Prévia dos X-Games 2018

Na próxima quinta feira tem se inicio mais uma edição do principal evento no calendário dos esportes radicais os X-Games. Esse ano na sua 24 edição (sem contar as edições de inverno e secundarias), e o evento mais uma vez aterrissa na cidade de Mineapolis sendo novamente realizado no US Bank Stadium mais conhecido como a casa do Minessota Vikings.  Como de costume estarão presentes alguns dos principais atletas de BMX, FMX e Skate se digladiando em busca da tão sonhada vaga no pódio. Pensando nisso esse post tem o intuito de fazer uma pequena analise previa das competições da modalidade de BMX.(infelizmente não tenho “know-how” suficiente para analisar as competições de skate que tenho um conhecimento bem básico e menos ainda de FMX que as únicas coisas que sei são os nomes de algumas manobras que são mesmo do BMX)

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Semanalfabeto 12# – Decepção

O Brasil perdeu a copa ontem e hoje eu estava vendo um documentário sobre Warren Ellis, então eu preciso falar sobre como o esporte as vezes gera decepção enquanto conta uma ótima história. Ou sobre nada disso, eu simplesmente não tenho ideia sobre o que escrever.

Bem-vindo a mais um Semanalfabeto. Infelizmente isso ainda é uma coluna sobre Wrestling.

Existe muita coisa dentro da luta livre que já me chateou profundamente; essa semana, hoje, esse mês, desde que eu nasci. Eu me lembro de ter três anos e ver o Pitbull de Mauá mordendo a cabeça do Michel Serdan. Não sei se já aconteceu, mas na minha cabeça a cena existe e envolve uma mulher chorando ao lado do ringue.

Não que nada disso tenha sido particularmente decepcionante, foi só o que veio a cabeça.

Whooooo’s your daddy

Eu realmente queria que o Bret Hart tivesse voltado mais cedo para a WWE, que não tivesse sido chutado na cabeça por um lutador totalmente descuidado, queria que ele não tivesse sofrido com o câncer e fico muito feliz dele ter saído dessa. Entretanto a questão aqui não são as doenças do Bret. É engraçado como –- não, na verdade não.

É curioso, porque eu seria um completo idiota em achar algumas coisas engraçadas (e você preste atenção no que acha engraçado, pois você pode ser um imbecil e não estar ciente disso), como algumas das maiores tragédias da vida nos privam de coisas totalmente simples e momentos que não fazem a mínima diferença no grande esquema das coisas, pelo menos não quando comparados ao impacto de uma pessoa viva. E geralmente é a morte que nos tira os grandes momentos, as grandes lutas que nunca vimos, as grandes feuds.

A vida em si tira quando não esperamos. Tyson Kidd podia muito bem ainda ter condições de lutar, mas não tem. Hogan vs Flair não aconteceu quando tinha de acontecer. Foi na WCW, com dois lutadores já fora longe de seu auge, sem o clima necessário, sem o poder que poderia existir dentro de uma feud com dois nomes desse peso.

A gente é um tanto egoísta não? Pensar em coisas assim quando tantas outras variantes poderiam ter sido diferentes e que seriam muito mais benéficas para a raça humana. Mas é assim que nós somos, meus amigos. As botas, as cordas, as luzes, é tudo tão fantástico que mesmo as barreiras da possibilidade acabam se tornando pequenas para nossa mente que pensam “e se?”

E ele nunca vem, a possibilidade NUNCA vem, porque o que era viável acontecer, aconteceu. Eu começo a escrever sobre doenças e morte e acabo pensando que não falei o suficiente sobre isso, mas não é sobre isso que eu quero falar. Desculpa.

Triple H ganhou uma porrada de lutas que não precisava ganhar e a gente sempre vai falar isso e nunca falar do quanto de lutas ele perdeu, porque no final não importa, uma coisa não anula a outra.

Sabe quando você está lendo alguma coisa e pensa “esse cara está totalmente perdido”. Alex está totalmente perdido. Não é por conta da copa, que foi realmente a força motriz para essa edição (que basicamente é o que vem à cabeça), entretanto é o que aparece depois de perder um jogo ou não conseguir defender sua tese de mestrado, falhar num lance, não lerem o que você escreve, qualquer coisa do tipo.

Investimento emocional é algo que gera uma séria dose de melancolia e de abstinência. Eu tenho melancolia toda vez que eu ligo no FOX Sports 2 e assisto o Raw e só consigo gostar de 20 minutos das 3 horas de programa e fico pensando se o verdadeiro problema não está do lado que cá da TV e não de lá.

