G1 Climax 2019 – DIA O1

Rolou. Dia seis de julho foi uma boa data para o Puroresu dentro dos Estados Unidos, uma vez que, em Dallas, tivemos o primeiro dia do G1 Climax 2019. Bom, caro leitor, caso você queira saber mais sobre o torneio, Joker e LKS te explicam neste texto aqui.

Além disso, devo salientar que SIM, eu pulei todas as lutas que não estavam no torneio e fui direto para os combates do campeonato, pelo simples fato de eu não querer perder tempo vendo luta de trio que vai do nada para lugar nenhum. Reclamações? Mandem para o e-mail.

PROSSEGUINDO

Primeiro combate foi Lance Archer vs Will Ospreay. Um deles é o último campeão do Best of Super Juniors e IWGP Jr. Heavyweight campeone. O outro é o Lance Archer e só isso já basta. Existe uma falha de caráter em todos nós que acompanhamos e, supostamente, amamos PW: todos não falamos o suficiente sobre Lance Archer. E isso se repete com Davey Boy Smith Jr. , mas ai fica para outro dia.

O fato é que o membro da Suzuki Gun e Ex WWE é um powerhouse monstruoso, com uma capacidade narrativa tremenda, vigor físico invejável e potencial para bater de frente em qualquer escalão do Roster. Não sei quanto ao seu carisma, esse talvez fique um pouco em falha por, na minha opinião, nunca ter se dado ao luxo do desenvolvimento.

De qualquer forma, ele, junto de Ospreay, construiu um ótimo combate, explorando o tamanho de um e a agilidade do outro. Fiquei sabendo que eles já lutaram um contra o outro – feita na qual Ospreay saiu vencedor – , mas confesso que não cheguei a assistir este prévio combate.

A luta de sábado, entretanto, foi o suficiente para ver o que estes dois lutadores tem para mostrar quando são colocados juntos num ringue. Foi impressionante e o final, sinceramente, foi muito surpreendente. Ospreay é o futuro brilhante e certo, que só pode ser parado com casualidades do destino, as quais esperamos afastar usando o artifício de nossa torcida.

Já Archer é um souvenir e não sei por quanto tempo mais ele estará exposto para que o aproveitemos. Seria melhor gastá-lo rápido, antes que a poeira o paralise.

Abraço de amor

FALE vs EVIL foi uma bela merda. Pula essa porra ou faça que nem eu: assista com o máximo de distrações periféricas possíveis. Mete um Mob Pyscho, um videozin do Youtube, assiste City of Tiny Lights no Netflix. QUALQUER MERDA

P R Ó X I M O

SANADA vs Zack Sabre Jr foi tudo o que a gente espera de um combate contendo nosso comunistinha favorito da inglaterra. Foi pegado, a técnica foi perfeita, narrativa no ponto e controle total de ritmo com golpes que beiram o absurdo no quesito execução. O Sanada acompanhou perfeitamente e entregou, junto com ZSJ uma luta que é simples e brilhante, um ótimo exemplo de acima do mediano, salientando como o PW pode ser simplesmente ele mesmo em alguns momentos.

E ai, no próximo combate a porra ficou realmente muito séria.

 

KENTA vs Kota Ibushi foi um espetáculo. A quantidade de chute na cara e porrada SÉRIA que esses dois deram faria qualquer ser humano até um pouco acima do mediano chorar feito um ninja escandaloso. Mas esses dois, como são claramente sobre-humanos, conseguiram entregar, em menos de trinta minutos, uma luta com nuances e que mostra como KENTA é um Wrestler sensacional, o quanto Ibushi merece logo esse IWGP Heavyweight Title e como o wrestling da New Japan concorre seriamente em ser o melhor do planeta.

A luta foi muito pegada e, no que eu pude perceber, sem erros. Nada, desde o ritmo até a execução dos golpes, foi desleixado ou fora do tom proposto. Inclusive, achei o selling do Ibushi para os golpes do KENTA lindíssimos. Vamos aguardar os próximos dias e ver como essas duas crianças se saem nas pontuações dentro do torneio.

Uma certeza existe: com dois caras como esses dentro desse campeonato, a certeza de lutas espetaculares aumenta E MUITO.

