Semanalfabeto 18#

Sierra, Hotel, India… Ah, você já sabe o resto

Os meninos estão juntos mais uma vez

 

Retorno para falar, de novo, sobre WWE, mas isso vai mudar. Existem forças em movimento nesse mundo solitário do semanalfabeto que vão fazer uma curva na estrada, mesmo que eu não saiba muito bem para onde ela vai.

Siga-me então, por hora, nesta linha reta.

A Shield voltou! Como ficamos felizes com essas coisas não? Se não estou enganado nem um ano se passou desde que eles se juntaram para bater Miz, Bar e companhia, o que acabou um tanto rápido quando Ambrose se lesionou. Pois não é que logo quando ele retorna…

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Semanalfabeto 17#

Custo beneficio

A relação horas de evento/qualidade de luta anda muito ruim em alguns casos, muito boas em outros.

 

Final de semana cheio! TakeOver Brooklyn 4, Summerslam, isso sem contar eventos da ROH e da GCW; quando digo “sem contar” é quase literal. Essa será a única menção feita a eles neste texto, então respire, leia as siglas de novo e depois me siga porque eu ainda tenho algumas coisas a falar.

O PPV do NXT não surpreendeu em nada, o que aqui pode ser lido como “foi extremamente bom”, algo que se mostra um padrão na quase-brand preta e amarela. Na minha visão dois fatores contribuem para isso: o primeiro é a quantidade abusiva de Wrestlers competentes que, aliados a um booking que demora mais a escorregar quando comparado ao Main Roster, entregam lutas minimamente boas em um tempo satisfatoriamente divido; o seguindo fator é justamente esse tempo de evento, que no geral é curto, de duas a três horas onde ocorrem poucas lutas, cinco, no caso do último PPV. É um tempo reduzido em que não se perde tempo com frivolidades ou lutas que não tenham sido desenvolvidas até aquele ponto, o que proporciona um foco nos títulos (algo que, acho, devia ser o principal visto a importância intrínseca) e delimita também uma margem de criatividade maior para todo mundo envolvido no trabalho. Obviamente que isso pode gerar uma pá de merda nas mãos erradas, mas nós não estamos falando das mãos erradas estamos? Uma escorregada ali, uma decisão duvidosa aqui, o show segue firme e com um saldo constantemente positivo.

Tornou-se muito raro ouvir reclamações quanto aos eventos do NXT. As divisões feminina e de tags são fortíssimas, com tantas possibilidades a serem exploradas que beiram o excesso. E mesmo assim, quando se repete as lutas, o que no PPV desse final de semana aconteceu três vezes, sendo essas a luta pelo título feminino, de duplas e do NXT, não fica um gosto tão forte de fadiga quanto em alguns embates do Main Roster.

Mas eu seria leviano em querer traçar equivalências tão fixas entre um e outro. Não é tão fácil assim gerir a quantidade de lutadores que existem tanto no Raw quanto no Smackdown e as lutas “enchessão de linguiça” no card estão ai desde que o mundo é mundo, em qualquer evento esportivo que envolva combate.

Mas porra… precisava ser TÃO cansativo? Caso você ainda não tenha percebido meu caro amigo, o Summerslam começa AGORA. Bom, na verdade não, já que eu escrevo a primeira versão desse texto exatamente 55 minutos antes do RAW pós PPV. Você me entendeu, vai.

Ao lado figurativo do “meu amigo Joker” (novo filme do estúdio Ghibli) assisti as 4 horas de show do Summerslam, além de ter sobrevoados as duas horas de pré show para ver uma escrita cuja criatividade acachapante me levou ao êxtase.

Três. Malditos. Finais. Por. Roll. Up.