Aonde está o erro meu amigo? Aonde está a formula?

E mesmo assim tanta coisa que parecia improvável, essas acabaram acontecendo. Tantos momentos fantásticos aparecem nesse mundo da luta livre todo dia, então deixe de ser um ingrato desgraçado.

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 11 # – Das 00h às 06h

Talvez você não saiba, mas luta livre às vezes pode ser muito bom para curar insônia (ou, pelo menos, para lidar com ela)

 

Eu sempre tive um sono muito inconstante, fato que me rendeu muitos amigos, devido ao tempo livre em que eu estava conversando quando poderia estar dormindo, mas também muita dor de cabeça, tendo em vista o cansaço no dia seguinte, ou ainda a sensação terrível de desconexão que a falta de sono proporciona.

Para que conste nos autos, escrevo isso às 4h02 AM como prova do meu comprometimento jornalístico para com a verdade.

 

Bem-vindos ao Semanalfabeto.

 

Durante minha adolescência inteira (que, acredite você ou não, já passou, apesar da idade mental) tive de arranjar uma maneira de conviver com insônia. A fórmula encontrada foi ter algo para dividir a atenção entre o esforço e a obrigação de fechar os olhos e o fato de que eu não conseguia me desligar, pois assim eu, uma hora ou outra, acabava cedendo ao sono, ou ele cedia a mim, fosse por sobrecarga ou distração. Logo quando eu não estava escrevendo, lendo ou conversando com alguém era bem provável que eu estivesse assistindo alguma coisa. Tire os filmes e as séries e você já sabe onde eu quero chegar: W R E S T L I N G !

 

Seria falsidade dizer que a maior parte do que eu consumi sobre Luta-Livre foi de madrugada, contudo é inegável que esse tempo sozinho, sem interferência externa, ou até mesmo com interferência externa, nos casos em que eu via algum show com o outro intrépido deste site, (que eu não irei nomear, mas que também tem uma coluna semanal) me ajudaram a continuar acompanhando esse entretenimento em épocas que o dia, com suas leves obrigações  e seu barulho, parecia não colaborar comigo. Isso se aplica principalmente a shows com duas horas ou mais de duração real, pois eu precisava ficar sem nada para fazer e enfim me dedicar a eles.

 

Não quero passar a impressão que Wrestling é algo secundário na minha vida e, se ainda assim você ficar com tal impressão, eu concordo com você. Porque isso prova em algum tanto que é sim uma mídia que  eu deixava para consumir quando tudo ao meu dispor já estava esgotado e que, mesmo com a disponibilidade que um adolescente que não trabalha possui, não era a primeira na minha lista. Agora, todo mundo que vive no Séc XXI (ou adiante, meu caro membro da Legião dos Super-Heróis) sabe que a quantidade de coisas para consumir quando se tem acesso a internet é inesgotável por pura coerência matemática, doravante, não é tão segundo plano assim.

 

E não se engane, foram anos efervescentes. Se hoje é possível olhar para trás e enxergar as falhas, as coisas toscas e bregas que pareciam um máximo e a mediocridade de lutadores os quais idolatramos, viver naquele momento era viver ansioso, principalmente depois, e isso vem de alguém que acompanhava majoritariamente WWE, começou a storyline envolvendo CM Punk John Cena e que depois envolveria Triple H, Kevin Nash, Awsome Truth e todo o seu longuíssimo ano de duração (para no fim não dar em nada)

 

Talvez não fosse uma época boa, mas era uma época simples e meu sono estava tão ruim quanto está agora, mas sem o mesmo tempo livre.

 

SHOWS QUE EU VI DE MADRUGADA!

 

Os dois GCW Joey Janela’s Spring Break acompanhado do famigerado Vinicius. Wrestlemania Weekend é uma ótima época para assistir Wrestling de madrugada.

 

Os eventos da NJPW também são ótimas opções para assistir ao vivo e o horário se encaixa perfeitamente com a proposta deste texto devido a mágica da Geografia.

 

Se não me engano a primeira luta que eu assisti da PWG foi de madrugada, alguma match do Super Dragon que o JB, um conhecido da época, era um tanto obcecado por e, doravante, recomendava dia sim e dia também.