Por fim tivemos o já clássico Hiroshi Tanahashi vs Kazuchika Okada. Essa luta inclusive foi o Main Event do evento no qual outra luta sobre a qual eu escrevi hoje aconteceu. Interessante, não?

~Se você não achou interessante, favor não expressar sua opinião para não estragar com o meu dia. Gratilúcifer ~

Prosseguindo. Falar que essa luta foi extremamente boa é chover no molhado e depois cuspir para dar uma umidificada. Só assistam e se regozijem na felicidade que o público texano demonstrou tanto quando Okada tirou a calça e ficou de sunga – fato pelo qual eu sou sempre extremamente grato, uma vez que o Okada de calças é uma aberração – como quando a luta começou em si.

Parecia Rock vs Hogan, só que com um dos caras não sendo um babaca, racista, egocêntrico filho de uma puta. Pelo menos até onde eu sei e espero que continuem assim pessoas decentes.

ENFIM

Esse foi o primeiro dia de G1 Climax

Até outra feita, caro leitor

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Lutando como Tchaikovsky

Ontem, após um ônibus passar numa poça, me dar um banho e esmerdalhar com o meu dia, eu ouvi um podcast sobre como Tchaikovsky fez meta comentários sobre a própria sexualidade em sua sexta sinfonia, usando os tons de seus violinos para “bugar” a mente humana.

Não temos um comparativo tão direto e forte no Wrestling, apesar da ilusão, no nosso caso, ser bela e constante devido a todos os elementos usados. Se não a ilusão, a própria mentira dela.

Mesmo assim, o assunto abordado hoje será como alguns lutadores já usaram ou poderiam usar o PW como uma forma de narrativa que puxe outras lutas ou referêncie seus personagens.

O primeiro exemplo que me vêm a cabeça é Omega vs Goto na final do G1 Climax, onde o vencedor – que iria para o G1 Climax enfrentar Okada e fazer a Six Star que bagunçou a vida do Meltzer – usou golpes dos ex-líderes do Bullet Club, Stable da qual ele era líder, e também de seu ex-companheiro de duplas Kota Ibushi.

Parece um detalhe bobo, mas adiciona a aura da luta, ver um competidor usar a história pregreça para pavimentar seu caminho futúro. Por incrível que pareça, The Miz foi um Wrestler que fez muito isso depois de um tempo, apesar de ser um pouco cansativo e mal feito, com os golpes do Daniel Bryan.

Até ai esse tipo de méta comentário é um pouco batido, pois usar o golpe do oponente é de praxe. Mesmo assim, é interessante pensar como a linguagem corporal pode influenciar na narrativa, onde um lutador pode simular o mesmo gestual duas vezes em dois combates diferentes para dar a impressão de uma derrota iminente; e logo depois ele pode se recuperar, aprendendo com seus erros passados.

Setup e Payoff.

Bom, é CLARAMENTE mais difícil do que parece e PW certamente mora no terreno de sua bela simplicidade, a qual é geralmente tão difícil de encontrar. Até porque muita gente tenta complicar e passa vergonha. Entretanto, o que Tchaikovsky fez não foi complicado e muito menos impossível.

Talvez só precisemos ficar mais atentos para ouvir as sinfonias sendo compostas.

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Realidade através da Catarse


Humanos tem a tendência a passar boa parte da vida sem ter ciência do momento presente, sem entender a fábrica de matéria que está ao seu redor ou aquietar sua mente para conseguir senti-lá. Isso são dados que eu, claramente, acabei de tirar do cu, mas que ajudarão a explicar meu ponto aqui nesse texto e a razão pela qual eu venho tão apressadamente ao teclado falar sobre catarse.

Wrestling, de uma forma ou outra, nos faz encontrar essa realidade, com detalhes de sons, luzes, ventos, nortes e gritos, todos os dias que nós nos deixamos levar por ele. É possível que você não conheça como a parede do seu quarto fica bonita se você encostar a cabeça no batente, mas assistindo com frequência, você vai reconhecer de longe qual é o clima da arena onde acontecem os Shows da PWG e porque eles são diferentes dos da Progress, ou porque os shows do Pancrase de dão outro tipo de Vibe que a Dragon Gate não dá.

