livre, isto é, ser um booker. Fazer um script é dar o primeiro passo para criar uma futura lenda, MAS, a russagem1 pode te pegar a qualquer instante da sua carreira. Muitos escritores já foram infectados pelo vírus mortal de Vince Russo, mas conseguiram se recuperar.

Alguns dos esportes mais populares do nosso querido planeta azul tem simuladores aonde você é o manager, isto é, você é o dono do pagode. O futebol é o exemplo de sucesso, aonde Football Manager e Championship Manager caíram no gosto do povão, e aqui no Brasil temos o querido jogo do nosso pai de todos, Emannuel, o BRASFOOT! Nesses jogos você também é o profexô2 e pode montar sua equipe da forma que lhe convir, escalando no mesmo time Ronaldinho, Didico e Romário no ataque do poderoso IPATINGA, claro, se você tiver uma quantidade considerável de dilmas no caixa.

Já que vários esportes possuem jogos com essa pegada de simulação, aonde você é o administrador, por que não teríamos um jogo para nosso poderoso Telecatch3? Pensando nisso, em 1995, Adam Ryland elaborou um simulador aonde você é o presidente da empresa, e o melhor de tudo, você é o booker principal!!! Nascia assim o Extreme Warfare Revenge, que curiosamente está completando 20 anos de existência no nosso querido 2015.

Algumas versões foram lançadas, até que em 2002 veio a lenda. A WWF acabara de se tornar WWE graças à dois pandas falantes que convenceram Vincent Kennedy McMahon a ceder o direito sobre a sigla à eles após exalarem uma quantidade espetacular de fofura. Em maio, então, é lançado o Extreme Warfare Revenge 4.2, o simulador mais foda de luta livre a pisar na terra até aquele momento. Um jogo com praticamente todas as funções possíveis para uma boa federação, uma boa quantidade de segments (porém com o pequeno pecado de esquecer algumas funções importantes, nada que afete o jogo no conjunto da obra).

O EWR 4.2 foi um sucesso entre os fãs do nosso querido PW, e como era facilmente editado, foram criados diversas modificações para o jogo, com updates de cada ano ou até mesmo dos meses de cada ano recentemente. Também temos MODs com períodos passados, com rosters impecáveis e o real cenário daqueles anos, como por exemplo quando a WCW liderava a audiência e apelava com seus personagens super fodas, controlar a WWF era mais difícil. Existem também com histórias hipotéticas para download, como Bret Hart comprando a WCW, ou a TNA vindo a ser uma nova brand da WWE.

O titio não é velho, porém tem experiência nessa comunidade, e vivi uma era de ouro nas comunidades do Orkut4. Curiosamente lá existiam outros fãs de EWR que montavam diários mostrando como estava indo sua bookagem. Algumas histórias rendiam por anos, faziam sucesso, outras como deste preguiçoso duravam algumas semanas, mas faziam a alegria da criançada. Devido a inexistência de fóruns completos como era o Orkutão da galera, hoje a prática não tem mais um grande sucesso.

Após o EWR 4.2, ainda houve um novo jogo, chamado Total Extreme Wrestling, mais completo, encorpado, moderno, com versões de 2004, 2005 2010 e 2013. Nessa versões há novas opções como a adição de Ironman Matches e a mudança do sistema de Ratings, que variava entre 0 e 100, agora se dá por letras. Jogar EWR e TEW são ótimos passatempos, tem suas manhas, e você pode descobrir tudo sobre o jogo, tutoriais, modo de instalação, downloads, aqui ó: http://www.ewwarehouse.info/mod-index/ew-mod-index/

Bom final de semana crianças, até a próxima!

 

 

  • 1 – Russagem: Booking mal executado, isto é, fazer cagada.
  • 2 – Profexô: Técnico da boleiragem
  • 3 – Telecatch – Aquela lutinha de mentira
  • 4 – Orkut: rede social da idade média

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