micro-universos

Micro-universos

Meu texto no WrestleBr só sai amanhã e a Newsletter vai só para quem assina. Ou talvez não existam mais dias e você esteja me vendo do futuro. Se for o caso eu digo “olá, vamos falar sobre micro-universos dentro do Pro Wrestling”.

 

O nosso mundinho da luta livre já é um grande conglomerado de regras, escritas e não escritas, que ditam mais ou menos como as coisas devem decorrer ali entre as quatro cordas ou lutando através do ginásio… ou dentro da boleia de um caminhão indo para Toque-Toque Pequeno.

São pessoas estranhas fazendo coisas inexplicáveis para pessoas que já sabem muito bem que aquilo ali não se justifica. Mesmo assim, ainda temos companhias inteiras que tentam manter uma coerência interna e seguir um mesmo sentido estético e histórico para seus shows.

E existem aquelas adeptas aos micro-universos.

GCW Bloodsport

A GCW é um bom exemplo de como executar de maneira inteligente e lucrativa a ideia dos micro-universos. Conforme a empresa desenvolve essas ocasiões cheias de gimmick, ela também muda as regras e torna aquela feita uma data fechada onde só se aplicam as regras que aquela lógica comporta.

Por exemplo o Janela Spring Break, que é uma putaria doida de Wrestling retroatlético fudida onde qualquer um pode aparecer e você tem chance de vencer mesmo se for… digamos… Invisível?

Até na WWE é possível enxergar um pouco desse conceito. Essa semana foi apresentado o título 24/7 e eu duvido muito que aquela porra asquerosa tenha algo a ver com qualquer outra storyline da empresa. É algo completamente ZONA e super fora da lógica normal dos shows. E está ótimo assim.

Conforme temos esses breves lampejos de ilogismo, a chance de aproveitar a arte é melhor ainda. Os quadrinhos já ensinaram que cronologia as vezes só serve pra fuder você. Então aproveite a liberdade e viva nesses espaços compactos de linguagem, habilidade, visual e esquizofrenia.

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Detalhes

Pro Wrestling, tal qual o cetro da Prometeram é composto pelo macro e pelo micro. Isso em uma visão bem simplista de “assim na terra como no céu ” nos leva a pensar que se os fogos e as luzes e as musicas são importantes, também são os movimentos de cabeça e os olhares e algum movimento a mais.

 

As vezes é espontâneo. Sentado na recepção do consultório da dentista eu consigo pensar em alguns exemplos. O primeiro é a capa deste artigo. Parece idiota, mas a merda do olhar catatonico do Sr. Rau Dudley me traz felicidade genuína.

Da mesma forma, o selling do ACH me da agonia e me irrita um tanto. Me irrita por que é excessivamente bom. Vocês já perceberam que este filho da puta parece não ter articulações?

É realmente um show a parte.

Ninguém da um Peoples Elbow que nem o The Rock. Os inúmeros Elbows Drops e Frog Splash dentro da indústria se diferenciam em impacto, velocidade e narrativa por conta de simples processos. A altura do cotovelo, a postura do corpo. É a escrita, tão característica, que mostra a personalidade daquela entidade que o indivíduo encarna no ringue.

Serifas e círculos presos nos quatro lados do ringue meus amigos. É lindo.

E acredito que são esses pequenos detalhes que fazem um Wrestler. São as minúcias que diferenciam os CAWS do No Mercy das verdadeiras personagens de carne, osso e papelão que permeiam nossas storylines imaginárias.

Não é preciso elaborar muito, nenhum de nós é tão complexo assim. Apesar disso, qualquer Wrestler é uma pessoa a parte e deve ter característica distintas daquele que o interpreta. Existe até uma semelhança disso com locutores de rádio.

O abismo esta posto e cravado entre a real voz e jeito de falar de uma pessoa e a persona que ela interpreta dentro do rádio, mesmo que não exista personagem ali. O RG e CPF são os mesmos, mas a voz que sai do seu rádio não é a fala crua. Da mesma forma o PW é uma performance e nós talvez nunca conheceremos um lutador de verdade. São mascaras, nós as vestimos todos os dias. A unica diferença é que eles estão no ringue.