E até que as lutas não foram de um todo ruins, principalmente quando se fala da luta pelo título dos leves (ou pela categoria de peso cruzeiro, ou título cruzeirense, decida-se.) O caso é que, como o filme Presságio já nos ensinou, o final conta muito para o balanço final de uma obra e quando o final é fraco…

A parte boa é que o Card principal começou com o pé embaixo, trazendo uma das lutas que eu mais queria ver: Seth Rollins (Dean Ambrose em seu corner) x Dolph Ziggler © (Drew McIntyre em seu corner) pelo título intercontinental. Eu não vou comentar luta por luta, até porque eu não fiz isso com o TakeOver então seria no mínimo injusto fazer aqui no evento de veraneio onde a quantidade de lutas é tão elevada, treze lutas no total. Não foi de todo ruim, já lhe adianto isso.

Além da luta supracitada, Bryan x Miz foi altamente satisfatória, Balor x Corbin acabou rápido com o ex-principe ganhando em sua forma demoníaca (uma grata surpresa) e a 3 Way entre Charlotte, Becky Lynch e Carmella pelo Smackdown Womens Title, apesar de um resultado que dividiu opiniões, teve um payoff muito bom, que leva as coisas para um caminho interessante na divisão feminina da brand azul. A luta entre Joe e AJ Styles, assim como a luta entre a New Day e os Blundgeon Brothers (respectivamente pelo WWE Title e o Smackdown Tag Team Title) tinha tudo para ser ótima, mas ambas acabaram de maneira símil: DQ. É chato para caralho quando a WWE repete final. Chato para um caralho, principalmente quando as lutas vinham num crescendo

De resto… aconteceu. Todos os títulos do Raw mudaram de mão, sendo a exceção o titulo de duplas, as lutas não comentadas aqui ou foram chatas ou não tão legais o suficiente para eu lembrar (salientando que a luta do Balor teve o Demon, que é um fator importante para esse embate estar aqui.)

Meu ponto é: Está compensando ir dormir tarde no sábado e recuperar o sono no domingo à noite. Se não fosse os amiguinhos? (Uso o plural porque além do Skype eu comentei o PPV com o Luan no aplicativo verde. Ele foi um desses que ficou pistola com a Charlotte vencendo.) Se não fosse por eles eu tinha dormido antes do Faustão se despedir.

Mas eu não vou reclamar não, para um desocupado como eu metade é o dobro.

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 15#

Recomendações

Edição 15… por um breve momento acreditei que não passaríamos da 14, mas depois da morte ainda existe muita coisa.

Bem vindos a mais um semanalfabeto.
É normal se perder em meio a  muita informação e principalmente se tratando de wrestling, se torna comum perder algo que foi realmente fantástico pelo simples passar do tempo ou devido a falta de informação. Então leitores e leitoras, por mim e por você, aqui segue alguns comentários sobre coisas que vi nesses últimos 10 dias e também algumas recomendações de amigos.
De pronto gostaria de tirar do caminho Tommaso Ciampa vs Tyler Black pelo NXT Title na edição #310 do show semanal. É curioso ver a disparidade entre os shows periódicos da empresa de Stamford no que tange qualidade de luta e possibilidades dado ao foco dos mesmos e suas diferenças de tempo, proposta e roster. Dificilmente se veria uma luta tão boa no Raw, sendo o principal motivo a duração das lutas (apesar deste ser um show bem mais longo que o da brand amarela) já que no roster principal como um todo existe muito contingente e esse pessoal precisa escoar de alguma forma, geralmente em lutas curtas.
Dito isso, vamos a luta em si.
É bonito ver quando algo funciona bem em todos os aspectos e essa apresentação foi estritamente assim: crowd  em sintonia com a história, veementemente contra o Ciampa; os dois lutadores foram precisos, nosso querido Drake foi um ótimo juiz e os elementos que foram inseridos ao final da luta, usando todos esses supracitados, funcionaram de uma maneira inesperada, gerando um final mais que satisfatório.
Aposto que você já sabe, mas, caso não, eu peço desculpas pelo spoiler de graça. Foi surpreendente ver o titulo do NXT mudar de mãos em um show comum e em uma luta tão bem pensada, apesar de o título de duplas ter sido recentemente disputado e ganho também em uma edição semanal. Talvez seja uma estratégia inteligente dos bookers e é certo que atualmente, junto do 205, o NXT é a melhor coisa na WWE (chuva no molhado, porra!)
Sabe algo que eu não estou acompanhando? G1 Climax. Infelizmente me falta a disciplina necessária para acompanhar uma competição dessa extensão; disciplina, tempo e internet (dentre esses três o mais escasso é internet). Mesmo assim, pelo que é possível ver pelas redes sociais, parece ser uma competição um tanto divertida. Sendo assim, para que você consiga ler pelo menos algo relevante sobre o campeonato, siga o Gran Akuma no twitter.
Ainda no twitter, sexta feira no perfil do Pipebomb nosso amiguinho Joker fez dois tweets recomendando lutas recentes, então, caso você não as tenha visto, confira aqui quais são e vá atrás, meu caro!
Desta lista é possível puxar algo que me intriga e já não é de hoje: Impact Wrestling (ou TNA, ou Global Force, seja lá como se chame essa semana.) Essa companhia que ascende e despenca com tanta velocidade está, mais uma vez, bem nos trilhos. Apesar de ainda não ter assistido por completo o Slammyversary (inclusive o WrestleBr comentou o evento inteiro em seu twitter, thread grande para caralho) fica nítida sua melhora . Só pelo fato de eles terem DUAS L.A.X (não exatamente) já vale a pena assistir. Não só essa Stable é muito boa em sua nova formação, como todo o roster que compõe o Impact possui uma alta qualidade, principalmente seu campeão. Enfim, assistam o Slammyversary porque eu também preciso ver. Se possível me incentive.
Luan também colabora para esta edição. Sua indicação é Seth Rollins vs Drew McIntyre no Raw #1314 e abaixo segue seu comentário feito por Whats App:

