Precisamos falar sobre finisher

 

Texto feito pelo colaborador João Vitor Silveira, conhecido como JVSexy ou @Johnpurplebongo. Aproveite

PS: As opiniões aqui expressas não necessariamente representam as opiniões do site como um todo. Principalmente porque eu adoro o Neutralizer, JVS seu cuzão.


Não existe nada melhor numa luta do que um build-up perfeito para um finisher. O build-up, seria o desenvolvimento que se faz no decorrer de um confronto até que se chegue no seu momento final, em condições normais, a partir da utilização do movimento finalizador, o finisher, de um dos lutadores envolvidos.

Os momentos finais de um embate podem até mesmo salvá-lo, caso tenha sido pouco movimentada e atraído pouca atenção dos fãs, seja na arena ou em casa. Uma troca incessante de golpes, contra-ataques, chaves, que acaba num momento que beira a magia, onde um wrestler consegue conectar o seu movimento final.

 

1… 2… 3!

 

Mas, para contribuir com esse momento mágico, existem alguns pontos – na minha humilde opinião -que um finisher move precisa ter para dar vida para esse instante.

Quando pensamos nesse tipo de desenvolvimento para o final de uma luta, é inevitável que pensemos na credibilidade do finisher em questão. Ninguém se questiona quando Randy Orton acerta um RKO inesperado ou tampouco quando Aleister Black conecta o Black Mass, com o som que parece ter rachado o crânio do oponente. Ou por exemplo quando Roman Reigns acerta seu Spear (OK, as pessoas questionam, mas isso é assunto para outra oportunidade). São momentos em que é completamente aceitável imaginar que o confronto tenha chegado ao fim.

 

Contudo não citei esses três finishers apenas pela credibilidade que o movimento passa, existem dois outros fatores neles que, para mim, são essenciais para que esse momento possa acontecer da forma mais crível e especial possível.

O primeiro desses fatores é a imprevisibilidade . O RKO de Randy Orton não tem praticamente fixado como sobrenome “outta nowhere”, o famoso “do nada”, à toa. É de fato um golpe que pode ser aplicado de maneiras extremamente variadas, em momentos diferentes dentro da luta. O fato do RKO ser um golpe que, apesar de poder ser feito com um desenvolvimento próprio dentro do embate, não necessariamente precise desse preparo dá para o confronto uma sensação de se estar sempre preso à ponta da cadeira.

Um RKO sempre pode acontecer. Irei falar sobre ele daqui a pouco.

Mais um exemplo inverso sobre essa questão é o Phenomenal Forearm do AJ Styles. É extremamente complicado encaixar esse golpe numa luta de forma que seja de fato uma surpresa para o público que ele vá acontecer.

 

O segundo fator que tenho em minha cabeça, é a facilidade para que o oponente que vai receber o golpe tem para vender o impacto e as consequências do golpe. O Black Mass, de Aleister Black, é extremamente fácil de “sellar”. O trabalho do oponente que vai receber o golpe em fazê-lo parecer devastador – e mesmo tendo algumas possibilidades diferentes para tal – é sempre muito simples. É fácil acreditar que o oponente de Black foi de fato nocauteado pelo seu golpe, e está batido para a contagem.

Entretanto, nem sempre será possível ter adversários como Kofi Kingston, Dolph Ziggler, Ricochet ou Sami Zayn que tem uma grande habilidade para vender os golpes e que podem transformar qualquer movimento meia tigela no move mais destrutor e poderoso do mundo. Contra esses lutadores, até um Monkey Flip pode funcionar como um finisher crível, mas eles são exceção à regra.

 

Mas você deve estar se perguntando “por que estou falando sobre isso?”.

 

No RAW da última segunda feira, 23 de Março de 2020, na luta que envolveu os agora nº1 contenders para o RAW Tag Team Titles, Andrade e Angel Garza, contra Ricochet e Cedric Alexander, tivemos um momento que poderia se tornar uma revolução para o momentum já em ascensão de Andrade. Apesar do leve vacilo do juiz – até porque creio que o combate precisou ser finalizada por que Cedric provavelmente teve uma concussão e não teve condições de fazer o escapar da contagem no momento que precisava – a finalização do embate foi maravilhosa, mesmo sem talvez ter sido programada para ser.