Assinem minha newsletter e leiam o último texto do LKS no WrestleBR. LKS é um gigante que me da vergonha de escrever comparado a quão bom é esse porra.

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taker gonzales streak

Gonzales x Taker ou a pior luta da Streak

Acredito que todo fã de PW com mais de três meses de Lutinha saiba o que é a streak do Undertaker na Wrestlemania, então vamos sem muito contexto aqui. Eu descobri esse feito logo nos primeiros dias assistindo PW no SBT e essa marca nos acompanhou até 2014, data em que a streak se foi, morta vítima de uma luta abaixo do medíocre.

E é esse o nosso enfoque. As lutas da Streak são, em sua grande maioria – e aqui eu estou sendo muito bondoso – medíocres.

Alguns poucos lutadores conseguiram tirar combates proveitosos do homem quase morto e muito calvo. A partir da Wrestlemania 23 tivemos um padrão bom que seguiu até a Wrestlemania 29. Depois disso foi o fim e o que segue não é relevante.

Mas, se todo atleta tem um ápice, certamente também passou por um fundo do poço. Para o garoto ruivo, esse fundo do poço tinha um alçapão mais fundo que a escotilha de Lost e lá  dentro tinha uma pá para ele cavar mais.

Giant Gonzáles vs Undertaker é pior que ir em gravação do programa da Ana HickmanN.

Caso você ainda não tenha percebido, leitor distraído, eu amo um homem. Bom, talvez não o homem em si, mas sim a personalidade, O personagem e toda aura que o envolve nos anos que participou dessa indústria vital. Ah, e eu também gosto do Undertaker.

Os conhecimentos aqui contidos sobre o homem com roupa de 00músculos e pelos são extremamente limitados. Ele, tal qual o Sr Coveiro, teve uma passagem pela WCW e aparentemente foi melhor aproveitado que Calaway. Seu maior feito? Estar algemado a Ole Anderson quando o Sting ganhou o título de campeão.

Sinceramente devia ter continuado assim.

Taker vs Gonzales é o que existe de ruim no burlesco e absurdo. Certamente seria impossível carregar Gonzales em uma luta e, estando em uma época que o Undertaker não realiza muito mais que enforcamentos, clotheslines e Old School – e se você vier com “ain mas ele continuou assim” PAU NO SEU CU – temos aqui um clusterfuck da desgraça doida.

 

Mas a estética me agrada. Na última edição da Newsletter eu falei um pouco sobre como eu gosto do visual das coisas e, sinceramente, essa luta com dois Wrestlers habilidosos teria tudo o que eu gosto em PW: Gimmicks over the top e uma qualidade quase quadrinística para a coisa toda.

Sério, um gigante latino contra um coveiro? THIS IS MONEY.

Mas a luta é uma merda e eu também, caro leitor. Outro dia falamos mais sobre a Streak, porque esse assunto rende muito.

Fique bem, até amanhã.

 

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Segunda

O final da semana passada foi pesadíssimo e eu tinha muitos textos pessimistas guardados dentro do baú sobre como o Wrestling as vezes não é o suficiente.

 

Sinceramente, não é disso que a gente precisa agora. Também não é de motivação barata. Um meio termo, senhoras e senhores, é sempre bem vindo.  

 

Mas, de fato é segunda, as histórias vão seguir sua narrativa, a sua empresa favorita vai continuar escrevendo e fazendo um monte de cagada. Eu acordei hoje e vi um Gif do PAC quando abri o Twitter.

segunda falcon arrow
avoa bonito

 

É estranho viver uma relação de amor e ódio com algo que faz parte da sua vida, independente do quão recente ou velho é isso dentro da sua rotina. Vamos da apatia ao ódio, depois para um amor extremo. Mas Luta-Livre é sempre luta-livre, envolve gente, expectativa e frustração.

 

Ainda é segunda, tem Raw e provavelmente vai ser uma bosta. E tudo bem.

