Saindo de casa. #ThankYouPaige

Dizem que nascer dói muito, abrir os pulmões secos como folhas em balões enormes que funcionarão durante toda existência, ver as luzes depois de passar tanto tempo no escuro, tanto tempo dentro de casa; e então o mundo dói. Na última segunda-feira Paige fez o anúncio oficial de sua aposentadoria dos ringues, poucos meses após seu retorno depois de tanto tempo fora, um retorno que era dado por muitos como impossível.

Essa menina de sotaque forte foi, durante muito tempo, O NOME do NXT quando o assunto era divisão feminina. Todos os medalhões que hoje abrilhantam tão talentosa divisão ficavam pequenos perto da novata que já cativava com sua luta e sua gimmick. Estreou campeã, teve uma feud longeva com outra aposentada, AJ Lee, e entre seus reinados como Divas Champion colocou os tijolos para que outros pés marchassem rumo a Womens Revolution.

Esses mesmos pés também caminharam sobre vidro e brasa no primeiro semestre de 2017, quando a lutadora viu o pior de nós, olhou o monstro com rosto difuso e horrendo de nome internet e ele mostrou porque é um monstro. Muitas pessoas (principalmente mulheres) passam pela mesma experiência humilhante de serem expostas a cidadãos que simplesmente não sabem respeitar o espaço individual do outro e divulgam intimidades por acharem que podem; não são poucas as que não conseguem sobreviver a isso, chegando a um precoce fim.

Paige sobreviveu, PAIGE VOLTOU. Deve ter doído, ver as luzes e as vozes gritando, mas depois de um tempo, depois que o mundo para de doer ele se torna sua casa de novo. E como é da vida, as coisas mudam e a wrestler inglesa terá de se acostumar a outra casa, longe das quatro cordas (ou não tão longe assim), aprender a nascer. Mas ela aguenta. Aonde quer que ela esteja, não importa a circunstância, tal lugar sempre será a sua casa.

#THANKYOUPAIGE

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As vésperas: sobre a Wrestlemania 34

Por que escrevê-lo? Por que não escrevê-lo? Por que escrevê-lo? Por que não escrevê-lo?… Escrevi.

Estamos em plena Wrestlemania Week, às portas do grande blockbuster do Wrestling mundial, seria uma falta de bom senso enorme não escrever nada antes do famigerado Grandest Stage of Them All, não? É, foi o que pensei.

A comparação anterior vem com total naturalidade, por uma simples razão: É a verdade. A Wrestlemania se materializa como um grande blockbuster do Pro-Wrestling, as vezes com um diretor bom e roteiro amarradinho e aí dá samba; outras vezes vem roteiro pé de chinelo e um diretor terrível, nesses casos é só esperar até o ano que vem, ano que vem sempre tem de novo.

Esse ano, pelo que mostram os “trailers”, o evento tem potencial até a boca, claro que algumas decisões sempre decepcionam, como em qualquer obra Wrestlingmatográfica, mas a gente releva, a gente sempre releva. E como não?

 

Vamos por partes.

 

Com o card totalmente revelado é possível selecionar algumas joias em potencial, cenas marcantes para se aguardar no evento deste domingo, 8 de Abril.

 

O que me salta aos olhos, já de começo, é Asuka vs Charlotte.

Tempos atrás eu tinha grande  ressalvas quanto a herdeira Flair, nunca questionando sua qualidade em ring nem mic-skill, entretanto algo ainda não havia clicado, expressão bosta que aqui significa simplesmente “eu só achava ela qualquer coisa”. Depois da Wrestlemania 32, após o título das Womans voltar com tudo e a nomenclatura “divas” ser enterrada, ela só cresceu. Como heel, deixando a figura icônica do pai como manager de lado, e também no tablado, fazendo lutas cada vez mais competentes, mesmo que o booking e os reinados curtos tenham fatigado na época. Inegável, porem, é o fato de  Charlotte Flair ser história viva, caminhando dentro da WWE, tendo participado da primeira HIAC feminina e da primeira MITB feminina, além do supracitado title na WM 32.