TOP
É bom ver o nível das lutas do RAW crescendo

Por fim, assistam a matéria que o SBT fez sobre a FILL, ficou bem legal e quanto mais trabalho jornalístico sobre PW, principalmente tratando como uma linguagem (ou teatro marcial como eles chamaram), melhor vai ser a assimilação do público. Acredito que tanto em quantidade como em qualidade.
Por hoje é só, minhas costas tão doendo que só o inferno e o sol nasceu faz pouco tempo. Até semana que vem

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Semanalfabeto 12# – Decepção

O Brasil perdeu a copa ontem e hoje eu estava vendo um documentário sobre Warren Ellis, então eu preciso falar sobre como o esporte as vezes gera decepção enquanto conta uma ótima história. Ou sobre nada disso, eu simplesmente não tenho ideia sobre o que escrever.

Bem-vindo a mais um Semanalfabeto. Infelizmente isso ainda é uma coluna sobre Wrestling.

Existe muita coisa dentro da luta livre que já me chateou profundamente; essa semana, hoje, esse mês, desde que eu nasci. Eu me lembro de ter três anos e ver o Pitbull de Mauá mordendo a cabeça do Michel Serdan. Não sei se já aconteceu, mas na minha cabeça a cena existe e envolve uma mulher chorando ao lado do ringue.

Não que nada disso tenha sido particularmente decepcionante, foi só o que veio a cabeça.

Whooooo’s your daddy

Eu realmente queria que o Bret Hart tivesse voltado mais cedo para a WWE, que não tivesse sido chutado na cabeça por um lutador totalmente descuidado, queria que ele não tivesse sofrido com o câncer e fico muito feliz dele ter saído dessa. Entretanto a questão aqui não são as doenças do Bret. É engraçado como –- não, na verdade não.

É curioso, porque eu seria um completo idiota em achar algumas coisas engraçadas (e você preste atenção no que acha engraçado, pois você pode ser um imbecil e não estar ciente disso), como algumas das maiores tragédias da vida nos privam de coisas totalmente simples e momentos que não fazem a mínima diferença no grande esquema das coisas, pelo menos não quando comparados ao impacto de uma pessoa viva. E geralmente é a morte que nos tira os grandes momentos, as grandes lutas que nunca vimos, as grandes feuds.

A vida em si tira quando não esperamos. Tyson Kidd podia muito bem ainda ter condições de lutar, mas não tem. Hogan vs Flair não aconteceu quando tinha de acontecer. Foi na WCW, com dois lutadores já fora longe de seu auge, sem o clima necessário, sem o poder que poderia existir dentro de uma feud com dois nomes desse peso.