 

Também é normal querer dar um tempo de PW as vezes. Cansa, e então você precisa de algo novo, talvez outro tipo de Wrestling, outras épocas, ou só um descanso mesmo.

 

A semana começa agora e talvez tudo piore de novo. Francamente, é sempre a possibilidade mais gritante.

Frank Gotch segunda

E ai você vê um combate, de repente se apaixona por uma época histórica, um estilo de luta… e tudo volta ao normal.

 

Nada faz sentido, querido leitor, e você também não precisa fazer. Wrestling é caos, sem explicação, indo do nada para lugar nenhum. Você pode entrar no meio da jornada e ainda se divertir um bocado.

 

Mas aproveite, hoje é segunda.

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O Trem do Hype

Estou aqui esperando para entrar na sala de Vingadores: Ultimato e pensando: quantas vezes o trem do hype já entrou forte e penetrante em nossos ânus nessa vida de fã da luta livre?

 

Eu não sei quanto a você, meu leitor safado, mas desde o começo da minha estrada assistindo PW eu sou facilmente empolgaveu, principalmente em lutas com Wrestlers abaixo do medíocre.

Isso acontece também com feuds em que o combate em si é bom, mas o trem do hype já descarrilhou e todo mundo morreu, deixando a luta como somente um memorando ruim da mal escrita televisionada.

E a decepção sempre vem porque A VIDA É ASSIM. Final de copa do mundo é merda, luta de MMA costuma ser ruim quando o build up acontece e a porra do Undertaker NÃO VAI fazer uma puta legal.

E nesse trem eu embarco porque eu sou trouxa. Pelo menos eu espero que Vongadires seja bom.

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deathmatch

Deathmatch Evangelica

Fã de PW tem o mesmo defeito que novos convertidos em religiões variadas: tentar converter toda e qualquer pessoa a entrar nesse mundo fudido, bizarro, pouco saudável, maravilhoso, transante, megalomaníaco e esquizofrênico do Wrestling.

Entretanto, fica dificil convencer qualquer pessoa com mais de DOUZE anos a assistir uma luta sem ouvir o clássico comentário – que sinceramente não me incomoda de forma alguma – sobre como luta livre é fake.

Sinceramente as pessoas estão, de certa forma, certas. Claro que fake é um termo depreciativo, mas para com essa porra, querido leitor, de que todo mundo tem que gostar da mesma coisa que você e ficar feliz com um velho de sunga lutando. Eu gosto de idosos japoneses de sunga se batendo, entretanto as pessoas não precisam entender o porque daquilo ser mágico e deixar meu coração e reto em chamas.

Contudo, para aqueles que ainda tentam evangelizar os amiguinhos e estão cansados deste tipo de fala – primeiramente, boa sorte, segundamente, tomanoseucu – eu lhes deixo a valiosa dica da Deathmatch.

É complicado que qualquer pessoa de bom senso, apesar de ser complicado contar com isso hoje em dia, diga que o que os olhos delas estão vendo é fake quando uma serra passa na cabeça do recém renascido Jon Moxley. A violência extrema é absurdamente efetiva no convencimento, entretanto é só quando o argumento não é violento.

deathmatch lamp
Amigo estou aqui

Nada de quebrar a lampada na cabeça do coleguinha e gritar: LUTA LIVRE FILHO DA PUTA!

É só para você saber que, caso queira trazer mais gente para essa lama doentia do Wrestling e partilhar um exercito de pênis carregando o Adam Page no colo, talvez seja necessário passar primeiro por um mar de arame e sangue.

As pessoas gostam do “real”. Então vamos para o maior real fantasioso que existe: a violência.

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Second Generation

Porque todo mundo que ser melhor que papai e mamãe, depravado leitor que certamente pensou em SEXO quando eu falei sobre isso.

Inclusive, parêntese rápido, dizem existir um livro – e acho que eu li isso em “Sobre a Escrita” do Stephen King OU ouvi no podcast Writer’s Excuses – que, para chamar atenção do frustreco que lia os manuscritos começava simplesmente com uma linha em caixa alta escrito SEXO SEXO SEXO.

