A gente precisava de um Superstars?

Você lembra do WWE Superstars? Programa que, tal qual todas as atrações da WWE, começou com um card de primeira categoria e virou a porra dum descarte para lutas excelentes entre Trent Baretta, Curt Hawkins e Tyson Kidd?

Então, eu infelizmente lembro, pois, como jovem sem bom senso que eu era – e se você é jovem, nem tente buscar bom senso nessa cabeça desgraçada sua – assistir WWE era, para mim, mais importante que procurar um produto novo em um formato mais agradável e que explorasse, de maneira inteligente, as fronteiras do Pro Wrestling.

Até porque, fronteira de cu é rola, o negócio é continuar limitado mesmo!

E ai estreou o primeiro Superstars, desenvolvendo feuds do topo da cadeia alimentar, até regredir, gradativamente, a um programa que aproveitava talentos sub explorados do Roster. Isso, atualmente, me serve de argumento quando alguém fala que existem nepotismo por parte da WWE com os Usos, sendo que estes filhos de uma puta sofreram nesse vácuo de infelicidade que era o programa semanal.

Bom, todos nós já sofremos com dois programas periódicos da WWE e acredito que isso seja o suficiente. Entretanto, siga comigo, pois, ao meu ver o Superstar teve uma importância para mim justamente em relação a perceber que PW não era somente Raw e Smackdown.

Antes do NXT ser uma porta de entrada para algo menos megalomaníaco e cheirado de cocaína como os dois obeliscos do Vinção, foi o WWE Superstars que me ajudou a ver que podemos ter lutas que são, simplesmente, fechadas em si e valem-se somente da habilidade dos dois competidores no ringue.

E também me deram Trent Barretta, que é um presente da vida para mim, abrilhantando nessa minha existência triste e merda, cercada de carne e ideias idiotas como… sei lá, Cody Rhodes.

Bom, até amanhã.

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Lutando como Tchaikovsky

Ontem, após um ônibus passar numa poça, me dar um banho e esmerdalhar com o meu dia, eu ouvi um podcast sobre como Tchaikovsky fez meta comentários sobre a própria sexualidade em sua sexta sinfonia, usando os tons de seus violinos para “bugar” a mente humana.

Não temos um comparativo tão direto e forte no Wrestling, apesar da ilusão, no nosso caso, ser bela e constante devido a todos os elementos usados. Se não a ilusão, a própria mentira dela.

Mesmo assim, o assunto abordado hoje será como alguns lutadores já usaram ou poderiam usar o PW como uma forma de narrativa que puxe outras lutas ou referêncie seus personagens.

O primeiro exemplo que me vêm a cabeça é Omega vs Goto na final do G1 Climax, onde o vencedor – que iria para o G1 Climax enfrentar Okada e fazer a Six Star que bagunçou a vida do Meltzer – usou golpes dos ex-líderes do Bullet Club, Stable da qual ele era líder, e também de seu ex-companheiro de duplas Kota Ibushi.

Parece um detalhe bobo, mas adiciona a aura da luta, ver um competidor usar a história pregreça para pavimentar seu caminho futúro. Por incrível que pareça, The Miz foi um Wrestler que fez muito isso depois de um tempo, apesar de ser um pouco cansativo e mal feito, com os golpes do Daniel Bryan.

Até ai esse tipo de méta comentário é um pouco batido, pois usar o golpe do oponente é de praxe. Mesmo assim, é interessante pensar como a linguagem corporal pode influenciar na narrativa, onde um lutador pode simular o mesmo gestual duas vezes em dois combates diferentes para dar a impressão de uma derrota iminente; e logo depois ele pode se recuperar, aprendendo com seus erros passados.

Setup e Payoff.

Bom, é CLARAMENTE mais difícil do que parece e PW certamente mora no terreno de sua bela simplicidade, a qual é geralmente tão difícil de encontrar. Até porque muita gente tenta complicar e passa vergonha. Entretanto, o que Tchaikovsky fez não foi complicado e muito menos impossível.

Talvez só precisemos ficar mais atentos para ouvir as sinfonias sendo compostas.

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Melhor Wrestling do Mundo?

Eu falei que nós iamos voltar nesse assunto, não? Então

Rollins, aquele rapaz que carrega uma cinta vermelha, já teve mexas na cabeça, aposentou o Sting e fudeu o joelho carregando um velho, falou, como mostramos aqui ontem, que a WWE tem o melhor Wrestling do mundo. Não dos EUA, do estado, do seu metro quadrado.

DO PLANETA TERRA GLOBAL REDONDO DA GALÁXIA DE NOSSA SENHORA DERCY GONÇALVES.

