Da Boca Pra Fora – Strokes: Is This It

Eu sinto muitíssimo por gostar dessa banda e você, meu caro leitor, se tivesse bom senso, também sentiria. Mas, já que está aqui, é claro que não tem bom senso e devo dizer que lhe sigo nesta característica. A verdade é que eu menti no começo do texto, mas não completamente.
Eu gosto de Strokes o suficiente para dizer o quanto o show deles no Lollapalooza 2017, mesmo sendo uma completa merda, me deixou extremamente feliz, mas não o suficiente para achar o show bom ou passar pelas falhas da banda ou de seu vocalista.
Acredito que hoje cheguei a um meio termo. Este se encontra no limiar da discografia da banda Nova Iorquina, que terá aqui seu primeiro review de cabo a rabo feito totalmente por mim.
Veja só, você que lê, isto é inédito em toda internet, simplesmente por ser eu que escrevo – sejamos francos, a não ser pelo inédito, isto não vale de porra nenhuma – e espero que isso já o deixe ai quietinho pelos próximos page downs.
Você quer mais informações sobre a banda? Este é o link para a Wikipédia. O que você precisa saber aqui é que eles tem um vocalista que é um cuzão chato do caralho e que as músicas não falam inteiramente sobre porra nenhuma, apesar de possuir ressonância, por serem tão genéricas, com qualquer pessoa. Va lá, TALVEZ. Isso não é bem uma garantia.
Enfim, vamos ao primeiro álbum: IS THIS IT

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A maravilha dos torneios

Eu preciso ser honesto e dizer que, no começo da minha jornada com o PW, eu demorei para entender como funcionava a lógica novelística da coisa. Na minha concepção só existia um formato concebível para qualquer competição: CAMPEONATO BRASILEIRO DE PONTOS CORRIDOS.

 

Estúpido, não? Pois é. Por incrível que pareça, caro leitor, eu ainda sou imbecil nesse nível até hoje, só que com outras coisas. De qualquer forma, pensando cá com meus botões, cheguei a conclusão que esse tipo de torneio ajuda muito a entrar no tipo de competição e arte que conhecemos como PW.

 

Primeiramente porque organiza as coisas de uma forma hierárquica e ajuda cabeças disfuncionais como a minha a ver um objetivo dentro daqueles combates. Em meados de 2003 quando eu comecei a ver GDR, nada disso em incomodava. Contudo, no ano de 2008, com o glorioso SBT do merdeiro Silvio Santos, tivemos a WWE em nossos televisores e eu comecei a me questionar sobre o objetivo daquilo tudo.

 

Não tinha razão, não tinha temporada, não tinha subida aparente até o título da empresa. Isso de forma alguma me impediu de continuar acompanhando – como você bem pode perceber – , mas fica claro para mim que um torneiozinho teria ajudado na minha imersão imediata dentro do produto.

 

Coisas como o JSF ou o G1 Climax – apesar do último ser um campeonato carioca forjado no inferno – dão um sentido de continuidade que, algumas vezes, me agradam.

 

Mas só algumas, hoje em dia eu prefiro mais a putaria doida do dedo no cu esquerdo.

 

Enfim, caro leitor, é isso. Até amanhã.

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Realidade através da Catarse


Humanos tem a tendência a passar boa parte da vida sem ter ciência do momento presente, sem entender a fábrica de matéria que está ao seu redor ou aquietar sua mente para conseguir senti-lá. Isso são dados que eu, claramente, acabei de tirar do cu, mas que ajudarão a explicar meu ponto aqui nesse texto e a razão pela qual eu venho tão apressadamente ao teclado falar sobre catarse.

Wrestling, de uma forma ou outra, nos faz encontrar essa realidade, com detalhes de sons, luzes, ventos, nortes e gritos, todos os dias que nós nos deixamos levar por ele. É possível que você não conheça como a parede do seu quarto fica bonita se você encostar a cabeça no batente, mas assistindo com frequência, você vai reconhecer de longe qual é o clima da arena onde acontecem os Shows da PWG e porque eles são diferentes dos da Progress, ou porque os shows do Pancrase de dão outro tipo de Vibe que a Dragon Gate não dá.