A gente é um tanto egoísta não? Pensar em coisas assim quando tantas outras variantes poderiam ter sido diferentes e que seriam muito mais benéficas para a raça humana. Mas é assim que nós somos, meus amigos. As botas, as cordas, as luzes, é tudo tão fantástico que mesmo as barreiras da possibilidade acabam se tornando pequenas para nossa mente que pensam “e se?”

E ele nunca vem, a possibilidade NUNCA vem, porque o que era viável acontecer, aconteceu. Eu começo a escrever sobre doenças e morte e acabo pensando que não falei o suficiente sobre isso, mas não é sobre isso que eu quero falar. Desculpa.

Triple H ganhou uma porrada de lutas que não precisava ganhar e a gente sempre vai falar isso e nunca falar do quanto de lutas ele perdeu, porque no final não importa, uma coisa não anula a outra.

Sabe quando você está lendo alguma coisa e pensa “esse cara está totalmente perdido”. Alex está totalmente perdido. Não é por conta da copa, que foi realmente a força motriz para essa edição (que basicamente é o que vem à cabeça), entretanto é o que aparece depois de perder um jogo ou não conseguir defender sua tese de mestrado, falhar num lance, não lerem o que você escreve, qualquer coisa do tipo.

Investimento emocional é algo que gera uma séria dose de melancolia e de abstinência. Eu tenho melancolia toda vez que eu ligo no FOX Sports 2 e assisto o Raw e só consigo gostar de 20 minutos das 3 horas de programa e fico pensando se o verdadeiro problema não está do lado que cá da TV e não de lá.

Aonde está o erro meu amigo? Aonde está a formula?

E mesmo assim tanta coisa que parecia improvável, essas acabaram acontecendo. Tantos momentos fantásticos aparecem nesse mundo da luta livre todo dia, então deixe de ser um ingrato desgraçado.

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 7# – Review – André the Giant: Life and Legend

Não é preciso muita coisa para contar uma grande história, a não ser uma grande história em si. Sem isso você não tem nada, independente dos seus personagens, da situação maluca ou da técnica usada para transmitir aquilo. E não existe história maior que a vida real, talvez a não ser no Pro-Wrestling. Nesse âmbito se passa André the Giant: Life and Legend, escrita e desenhada por Box Brown. Sinceramente eu não conheço muito o trabalho do autor, mas já no prefácio fica visível seu amor pela arte que mistura esporte e ficção. Neste espaço ele explica como começou a gostar de Luta-Livre e, consequentemente, conheceu o gigante. “O conceito de ‘verdade’ que se tem no Wrestling profissional e certamente elástico e se conecta com a ideia do wrestler como um produto” escreve Brown em um dos parágrafos.

Como é ser vendido como um produto quando as características que lhe tornam vendável também são as características que vão te matar um dia?

Usando essa premissa, Brown conta a história de André Roussimoff, nascido em Grenoble, França, em 19 de maio de 1946. Para nós Roussimoff é André The Giant, a oitava maravilha do mundo, um gigante que pisou nos ringues é protagonizou um dos momentos mais icônicos do Wrestling nos Estados Unidos, para o bem ou para o mal. Neste gibi Brown aborda tanto carreira como vida pessoal do lutador, a convivência com a doença que lhe dava todo esse tamanho e que lhe trazia tanta dor e como isso afetava suas relações com os outros. A Acromegalia, doença supracitada, é explicada em duas páginas inteiras com pequenas intervenções textuais. De um jeito simples é nos apresentado o todo: O corpo de Roussimoff basicamente ia crescer até não conseguir mais, os órgãos não iam acompanhar e ele iria envelhecer mais rápido que o normal. Isso é mostrado com desenhos simples e precisos, característica do gibi inteiro.