 

Aquela promo do Punk que começou toda a celeuma até o Money in The Bank? Madrugada. Eu estava dormindo na minha vó, a mente já nas férias que se aproximavam. Acabei dormindo muito cedo, acordei mais cedo ainda, o que me fez ter vontade de tacar uma pedra na testa da realidade. Ao invés disso abri o Dailymotion e assisti o Raw daquela segunda para terça. 2011, se não me engano, já era um período de tempo no qual ficou um pouco mais difícil encontrar os shows inteiros para assistir no youtube, divididos em mais partes que a bíblia.

 

Bom, é isso, eu tinha um tema totalmente diferente para discutir hoje, mas como semana passada foi um texto extremamente longo e pseudo embasado essa semana eu resolvi só falar de algo mais leve. E também porque eu não consigo dormir e provavelmente continuarei assim até terminar este dito cujo.

 

Portanto meu querido, TERMINEI!

 

Até semana que vem.

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mc livinho

PIPE OFF: PNO 57# – Mark Ronson, Mc Livinho & HAIM

Esta no ar a quinquagésima sétima edição do PNO! E nessa edição, vamos ouvir um pouco de tudo do R&B ao Chaotic Hardcore. Então de o play e curta mais de 1 hora de musicas comandadas pelo Joker e o Lequinho.

 Playlist do Episódio

El Efecto – Carlos e Tereza
Primus – The Seven
ÀTTØØXXÁ – É SIM, DE VERDADE!
MC Livinho, Maejor e Gerex – Rebeca
HAIM – I’ll Try Anything Once(The Strokes cover)
Scale The Summit – Atlas Novus
Doomeye – Everyone’s dignity
Cove – Solis
Chromeo feat. French Montana & Stefflon Don – Don’t Sleep
Silk City(Diplo & Mark Ronson) feat. Daniel Merriweather – Only Can Get Better

LINKS COMENTADOS NO CAST
RPS 37# – Ariana Grande, Demi Lovato & Paul McCartney(25/06/2018)
Semanalfabeto 10# – Okada vs Omega: Uma história em quatro atos (ou mais)
Silk City Mixtape
Bitch Planet(HQ)
PMM
KV Music Beats
GO – Nigel Sylvester
Dan Mace

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Semanalfabeto 10# – Okada vs Omega: Uma história em quatro atos (ou mais)

Ou a edição em que vou falar para caralho.

Bem-vindos a mais um Semanalfabeto.

Começou no main event do Wrestle Kingdom 11, dez horas da manhã horário de Brasília, fim de mais uma temporada na NJPW. Tal temporada marcou a ascensão de Kenny Omega como líder do Bullet Club, com um reinado como IWGP Intercontinental Title e sua vitória no G1 Climax; ali no meio também houve a coroação de Kazuchika Okada como campeão pesos pesados pela quarta vez, capitaneando cada vitória com seu infalível Rainmaker. Tudo isso nos leva ao evento principal da empresa, um Main Event de WK em que ambos foram até o limite por 46 minutos, levantando, entre kickouts e mesas quebradas, vozes através do mundo, transformando a terra, por alguns instantes, em um gigante Tokyo Dome.

Era a New Japan pisando forte no chão, levantando poeira, duas pistolas na mão e um olhar ameaçador direcionado a seus oponentes no faroeste das empresas PW. Foi o primeiro ato que, em si só, já contava uma história inteira, um tipo de luta em que ninguém sai perdendo. A partir disso todo mundo passou a olhar mais atentamente para os dois, aguardando o que viria em seguida. Era lógica uma revanche, afinal, apesar dos mais de quarenta minutos, o gosto que ficou era o de necessidade. Aquela história tinha que continuar, seria injusto que não a continuassem. Depois do primeiro fim o que viria em seguida seria passo mais forte ainda, com muito mais poeira. (mais…)

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PIPE OFF: PipeBomb 40# -Copa do Mundo! (e o que esperamos de 2018)

Primeiro podcast OFF oficial desta desgraça! Em uma empolgação inenarrável Léquinho (aaa), Joker (aaaa), Luan (aaaaa) e Captain (…) se juntam em uma megazord de desinformação para falar o que esperam da Copa do Mundo 2018 e quais suas lembranças mais queridas com relação a esse campeonato mundial.  Também é possível que vocês ouçam uma porrada de coisas que não estão nada relacionadas a seleção, mas sim a um outro time ai e também conheça os jogadores que tem o maior potencial para a violência.

Não se esqueça de nos seguir nas redes sociais (Twitter e Facebook) e, se possível, deixe seu comentário falando da Copa, do podcast ou sobre o que você quiser, meu querido e minha querida!


