Semanalfabeto 11 # – Das 00h às 06h

Talvez você não saiba, mas luta livre às vezes pode ser muito bom para curar insônia (ou, pelo menos, para lidar com ela)

 

Eu sempre tive um sono muito inconstante, fato que me rendeu muitos amigos, devido ao tempo livre em que eu estava conversando quando poderia estar dormindo, mas também muita dor de cabeça, tendo em vista o cansaço no dia seguinte, ou ainda a sensação terrível de desconexão que a falta de sono proporciona.

Para que conste nos autos, escrevo isso às 4h02 AM como prova do meu comprometimento jornalístico para com a verdade.

 

Bem-vindos ao Semanalfabeto.

 

Durante minha adolescência inteira (que, acredite você ou não, já passou, apesar da idade mental) tive de arranjar uma maneira de conviver com insônia. A fórmula encontrada foi ter algo para dividir a atenção entre o esforço e a obrigação de fechar os olhos e o fato de que eu não conseguia me desligar, pois assim eu, uma hora ou outra, acabava cedendo ao sono, ou ele cedia a mim, fosse por sobrecarga ou distração. Logo quando eu não estava escrevendo, lendo ou conversando com alguém era bem provável que eu estivesse assistindo alguma coisa. Tire os filmes e as séries e você já sabe onde eu quero chegar: W R E S T L I N G !

 

Seria falsidade dizer que a maior parte do que eu consumi sobre Luta-Livre foi de madrugada, contudo é inegável que esse tempo sozinho, sem interferência externa, ou até mesmo com interferência externa, nos casos em que eu via algum show com o outro intrépido deste site, (que eu não irei nomear, mas que também tem uma coluna semanal) me ajudaram a continuar acompanhando esse entretenimento em épocas que o dia, com suas leves obrigações  e seu barulho, parecia não colaborar comigo. Isso se aplica principalmente a shows com duas horas ou mais de duração real, pois eu precisava ficar sem nada para fazer e enfim me dedicar a eles.

 

Não quero passar a impressão que Wrestling é algo secundário na minha vida e, se ainda assim você ficar com tal impressão, eu concordo com você. Porque isso prova em algum tanto que é sim uma mídia que  eu deixava para consumir quando tudo ao meu dispor já estava esgotado e que, mesmo com a disponibilidade que um adolescente que não trabalha possui, não era a primeira na minha lista. Agora, todo mundo que vive no Séc XXI (ou adiante, meu caro membro da Legião dos Super-Heróis) sabe que a quantidade de coisas para consumir quando se tem acesso a internet é inesgotável por pura coerência matemática, doravante, não é tão segundo plano assim.

 

E não se engane, foram anos efervescentes. Se hoje é possível olhar para trás e enxergar as falhas, as coisas toscas e bregas que pareciam um máximo e a mediocridade de lutadores os quais idolatramos, viver naquele momento era viver ansioso, principalmente depois, e isso vem de alguém que acompanhava majoritariamente WWE, começou a storyline envolvendo CM Punk John Cena e que depois envolveria Triple H, Kevin Nash, Awsome Truth e todo o seu longuíssimo ano de duração (para no fim não dar em nada)

 

Talvez não fosse uma época boa, mas era uma época simples e meu sono estava tão ruim quanto está agora, mas sem o mesmo tempo livre.

 

SHOWS QUE EU VI DE MADRUGADA!

 

Os dois GCW Joey Janela’s Spring Break acompanhado do famigerado Vinicius. Wrestlemania Weekend é uma ótima época para assistir Wrestling de madrugada.

 

Os eventos da NJPW também são ótimas opções para assistir ao vivo e o horário se encaixa perfeitamente com a proposta deste texto devido a mágica da Geografia.

 

Se não me engano a primeira luta que eu assisti da PWG foi de madrugada, alguma match do Super Dragon que o JB, um conhecido da época, era um tanto obcecado por e, doravante, recomendava dia sim e dia também.

 

Aquela promo do Punk que começou toda a celeuma até o Money in The Bank? Madrugada. Eu estava dormindo na minha vó, a mente já nas férias que se aproximavam. Acabei dormindo muito cedo, acordei mais cedo ainda, o que me fez ter vontade de tacar uma pedra na testa da realidade. Ao invés disso abri o Dailymotion e assisti o Raw daquela segunda para terça. 2011, se não me engano, já era um período de tempo no qual ficou um pouco mais difícil encontrar os shows inteiros para assistir no youtube, divididos em mais partes que a bíblia.