Estamos vivos nessas conexões através da tela e quem pode dizer que isso não é real? Mesmo que no final, na seja, de uma forma ou de outra.

 

FOTO DA CAPA: Devin Yalkin – NYT

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micro-universos

Micro-universos

Meu texto no WrestleBr só sai amanhã e a Newsletter vai só para quem assina. Ou talvez não existam mais dias e você esteja me vendo do futuro. Se for o caso eu digo “olá, vamos falar sobre micro-universos dentro do Pro Wrestling”.

 

O nosso mundinho da luta livre já é um grande conglomerado de regras, escritas e não escritas, que ditam mais ou menos como as coisas devem decorrer ali entre as quatro cordas ou lutando através do ginásio… ou dentro da boleia de um caminhão indo para Toque-Toque Pequeno.

São pessoas estranhas fazendo coisas inexplicáveis para pessoas que já sabem muito bem que aquilo ali não se justifica. Mesmo assim, ainda temos companhias inteiras que tentam manter uma coerência interna e seguir um mesmo sentido estético e histórico para seus shows.

E existem aquelas adeptas aos micro-universos.

GCW Bloodsport

A GCW é um bom exemplo de como executar de maneira inteligente e lucrativa a ideia dos micro-universos. Conforme a empresa desenvolve essas ocasiões cheias de gimmick, ela também muda as regras e torna aquela feita uma data fechada onde só se aplicam as regras que aquela lógica comporta.

Por exemplo o Janela Spring Break, que é uma putaria doida de Wrestling retroatlético fudida onde qualquer um pode aparecer e você tem chance de vencer mesmo se for… digamos… Invisível?

Até na WWE é possível enxergar um pouco desse conceito. Essa semana foi apresentado o título 24/7 e eu duvido muito que aquela porra asquerosa tenha algo a ver com qualquer outra storyline da empresa. É algo completamente ZONA e super fora da lógica normal dos shows. E está ótimo assim.

Conforme temos esses breves lampejos de ilogismo, a chance de aproveitar a arte é melhor ainda. Os quadrinhos já ensinaram que cronologia as vezes só serve pra fuder você. Então aproveite a liberdade e viva nesses espaços compactos de linguagem, habilidade, visual e esquizofrenia.

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Detalhes

Pro Wrestling, tal qual o cetro da Prometeram é composto pelo macro e pelo micro. Isso em uma visão bem simplista de “assim na terra como no céu ” nos leva a pensar que se os fogos e as luzes e as musicas são importantes, também são os movimentos de cabeça e os olhares e algum movimento a mais.

 

As vezes é espontâneo. Sentado na recepção do consultório da dentista eu consigo pensar em alguns exemplos. O primeiro é a capa deste artigo. Parece idiota, mas a merda do olhar catatonico do Sr. Rau Dudley me traz felicidade genuína.

Da mesma forma, o selling do ACH me da agonia e me irrita um tanto. Me irrita por que é excessivamente bom. Vocês já perceberam que este filho da puta parece não ter articulações?

É realmente um show a parte.

Ninguém da um Peoples Elbow que nem o The Rock. Os inúmeros Elbows Drops e Frog Splash dentro da indústria se diferenciam em impacto, velocidade e narrativa por conta de simples processos. A altura do cotovelo, a postura do corpo. É a escrita, tão característica, que mostra a personalidade daquela entidade que o indivíduo encarna no ringue.

Serifas e círculos presos nos quatro lados do ringue meus amigos. É lindo.

E acredito que são esses pequenos detalhes que fazem um Wrestler. São as minúcias que diferenciam os CAWS do No Mercy das verdadeiras personagens de carne, osso e papelão que permeiam nossas storylines imaginárias.

Não é preciso elaborar muito, nenhum de nós é tão complexo assim. Apesar disso, qualquer Wrestler é uma pessoa a parte e deve ter característica distintas daquele que o interpreta. Existe até uma semelhança disso com locutores de rádio.