Não espere de Brown um traço rebuscado e muito detalhamento. Sua anatomia é bem simplificada e ele faz um bom uso das formas e dos volumes. Os ângulos de câmera são, em sua maioria, muito simples, sempre detonando a enormidade que era André. A parte positiva é que, devido a essa simplicidade constante, ele consegue impactar nos momentos certo; a cena do body slam de Hulk Hogan em André The Giant nunca tinha me impressionado até hoje. Nesse gibi, com esse contexto e essa narração ele reassume um poder que, sinceramente, eu nunca achei que tivesse.

Esse tipo de desenho também contribui para um clima cotidiano nas situações, principalmente em um tipo de negócio em que tudo é tão escalafobético, tão gigante. As escolhas narrativas são importantes para “blocar” a história. Brown usa cartazes, revistas, mapas de viagem estilo Spielberg e a clássica legenda para mostrar local e data. O acabamento de seu traço é basicamente nanquim, sem cores e somente um tom de sombra devido ao uso da reticula cinza escura. Se por um lado a arte é boa, por outro ela torna a história um pouco desinteressante as vezes, passando rápido demais em pontos nos quais poderia se deter um pouco mais, como as relações de André com outros Wrestlers e algumas brigas. Mesmo assim essa escolha é consciente do autor, levando em conta que existe uma vida inteira para contar ali e a história tem de seguir em frente.

Como um biógrafo o desenhista não se segura e mostra aspectos importantes da personalidade de André, o consumo abusivo de álcool, os acessos de raiva, sua descontração, suas falhas, os xingamentos racistas e sua falta de contato com sua filha e a mãe dela; é possível ver também através das páginas a doçura de alguém que teve de conviver com uma existência que o tratava feito aberração, sempre com dor e com a sombra de uma morte precoce correndo atrás de alguém que vive em um ambiente de atuação física constante. Se faltam tons de cinza na arte, sobram na temática, sendo inexistente um julgamento moral por parte do autor quanto as ações de André, algo que fica a cargo do leitor.

Outro aspecto bom do gibi é o trabalho de introduzir a luta-livre como um modelo de negócios e suas características. Além da explicação de alguns jargões existirem dentro da própria história, no final da obra existe um pequeno glossário de termos, explicando coisas como babyface, heel, squash e over, conceitos que, para quem acompanha Wrestling, são claríssimos, mas podem ser confusos para alguém que não está habituado com esse universo. Dentro disso temos o trabalho de André The Giant como um lutador, seu começo na França até evoluir para uma atração mundial, o excesso de exposição (e como isso pode comprometer um lutador) e a figura de Vince McMahon Sr. como alguém que transformou um ser humano em lenda. Esse ponto é um exemplo perfeito de como funcionam as coisas no Wrestling: todas as ações do lutador devem ser pensadas para contar uma história, seja seu excesso de movimentos ou a falta deles. Essa é a mágica retratada nos ringues e que é transposta pagina a pagina nessa obra.

Life and Legend é um trabalho muito bem feito, passando por várias épocas da indústria enquanto entra fundo dentro da vida de um homem que precisa lidar com seus demônios e os demônios a sua volta, estejam eles em forma de problemas ou de pessoas; em alguns momentos ele mesmo pode ter sido um demônio dentro da vida alheia, ou um anjo, ou somente um gigante que transpôs no ringue um sonho. Box Brown tem um trabalho contundente que pode agradar tanto o fã que já conhece os lutadores como aquele que nunca viu uma luta na vida e se interessou pelo gibi mesmo assim.

Infelizmente a obra ainda não foi publicada no Brasil, mas é possível encontra-la para importação por um preço razoável.

Esse foi o Semanalfabeto dessa semana, atrasado novamente, mas eu sei que você me perdoa, querido leitor. Fique firme, até semana que vem, se possível comente ai embaixo o que você quer ler ou o que você não quer ler. Me dê uma luz, talvez eu te de um texto de nova. Seja gentil, um abraço.

 

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Semanalfabeto 6# – Como ver wrestling “mais ou menos”

Foi uma semana bem corrida e, acima de tudo, foi uma semana em que não vi quase nada de luta livre. Doravante, a edição de hoje, a qual já comecei a escrever duas vezes e não deu em nada, vai ser sobre o que eu faço quando eu quero assistir wrestling, mas não quero ASSISTIR wrestling.