Estamos vivos nessas conexões através da tela e quem pode dizer que isso não é real? Mesmo que no final, na seja, de uma forma ou de outra.

 

FOTO DA CAPA: Devin Yalkin – NYT

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t- É – d … i ***O

E se a gente tratar luta livre como o youtube trata trailers de filme de super-herói e jogos? Tipo, pegar cada frame de uma luta e pensar “Mas que caralho, o que esse ser humano quis dizer quando ele levantou a perninha no segundo 53 do minuto 20”

Não, né? Foda-se.

A verdade é que eu estou completamente entediado como mundo do Wrestling nesse dia de sábado. Não que o mundo esteja desinteressante, mas eu estou desinteressado e preciso escrever. Como a Newsletter só sai amanhã, vai por aqui mesmo.

O que fazer quando a gente perde a vontade de assistir essa porra? Vamos ver o que temos no HD que, provavelmente resume nossas preferencias por PW.

 

Hmm… Não

 

Isso também não

 

Haha caralho, não, credo.

 

Okay, achamos algo!

Beleza, para quem não sabe esse senhor se chama Bryan Alvarez, recém convertido do Partido dos Trabalhadores, é acusado de ser um dos seres humanos mais entendidos de PW da história da vida dele e… bem, ele tirou essa foto uma vez e o Joker me mandou, então resolvi deixar ai para que vocês aproveitem. Cumprimos um item desse texto nada divertido, que era achar algo interessante sobre PW.

 

WE KEEP DIGGING

 

Eu sinceramente não lembrava que isso estava no meu HD, então vamos dar um pouco de contexto.

Há uns três anos atrás, eu e o menino Joker falamos um para o outro – na verdade ele falou para mim, mas eu quero fazer parecer que tive iniciativa para algo útil na minha vida, o que é mentira – “vamos legendar um documentário sobre PW?”.

E então tivemos acesso a um DOC da BBC chamado When Wrestling was Golden: Grapples, Grunts and Grannies.

Este fantástico pedaço de produção audiovisual contem uma das visões mais divertidas e interessantes que eu já tive sobre o Wrestling britânico, mostrando como as coisas por lá já estavam pegando fogo muito antes do republicano mais hipócrita do continente americano colocar o amarelo e se conclamar grande.

Era uma cena riquíssima de personagens, estranhezas e maravilhas e, caso o projeto tivesse ido para frente, vocês teriam isso com legendas em português. O Joker até fez boa parte da legenda, mas eu… Bom, caro leitor, você sabe como eu não levo nada a frente nessa vida.

BOM

Vocês sabiam que eu já quase escrevi um curta-metragem sobre Wrestling?

Em meados de 2017 eu estava enfiado no profundo mundo dos roteiros e até recebi umas recusas um tanto quanto reconfortantes de pessoas no Reddit. Então eu pensei, do alto da minha cabeça de merda, que seria uma boa ideia escrever um filminho maroto sobre o mundo do PW independente em um viés mais tragicômico, com uns toques de Irreversível, só que sem estupro ou extintores.

Foi então que nasceu o projeto “Simon Botch”, um dos nomes mais ridículos que eu já inventei na vida. Seria um filme sobre um cara que manda o outro pro hospital com o pescoço quebrado e como ele chegou até aquela luta em uma federação indie de médio porte. Algo como uma PWG da vida.

Eu só tinha esse esqueleto de esquema flashback e alguma ideia de como seria nosso protagonista. NADA ALÉM DISSO.

Enfim, a ideia não foi para frente e é muito possível que nunca vá.

 

 

Uau… que viagem hein, meu leitor envergonhado? O que você veio fazer aqui mesmo?

Afinal, esse texto é só isso mesmo. Interessante pensar que, de alguma forma, isso pode ter melhorado a noite de alguém…

ou não

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FOMO Fear of Missing Out

Wrestling FOMO

FOMO, ou Fear Of Missing Out é um tipo de ansiedade social. Sim, essa foi a forma mais acadêmica e SEO Friendly possível de começar o texto, com dois termos em inglês e a palavra chave. Eu me sinto, sinceramente, escrevendo por contrato e ganhando um salário miserável de novo.