 

Bom, é isso, eu tinha um tema totalmente diferente para discutir hoje, mas como semana passada foi um texto extremamente longo e pseudo embasado essa semana eu resolvi só falar de algo mais leve. E também porque eu não consigo dormir e provavelmente continuarei assim até terminar este dito cujo.

 

Portanto meu querido, TERMINEI!

 

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 9# – Baixa auto-estima

Nós meio que temos esse problema, não temos?

 

Bem-vindos a mais um semanalfabeto.

 

Não tenho como afirmar quando isso começou ou qual a semente da ideia em minha cabeça que, espero sinceramente, vai florescer neste texto que você está lendo agora, mas é certo que convivo com isso a muito tempo. O foco aqui é, como de costume, luta-livre, mas em outros meios de estudo e expressão com os quais tenho ou tive contato (como filosofia, jornalismo e quadrinhos) existe sempre uma necessidade constante de reafirmação quanto a sua auto-importância perante a sociedade. Seria bom, se algumas horas não fosse muito ruim.

 

Ao contrário dos itens citados entre parênteses, o meio do wrestling, e isso é somente uma suposição minha, acaba precisando desse “gás” por não ser,muitas vezes, principalmente aqui no brasil, considerado como uma atividade válida, seja em termos de  esporte, linguagem ou até mesmo hobby. Entretanto, seria necessário uma rememoração do próprio consumidor e produtor do porquê aquilo é importante para ele? Ou seria mais uma busca de aprovação?

 

Muitas questões… muitas questões.

 

Não são raros os casos em que se vê discussões na internet sobre o Wrestling ser ou não real, algo tão incabível quanto debater sobre a realidade do cinema, do teatro, da prosa ficcional; simplesmente não precisa ser debatido, porque a resposta não é importante, é o que é. Por outro lado precisa ser discutido pois sem essa abstração fica dificil alguém respeitar ou levar a sério o que você faz, algo que, mesmo você ligando ou não, ajuda muito a impulsionar seu sonho, por mais que seu amor pela causa faça boa parte do trabalho.

 

Não tenho certezas hoje, possível leitor, então me responda você, seja lá o que eu tenha perguntado.

 

Temos um problema sério de auto-estima, precisamos sempre dizer como a luta-livre é maravilhosa, é mágica, um momento dentro dos séculos, um movimento importantíssimo de caráter social em alguns lugares, em outros de caráter cultural ou puramente entretenimento. Nossa grande qualidade. Nosso grande defeito. Falar cada vez mais ou falar cada vez menos, mais baixo, com mais assertividade. Se soubéssemos como, não haveriam as colunas semanais.

 

Mas é uma arte realmente linda, merece um ego massageado com frequência, mas sem que nos percamos em nossa própria ideia de superioridade, ao passo que não ficamos enterrados em uma espera eterna por reconhecimento. Wrestling é foda, a gente sabe que é isso, todo mundo que acompanha. Não precisamos de um narrador de UFC, dum jornal Extra, dum portal da UOL cobrindo todo dia falando as conquistas da expressão nacional.

 

Vira-se a moeda. Precisamos sim, precisamos muito! Para que projetos vejam mais e mais luz, para que o poder público incentive como esporte ou arte, para que o meio acadêmico discuta, que vire pauta, surja no horizonte como algo financeiramente viável (não sei se é, se for me avise).

Não temos hoje alvos 100, somente bordas e bordas apagadas em um grande alvo no qual qualquer coisa que se atinja é uma opção certa, por mais cretina que seja sua construção.

 

Já vou avisando que semana que vem vamos falar de Okada vs Omega IV, portanto vem aí mais punhetação e reconhecimento da mídia.

 

Por hoje eu só pergunto, enquanto você perde seu tempo comigo. Obrigado por perder seu tempo comigo, faço isso a 20 anos.

 

Até semana que vem.

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Wrestle Kingdom 12

PipeBomb 37 – Wrestle Kingdom 12

Bem vindos a mais um Pipe Bomb podcast! Estamos de volta para o segunda edição do ano para falar sobre o maior evento no ano da NJPW, o Wrestle Kingdom, que está em sua 12 edição. Entenda como surgiu o Wrestle Kingdom, ouça um review completo (até demais) de todas as lutas do evento, com notas e comentários totalmente desnecessários de Léquinho (yo memo), Joker e Luan (capista). Se prepare para mais de 90 min de podcast sobre o clássico evento do dia 4º de Janeiro no Tokyo Dome.

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Até a Próxima Edição! Deixe seu comentário, seja criticando, dando dicas, e fazendo sua pergunta para nós respondermos na próxima edição!

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