Bem-vindos a mais um Semanalfabeto.

Já que é algo que faz parte do cotidiano, é quase impossível que nada de luta-livre apareça no radar, mas nenhuma das coisas que aparece é de uma substância real; nenhuma luta completa ou evento. Geralmente o que eu faço em ocasiões como essa é assistir promos no Youtube e ver compilações. Eu perco um tempo absurdo em compilações de golpes e momentos.

TOP 100 do caralho a 4; Top 70 mudanças de title; Os melhores spinebusters do Farooq (esse realmente existe, tem 5 min)

Isso é uma prática que eu alimento desde que comecei a assistir PW pois, se eu vejo algum golpe legal ou algum momento que eu não vi, é o que melhor me incentiva a procurar mais material e, no caso das indies, isso ajuda mais ainda, pois descubro algumas lutas que ocorreram e eu não fazia ideia.

Outra coisa FODA, e eu tenho a impressão que já falei disso aqui, são promos da NWA. Ric Flair, Ricky Steamboat, Terry Funk, 4 Horsemen (infelizmente sem o Mongo), Dusty Rhodes; É só o suprassumo da banana loura.

Existe outra coisa que geralmente não consumo em relação a wrestling e que essa semana resolvi ir atrás: trabalhos acadêmicos.

Existe uma quantidade considerável de trabalhos acadêmicos em português que abordam o Pro-Wrestling, seja no campo da semiótica, da linguística ou até tratando das biografias de lutadores. Baixei alguns para ler depois e, da olhada que eu dei, parecem bem interessantes. É bom, de vez em quando, tentar enxergar uma mídia que a gente consome tanto de outras formas. Tô parecendo um velho hoje, fico repetindo coisas que já falei.

Bom, acho que por hoje é isso, mais uma edição rápida com algumas dicas. Se quiserem ir atrás dessas coisas que eu falei… vão, porque procurar links com a internet daqui de casa vai ser um pouco complicado. Perdão por isso, a próxima vez que eu for falar de um assunto que exija links vou me preparar melhor.

Fiquem bem, tratem bem seus amiguinhos, sigam o PipeBomb no twitter e pensem um pouco fora das suas próprias cabeças, talvez ajude, talvez atrapalhe. Eu só quero é falar bosta.

Até semana que vem.

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Semanalfabeto 5# – Backlash 2018 e o resto da semana.

Primeiramente feliz dia das mães para você que é mãe e para vossas respectivas mães também. Vocês são fodas.

A edição dessa semana acabou atrasando um dia então eu peço que me perdoem. Tive alguns problemas de saúde misturados a preguiça, trabalhos remanescentes da faculdade e um aniversário no meio para embolar o balaio todo. Passamos disso, apesar de alguns trabalhos ainda estarem na fila.

Já que eu não podia furar a edição, vou falar só do assisti nos últimos 7 dias, sem comentar muito a fundo porque… review semanal não é algo que eu tenha habilidade para fazer. Louvado seja o Joker que tem paciência e proficiência para tal, é admirável.

Inclusive, antes de começar, leia o RPS.

Começando.

Assisti o Backlash na segunda-feira, contrariando o costume de assistir o PPV do mês juntos dos apátridas que compõem esse site. Com isso foi possível, reforçado pelos comentários do redator supracitado, constatar o seguinte: assistir PPV gravado é muito mais rápido do que ver ao vivo. A razão é até bem obvia, já que no gravado você pode pular propagandas, promos e algumas partes da luta que realmente não está acontecendo nada.

É a maneira que a empresa planejou que você consumisse o produto? Provavelmente não.

É a maneira certa de consumir? Para mim foi a menos cansativa em relação ao Wrestling; as conversas no Skype são sempre um evento bem mais divertido.