Enfim, o FOMO é o medo de ficar de fora, sentimento que bate geralmente quando você não viu o filme do momento ou não foi naquele role bacana que todo mundo foi. Basicamente o individuo passa a temer constantemente ser deixado de fora das experiências e assuntos que estão tocando o barco nas rodas de conversa ou naquele grupo safado de Whats App que você tenta manter, mas logo logo só vai servir para fulaninho não esquecer seu telefone.

Isso tudo foi potencializado pelas redes sociais e dentro disso as comunidades ainda se formam de uma maneira que motiva o detrimento daqueles que estão por fora. E olha, querido leitor, a comunidade da lutinha não é lá a das mais saudáveis. Nisso existe até uma semelhança gigante com os fãs de quadrinhos, que acabam rechaçando indivíduos que, por não terem dinheiro, tempo – OU POR NÃO SER A PORRA DUM VAGAL DA PORRA – não tiveram tempo de consumir tantas obras quanto o sabichão de forum.

E é nesse ambiente que nasce o FOMO do fã de Pro Wrestling. Somos incentivados e até constrangidos a consumir o que tem de mais recente na TV e no cenário. Como se não bastasse WWE, existe TNA, AEW, PWG, AAW, Defiant, BWF, CFW, FILL, tem aquela luta antiga de Shoot que ~eu não acredito~ que você não conhece e também aquele outro clássico do Fit Finlay quando ele usava um bigodão.

Perdemos nossos pretéritos e também expectativas tentando dançar essa valsa inalcançável de ter todo o conhecimento. Nisso a ansiedade só cresce e o que deveria ser um hobby acaba virando uma obrigação. A forma mais fácil de evitar é mandar tomar no cu, mas isso não é tão fácil quanto parece. Exclusão é mais profunda e constrangimento existe em camadas que vão muito além da epiderme de nossa consciência.

Por isso consumimos muitas vezes até o que não nos interessa. Porque o medo é mais forte.

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newsletter

Temos uma Newsletter!

Sim, incauto leitor e ouvinte, temos agora aquela moda conhecida como “texto que chega no seu email e você geralmente ignora” chamado de Newsletter.

Sendo mais específico, o Semanalfabeto se tornou uma Newsletter justamente pelo site, ao meu ver, não comportar mais esse formato de texto. Como eu ainda gosto de escrever umas coisas mais longas e desconexas que cairiam muito bem na diagramação que o E-mail permite, aqui estamos.

Os textos no site não acabaram e isso é só mais uma maneira de você receber conteúdo. Esse tipo de iniciativa também é uma forma de medir engajamento e alcance do site uma vez que, para mim, fica mais fácil ver quantas pessoas assinam a newsletter em comparação de quanta gente lê o site.

Tudo culpa do Captain, falem com ele.

Enfim, meus fofos, coloquem seus e-mails nesta caixa aqui embaixo e fiquem no aguardo para receberem coisas. Não, não são spams, mas sim uma quantidade absurda de inutilidades e muito PW, talvez mais até do que você gostaria.

powered by TinyLetter

 

 

Nos vemos lá.

 

Ou não.

 

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PipeBomb 41# – Melhores de 2018 … e a Arabia Saudita

Feliz ano novo! Estamos de volta com mais um Pipebomb podcast, no qual falaremos sobre os melhores de 2018 no mundo do Pro Wrestling.  Nesta edição Luan, Joker, Lequinho, LKS e o convidado especial Airton – dono do WrestleBR – falarão sobre o que agradou e desagradou (muito) neste ano que se passou.  Então entenda tudo o que as empresas de PW erraram nesse ano, veja o quanto sabemos puxar saco dos Wrestlers que nós gostamos e também descubra quem foi o participante que dormiu no cast.

Não esqueçam de seguir o Pipebomb no Facebook e no Twitter. Também vejam as outras atrações do site e deixem ai seus comentários, é sempre um prazer interagir.

 

RECOMENDAÇÕES DO PODCAST

BWF

FILL

CWF

OWE

Beat do Joker

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albuns de 2018

PIPE OFF: PNO 60# – Top 10 álbuns de 2018 Parte 2

Esta no ar a sexagésima edição do PNO! E nessa edição especial, vamos continuar comentando sobre nossos álbuns favoritos de 2018. Então de o play e curta mais de 1 hora de musicas comandadas pelo Joker e o Lequinho.