O momento em que Andrade conectou seu Spinning Back Elbow em Cedric, pareceu daqueles momentos mágicos em que você se surpreende completamente com um golpe que aparenta sair do nada e encerra uma luta de forma impactante e palpável.

 

E, no final das contas, é sobre isso que quero falar. Lutadores que possuem finishers moves que não lhe auxiliam nesse sentido, nessas possibilidades de se fazer um final mágico e imprevisível, e contam com alternativas muito mais eficientes dentro do próprio arsenal de movimentos que utiliza. Andrade é um exemplo claro disso.

Apesar de seu Hammerlock DDT ser impactante, o Spinning Back Elbow tem todas as características apontadas anteriormente para ser um finisher excelente.

Ele é crível: como diabos alguém não seria nocauteado ao ser atingido por uma cotovelada em alta velocidade enquanto está com sua guarda baixa?

Ele é imprevisível: pode ser conectado em diversos momentos de uma luta, em diversas configurações, incluindo em oponentes que estejam fazendo um movimento à partir da corda ou saltando do corner; E ele é fácil de vender: É muito mais fácil e propício para o wrestler que está recebendo fazer aquele movimento parecer algo explosivo e mortal do que ao vender um ataque que, apesar da modificação, é um golpe relativamente comum e presente no arsenal de incontáveis lutadores

 

Cesaro também poderia se beneficiar bastante de uma troca de finishers, e isso é algo que passa pela minha cabeça desde que conheci o Swiss Cyborg. Ele é um lutador incrível que acredito ainda não ter chegado perto de atingir o seu potencial dentro da WWE. De um atleticismo incrível e força ainda mais impressionante, é o homem que talvez seja, peso por peso, o wrestler mais forte de todo o vestiário.

Considerando tudo isso, seu finisher passa longe de ser credível. Eu odeio o The Neutralizer com todas as minhas forças.

Apesar de ter proporcionado momentos incríveis, como quando ele conseguiu erguer Mark Henry, The Great Khali e Big Show, é um movimento extremamente simples, no qual Cesaro leva o rosto de seu oponente de encontro ao chão de pouca distância. É difícil de gerar um choque que faça o público acreditar.

O Cesaro Swing também proporcionou momentos incríveis, mas é apenas mais um golpe dentro do rol que utiliza, assim como o Neutralizer deveria ser. Cesaro poderia passar a utilizar o Very European Uppercut como seu finisher. Dado o fato de que todos sabem a força de Cesaro, seria extremamente crível que ele nocauteasse seu oponente com um movimento que aparenta ser mais violento. O próprio momentum do golpe ajuda os wrestlers  a vender e ele tem uma grande capacidade de ser imprevisível, ajudando na construção dos combates de Cesaro.

 

 

Cesaro Finisher

Na imagem à esquerda, Cesaro prestes a aplicar o seu atual finisher, o Neutralizer. Na imagem à direita, Cesaro se preparando para acertar seu oponente com o Very European Uppercut.

 

No que talvez seja a primeira das minhas opiniões polêmicas aqui, vamos para o grande acólito do Monday Night Messiah: Buddy Murphy poderia se beneficiar de uma adição de Finisher.

No caso de Cesaro, eu não vejo nenhum sentido em continuar com o Neutralizer como um finisher viável para qualquer luta, mas – assim como é o caso de Andrade para mim – Murphy poderia tranquilamente manter o Murphy’s Law como finalizador. É um movimento plástico, que gera um bom momentum.

Entretanto, para a personalidade e o estilo do australiano dentro do ringue, talvez falte um pouco de agressividade na finalização de seus embates. Considerando o vasto arsenal de golpes físicos que Murphy utiliza durante seus combates, ele poderia tranquilamente perder um deles para tê-lo como um novo movimento final. O Bycicle Knee Strike do australiano é uma das coisas mais bonitas e poderosas de qualquer luta e tem toda a cara e potencial de ser um grande finisher.

 

Becky Lynch precisa de um finisher novo.

 

Não entrarei no detalhe de considerar que a divisão feminina da WWE está inflada de wrestlers que utilizam submissões como finishers, o que faz parecer que toda luta é uma submission match. Então apresentarei alternativas dentro do rol de submissões para que a identidade de Lynch não seja perdida. A grande verdade é que o Dis-Arm-Her da The Man já começa errado pelo nome de mal gosto e, para além disso, é um movimento pouco crível.