Entretanto, como seria possível classificar, de maneira tão clara, qual companhia tem o melhor Wrestling do mundo? Seria, para mim, o mesmo que dizer que a Fox Searchlight produz e distribui os melhores filmes do mundo. Ela realmente financia e coloca seu selo em algumas produções muito importantes, mas não seria a frequência que ajudou a trazer essa qualidade?

Quando você tenta muito, a quantidade de merda é gigante, mas acabam saindo alguns milhos também. O que podemos concluir quanto a fala do campeão universal é que ele somente enxerga os pequenos grãos de milho não digeridos dentro da pasta fecal que a empresa vital despeja dentro de nossos aparelhos privada toda segunda, terça e, eventualmente, domingo.

Mas não só de dois DÁBRIUS e um Ê se vive. Logo, veremos o que mais podemos colocar como MELHOR WRESTLING DO MUNDO. A AEW já levantou ali no fundo e eu devo dizer OH NO NOT A WAY SIR para vossa merce.

A empresa, sem dúvida, tem um roster com potencial invejável e muita gasolina para queimar nesse caminhão da desgraça que CODY pilota com as mãos de seu ego. Mas dois shows não fazem você ter o melhor PW da terra.

NJPW pode se candidatar, mas ela, apesar de ter lutas individuais muito bem construídas, acaba sempre pecando em algumas storylines de tag, tem young lions muito fracos, fillers desnecessários e… bom… Toru Yano.

A Dragon Gate é sem dúvida outra ótima empresa, com lutadores muito habilidosos, rápidos e de potencial invejável. Mas, assistindo os shows, eu vejo muito pecados quanto a narrativa pós luta e a maneira que as invasões, ataques e segments desenolvem-se. A narrativa dentro de luta acontece de maneira primorosa, mas fora do espaço entre os gongos as coisas ficam muito sem efeito.

Não que isso manche a imagem da empresa, de maneira alguma, continua sendo ótimo dentro do que ela promete entregar. Se fosse diferente é provável que algo ficaria comprometido.

GCW tem seus eventos esporádicos e específicos e apresenta produtos fechados maravilhosos, dando oportunidade criativa para Wrestlers anteriormente desconhecidos brilharem.

PWG é somente o ouro mais brilhante que o garimpeiro encontrou no rio. Nada abaixo do excelente.

CZW, apesar da atual chatice, já foi a casa do novo e instigante.

Isso porque eu ainda nem entrei na gra mary betania e na Alemanha. Tal nós leva a um único fim, que é admitir tal questão como impossível de se resolver de maneira impessoal. O melhor Wrestling do mundo seria aquele que te agrada e que atende a um padrão minimamente decente de habilidade e coerência dentro da proposta. Lógico que você pode achar uma empresa terrível a nova batata recheada de Blumenau, mas isso só te atesta como um idiota cego.

E infelizmente, idiotas cegos não se enxergam, mesmo sob os holofotes da maior empresa de PW do mundo.

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Ninguem faz como a WWE faz

Por um lado, precisamos admitir, Seth Rollins tem razão.

Para aqueles desinformados, o contexto é que o atual Universal Champion entrou em uma batalha através do twitter nas últimas semanas para defender e enaltecer a empresa da qual ele agora é uma das faces.

Como eu disse, ele tem um ponto, mas talvez não seja o que ele pensa. Porque as coisas que a WWE faz é difícil ver qualquer outra empresa de Wrestling replicar. Por exemplo, as empresas não saem por ai fazendo shows multimilionários para apoiar o regime saudita. Talvez seja porque ninguém nunca ofereceu? Talvez.

Mas, mesmo assim, isso são coisas que só uncle Vince traz para nós. Por falar em Uncle, é difícil ver uma federação quase matar um velho e trazê-lo para lutar menos de um mês depois. Bom, tirando o PCO.

Mesmo que existam similaridades, ninguém faz como a WWE faz, daquele jeito gostosinho, escancarando sua cara megalomaníaca multimilionária de empresa sem escrúpulos e sem precedentes. Até porque ela aparentemente também tem a habilidade de transformar pessoas medianamentes gente boa em cuzões chatos e corporativista.

Quanto a isso, Seth Rollins tem total razão.

Agora WRESTLING é um assunto que vamos discutir amanhã

 

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Video Jogos

Grande parte do que me faz ser fã de Wrstling hoje em dia não foi inventada somente por Vince O’Mac e um bando de escritores em uma sala cheirando a porra, cigarro e Whisky. Elas foram criadas por pessoas especializadas em jogos, escritores que pensaram nas histórias que seriam divertidas de viver se tudo aquilo fosse real. Alguns outros aspectos foram inventados por mim, um aperto de botão por vez, onde tudo o que acontecia tinha uma razão dentro de um contexto que só eu conhecia, um mundo de vídeo jogos onde pixel viravam ação e números faziam arte.