 Playlist do Episódio

Noname – Blaxploitation
nothing,nowhere. – hammer
Rashid – Sem Sorte
Janelle Monáe – Crazy, Classic, Life
Jorja Smith – Where Did I Go?
Rolo Tomassi – Aftermath
Lily Allen – Cake
Dance Gavin Dance – Care
Dance Gavin Dance – Count Bassy
Mac Miller – Small Worlds

LINKS COMENTADOS NO CAST
Pipe Bomb 41# – Retrospectiva 2018(EM BREVE)
Top 50 álbuns de 2018 do Joker

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PIPE OFF: PNO 58# – Mac Miller, Halsey & Andy Shaulf

Esta no ar a quinquagésima oitava edição do PNO! E nessa edição, vamos ouvir um pouco de tudo do Emo Rap ao Mathcore. Então de o play e curta mais de 1 hora de musicas comandadas pelo Joker e o Lequinho.

 Playlist do Episódio

Global Dan feat. AzN – Poison
shinigami – as long as we remember each other, we’ll never be apart
Halsey – Without Me
Silk City(Diplo & Mark Ronson) feat. Dua Lipa – Electricity
Bad Rabbits – Stalker
Andy Shauf – Alexander All Alone
SHREZZERS feat. Jared Dines & TWild – E.M.O.J.I.Q.U.E.E.N.
Wolf & Bear – Sight
Mac Miller – Self Care
N.E.R.D feat. Future – 1000

LINKS COMENTADOS NO CAST
Serei Amado Quando Morrer(Documentário)
Making a Murder(Série documental)
Projeto Humanos:O Caso Evandro(Podcast)

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Cody Rhodes junto dos Young Bucks. Acima o titulo grande "All In"

Semanalfabeto 19#

All In

Ou o maior evento independente do Wrestling americano.

 

Então, hoje eu não vou escrever não meus chegados. Antes de abordarmos o evento que dá título à nossa edição de hoje, preciso explicar quem vós escreverá após os reclames do “plim plim.” Luan é um dos quatro seres humanos que formam essa entidade conhecida como PipeBomb e, como decorrência de eu lhe ter perguntado “quer escrever algo sobre o All In?” ele me entregou QUATRO PÁGINAS de conteúdo.

Sem mais delongas, senhoras e senhores, nosso designer toma as rédeas do Semanalfabeto (que ainda é um quadro sobre Wrestling.)

 

DIGA LÁ LUAN!


 

Lequinho me chamou aqui e falou que eu podia escrever o que eu quisesse sobre o All In…

MAS O QUE É ALL IN? É TIPO POKER?

Não, All In foi um evento de wrestling independente, organizado pelo Cody Rhodes e os Young Bucks, com aval da ROH.

MAS QUANDO FOI ISSO?

Dia 1º de setembro de 2018, no Sears Centre em Hoffman Estates, Illinois.

MAS POR QUE?

Longa história, o velho machista que da nota nas coisas, conhecido como Dave Meltzer, duvidou que a ROH fosse capaz de lotar uma arena com 10,000 pessoas em qualquer momento próximo no futuro, então Cody Rhodes no auge de seu ego tomou as dores e respondeu que aceitava o desafio. O que inicialmente seria um show da ROH acabou se tornando uma produção independente de Cody com os Young Bucks. Provando que Meltzer só fala bosta, mais uma vez, todos os ingressos para o show foram vendidos em menos de meia hora, tendo apenas uma luta anunciada.

Mas como eu ia dizendo, o Lequinho me chamou  e bom, ele sabe que eu tive dificuldades para assistir ao show (obrigado internet), mas mesmo assim estamos aqui. Vou fazer meu review, análise, pitacos, com base em porra nenhuma, falando sobre o que eu consegui ver em stop-motion e em gifs.

 

ZERO HOUR

Zero Hour foi o nome que Matt, Nick e Cody deram para o seu pre-show (Que quem pagou US$ 39,00 (equivalente a R$ 847,00) pra ver o show, NÃO TEVE ACESSO) com transmissão exclusiva da WGN America. O pre-show de 1h contou com duas lutas: SoCal Uncensored (Scorpio Sky & Frankie Kazarian) vs The Briscoes (Jay Briscoe & Mark Briscoe) e a Over the Budget Battle Royal.