O finisher oferece poucas possibilidades de transições diferentes, muitas vezes sendo feito simplesmente pela campeã agarrando o braço da oponente e fazendo-a se deitar no chão antes de aplicar sua chave.

Se fosse para continuar com chaves de braço seria muito mais interessante se Lynch utilizasse a Fujiwara Armbar, que já faz parte de seus combates como movimento de transição. O fato da Fujiwara Armbar utilizar toda a extensão do corpo ao aplicar pressão no golpe ajuda na credibilidade do movimento.  Mas o que me deixaria verdadeiramente feliz seria se Becky voltasse a utilizar o Four-Leg Clover como finisher. É uma submissão que oferece uma transição muito mais plástica durante a luta, além de oferecer possibilidades interessantes para chegar nele através de contra ataques. Quão lindo seria se Becky contra golpeasse o Figure Eight de Charlotte com o Four-Leg Clover?

 

 

Na imagem a esquerda, Becky Lynch aplicando o Dis-Arm-Her, seu atual finisher. À direita, um exemplo da versão da Fujiwara Armbar que Becky Lynch utiliza, sendo aplicada por Deonna Purrazzo.

 

E por fim, mas não menos importante. PRECISAMOS FALAR SOBRE O STYLES CLASH. Apesar de AJ Styles utilizá-lo pouco desde sua chegada à WWE, eu não consigo deixar de achar extremamente questionável que esse seja um dos moves mais proeminentes do wrestling. As pessoas quase arrancaram suas roupas íntimas pela cabeça quando Styles o utilizou pela primeira vez na WWE, e mal faz sentido. Se eu odeio o Neutralizer do Cesaro, eu odeio mais ainda o Styles Clash. É um facebuster estranho, que a cabeça do oponente sai de 20 cm de altura do chão, por que AJ é baixo. O Wheelbarrow Facebuster do AJ Styles é muito mais aceitável como algo potente que o Styles Clash. Num mundo ideal, o Styles Clash não existe mais, o Phenomenal Forearm é pouco utilizado e o principal finisher do AJ Styles é o Calf Crusher.

No extremo oposto da divisão feminina, poucos wrestlers da divisão masculina tem uma submissão como finisher principal, o que faria bem para AJ, além de ser um move que permite uma série de transições diferentes, contragolpes, surpresas e é mais crível que o Styles fucking Clash.

Na imagem a esquerda, AJ Styles aplica seu finisher, o Styles Clash. À direita, Styles utilizando seu outro finisher, o Calf Crusher.

 

O finisher de um lutador costuma ser o instante decisivo em um combate, e é extremamente importante que ele seja impactante e apropriado. Não dá pra ter medo de fazer alterações, se elas forem benéficas. Será que Randy Orton estaria no mesmo lugar que ocupa hoje, caso seu finisher ainda fosse o antigo O-Zone?

 

 

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AEW e seu cemitério de ideias

Esse texto serve de base para outro maior e mais específico que sera postado no WrestleBr sabe Deus lá quando. 

 

Então né, caro leitor. AEW. Assistiu?

É interessante ver como um produto que, nos idos de 2019 prometia ser a revolução do Wrestling em termo de frescor, estilo, storylines e ideias já se tornou o que todo mundo mais ou menos esperava: um cemitério de boas ideias. 

Era possível ver a mordida vindo daquela boca gigante formada por quatro dentes – Young Bucks, Cody Rhodes e Kenny Omega -, mas esperar que ela fosse ser tão torta assim era sacanagem. E eu não acho o produto ruim, de maneira alguma. Mas também, na mesma medida, não é bom. Acho impossível assistir um Dynamite inteiro e pensar “nossa, que show inteiramente maneiro”

 

 

  • Ain, mas o da WWE também não!

 

É, filha da puta, também não. Sabe quando isso foi parâmetro? NUNCA. Eu sou um imbecil e não é por isso que você se torna menos imbecil. É assim que a vida toca, infelizmente e, tendo isso como base, a AEW se tornou um palco para que coisas que funcionavam fora dela passassem a ter muita água em sua mistura. Logo temos versões diluídas de coisas que até eram maneiras em pequenas doses de shows mensais independentes. 