Sobre o show em si tivemos uma luta de destaque e uma quase lá, o resto foi bem descartável. O destaque foi Rollins vs Miz, luta em que ambos trabalharam de maneira sincronizada, construíram uma lesão sem entediar o público e ainda conseguiram encaixar suspense na mistura, usando seus 20 minutos de apresentação com total competência. Rollins é um campeão preciso, fez defesas de título muito boas até esta luta e, em uma brand como o Raw, na qual o Campeão principal raramente aparece, serve muito bem como title holder. The Miz foi um ótimo desafiante, fazendo com o campeão a melhor luta de seu reinado até agora; o atleta recém transferido para o Smackdown tem-se mostrado bem além de suas performances sofríveis de anos atrás, com um personagem muito sólido e de trabalho constante. Apesar da WWE tê-lo encaixado em algumas feuds longas demais, ele não saturou e seus personagens periféricos como Maryse e Miztourage eram usados muito bem. Com sua ida para a Brand azul, é provável que este se envolva com Daniel Bryan, feud a muito esperada (lembrando que Miz já está classificado para a Money in the Bank Ladder Match).

Já para Rollins o caminho parece ser mesmo o do Intercontinental Championship, uma vez que os planos para a Shield morreram com a lesão de Dean Ambrose e, espero muito por isso, a WWE não volte com aquela merda de feud contra o Jason Jordan quando este voltar aos ringues.

A luta quase lá foi AJ Styles vs Shinsuke Nakamura pelo título da WWE.

Já é a terceira luta em que se enfrentam sob a marca da WWE e até agora somente uma dessas lutas teve uma decisão propriamente dita: Wrestlemania 34 onde AJ bateu Nakamura e reteve seu título. De lá para cá Nakamura foi um heel um tanto hábil, AJ passou a ser um face com uma crescente “sede de vingança” e isso ocasionou nas duas lutas com final aberto, uma por double count-out e outra por no contest. As lutas, apesar de boas, acabam quando a coisa parece que vai engrenar. Pode ser uma jogada esperta da WWE para levar a uma última luta grandiosa no Main Event de algum PPV futuro; também pode ser um puta tiro no pé, tornando o enfrentamento, tão aclamado pelos fãs, em uma luta extremamente saturada que não conseguiu chegar ao ápice que foi o Wrestle Kingdom 10.

O resto do PPV foi chato, apesar de, em algumas lutas, ter havido bastante esforço por parte dos participantes. Os segments também não foram nada além do aceitável.

No mais essa semana eu assisti a reprise do Smackdown através do Main Event. Veja só que deplorável. Além de ficar surpreso com a derrota do Bryan para o Rusev de forma limpa, também assisti Charlotte vs Peyton Royce que foi bem legal e, no Main Event em si (não o show principal, mas sim o show… principal) tivemos Zack Ryder vs Curt Hawkins.

Não prestei atenção, mas pelo que lembro o Ryder penou pra vencer o Hawkins. Esses puxa-sacos do Edge…

Antes de começar a escrever isso aqui o Luan me falou uma contagem de palavras para preencher, mas eu não lembro, então vamos ficar com essa que temos agora.

Tenham uma boa semana, sejam bonzinhos um com os outros. Pesquisem, aprendam, leiam muito, assistam muito, falem pouca merda e escutem pouca merda. Até semana que vem.

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Semanalfabeto 4# – Luzes, câmera, fogos, crowd, som …

Eu tinha algumas ideias de tema, mas como tenho de escrever isso mais rápido que o gato a jato, culpa de um prazo apertado da faculdade, o tema de hoje é NADA. Sim, pelo menos 500 palavras sobre qualquer assunto que venha a mente e esteja relacionado à luta livre.

Bem-Vindos.

Bom, falando em faculdade (e eu tenho um maldito trabalho para Quarta que provavelmente será minha ruína como ser-humano), há algum tempo atrás uma professora pediu um trabalho sobre multimídia, contendo qualquer tema já tenha abordado em sala. Um dos temas foi multissensorialidade e então a pauta “WRESTLING!” bateu na minha cabeça (com uma cadeira de metal).

É, na verdade eu estava enganado, a pauta DESSA EDIÇÃO vai ser exatamente essa e digo mais, vai ser uma edição sem edição, então tudo o que está aqui, FICA.

“O que acontece no semanalfabeto, fica no semanalfabeto” PLATÃO, 1989

Vamos lá.