Logo no início da transmissão, Cody e os Young Bucks, nossos anfitriões, vieram ao stage dar as boas-vindas a todos e fazer umas piadinhas no nível empreendedor de start up, o que combina com o Cody. Também tivemos uma participação aleatória do Road Warrior Animal e sua moto ala SummerSlam 1992.

Já estou me estendendo demais, vamos à primeira luta.

 

Tag Team match: SoCal Uncensored (Scorpio Sky & Frankie Kazarian) vs The Briscoes (Jay Briscoe & Mark Briscoe)

SCU estava vestida de Rocky Balboa (Kazarian) e Apollo Creed (Sky) enquanto os Briscoes estavam vestidos de… Briscoes, que já é uma atração por si só.  Foi uma boa match, assim como todas do show, já vou adiantando aqui pra não precisar elogiar todas as lutas, que acabou com a vitória da SoCal Uncensored em cima dos ROH Tag Team Champions. A luta terminou com Kazarian revertendo um Doomsday Device em um powerslam.

 

Over the Budget Battle Royal (Vencedor recebe uma chance pelo ROH World Title no show principal): Austin Gunn vs. Billy Gunn vs. Brandon Cutler vs. Brian Cage vs. Bully Ray vs. Cheeseburger vs. Chico El Luchador vs. Chuckie T vs. Colt Cabana vs. Ethan Page vs. Hurricane Helms vs. Jimmy Jacobs vs. Jordynne Grace vs. Marko Stunt vs. Moose vs. Punishment Martinez vs. Rocky Romero vs. Tommy Dreamer vs. Trent

Essa luta, que foi uma das últimas a ser anunciada, recebe esse nome por motivos óbvios, Cody e os Bucks estouraram o orçamento planejado para o evento. Sim, segundo eles, havia um orçamento planejado, mas depois que estourou né? É aquele história, perder por 1, perder por 10 é tudo igual, então vamos encher de nomes numa battle royal e seja o que Chris Jericho quiser. E é nessa luta que continua o drama de Flip Gordon. FLIP GORDON? MAS ELE NEM ESTÁ NA LUTA… Pois é, não deveria estar. Flip Gordon teve diversas chances de chegar ao card do All In, pra isso ele precisava da aprovação dos 3 idealizadores do evento (Cody e os Bucks), mas ele não conseguiu a aprovação de Cody, sua última chance, ou o que deveria ser sua úiltima chance, em uma luta contra Nick Aldis pelo NWA Heavyweight Championship, que se ele ganhasse, além de estar no All In, ainda enfrentaria Cody pelo title, o que seria lindo, uma belo desfecho para a história, mas não, não é assim que funciona na vida real. Flip perdeu e assim ficou fora do evento, fez até seu próprio evento durante o Starrcast, chamado de All Out (motivos óbvios).

Voltando a Battle Royal, Gordon estava lá, debaixo da máscara de Chico El Luchador, e foi dessa forma que acabou vencendo, eliminando Bully Ray. Sobre o combate, foi uma rumble divertida, destaques para Colt Cabana, prata da casa, e uma jovem lutadora chamada Jordynne Grace, de apenas 22 aninhos, que chegou ao final 3, ou final 4 da match tendo eliminado Brian Cage, grande desempenho.

 

ALL IN

Que nome genérico, difícil conseguir informações no google, tem até boate de 3 estrelas de avaliação com esse nome, e aparece antes do show nas pesquisas. AH SIM, O SHOW, VAMOS LÁ…

Logo na abertura da transmissão tivemos o hino americano, tudo bonitinho como manda o repertório.

 

Matt Cross vs MJF

Matt Cross, 37, um veterano da luta-livre (como seus cabelos brancos entregam) que nunca chegou as Big Leagues, uma pena, um dos wrestlers mais underrateds da atualidade, na minha nada humilde opinião, mais conhecido pelo seu personagem Son of Havoc na Lucha Underground. MJF, 22, uma estrela em ascensão, a aposta de Cody Rhodes para o futuro do wrestling. MJF que garantiu vaga no card, junto com Madison Rayne, ao derrotarem Burnard the Business Bear e Flip Gordon (OLHA ELE AI DE NOVO). Uma carreira de 19 anos vs uma de 3 anos. Um embate de gerações de high-flyers indy americanos para abrir o show. Uma ótima escolha, a única luta que não havia sido anunciada para o show. Foi a luta mais curta da noite, menos de 10 minutos e mesmo assim foi incrível, abriu mostrando que o show está All In mesmo. Ah, já ia me esquecendo, Matt Cross venceu.