Talvez isso funcione com ele e também com você, seu doente. FIM DO PARENTESE

 

Como eu disse no começo, todo mundo quer superar a gênese. O próprio ser humano de criatura quer virar criador, seja o criador do ser humano o caos ou uma véia doidona. De todas as formas possíveis tentamos superar os erros e melhorar as qualidades daqueles que vieram antes e isso se aplica ainda mais se quem veio antes for nosso parente.

Esses dias eu estava tendo uma conversa com o Joker sobre Wrestlers de segunda geração. Para você que não entende o termo, são lutadores que tiveram papaizes ou mamãezes in the business.

 

O exemplo mais fácil atualmente é Charlotte Flair. Não lembramos nem do porra do Randy Orton porque para ele é fácil superar o pai. Venhamos e convenhamos “Cowboy” Bob Orton nunca foi lá melhor que a merda, ao passo que Randy, além de um escroto, lutava a vera no começo de carreira. Depois ficou preguiçoso, mas aí é outro papo.

Entretanto, tudo muda quando falamos da Rainha. Ela tinha a sua frente um desafio único e certamente difícil de bater: conseguir se equiparar ou superar The Nate.

Jay Lethal

E não seria leviano dizer que ela realmente aceita o desafio e faz de tudo para poder ser a melhor wrestler possível, muitas vezes conseguindo. Logicamente que meritocracia – além de papo de mongol –  é para quem tem privilégios e o nome Flair abre muitas portas e dá muito poder dentro do Locker Room para a ex-campeã. Mas a qualidade da quebradora de Streaks é inegável, mesmo quando a WWE tenta forçar a barra.

 

Por outro lado a gente tem o filho do Ricky Steamboat que bem… é

Deixa quieto.

 

Não, sério, verdade seja dita. O garoto não era MUITO bom, mas estava em desenvolvimento, da mesma forma que a Charlotte não era muito boa quando começou. Infelizmente uma lesão nas costas provavelmente impeça o filho do dragão de lutar. O que é uma pena porque Ricky Steamboat tinha uma disposição que oia… do caralho.

 

Bom, da lista de lutadores que certamente não superaram o papai temos dois e uma incógnita: Cody Rhodes, Curtis Axel e Dustin Rhodes.

 

Os dois primeiros certamente não superaram seus pais, American Dream Dusty Rhodes e Mr Perfect. Sejamos francos, não é uma tarefa fácil. Pelo menos do ex-Nexus eu gosto; já do Cody Rhodes… talvez ele pense que ele se equipara ao pai e ao impacto que o velho teve dentro da luta livre mas, sinceramente? Vai ter que comer arroz, feijão e merda PRA CARALHO para chegar perto do nível do pai. Já o Dustin sempre teve muito potencial, mas as circunstâncias da vida, o booking merda e talvez uma falta de talento que está ali não nos deu a chance de ver. Dois terços dessa equação estarão no evento da AEW então vai dar para ver o estrago.

 

Certamente eu estou deixando muita gente de fora – Usos, Dave Boy Jr. e  Bray Wyatt, beijo no plexo solar de vocês – mas é porque a pessoa que me motivou a fazer esse texto merece, pelo menos, um parágrafo.

second generation wrestler tessa blanchard

Filha do absurdamente bom Tully, Tessa para mim é um exemplo de lutadora e uma das coisas que me motiva a assistir PW atualmente. Acho que o timing e o carisma dela são ótimos, a personagem é boa e porra, PORRA, ela me traz muito a vibe que os 4 Horseman tinham. Novamente, meritocracia é para os privilegiados, mas devemos ter em mente também que se formos comparar o nome Blanchard ao nome Flair, a balança pende para o lado da Carolina do Norte.

 

Sinceramente eu tenho o sonho – e eu não to de sacanagem – de ver a Tessa Blanchard como campeã da NWA. Não só do título feminino, do masculino também, aquele belt bonito e quadrado que aparentemente tinha voltado a ter importância e agora tá no cu de novo. Por favor universo, me vê isso ai e um psiquiatra novo, o resto nois dá um jeito.