O abismo esta posto e cravado entre a real voz e jeito de falar de uma pessoa e a persona que ela interpreta dentro do rádio, mesmo que não exista personagem ali. O RG e CPF são os mesmos, mas a voz que sai do seu rádio não é a fala crua. Da mesma forma o PW é uma performance e nós talvez nunca conheceremos um lutador de verdade. São mascaras, nós as vestimos todos os dias. A unica diferença é que eles estão no ringue.

Assinem minha newsletter e leiam o último texto do LKS no WrestleBR. LKS é um gigante que me da vergonha de escrever comparado a quão bom é esse porra.

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taker gonzales streak

Gonzales x Taker ou a pior luta da Streak

Acredito que todo fã de PW com mais de três meses de Lutinha saiba o que é a streak do Undertaker na Wrestlemania, então vamos sem muito contexto aqui. Eu descobri esse feito logo nos primeiros dias assistindo PW no SBT e essa marca nos acompanhou até 2014, data em que a streak se foi, morta vítima de uma luta abaixo do medíocre.

E é esse o nosso enfoque. As lutas da Streak são, em sua grande maioria – e aqui eu estou sendo muito bondoso – medíocres.

Alguns poucos lutadores conseguiram tirar combates proveitosos do homem quase morto e muito calvo. A partir da Wrestlemania 23 tivemos um padrão bom que seguiu até a Wrestlemania 29. Depois disso foi o fim e o que segue não é relevante.

Mas, se todo atleta tem um ápice, certamente também passou por um fundo do poço. Para o garoto ruivo, esse fundo do poço tinha um alçapão mais fundo que a escotilha de Lost e lá  dentro tinha uma pá para ele cavar mais.

Giant Gonzáles vs Undertaker é pior que ir em gravação do programa da Ana HickmanN.

Caso você ainda não tenha percebido, leitor distraído, eu amo um homem. Bom, talvez não o homem em si, mas sim a personalidade, O personagem e toda aura que o envolve nos anos que participou dessa indústria vital. Ah, e eu também gosto do Undertaker.

Os conhecimentos aqui contidos sobre o homem com roupa de 00músculos e pelos são extremamente limitados. Ele, tal qual o Sr Coveiro, teve uma passagem pela WCW e aparentemente foi melhor aproveitado que Calaway. Seu maior feito? Estar algemado a Ole Anderson quando o Sting ganhou o título de campeão.

Sinceramente devia ter continuado assim.

Taker vs Gonzales é o que existe de ruim no burlesco e absurdo. Certamente seria impossível carregar Gonzales em uma luta e, estando em uma época que o Undertaker não realiza muito mais que enforcamentos, clotheslines e Old School – e se você vier com “ain mas ele continuou assim” PAU NO SEU CU – temos aqui um clusterfuck da desgraça doida.

 

Mas a estética me agrada. Na última edição da Newsletter eu falei um pouco sobre como eu gosto do visual das coisas e, sinceramente, essa luta com dois Wrestlers habilidosos teria tudo o que eu gosto em PW: Gimmicks over the top e uma qualidade quase quadrinística para a coisa toda.

Sério, um gigante latino contra um coveiro? THIS IS MONEY.

Mas a luta é uma merda e eu também, caro leitor. Outro dia falamos mais sobre a Streak, porque esse assunto rende muito.

Fique bem, até amanhã.

 

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Segunda

O final da semana passada foi pesadíssimo e eu tinha muitos textos pessimistas guardados dentro do baú sobre como o Wrestling as vezes não é o suficiente.

 

Sinceramente, não é disso que a gente precisa agora. Também não é de motivação barata. Um meio termo, senhoras e senhores, é sempre bem vindo.  

 

Mas, de fato é segunda, as histórias vão seguir sua narrativa, a sua empresa favorita vai continuar escrevendo e fazendo um monte de cagada. Eu acordei hoje e vi um Gif do PAC quando abri o Twitter.

segunda falcon arrow
avoa bonito

 

É estranho viver uma relação de amor e ódio com algo que faz parte da sua vida, independente do quão recente ou velho é isso dentro da sua rotina. Vamos da apatia ao ódio, depois para um amor extremo. Mas Luta-Livre é sempre luta-livre, envolve gente, expectativa e frustração.