 

Entrevistinha rápida com o NWA Champion Nick Aldis, dizendo que o Cody é bom, mas ele é melhor, feijão com arroz oldschool.

 

Singles Match: Christopher Daniels vs Stephen Amell

Sim, isso mesmo, Stephen Amell, o Arqueiro Verde, Oliver Queen, ou o cara do Arrow se preferir, o mesmo que, ao lado de Neville, enfrentou Cody Rhodes Stardust e Wade Barrett no SummerSlam de 2015. A feud para essa luta veio do assassinato de Joey Ryan, que falarei mais pra frente, mas em resumo o Daniels armou pro Amell e ai deu treta. Novamente um embate entre um veterano e um recém chegado, mas né, Stephen não faz do wrestling seu ganha pão, então vamos com calma. ELE LUTOU MUITO… pra alguém que não é um wrestler, fez uma baita performance, com direito a spot na table e coast to coast (que segundo ele mesmo disse no microblog de até 280 caracteres, nunca havia treinado). Daniels acabou levando a melhor com um Best Moonsault Ever (é o nome do golpe, não foi o melhor não).

  Nota do dono da merda do quadro(NDMQ): é o melhor Moonsault sim e ponto final. Mentira, ontem o Moonsault foi feião

 

Four Corners Survival Match: Britt Baker vs Chelsea Green vs Madison Rayne vs Tessa Blanchard

É… eu não vi a luta, tava jantando, desculpa pessoal, VAI DAI LÉQUINHO

  NDMQ:   FALA TINO! A luta foi excelente, uma das minhas lutas favoritas da noite. Acho que a luta foi composta por um ritmo que valorizou as quatro wrestlers. O destaque, na minha visão, fica com a Tessa Blanchard. Ela entrou acompanhada de papai (Tully Blanchard) e, como já faz há algum tempo, honra o nome da família com folga. É uma lutadora excelente e foi a nossa vencedora da noite. Infelizmente o referee fez bosta e o final ficou cagado. Madison Rayne, Britt Baker e Chelsea Green também foram excelentes, com uma pequena nota para a Chelsea que tem uma personagem muito bem construída.

Voltei no finalzinho, e que péssima hora pra voltar, o referee cagou o final numa contagem que… bem, o Lequinho já explicou ai em cima.

 

Chico El Luchador (SERÁ?) e Fat Ass Masa são mostrados na primeira fila da crowd.

 

NWA World Heavyweight Championship match: Nick Aldis (c) vs Cody Rhodes

Tivemos um vídeo package bem WWE antes da luta.

Duas coisas eram esperadas dessa luta: que seria o Main Event, que o Cody ia ganhar. Uma delas aconteceu e, como vocês podem ver, não foi o Main Event. Essa luta foi anunciada em Maio como uma chance do Cody, caso ganhasse, se tornar, junto com seu pai Dusty Rhodes, a primeira dupla pai-filho a conquistar o NWA Heavyweight Title. Antes do evento, mais precisamente em 29 de julho, Cody teve a chance de conquistar o ROH World Title e transformar essa match num Winners Take All, o que não aconteceu, mesmo com Aldis tentando ajudar Rhodes.

Essa luta foi um show de wrestling americano oldschool a parte, como manda o title em jogo. Já começando pelas entrances, Cody tinha no seu corner Tommy Dreamer, DDP, Glacier e… seu cachorro, além de Brandi Rhodes. Nick Aldis veio acompanhado pelo former NWA World Heavyweight Champion Tim Storm, Shawn Daivari, Samuel Shaw e Double J Jeff Jarrett. E o referee era ninguém menos que o quase septuagenário Earl Hebner.