Até a Próxima Edição! Deixe seu comentário, seja criticando, dando dicas, e fazendo sua pergunta para nós respondermos na próxima edição!

 

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Da Boca para Fora 2# – Não há tira (BLAM!) sem contexto

Como as tiras de quadrinhos se relacionam com a situação política e social do Brasil

 

Arte não acontece no vácuo. O ato de sentar em uma cadeira frente à prancheta ou ao computador de Photoshop aberto não ocorre isolado do mundo; desse ambiente surgem, há mais de um século, as tiras em quadrinhos. No Brasil, desde Sisson, que retratatou os costumes amorosos do Rio de Janeiro de 1855, no primeiro quadrinho brasileiro, até Thaïs Gualberto com sua Olga, a Sexóloga, em que transmite a vida de uma mulher em 2018, as tiras sempre foram um fruto de sua época, da política do país e de sua situação social.

Será? (mais…)

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Semanalfabeto 9# – Baixa auto-estima

Nós meio que temos esse problema, não temos?

 

Bem-vindos a mais um semanalfabeto.

 

Não tenho como afirmar quando isso começou ou qual a semente da ideia em minha cabeça que, espero sinceramente, vai florescer neste texto que você está lendo agora, mas é certo que convivo com isso a muito tempo. O foco aqui é, como de costume, luta-livre, mas em outros meios de estudo e expressão com os quais tenho ou tive contato (como filosofia, jornalismo e quadrinhos) existe sempre uma necessidade constante de reafirmação quanto a sua auto-importância perante a sociedade. Seria bom, se algumas horas não fosse muito ruim.

 

Ao contrário dos itens citados entre parênteses, o meio do wrestling, e isso é somente uma suposição minha, acaba precisando desse “gás” por não ser,muitas vezes, principalmente aqui no brasil, considerado como uma atividade válida, seja em termos de  esporte, linguagem ou até mesmo hobby. Entretanto, seria necessário uma rememoração do próprio consumidor e produtor do porquê aquilo é importante para ele? Ou seria mais uma busca de aprovação?

 

Muitas questões… muitas questões.

 

Não são raros os casos em que se vê discussões na internet sobre o Wrestling ser ou não real, algo tão incabível quanto debater sobre a realidade do cinema, do teatro, da prosa ficcional; simplesmente não precisa ser debatido, porque a resposta não é importante, é o que é. Por outro lado precisa ser discutido pois sem essa abstração fica dificil alguém respeitar ou levar a sério o que você faz, algo que, mesmo você ligando ou não, ajuda muito a impulsionar seu sonho, por mais que seu amor pela causa faça boa parte do trabalho.

 

Não tenho certezas hoje, possível leitor, então me responda você, seja lá o que eu tenha perguntado.

 

Temos um problema sério de auto-estima, precisamos sempre dizer como a luta-livre é maravilhosa, é mágica, um momento dentro dos séculos, um movimento importantíssimo de caráter social em alguns lugares, em outros de caráter cultural ou puramente entretenimento. Nossa grande qualidade. Nosso grande defeito. Falar cada vez mais ou falar cada vez menos, mais baixo, com mais assertividade. Se soubéssemos como, não haveriam as colunas semanais.

 

Mas é uma arte realmente linda, merece um ego massageado com frequência, mas sem que nos percamos em nossa própria ideia de superioridade, ao passo que não ficamos enterrados em uma espera eterna por reconhecimento. Wrestling é foda, a gente sabe que é isso, todo mundo que acompanha. Não precisamos de um narrador de UFC, dum jornal Extra, dum portal da UOL cobrindo todo dia falando as conquistas da expressão nacional.

 

Vira-se a moeda. Precisamos sim, precisamos muito! Para que projetos vejam mais e mais luz, para que o poder público incentive como esporte ou arte, para que o meio acadêmico discuta, que vire pauta, surja no horizonte como algo financeiramente viável (não sei se é, se for me avise).

Não temos hoje alvos 100, somente bordas e bordas apagadas em um grande alvo no qual qualquer coisa que se atinja é uma opção certa, por mais cretina que seja sua construção.

 

Já vou avisando que semana que vem vamos falar de Okada vs Omega IV, portanto vem aí mais punhetação e reconhecimento da mídia.

 

Por hoje eu só pergunto, enquanto você perde seu tempo comigo. Obrigado por perder seu tempo comigo, faço isso a 20 anos.

 

Até semana que vem.

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