 

Meu psiquiatra era tão bom que foi demitido.
Bom dia.

 

 

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Um review do Smackdown por alguém que não assistiu

Essa semana é uma daquelas em que eu penso “puta merda, porque eu decidi fazer rádio?”. Para quem não sabe, eu sou estagiário na emissora da faculdade e cubro palestras, o que me faz ficar no ambiente de trabalho/estudo desde a aurora dos tempos até o fim do ciclo de nossas vidas. Isso me faz perder a programação semanal da WWE, querido leitor cansado.

Entretanto, nosso comprometimento com a desinformação e a conspiração comunista para doutrinar através de mensagens subliminares não pode parar, de modo que o show da brand azul estará totalmente resumido aqui, neste dia de quarta-feira, baseado totalmente nos resultados e nas minhas expectativas e experiências.

 

E eu começo dizendo que foi um SD esquisito.

 

Reprodução: WWE.com

 

O show é claramente inspirado pela obra de Truffaut, tanto nos diálogos quanto na forma de filmar. O personagem de Becky Lynch, um clássico inegável da sessão da tarde, promete defender seus dois reinos, Raw e Smackdown, como se fosse umlíder dos Gorgonóides.

Para quem não sabe, Pequenos Guerreiros é o filme mais famoso de Françoise Truffaut. Charlotte e Bayley trazem uma inspiração na poética de Platão, onde discutem, em frases chatas para um caralho, o que é justiça e merecimento. Após isso caem na porrada porque Platão de cu é rola e temos aí um exemplo do eterno retorno Nietzchiano, onde, independente do que você faça, a Charlotte vai ta sempre no Main Event – e isso nesse momento não é uma reclamação porque FODA-SE A BAYLEY – e você, caro leitor, sempre vai acabar bebado e fumando no chão de um bar contando a história da sua vida para uma estranha que você nunca viu.

Tivemos também Lars Sullivan batendo em pessoas mais talentosas que ele e no Jinder Mahal. Isso parece ter sido, de longe, o melhor segment de todos. Dizem as más línguas que Jericho mandou uma carta para a WWE perguntando quem foi o headwriter desse desenvolvimento.

Ah, e o melhor comentário já feito a respeito do Lars Sullivan é o do Mauro Ranallo – QUE HOMÃO DA PORRA ESSE RANALLO – onde ele disse que o careca era “um desenho de Jack Kirby que tomou vida”.

Voltando ao Smackdown.

FACK!

Tivemos algo envolvendo o Roman Reigns e eu sinto ter que spoilar isso aqui para vocês… mas Reigns será revelado como filho bastardo do Mcmahon. Isso vai levar a formação de uma nova Shield com Hornswoggle e o retornante Jason Jordan. Se preparem inclusive para um In Your House: Battle of the Bastards.

E da batalha dos bastardos fomos para a dos gostosos em uma luta que envolvia Balor e Andrade. Claramente ambos têm influência técnica de Kevin Nash, enquanto suas personagens bebem de McMichael e Bagwell. Ah, e uma pontiiiiinha de Tony DeVito.

Kairi Sane segue em sua cruzada para desvalorizar qualquer outro Elbow Drop e fazer tudo parecer uma merda comparado ao dela, mas boatos que Randy Savage vai ser ressuscitado e uma possível feud para a Wrestlemania será construída. A empresa que já juntou Shawn Michaels – que todos sabemos ser um fi du cão – com Deus pode trazer feuds assim para nós.

 

O Show acabou com Kevin Owens atacando o campeão Kofi Kingston por uma suposta overdose de panquecas. Kofi já fez uma denúncia formal na PM de São Paulo, mas foi plenamente ignorado e ficou detido na delegacia algumas horas por conta do WWE Title.

A polícia não quis comentar o ocorrido, mas o governador disse que é plenamente normal e parabenizou a ação da corporação

Xavier Woods, como bom esquerdomacho, disse que prefere não julgar as ações de Kevin Owens e que “ce sabe como é né, brother?”. Depois disso desmaiou num prato de sopa.