O começo da luta, se visto em qualidade baixa, passa facilmente por uma disputa dos anos 80 pelo NWA title, como diria Revival “No Flips, Just Fists”. Haters de flip shits devem ter adorado essa luta. Destaques para o DDP aplicando um Diamond Cutter no Daivari no meio da luta, Brandi tentando defender o Cody e tomando um Diving Elbow Drop e, claro, a comemoração do Rhodes ao continuar o legado do pai 39 anos após o mesmo ter conquistado o title.

 

Chicago Street Fight: Joey Janela vs Adam Page

Agora está na hora de falar do assassinato do Joey Ryan…

MAS AQUI É O JOEY JANELA, VOCÊ TA CONFUNDINDO

Não, não estou, vamos a história, um completo nonsense que nos faz amar o wrestling.

Já assistiram Being the Elite? Não? Assistam. É um show semanal no youtube que acompanha o dia-a-dia do Bullet Club, assim digamos, mais especificamente os Young Bucks. Durante esse show, em Abril, mostraram o Joey Ryan sendo assassinado com “telefonadas” na cara por um agressor misterioso. A polícia então prendeu Stephen Amell pelo assassinato. Lembram que eu disse que a feud do Amell com o Daniels era por que o Daniels havia armado pra cima do nosso “Arrow”? Pois é, foi exatamente isso, Christopher Daniels incriminou o Stephen Amell pelo assassinato e quando Amell saiu da cadeia, ele desafiou o “Fallen Angel” pra uma match. E o que isso tem a ver com a match de Joey Janela vs Adam Page? Após essa luta ter sido anunciada, Hangman Page twittou para Janela tomar cuidado, pois ele é um “Joey Killer”. Em outro episódio do Being The Elite, Page acaba tendo um pesadelo com suas botas de cowboy dizendo pra ele que ele irá matar outro Joey. Isso mesmo, Hangman Page matou Joey Ryan, e agora queria matar Joey Janela e, meus amigos, ele quase conseguiu, Joey Janela não tem amor pela vida… apenas assistam essa luta.

O storytelling da luta foi genial, diversas referencias, as botas de cowboy, o telefone…

A luta foi uma Chicago Street Fight, com diversos spots hardcore e os caralho, até a “Bad Girl” Penelope Ford se meteu no conflito. Entre os spots tivemos um Burning Hammer numa ladder do lado de fora do ring, um Powerbomb na rampa e o spot final que foi um Rite of Passage do Adam Page, de cima de uma ladder, direto numa table. Está morto Janela Baby. Sim, Adam Page venceu, maaaaas…

Após a luta as luzes se apagam e um vídeo mostrando Joey Ryan morto é exibido, só que seu pênis se levanta no melhor estilo ereção matinal. Então diversos druidas aparecem no stage, mas não são druidas assustadores como os do Undertaker, são… PENIS, vários druidas vestidos de pênis e então… JOEY RYAN RETORNA, ataca Adam Page, e seus pênis levam Page embora.

FIVE STARS, É PRA ISSO QUE EU ASSISTO WRESTLING.

NDMQ: “Seus pênis levam Page embora. ” Deixem essa frase decantar dentro de seus corações amigos, isso é melhor que autoajuda.

 

ROH World Championship match: Jay Lethal (c) vs Flip Gordon

Ai vem nosso underdog Flip Gordon, tentando escrever sua própria versão da história de Daniel Bryan, acompanhado de Brandi Rhodes por… não sei porque na verdade. E do outro lado temos o ROH World Champion Jay Lethal, que havia acabado de se tornar “BLACK MACHISMO, OH YEAH”, em um segment de backstage.

Mais uma luta cheia de referências, com o Megapowers Handshake, Lethal levantando a Brandi como se fosse a Elizabeth, enfim, algo lindo. Diversos elbow drops do “Machismo” com kick outs do Flip ala Warrior vs Savage na WrestleMania VII. Mas não deu pro Flip. Chegar ao card do All In foi sua maior conquista da noite, o título continua com Jay Lethal após um Lethal Injection.

Após a luta eles se cumprimentam, mas Bully Ray ataca os dois por ser um mau perdedor da Battle Royal no Zero Hour. Colt Cabana aparece para fazer o save, e os três aplicam um Triple Powerbomb no Bully Ray em uma table.