A primeira vez que eu joguei Smackdown vs Raw 2006 eu estava com febre. Foi um dos melhores dias da minha vida.

Desde então eu tenho muito apreço pelos jogos que tentam retratar a luta livre de uma forma divertida, capturando, nem que seja por alguns instantes, a energia e vitalidade que faz desse esporte algo completamente diferente de tudo que nós temos e, ainda assim, algo que pode ser familiar a qualquer um.

Uma das minhas primeiras lutas foi Tajiri contra Undertaker e cara eu fiz nosso amigo nipônico sangrar feito um filho da puta. Ainda mais depois que eu peguei o jeito dos finishers? Rapaz aquilo foi uma festa. Um tempo depois, na loja do senhor que me vendia jogos de PS2 eu vi o Smackdown vs Raw 2008 com seu sistema de classes, uma criação de personagem mais avançada, Storylines mais complexas que, devido ao meu conhecimento quase nulo de inglês na época, pareciam até mais legais do que eram e um gráfico um pouco mais compacto por assim dizer.

Eu tenho a impressão que, conforme os anos passaram o visual dos jogos da WWE deixaram de ser algo blocado e um pouco estilizado para algo mais naturalista e, sinceramente? Isso para mim deixa o jogo um pouco mais feio. Eu acredito que jogos de PW não precisam ser totalmente naturalistas, precisam sim ser funcionais e passar um sentimento de vislumbre, o olhar para o fantástico e não uma cópia completa do que já existe.

Também não precisa ser uma putaria sem sentido que nem o All Star.

Enfim, por hoje é isso amiguinhos.  Outro dia voltamos aqui para falar mais sobre joguinhos. Não, eu não esqueci do WWF No Mercy.

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Pouca brand e muito título

IMAGEM DO GREAT SASUKE É MERAMENTE ILUSTRATIVA
GREAT SASUKE É FODA

Esse é um texto rápido só para constatar que esses shows da WWE estão, sem sombra de dúvidas, uma porra. O Brand Split praticamente morreu, temos mais gente com cinturão do que lutadores de cabelo comprido e sunga, a previsão é só de que tudo piores e as mudanças significativas ficam somente para a última hora de Raw, onde temos as mesmas lutas de sempre.

Claro, bancar o doutor que tem diagnósticos exatos sem nenhuma responsabilidade é muito fácil. Entretanto, não precisa ser um gênio para notar que existe algo ligeiramente errado com a qualidade do produto que a empresa dos Mcmahon vem apresentando num geral.

Ta, exclui o NXT disso dai.

Não sei se a culpa é do próprio Vince, do “processo criativo” que a empresa impõe aos seus funcionários como denunciou Jon Moxley em sua shoot interview ou simplesmente as estrelas tem se alinhado semana após semana para testar a paciência do telespectador, levando aos céus via sattelite um RAW mais merda que o outro. Smackdown também, mas não tanto. A brand azul mantem-se mediana; o problema é que quase não existe mais BRAND AZUL

Tudo voltou a se misturar e um assunto que eu poderia resolver em um tweet virou um texto no blog. TA TODO MUNDO LOUCO nessa terra de meu Deus e enquanto o trem do Hype leva as pessoas a acreditarem que a AEW será algo diferente disso – e eu não dou cinco anos para estar tudo a mesma merda – esse mesmo veículo vem atropelando nossa já fudida impressão em relação aos geriátricos show semanais da Luta Livre Mundial e Entretenimento.

Mas no fim tudo se resolve, para o bem ou para o mal.

 

 

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habilidades

Habilidades de um Wrestler

 

Eu sei que o assunto do momento na verdade é a entrevista do Mox no Talk is Jericho, EU SEI.  Mas não é disso que eu quero falar, pelo menos não por agora.

Mesmo assim, se você está demasiadamente em polvorosa para desassociar sua mente dessa shoot, acho que pelo menos podemos usá-la como um ponto de partida alternativo; meu ponto de partida principal é a gravação dos testes físicos que aconteceram no Performance Center da WWE.

Tanto Mox, quanto vários outros lutadores, estrangeiros e brasileiros, nos mostraram em menos de uma semana que ser um lutador não se trata tão somente de saber dar uma tesoura ou gritar “aaaai” quando alguém de der um low blow. É óbvio? Um bocado. Eu já tinha parado para pensar nisso? Não seriamente.