Reprodução: Seu cu

Mas último comentário sério dessa merda? Kingston é um campeão da WWE que me traz muita felicidade, que homem.

 

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Origami

Dia desses o Joker me passou um canal no YouTube chamado Origami Beats. BASICAMENTE é esse menino que faz músicas e beats do quarto dele e produz no FL.

 

O Joker também faz isso e, surpreendentemente, eu também. Não se engane, isso ainda é um texto sobre Wrestling.

Ou, como eu passarei a chamar a partir de agora, texto geracional pseudo motivacional sem razão de viver.

 

Wrestling é criação, simples assim, bem purin purin e coado em meia. Se você aplica um chokeslam no seu travesseiro… voi la, ai está  um momento. Falta aperfeiçoar, experimentar, lapidar e, de preferência, colocar outro humano in the stinking side of the stick.
Texto escrevendo e desenhando

É um incentivo para você começar a lutar? Talvez. Mas comece, esse é o importante; principalmente se você tem tempo, o que é algo que muito de nós não tem e nem deveríamos ser hipócritas quanto a isso.

Existe a demanda não dita e quase xamanica por mais Origamis ou por mais Sara the instrumentalist.

 

E tenha certeza disso, leitor veraneio, existe procura. Parece até que a vida tem sentido, não? Jamais se engane… sem razão de viver.

 

A menos que você dê o sentido, ninguém vai sentir falta do próximo origami como ninguém precisaria de um Ric Flair se ele não fosse criado.

 

A indústria, inclusive, sabe que fãs de PW em sua maioria, mas descontando os milhões de machistas babacas paus no cu – esses tem que se fuder – possuem a necessidade quase vital por criação.

 

Daí vem o pouco complexo EWR, o pessoalmente intragável TEW, universe mode, GM Mode e text based games de luta livre que temos espalhados na internet; muito bons estes, inclusive, muito bem escritos.

As referências de agora são a nossa infância, os artistas falam a nossa língua e, até pelo menos os próximos cinco anos, a vida vai passar a ser feita na velocidade da luz, Wrestling incluso.

 

O que a gente assiste é recriado em um espaço não físico habitado por Deus, O diabo e Promethea.

 

Acho que está na hora de brincamos um pouco com satã.
Eu já contei pra vocês que o PipeBomb tem uma newsletter?

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Era melhor ver o filme do pelé

Esse é um dos casos de “quem viveu se lembra e quem não viveu nunca saberá como foi”. Tal qual participar de uma suruba, ver essa fase do it begins foi igualmente empolgante e terminantemente decepcionante.

 

Não que eu não ame as duas lutas entre Jericho e “ai meu Deus eu sou tão bom e desvalorizado” Cm Punk, mas, sendo bem franco? Que potencial jogado fora.

 

Sabe essas MERDA dessas promo do Bray Wyatt que tão aparecendo ou qualquer outro Build Up de return ou debut que a gente viu? Esqueça isso.

balanço  e água it begins

Talvez fosse a adolescência, os hormônios, a falta do que fazer ou a ainda maior falta de contato com qualquer pessoa que não fossem perfis com fotos estranhas em uma comunidade do Orkut, mas, man oh man, essa época a vida entrou em ebulição com o famigerado it begins.

 

Seria melhor ter ido ver o filme do Pelé.

 

Existiam teorias que ia ser um retorno da DX por conta dos botões da blusa do moleque – você veja o nível de psicopatia que era essa porra. Também supôs-se que a os mini vídeos falariam sobre a possível volta de Shane O’Mac, à época sumido fazia três anos e sem previsões de volta.

 

Como a gente sabe, tá aí sambando toda terça na TV com o dinheiro de papai.

 

E por fim foi o homem das muralhas de Jericó. E foi uma merda.

 

Tipo, foi legal, mas foi uma merda. Enfim, a adolescência meus amigos, ela é terrível e mágica, tal qual essa época e tal qual esse return.

 

duas crianças em uma sala de aula

E sabe o que mais incomoda a gente quando o futuro chega, quando as lembranças batem? Sempre, SEMPRE podia ter sido melhor.

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