É normal consumir tanto um produto a ponto de suas especificidades tornarem-se despercebidas em uns aspectos, ao passo que outras ficam mais gritantes. Quando se trata dessa forma de expressão, com o tempo se repara mais em como os movimentos são executados, a psicologia e construção das lutas, os erros que já levantam a voz, mesmo que sejam pequenos e em como as histórias caminham para suas resoluções em lutas especiais. Por outro lado, a gente começa a não notar mais toda vez que toca uma música para alguém entrar, seguido de fogos dependendo de quem for; não percebemos que alguns golpes não fazem nem sentido no mundo real, mas dentro da linguagem tem um nível de força particular, dependendo de cada lutador. Sim, sem nem notar você sabe exatamente quanto machuca cada golpe e o impacto que ele tem dependendo do ponto da luta.

Dentre esses aspectos está inserida a minha recém descoberta pauta. Luta Livre é um tipo de arte (e se você discorda, faça-me um favor e se foda) que permite a comunicação com o receptor em vários níveis, dependendo inclusive da interação com ele para que a máquina toda funcione. Quantas vezes você não viu uma luta que estava boa, os golpes fluindo e os lutadores bem sintonizados, mas com uma crowd tão brocha que ficou só no meh? Tudo isso faz parte da experiência.

O mesmo vale para as chants e theme songs, as últimas muito faladas desde a saída do senhor Jim Johnston da WWE. O criador dos temas sonoros da Nation of Domination, Stone Cold e Chris Jericho (que ele nos abençoe a todos) declarou, alguns dias depois, que não se considera um fã de Wrestling e, todavia, sempre tentou contar a história dos Wrestlers através do que ele foi contratado para fazer: som.

Acontece com as roupas, os cabelos, camisetas, jeito de andar, de correr, de meter um socão na cara do ser-humano a sua frente. Tudo contribui e, se algum desses falha, o todo se perde. É como um filme, um teatro, isso todo mundo já entendeu, só talvez não pensem muito no assunto. São as diferenças entre ver um show em casa e no estádio, o motivo de comentarmos nas redes sociais, tentando simular essa sensação e se tornando, de certa forma, até um outro tipo de crowd.

Bom, basicamente é isso e era uma pauta que eu estava querendo desenvolver para o trabalho de faculdade. Sinceramente, acho que não vai rolar, por isso estou gastando ela aqui, até de maneira bem rasa, sem fontes, entrevistas e um desenvolvimento mais profundo. Talvez algum dia eu volte nisso.

 

Antes de finalizar, duas coisas:

Se não me engano hoje acontece o show de 11 anos da FILL e porra, ONZE ANOS, muitos parabéns para o Titan e todo mundo da empresa que trabalhou pelo projeto, é admirável a força de vontade de vocês.

A segunda coisa é que surgiu a notícia meio torta que talvez a WWE venha ao Brasil. De começo eu achei que vinha, depois vi no Twitter um papo de que não estava nada confirmado e resolvi deixar para lá. De verdade, eu espero que venha, eu já estou empolgado em rever isso ao vivo, com mais lutadores que eu gosto e ao lado de gente que eu gosto. Se não rolar, tudo bem também, para quem não tem nada metade é o dobro, mas vamos aguardar. Só não contem para o Luan que na minha casa nova não tem internet, porque aí talvez ele não venha.

Até semana que vem, sejam legais com os amiguinhos.

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arquivo

Semanalfabeto 2# – Dias de um arquivo esquecido.

1H40 AM

Está frio e existem duas possibilidades: ou eu estou com catapora ou eu tenho uma alergia admirável a oxigênio, porque não existe pernilongo suficiente na terra para fazer um ataque soviético desses.

É a punição dos piratas.

Bem-Vindos, essa edição é um oferecimento XWT: Tudo o que você conseguir baixar, principalmente se for Free-Leech. É incrível a quantidade de merdas que a gente guarda pensando que vai assistir um dia e acaba esquecendo que existe. Pelo menos até criar um quadro teoricamente semanal. Vamos aos arquivos empoeirados! (mais…)

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