 

Ainda é segunda, tem Raw e provavelmente vai ser uma bosta. E tudo bem.

 

Também é normal querer dar um tempo de PW as vezes. Cansa, e então você precisa de algo novo, talvez outro tipo de Wrestling, outras épocas, ou só um descanso mesmo.

 

A semana começa agora e talvez tudo piore de novo. Francamente, é sempre a possibilidade mais gritante.

Frank Gotch segunda

E ai você vê um combate, de repente se apaixona por uma época histórica, um estilo de luta… e tudo volta ao normal.

 

Nada faz sentido, querido leitor, e você também não precisa fazer. Wrestling é caos, sem explicação, indo do nada para lugar nenhum. Você pode entrar no meio da jornada e ainda se divertir um bocado.

 

Mas aproveite, hoje é segunda.

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O Trem do Hype

Estou aqui esperando para entrar na sala de Vingadores: Ultimato e pensando: quantas vezes o trem do hype já entrou forte e penetrante em nossos ânus nessa vida de fã da luta livre?

 

Eu não sei quanto a você, meu leitor safado, mas desde o começo da minha estrada assistindo PW eu sou facilmente empolgaveu, principalmente em lutas com Wrestlers abaixo do medíocre.

Isso acontece também com feuds em que o combate em si é bom, mas o trem do hype já descarrilhou e todo mundo morreu, deixando a luta como somente um memorando ruim da mal escrita televisionada.

E a decepção sempre vem porque A VIDA É ASSIM. Final de copa do mundo é merda, luta de MMA costuma ser ruim quando o build up acontece e a porra do Undertaker NÃO VAI fazer uma puta legal.

E nesse trem eu embarco porque eu sou trouxa. Pelo menos eu espero que Vongadires seja bom.

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deathmatch

Deathmatch Evangelica

Fã de PW tem o mesmo defeito que novos convertidos em religiões variadas: tentar converter toda e qualquer pessoa a entrar nesse mundo fudido, bizarro, pouco saudável, maravilhoso, transante, megalomaníaco e esquizofrênico do Wrestling.

Entretanto, fica dificil convencer qualquer pessoa com mais de DOUZE anos a assistir uma luta sem ouvir o clássico comentário – que sinceramente não me incomoda de forma alguma – sobre como luta livre é fake.

Sinceramente as pessoas estão, de certa forma, certas. Claro que fake é um termo depreciativo, mas para com essa porra, querido leitor, de que todo mundo tem que gostar da mesma coisa que você e ficar feliz com um velho de sunga lutando. Eu gosto de idosos japoneses de sunga se batendo, entretanto as pessoas não precisam entender o porque daquilo ser mágico e deixar meu coração e reto em chamas.

Contudo, para aqueles que ainda tentam evangelizar os amiguinhos e estão cansados deste tipo de fala – primeiramente, boa sorte, segundamente, tomanoseucu – eu lhes deixo a valiosa dica da Deathmatch.

É complicado que qualquer pessoa de bom senso, apesar de ser complicado contar com isso hoje em dia, diga que o que os olhos delas estão vendo é fake quando uma serra passa na cabeça do recém renascido Jon Moxley. A violência extrema é absurdamente efetiva no convencimento, entretanto é só quando o argumento não é violento.

deathmatch lamp
Amigo estou aqui

Nada de quebrar a lampada na cabeça do coleguinha e gritar: LUTA LIVRE FILHO DA PUTA!

É só para você saber que, caso queira trazer mais gente para essa lama doentia do Wrestling e partilhar um exercito de pênis carregando o Adam Page no colo, talvez seja necessário passar primeiro por um mar de arame e sangue.

As pessoas gostam do “real”. Então vamos para o maior real fantasioso que existe: a violência.

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Second Generation

Porque todo mundo que ser melhor que papai e mamãe, depravado leitor que certamente pensou em SEXO quando eu falei sobre isso.

Inclusive, parêntese rápido, dizem existir um livro – e acho que eu li isso em “Sobre a Escrita” do Stephen King OU ouvi no podcast Writer’s Excuses – que, para chamar atenção do frustreco que lia os manuscritos começava simplesmente com uma linha em caixa alta escrito SEXO SEXO SEXO.