E o que dizer de Asuka? Invicta desde a estreia, levando nas costas um fardo que não é fácil. Carregar uma streak semana a semana é uma tarefa dura, acaba cansando e para acabar com a invencibilidade não existe jeito bom, é sempre torto, esquisito. Talvez estejamos parados frente ao melhor cenário para isso acontecer, ou será esse só mais um capítulo na mega-saga de dominação que a atleta japonesa traz consigo? Em tempo… em tempo. De qualquer forma, o público ainda a apoia totalmente.

 

Falar em streak e não falar do Undertaker chega a ser sacrilégio. Bom, ele a perdeu há quatro anos, mas o som dos corpos de 19 homens nas 21 vitórias que sucederam a derrota na Wrestlemania 30 ainda ecoam pelos salões vazios das arenas onde tudo aconteceu. Não que tenha parado por aí, tivemos ainda três lutas com duas vitórias e uma derrota, as últimas que sempre pesam muito mais que as primeiras.

Mais uma dessas derrotas pode despontar no horizonte este domingo, e nela lemos o nome de John Cena, um dos Wrestlers mais populares indústria criou nos últimos anos.

 

Sejamos francos, a luta tem grandes chances de ser muito ruim. Não condeno o Cena in ring: ele não eleva a habilidade de um lutador medíocre e nem afunda um bom; já sua química com o público é algo que ajuda sim, muito, qualquer luta. É no outro lado da balança que o baticum muda. Undertaker não consegue mais lutar, é evidente. O corpo já não aguenta mais. Eu acreditei que ano passado fosse a despedida; esse ano pode ser mais adequado, querendo ou não Cena vs Undertaker é SIM um destaque do evento, a luta que nunca aconteceu nos termos certos, encerrando, quem sabe, a carreira de dois medalhões. Inclusive, vou deixar gravado aqui: eu não escrevo mais texto de despedida para Wrestler nenhum. Ninguém fica aposentado. Escrevi para o Undertaker e olha ele aí de novo.

 

Para minha surpresa, outro que volta é Daniel Bryan. Mesmo que valha comentar sobre os outros três envolvidos nessa tag team match, eu não quero. Nós sabemos da qualidade monstruosa de Owens/Zayn e como vê-los em um card da Wrestlemania é quase como olhar, no passado, para um Dream Card. Shane também foi surpresa há um par de anos, retornando, da mesma forma, para uma WM. Entretanto esse é um caso um pouco mais delicado. Imagine se Bret Hart, Edge, Stone Cold e tantos outros Wrestlers que se aposentaram, seja parcial ou majoritariamente, por conta de lesões pudessem ter outra chance, uma única que fosse, pequena, mínima, de lutar de novo com toda capacidade. Ele pode. Daniel Bryan foi agraciado com mais uma chance, não uma luta só, mas a chance de voltar aos ringues, de sonhar conosco, só que agora do lado certo das cordas, dentro do quadrado do qual nós torcemos tão fervorosamente que ele não tivesse saído e para o qual ele agora retorna. Três anos atrás, em uma noite de segunda, eu chamei Daniel Bryan de um Wrestler 3×4. Ele ainda é, mas também é um gigante, impresso em tamanho global, estampado na face da terra, do tamanho de um sonho. Um bom sonho.

 

E se Bryan Danielson vai lutar, por que não Tyler Black, Prince Devitt, Cedric Alexander, Brodie Lee, Crazy Marie Dobson, Claudio Castagnoli, Heide Lovelace, Bobby Roode? Por que não reprisar a luta pelo IWGP Intercontinental Title do Wrestle Kingdom 10 e colocar Aj Styles contra Shinsuke Nakamura, competindo agora por um dos dois mais importantes cinturões da companhia? Por mais que o Nakamura não me agrade, é como pegar algo que deu certo em um grande filme da Fox Searchlight e produzido pela 20th Century (nenhuma intenção aqui de desmerecer nem a NJPW nem a Searchlight). Outro title que ganha uma match é Cruserweight, atualmente vago. Essa luta é resultado de uma sequência de ótimos shows do 205 live, um novo manager e um torneio com inúmeras lutas excelentes. O supracitado Cedric Alexander peleja contra Mustafa Ali para decidir quem leva o ouro; sinceramente, acho que somos nós.