Como recém praticante de esportes, fica cada vez mais claro que habilidades básicas são muito mais necessárias para formar um bom atleta do que uma complexidade avançada de periféricos uteis na hora do improviso. Isso significa que é mais importante saber correr e saltar do que saber dar um 450 splash de cima de uma escada em uma pessoa que esta sendo carregada por formigas de fogo em um ringue feito de jéleca.

habilidades

Quer saber de algo mais estúpido ainda? Já haviam me ensinado isso em outra área de conhecimento: o desenho. Realmente é um porre ter que desenhar círculos perfeitos e linhas retas quando tudo o que eu quero fazer é o SUPROMES voando através de metrópoles. Entretanto, Metrópoles é um amontoado de retângulos em perspectiva forçada e o Clark não é nada mais que figuras geométricas distorcidas e estilizadas com base em uma anatomia artística.

PW basicamente consiste em aprender a fazer círculos para depois construir sua própria cidade e seu homem do amanhã.

Ritmo, postura, forma de correr, a maneira que os golpes são vendidos são coisas básicas que basicamente ditam se você serve ou não para aquela história.

Ver pessoas treinando saltos e ouvir o Jon Mox falar sobre seus treinos BÁSICOS para evoluir como atleta e não só como lutador é um belo exemplo de como essa construção funciona. Porque, se o complexo for feito sem base, ele desmorona. É só ver futebol sem time de base porra, essa merda não vai pra frente e ai eu tenho que aguentar umas merdas TIPO FINAZZI NO CORINTHIANS, VAI SE FUDE, QUE ANO DE MERDA.

 

uff…

 

É isso, até amanhã.

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suicidio

Untitled

Hoje não existe quebra de quarta parede nem gifs. Ashley Massaro foi encontrada morta na manhã de terça feira em sua casa localizada em Smithtown, Nova Iorque. O óbito, pelo que se descobriu mais tarde, foi aparentemente causado por suicídio.

 

Não é possível começar a descrever a sensação dessa descoberta. Não é o primeiro caso de suicídio que temos esse ano dentro do mundo do Pro Wrestling e nos dias da morte da Ex Wrestler da WWE, certamente ela não foi o único ser humano a tirar a própria vida.

 

E não existe nada relacionado ao clássico Setembro Amarelo Bullshit que eu possa dizer aqui que vá mudar alguma coisa sobre isso. O papo motivacional é só merda quando doenças como depressão, fobia social e ansiedade começam a marretar a nossa rotina. Só existe você e, caso você tenha sorte, uma rede de apoio.

 

Isso não é um pedido de atenção para que vocês passem a se conscientizar sobre o suicídio e os problemas de saúde mental. É a porra de um grito no escuro para cada fã de wrestling e cada um que se considera ser humano. Pois não pense que as empresas e companhias estão dando meia foda para a morte da Ex Campeã mundial ou para qualquer outro lutador que já tenha cometido ou tentando suicídio.

 

A WWE, para dar nome aos bois, vai tirar o cu dela da reta. É assim com Benoit, que matou a família e se suicidou, é assim com Ashley e vai ser assim com qualquer outro lutador que passe por isso. Porque atentados contra a própria vida não dão renda, não passam uma boa imagem para uma empresa que faz seus empregados saírem todo dia para o trabalho sem um tratamento minimamente preparado para lidar com sua saúde física e mental.

 

Nem durante e nem depois.

 

Porque a vida é assim. A marca quer lucro e as pessoas se parecem cada vez mais com marcas. A nossa única chance é tentar ouvir, mesmo que seja extremamente difícil, algo mais que o som da nossa própria voz. Porque daqui há duas semanas esse assunto vai ter passado e só quem vai se lembrar TODOS OS DIAS são os parentes próximos e quem realmente sentiu a falta de mais uma pessoa na mesa da janta ou no sofá de fim de noite.

 

E a parte mais difícil é admitir que ainda assim existe esperança e não, não é nada fácil de encontrá-la. Mas você precisa e não só para você, mas para o outro também. A prevenção do suicídio não começa com você abrir sua caixa de mensagens do messenger para ouvir desabafos, começa com você não sendo escroto na rua; começa com você perceber quando uma brincadeira vira afronta. Começa quando você entende que, na realidade, não existe o maldito “mimimi” que as pessoas querem te enfiar guéla abaixo. Essas três sílabas afogam e matam lentamente.