 

Singles match: Kenny Omega vs Penta El Zero M

Penta El Zero, Pentagon Jr, Pentagon Dark, Penta El 0M, não importa o nome, o que importa é que temos uma luta entre o melhor luchador mexicano da atualidade o melhor wrestler da atualidade. E a luta foi exatamente isso que ela prometeu, uma puta luta. Mesmo sendo óbvio que o vencedor seria Kenny Omega, a luta foi tão disputada que nos deixou em dúvida em alguns momentos. É aquela velha máxima do Pipe Bomb, “luta boa não se comenta, se assiste”. ASSISTAM.

Após a luta as luzes se apagam, dando a entender que foi um erro técnico. Quando as luzes voltam, Penta ataca Kenny Omega com… com um Codebreaker? Isso mesmo, não era mais um mexicano debaixo daquela máscara, e sim Deus, quero dizer, Chris Jericho. Que só deixa um aviso para Kenny Omega: “Nos vemos no meu cruzeiro. ”

  NDMQ: Cruzeiro no caso é o Chris Jericho’s Rock ‘N’ Wrestling Rager at Sea, evento organizado pelo vocalista da Fozzy entre os dias 27 e 31 de outubro. Não confundir com o time de futebol

Singles match: Marty Scurll vs Kazuchika Okada

Marty Scurll é um Jr. Heavyweight, Okada tem o maior reinado de um Heavyweight na NJPW. As chances não estavam nada favoráveis ao Scurll nessa luta e todos no Being the Elite faziam questão de lembra-lo disso. E foi isso que o levou a treinar com Nick Aldis para se tornar um heavyweight. Era uma luta que muitos duvidavam do potencial (NÉ LEQUINHO?), mas que foi surpreendente. Foi uma ótima luta, mas deu a lógica, Okada venceu. Entretanto não venceu de forma fácil, foi preciso três Rainmakers para realizar tal feito. Scurll deu seu melhor, até usou seu guarda-chuva para se proteger do “fazedor de chuva”, desculpa o trocadilho. Não tem muito o que comentar, não teve uma feud, todo o storytelling foi entregue durante o confronto, e foi feito de forma impecável.

Ah sim, tivemos um referee especial para essa match, direto da NJPW, Tiger Hattori.

  NDMQ: Duvidei mesmo, achei que ia ser uma merda foda. Não foi, eu estava errado.

 

Agora vamos para o Maaaaaaaain Eeeeeeevent of the evening.

Six-Man Tag Team match: Golden ELITE (Matt Jackson, Kota Ibushi & Nick Jackson) vs Rey Mysterio, Bandido & Rey Fenix

O tempo estava acabando. A entrance foi corrida. Rey Mysterio estava vestido de Wolverine. A luta foi corrida. Foi ótima. Meltzer Driver no Bandido. 1. 2. 3. Fim da transmissão. 3 segundos para meia-noite. Eles conseguiram.

Sim, eles conseguiram, entregaram o maior show independente de wrestling dentro dos Estados Unidos, o primeiro show a conseguir um público de mais de 10,000 pessoas desde 1993 em terras americanas, sem ser da WWE ou da WCW. Matt, Nick, Cody, vocês conseguiram.

Mesmo com um card cheio de lutas aleatórias, mesmo correndo contra o tempo, entregaram tudo que prometeram e mais, não tivemos uma luta ruim, uma luta mediana, nada, apenas wrestling de alto nível.

Parabéns e chupa Meltzer!

 


 

Antes de nos despedirmos gostaria de dizer que me surpreendeu a quantidade de ingressos vendidas e eu realmente achei algo muito importante para o wrestling em geral, mas a verdade é que eu não botava fé no evento. Mais real ainda? Eu achava que ia ser uma bela merda. Não foi, eu paguei a língua e estou feliz com isso. Não gosto muito do Cody Rhodes pois a pose de “messias do wrestling” me incomoda profundamente, mas o que ele conseguiu aqui tem que ser notado e aplaudido, foi um esforço hercúleo que merece todos os louros que vierem. O bom garoto está honrando o legado da família. De quebra ainda puxa uns amigos meus para escrever comigo.

É isso, obrigado Luan e a você que leu.

Até semana que vem.

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