Talvez isso funcione com ele e também com você, seu doente. FIM DO PARENTESE

 

Como eu disse no começo, todo mundo quer superar a gênese. O próprio ser humano de criatura quer virar criador, seja o criador do ser humano o caos ou uma véia doidona. De todas as formas possíveis tentamos superar os erros e melhorar as qualidades daqueles que vieram antes e isso se aplica ainda mais se quem veio antes for nosso parente.

Esses dias eu estava tendo uma conversa com o Joker sobre Wrestlers de segunda geração. Para você que não entende o termo, são lutadores que tiveram papaizes ou mamãezes in the business.

 

O exemplo mais fácil atualmente é Charlotte Flair. Não lembramos nem do porra do Randy Orton porque para ele é fácil superar o pai. Venhamos e convenhamos “Cowboy” Bob Orton nunca foi lá melhor que a merda, ao passo que Randy, além de um escroto, lutava a vera no começo de carreira. Depois ficou preguiçoso, mas aí é outro papo.

Entretanto, tudo muda quando falamos da Rainha. Ela tinha a sua frente um desafio único e certamente difícil de bater: conseguir se equiparar ou superar The Nate.

Jay Lethal

E não seria leviano dizer que ela realmente aceita o desafio e faz de tudo para poder ser a melhor wrestler possível, muitas vezes conseguindo. Logicamente que meritocracia – além de papo de mongol –  é para quem tem privilégios e o nome Flair abre muitas portas e dá muito poder dentro do Locker Room para a ex-campeã. Mas a qualidade da quebradora de Streaks é inegável, mesmo quando a WWE tenta forçar a barra.

 

Por outro lado a gente tem o filho do Ricky Steamboat que bem… é

Deixa quieto.

 

Não, sério, verdade seja dita. O garoto não era MUITO bom, mas estava em desenvolvimento, da mesma forma que a Charlotte não era muito boa quando começou. Infelizmente uma lesão nas costas provavelmente impeça o filho do dragão de lutar. O que é uma pena porque Ricky Steamboat tinha uma disposição que oia… do caralho.

 

Bom, da lista de lutadores que certamente não superaram o papai temos dois e uma incógnita: Cody Rhodes, Curtis Axel e Dustin Rhodes.

 

Os dois primeiros certamente não superaram seus pais, American Dream Dusty Rhodes e Mr Perfect. Sejamos francos, não é uma tarefa fácil. Pelo menos do ex-Nexus eu gosto; já do Cody Rhodes… talvez ele pense que ele se equipara ao pai e ao impacto que o velho teve dentro da luta livre mas, sinceramente? Vai ter que comer arroz, feijão e merda PRA CARALHO para chegar perto do nível do pai. Já o Dustin sempre teve muito potencial, mas as circunstâncias da vida, o booking merda e talvez uma falta de talento que está ali não nos deu a chance de ver. Dois terços dessa equação estarão no evento da AEW então vai dar para ver o estrago.

 

Certamente eu estou deixando muita gente de fora – Usos, Dave Boy Jr. e  Bray Wyatt, beijo no plexo solar de vocês – mas é porque a pessoa que me motivou a fazer esse texto merece, pelo menos, um parágrafo.

second generation wrestler tessa blanchard

Filha do absurdamente bom Tully, Tessa para mim é um exemplo de lutadora e uma das coisas que me motiva a assistir PW atualmente. Acho que o timing e o carisma dela são ótimos, a personagem é boa e porra, PORRA, ela me traz muito a vibe que os 4 Horseman tinham. Novamente, meritocracia é para os privilegiados, mas devemos ter em mente também que se formos comparar o nome Blanchard ao nome Flair, a balança pende para o lado da Carolina do Norte.

 

Sinceramente eu tenho o sonho – e eu não to de sacanagem – de ver a Tessa Blanchard como campeã da NWA. Não só do título feminino, do masculino também, aquele belt bonito e quadrado que aparentemente tinha voltado a ter importância e agora tá no cu de novo. Por favor universo, me vê isso ai e um psiquiatra novo, o resto nois dá um jeito.

 

Meu psiquiatra era tão bom que foi demitido.
Bom dia.

 

 

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