Isso acontece quando se tenta fazer um show desses moldes dentro de uma estrutura televisiva semanal e com Storylines do tipo “cintada no Cody Rhodes”. 

Pessoalmente a comparação mais clara que vem à mente é o curta Kung Fury. O curta – dirigido e estrelado por David Sandberg – tenta tanto, mas TANTO, ser um filme trash dos anos 80, com todas as suas coisas exageradas e vergonhosas e absurdas e estilizadas, que pesa a mão, o que o faz ser uma versão ruim de todas essas coisas. 

Logo temos lutas aleatórias como em todo show, histórias sem razão de ser – como a bebedeira do Adam Page, que era um personagem bem legal antes de perder o título para um senhor -, Stables cansativas e, bom, um plantel de tag teams fantástico que, por alguma razão, não é aproveitado a ponto de ganhar um título. PORQUE NÉ? VAMOS FAZER UMA TAG TEAM NOVA SEM QUÍMICA E ALEATÓRIA. Até o Mox, que era, em sua própria visão, caricaturado e exagerado na WWE, virou uma versão ultimate do Dean Ambrose, agora usando tapa olho.

Nisso tudo eu só fico feliz da Nyla Rose ter virado campeã.

Porque sim, a AEW pode ser legal, mas ela se esforça tanto para ser legal que, ao fim de tudo, vira só um amontoado de conceitos interessantes, deitados todos em uma UTI sem salvação, esperando pelo toque de Cody Rhodes para transformar tudo em cinza. 

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erro ao baixar e taca controle no pc

Driving Me Crazy

Você provavelmente já deve ter se perguntado em algum dia dessa sua vida confusa, meu querido leitor, a seguinte questão: “Para que caralhos eu tenho que baixar tanta merda que eu nem assisto?”

 

Se tratando de luta livre então? Eu, pessoalmente, sempre preciso retificar essa pergunta e passaria ela em cartório, gastando 45 estupiduzinhos – para representar bem o presida – só para ter firma reconhecida, de tanto que me sinto representado por essa frase. Que meu HD seja abençoado, e o seu também, bravos guerreiros que seguram terabytes de inutilidades atléticas contendo homens de sunga. 

 

Porque, sejamos francos meu querido, você nunca vai ver esse show de uma empresa japonesa de Shoot Fight que você baixou às 03h45” no cu da madrugada só porque o Joker tava falando sobre isso e parecia minimamente legal. E é assim que a gente descobre o que no PW acaba agradando.

baixar shootfight

É provável que exista um setor na nossa mente que ajuda a separar o realmente atraente para agora e o que só será útil e proveitoso daqui dezesseis anos e quatro meses. Enquanto isso tome-lhe espaço no HD e Ratio Master no XWT.

 

Linguagem complicada né? Talvez alguém com menos proficiência na pirataria preguiçosa da luta livre não entenda, mas isso já são terreno comum. Vale salientar que, de forma alguma, eu estou aqui fazendo um manifesto em defesa da pirataria e da “democratização” do conteúdo – ou talvez esteja, pau no seu cu – mas só queria falar do que funcionou para mim; do que ainda funciona, diga-se de passagem.

 

Logicamente que, se você tem bom senso, você ajuda a Beyond ou a Progress comprando o PPV lá na lojinha deles por alguns agent oranges que, convertidos para o real, dão a bagatela de 180 mil reais e um rim.

 

Agora, se você é um fudido que nem eu, você baixa.

 

E hoje ainda vivemos em tempos organizados. Eu sinceramente quero viver é no puteiro. Quero grupo de Whats app fazendo pack aleatório chamado PACOTÃO DA LUTA LIVRE com tudo de esquisito sobre PW que eles puderem encontrar e metendo em um google drive só para eu encher meu HD de gibis sobre o Kevin Nash.

 

Sim, eu tenho alguns gibis do Kevin Nash baixados aqui.

 

Há um ano atrás eu fiz uma edição do falecido Semanalfabeto, este que renasceu em forma de Newsletter, em que eu abria o HD desse computador e via tudo que eu tinha baixado através do Vuze e tinha ficado esquecido aqui dentro. É divertido ver as coisas que você protela. É mais divertido ainda ver que alguns conteúdos sobre luta livre que você achava a última batata recheada de santos hoje em dia não te despertam um mícron de interesse

 

 

Enfim, tinha que liberar a putada, tem que começar a fazer pack com bosta, tem que compartilhar vídeo de segment obscuro no privado.

