Semanalfabeto 17#

Custo beneficio

A relação horas de evento/qualidade de luta anda muito ruim em alguns casos, muito boas em outros.

 

Final de semana cheio! TakeOver Brooklyn 4, Summerslam, isso sem contar eventos da ROH e da GCW; quando digo “sem contar” é quase literal. Essa será a única menção feita a eles neste texto, então respire, leia as siglas de novo e depois me siga porque eu ainda tenho algumas coisas a falar.

O PPV do NXT não surpreendeu em nada, o que aqui pode ser lido como “foi extremamente bom”, algo que se mostra um padrão na quase-brand preta e amarela. Na minha visão dois fatores contribuem para isso: o primeiro é a quantidade abusiva de Wrestlers competentes que, aliados a um booking que demora mais a escorregar quando comparado ao Main Roster, entregam lutas minimamente boas em um tempo satisfatoriamente divido; o seguindo fator é justamente esse tempo de evento, que no geral é curto, de duas a três horas onde ocorrem poucas lutas, cinco, no caso do último PPV. É um tempo reduzido em que não se perde tempo com frivolidades ou lutas que não tenham sido desenvolvidas até aquele ponto, o que proporciona um foco nos títulos (algo que, acho, devia ser o principal visto a importância intrínseca) e delimita também uma margem de criatividade maior para todo mundo envolvido no trabalho. Obviamente que isso pode gerar uma pá de merda nas mãos erradas, mas nós não estamos falando das mãos erradas estamos? Uma escorregada ali, uma decisão duvidosa aqui, o show segue firme e com um saldo constantemente positivo.

Tornou-se muito raro ouvir reclamações quanto aos eventos do NXT. As divisões feminina e de tags são fortíssimas, com tantas possibilidades a serem exploradas que beiram o excesso. E mesmo assim, quando se repete as lutas, o que no PPV desse final de semana aconteceu três vezes, sendo essas a luta pelo título feminino, de duplas e do NXT, não fica um gosto tão forte de fadiga quanto em alguns embates do Main Roster.

Mas eu seria leviano em querer traçar equivalências tão fixas entre um e outro. Não é tão fácil assim gerir a quantidade de lutadores que existem tanto no Raw quanto no Smackdown e as lutas “enchessão de linguiça” no card estão ai desde que o mundo é mundo, em qualquer evento esportivo que envolva combate.

Mas porra… precisava ser TÃO cansativo? Caso você ainda não tenha percebido meu caro amigo, o Summerslam começa AGORA. Bom, na verdade não, já que eu escrevo a primeira versão desse texto exatamente 55 minutos antes do RAW pós PPV. Você me entendeu, vai.

Ao lado figurativo do “meu amigo Joker” (novo filme do estúdio Ghibli) assisti as 4 horas de show do Summerslam, além de ter sobrevoados as duas horas de pré show para ver uma escrita cuja criatividade acachapante me levou ao êxtase.

Três. Malditos. Finais. Por. Roll. Up.

E até que as lutas não foram de um todo ruins, principalmente quando se fala da luta pelo título dos leves (ou pela categoria de peso cruzeiro, ou título cruzeirense, decida-se.) O caso é que, como o filme Presságio já nos ensinou, o final conta muito para o balanço final de uma obra e quando o final é fraco…

A parte boa é que o Card principal começou com o pé embaixo, trazendo uma das lutas que eu mais queria ver: Seth Rollins (Dean Ambrose em seu corner) x Dolph Ziggler © (Drew McIntyre em seu corner) pelo título intercontinental. Eu não vou comentar luta por luta, até porque eu não fiz isso com o TakeOver então seria no mínimo injusto fazer aqui no evento de veraneio onde a quantidade de lutas é tão elevada, treze lutas no total. Não foi de todo ruim, já lhe adianto isso.

Além da luta supracitada, Bryan x Miz foi altamente satisfatória, Balor x Corbin acabou rápido com o ex-principe ganhando em sua forma demoníaca (uma grata surpresa) e a 3 Way entre Charlotte, Becky Lynch e Carmella pelo Smackdown Womens Title, apesar de um resultado que dividiu opiniões, teve um payoff muito bom, que leva as coisas para um caminho interessante na divisão feminina da brand azul. A luta entre Joe e AJ Styles, assim como a luta entre a New Day e os Blundgeon Brothers (respectivamente pelo WWE Title e o Smackdown Tag Team Title) tinha tudo para ser ótima, mas ambas acabaram de maneira símil: DQ. É chato para caralho quando a WWE repete final. Chato para um caralho, principalmente quando as lutas vinham num crescendo

De resto… aconteceu. Todos os títulos do Raw mudaram de mão, sendo a exceção o titulo de duplas, as lutas não comentadas aqui ou foram chatas ou não tão legais o suficiente para eu lembrar (salientando que a luta do Balor teve o Demon, que é um fator importante para esse embate estar aqui.)

Meu ponto é: Está compensando ir dormir tarde no sábado e recuperar o sono no domingo à noite. Se não fosse os amiguinhos? (Uso o plural porque além do Skype eu comentei o PPV com o Luan no aplicativo verde. Ele foi um desses que ficou pistola com a Charlotte vencendo.) Se não fosse por eles eu tinha dormido antes do Faustão se despedir.

Mas eu não vou reclamar não, para um desocupado como eu metade é o dobro.

Até semana que vem.

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PipeBomb 11#- Summerslam 2013, MASADA Loser e uma noite de campeões.

 

Eae pessoal, estamos de volta com o PipeBomb, agora em sua 11ª Edição \o/ . Desta vez, Léquinho (eu mesmo), JokerVinny Luan e Captain (por texto pra dar uma variada de leve) vamos falar sobre o Summerslam 2013, evento que aconteceu dia 18/08¹2013. Neste Cast também falaremos sobre a lista divulgada pelo PWI sobre os 500 melhores Wrestlers do ano, dentre outras besteiras doentias. Não se esqueçam de seguir o Pipe Bomb no Facebook, estamos sempre postando conteúdo la, se possível  nos siga também no Twitter. Ambos os links estarão abaixo.
 
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