 

Antes que alguém argumente, SIM, A GENTE ERRA PARA CARALHO. Eu, Alex Maniezo, não o Léquinho, mas a pessoa que escreve aqui todos os dias, o Alex, ERRA PARA CARALHO! Eu xingo as pessoas quando não precisa, eu trato mal quando poderia ser mais leve ou só ignorar. Eu não ouço os socorros dos meus melhores amigos muitas vezes por estar preocupado comigo . E tudo bem se preocupar consigo . Porque isso também ajuda, isso também previne e isso também salva.

 

Entretanto é preciso entender que existe uma doença por ai e ela é bem real. Existe remédio, existe tratamento e o que você pode fazer é apoiar. Tudo fora disso é prepotência ou egoísmo. Pode parecer duro demais, contudo é preciso também espalhar a ideia que não existe um salvador dentro de todos nós para quebrar uma doença na labia, um discurso motivacional por vez.

 

É preciso ter consciência e isso, num primeiro momento, já ajuda muito. Porque é daqui que começa, é por baixo. A Netflix vai continuar fazendo dinheiro com 13 Reasons Why, a WWE ainda vai sugar a vida de cada lutador ali até a última gota de exaustão e os estudantes de medicina vão seguir com o maior índice de suicídio dentre todos os universitários que, por si só, já são uma classe com altos índices de ideação suicida.

 

Não existe uma maneira boa de terminar um texto ruim. Tudo o que fica é mais uma perda dentre tantas, mais um corpo que foi negligenciado por uma grande companhia, dentre tantas outras como sua rede de fast food favorita ou seu supermercado. O problema esta sempre mais perto, mas a solução também deve estar, existe ajuda e apoio.

 

Mas, em momentos como esse, eles parecem distante e tudo que nós vemos são os pêsames para a família e os amigos, uma comunidade específica que perde mais uma pessoa presa em sua própria mente.

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Lanche da madrugada e a cultura dos highlights

Eu tenho o velho hábito de não dormir. Não me pergunte a razão e nem os efeitos colaterais que provavelmente irão encurtar meu tempo caminhando sobre a terra.

Volta e meia rola um lanche. Nos lanches rola sempre – sério, SEMPRE – um highlight.

Para você, amigo saboroso, que não sabe o que é um highlights, você pode pensar exatamente em um vídeo com os melhores momentos.

Talvez para a sua surpresa eu deva dizer em seguida: esse tipo de vídeo é extremamente útil.

O uso da palavra é exato é literal – usando literal corretamente lifestyle – uma vez que esses vídeos curtos te dão acesso a novas lutas e talvez despertem o interesse em feuds que você não conhecia. Além disso são uma ótima fonte para Nu Rock e pós grunge de qualidade duvidosa.

Até porque highlight não se faz com musica boa e sim com Limp Bizkit e Skillet. Com Evanescence, música da fase merda do Metallica, com Creed. Se faz com Undefeated.

Porque é assim que tem que ser; existe linguagem nesse tipo de compilação, principalmente tratando de Wrestling. É preciso um timing, é preciso ARTE para que você possa apreciar pão dormido com manteiga às 3h15 da manhã de terça feira quando sua gastrite está berrando mais que as sete cadeiras de balanço do inferno.

Ou você pode assistir no banheiro, deitado na cama, na frente do PC. É um formato de vídeo que realmente me ajuda a não perder o tesão pelo PW, fato que sempre ameaça minha vida e poria em risco minha sanidade mental, uma vez que eu iria parar de escrever e, consequentemente, existir.

Então, que vivam os preguiçosos e os sem tempo que alimentam a indústria dos highlights. Que vivam os artistas que gastam tempo em tornar um evento de mil horas em algo interessantíssimo de quatro minutos e vinte.

Porque o tempo voa demais e às vezes a gente só precisa de uma pílula concentrada de arte e estilo, às vezes a gente só precisa de Wrestling.

 

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O Trem do Hype

Estou aqui esperando para entrar na sala de Vingadores: Ultimato e pensando: quantas vezes o trem do hype já entrou forte e penetrante em nossos ânus nessa vida de fã da luta livre?

 

Eu não sei quanto a você, meu leitor safado, mas desde o começo da minha estrada assistindo PW eu sou facilmente empolgaveu, principalmente em lutas com Wrestlers abaixo do medíocre.

Isso acontece também com feuds em que o combate em si é bom, mas o trem do hype já descarrilhou e todo mundo morreu, deixando a luta como somente um memorando ruim da mal escrita televisionada.

E a decepção sempre vem porque A VIDA É ASSIM. Final de copa do mundo é merda, luta de MMA costuma ser ruim quando o build up acontece e a porra do Undertaker NÃO VAI fazer uma puta legal.

E nesse trem eu embarco porque eu sou trouxa. Pelo menos eu espero que Vongadires seja bom.

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