 

TEM QUE TER GIF DO FLAIR PRA CARALHO!

baixar gif do flair falando theman

Bom dia

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arte - Criminal 1# Ed Brubaker, Sean Phillips

Pegue o pombo

 

Talvez seja difícil demais capturar o Wrestling em sua totalidade. Seja em filmes, jogos e desenhos, qualquer forma de arte que fale de PW talvez nunca chegue a realidade do que ele é de fato.

 

Como falar da realidade nunca vai alcançar o verdadeiro real. E quem sabe o objetivo não seja esse e sim entender o que está além do real?

 

Luta-Livre, como nos acostumamos a falar, é algo que ultrapassa o âmbito do ring e das plateias. Logo, é impossível que uma obra consiga abraçar com igual clareza e profundidade todos os aspectos que esse esporte representa.

 

Se acertar nos lutadores, talvez peque em retratar os fãs. Caso os dois estejam perfeitos, os eventos podem ser mal desenvolvidos. Isso se desenrola através de todo o entretenimento, mesmo aquele que não fala sobre luta livre.

 

Em um ensaio de Raymond Chandler, romancista americano famoso por seus thrillers de detetive, ele afirma que nenhum escritor possui igual exatidão e proficiência em todas as áreas do conhecimento. Alguém que sabe tudo sobre tecidos egípcios pode não ser o melhor escritor de diálogos da história.

Arte André de Giant Life and Legend

O mesmo se aplica aqui e é por isso que, muitas vezes, a gente pode pensar que não existem tantos produtos bons sobre Wrestling no mercado. Sinceramente, isso é algo com o que eu tenho tendência em concordar.

 

Mas quando olhamos para alguns produtos como Criminal 1#, do Brubaker e do Phillips, que em um retrato tão rápido consegue capturar um PW que está ali em contexto e forma, de maneira tão coadjuvante e tão espetacular…

 

Ou quando assistimo “The Wrestler” e vemos aquela força pulsante de alguém que deu tudo de si e não está satisfeito…

 

É nessas horas que a corrida pelo pombo parece ganha mesmo antes de começar.

Entretanto, muito chão precisa ser percorrido. É necessário correr atrás de mais representações que não seja o Wrestler branco e velho. Filme da Paige tá ai… E eu ainda nem pensei em assistir.

Bom, talvez o próximo passo deva ser nosso. Um passo rumo a criação de conteúdo sobre Wrestling, mas não como comentário e sim como arte, como desenho, como prosa.

Estamos todos na linha de largada amigos…

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Pro Wrestling tem aura

Walter Benjamin, meus amigos.

Neste momento, se você tem algum conhecimento sobre o assunto o pensamento “Mas olha só que canhota do caralho esse Lequinho” pode ter passado por sua mente. Ou então foi “nossa, mas que Wrestler é esse?”.

 

Esse teórico – Sim, nós vamos por aí – é parte da escola de Frankfurt e fala sobre como as atividades artísticas tem aura, um conceito que foge do espiritual.

 

Aura é a ideia de que atividades artesanais e artísticas ÚNICAS possuem um valor imensurável que não pode ser reproduzido.

 

E PW, ao vivo, tem aura que só o diabo. Se você já viu algum show de luta livre acontecer na sua frente, a mágica que tomou conta de você saúda a mágica que entrou em mim.

 

Briga de vizinhos não conta.

 

Infelizmente, essa teoria não contempla apresentações gravadas e rechaça o conceito de reprodução industrial, afirmando que, quanto mais alcance, menos aura algo teria, pois é uma versão diluída da original.

 

Bom, a gente sabe que se Pro Wrestling não tivesse divulgação e reprodução industrial, seja oficial ou piratex, nós todos seríamos um grande fã clube de Lalola.

Prove him wrong or prove him right, o senhor Waltinho tem um ponto. BWF, FILL, CWF, NES e companhia tão aí pra provar quanta aura a luta livre pode ter.

Praticamente uma sessão espírita

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Semanalfabeto 6# – Como ver wrestling “mais ou menos”

Foi uma semana bem corrida e, acima de tudo, foi uma semana em que não vi quase nada de luta livre. Doravante, a edição de hoje, a qual já comecei a escrever duas vezes e não deu em nada, vai ser sobre o que eu faço quando eu quero assistir wrestling, mas não quero ASSISTIR wrestling.

Bem-vindos a mais um Semanalfabeto.

Já que é algo que faz parte do cotidiano, é quase impossível que nada de luta-livre apareça no radar, mas nenhuma das coisas que aparece é de uma substância real; nenhuma luta completa ou evento. Geralmente o que eu faço em ocasiões como essa é assistir promos no Youtube e ver compilações. Eu perco um tempo absurdo em compilações de golpes e momentos.

TOP 100 do caralho a 4; Top 70 mudanças de title; Os melhores spinebusters do Farooq (esse realmente existe, tem 5 min)

Isso é uma prática que eu alimento desde que comecei a assistir PW pois, se eu vejo algum golpe legal ou algum momento que eu não vi, é o que melhor me incentiva a procurar mais material e, no caso das indies, isso ajuda mais ainda, pois descubro algumas lutas que ocorreram e eu não fazia ideia.

Outra coisa FODA, e eu tenho a impressão que já falei disso aqui, são promos da NWA. Ric Flair, Ricky Steamboat, Terry Funk, 4 Horsemen (infelizmente sem o Mongo), Dusty Rhodes; É só o suprassumo da banana loura.

Existe outra coisa que geralmente não consumo em relação a wrestling e que essa semana resolvi ir atrás: trabalhos acadêmicos.

Existe uma quantidade considerável de trabalhos acadêmicos em português que abordam o Pro-Wrestling, seja no campo da semiótica, da linguística ou até tratando das biografias de lutadores. Baixei alguns para ler depois e, da olhada que eu dei, parecem bem interessantes. É bom, de vez em quando, tentar enxergar uma mídia que a gente consome tanto de outras formas. Tô parecendo um velho hoje, fico repetindo coisas que já falei.

Bom, acho que por hoje é isso, mais uma edição rápida com algumas dicas. Se quiserem ir atrás dessas coisas que eu falei… vão, porque procurar links com a internet daqui de casa vai ser um pouco complicado. Perdão por isso, a próxima vez que eu for falar de um assunto que exija links vou me preparar melhor.

Fiquem bem, tratem bem seus amiguinhos, sigam o PipeBomb no twitter e pensem um pouco fora das suas próprias cabeças, talvez ajude, talvez atrapalhe. Eu só quero é falar bosta.

Até semana que vem.

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Wrestle Kingdom 12

PipeBomb 37 – Wrestle Kingdom 12

Bem vindos a mais um Pipe Bomb podcast! Estamos de volta para o segunda edição do ano para falar sobre o maior evento no ano da NJPW, o Wrestle Kingdom, que está em sua 12 edição. Entenda como surgiu o Wrestle Kingdom, ouça um review completo (até demais) de todas as lutas do evento, com notas e comentários totalmente desnecessários de Léquinho (yo memo), Joker e Luan (capista). Se prepare para mais de 90 min de podcast sobre o clássico evento do dia 4º de Janeiro no Tokyo Dome.

Não esqueça de nos curtir no Facebook e seguir o Twitter.


Até a Próxima Edição! Deixe seu comentário, seja criticando, dando dicas, e fazendo sua pergunta para nós respondermos na próxima edição!

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PipeBomb 34# – Os melhores e o Mojo de 2016 (Pipebomb Awards)

PipeBomb 34

 

Estamos de volta! Mais um PipeBomb, o primeiro de 2017 falando sobre os melhores e os piores de 2016 com toda a falta de seriedade e bom senso que você só encontra aqui. Então vamos ter Léquinho (eu mesmo), Luan Bonato (capas), Joker (opiniões rebuscadas) e Captain (rei) falando sobre o Denilson do Wrestling,  do homem mais sexy do mundo (que não é o Benicio Del Toro) várias vezes, explicamos nossa opinião sobre o Mojo Rawley e teremos também extras sobre o Futebol brasileiro com a participação de LKS (que também escreve pros outros caras). Então é isso, espero que vocês gostem, entrem nas redes sociais do Pipebomb (Twitter & Facebook) e não esqueçam de COMENTAR! Um abraço!

 

PS: Perdoem o barulho de vento em alguns pontos (culpem o Luan).

 

 

 

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