 

É um grande card, em extensão e em potencial. Deixei muitas coisas de fora e elas certamente não são menos importantes por isso, mas o que me interessa mais dentro do evento está nesses últimos parágrafos. De resto, só espero algo legal, com a sorte ajudando.

Além da Wrestlemania em si, a WM Week também proporciona ótimos eventos no circuito independente da luta livre, período no qual algumas empresas e wrestlers resolvem tocar projetos especiais. Os exemplos mais caros à minha pessoa são o Joey Janela Spring Break, que vai agora para seu segundo ano, e o Matt Riddle Blood Sport, organizado como um evento de Shoot Fight. Ambos aconteceram nos dias 5 e 6 de abril. Além desses temos também Impact vs Lucha Underground, WrestleCon Supershow, shows da Evolve, Progress, RevPro e o SuperCard of Honor da ROH, entre várias outras atrações.

 

Mas sério, se você não viu o primeiro Joey Janela Spring Break, ouça nosso podcast e assista logo depois, é algo fora de série.

 

Enfim.

 

O período de Wrestlemania é o nosso fechamento de temporada, assim como o descortinar de um novo espetáculo, provindo uma nova aventura, continuando algumas outras que conseguem atravessar as frestas desse grande acontecimento anual. No dia em que esse texto for ao ar ainda não teremos assistido o NXT e o HOF terá sido somente a algumas horas, enquanto a Wrestlemania se apresenta à nossa frente, braços aberto. É nosso direito sonhar com ela, é quase um dever aproveita-lá, seja por ela mesma ou pelos eventos que ela trás. Fazer isso há 10 anos? Isso sim é, sem sombra de dúvidas, um privilégio.

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royal rumble 2018

PipeBomb 38# – Royal Rumble 2018

Review de novo?! SIM! De novo. Estamos de volta com mais uma edição do PipeBomb Podcast para falar do Royal Rumble 2018 que aconteceu dia 28 de Janeiro de 2018 no Wells Fargo Center, estado da Filadélfia. Se prepare para ouvir Léquinho  (eu mesmo), LuanJoker falarem uma avalanche de bosta  detalhadamente sobre tudo o que aconteceu no PPV: os returns marcantes, a primeira Royal Rumble Match feminina, as disputas de título e nossas previsões pro futuro.

Antes de dar PLAY, lembre-se  de curtir nossa página no FACEBOOK e seguir nosso TWITTER.

 

Agora sim pode dar PLAY.


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PipeBomb Cast Retrospectiva 2017

PipeBomb 36# – Retrospectiva 2017

PipeBomb de volta! Após 6 meses Lequinho (eu mesmo), Luan, Joker e Captain fazem uma retrospectiva 2017 completa, passando por Japão, Europa, Wrestling Independente americano e a famigerada WWE. Saiba quem é a tag favorita deste podcast (caso você ainda não tenha percebido), os lutadores que odiamos MUITO esse ano, os wrestlers que se aposentaram ou morreram (talvez não) e nossos planos de grandeza pra 2018. No final ainda falamos sobre OFF e de quebra ainda tem uma porrada de extras. Bom, é isso, espero que gostem e não se esqueçam de comentar. 

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Links de auto-divulgação

PNO

RPS

LeoDesigner (contratem o rapaz pra ele comprar um PC)


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PipeBomb 35# As piores passagens pela WWE e… tudo mais.

PipeBomb 35

Achou que o PipeBomb tinha acabado? Achou– é, na verdade quase isso.

Enfim, estamos de volta! Dessa vez para falar de um assunto que atormenta nossas cabeças dia e noite, um tópico que é o pilar para qualquer discussão de Wrestling e também pra falar um monte de bosta que não tem nada a ver com o tópico principal. Lequinho (oi), Joker, Luan e Captain (mudinho) falarão sobre as piores passagens da história da WWE e também que fim levou aquele Wrestler horroroso que você nem lembrava que existia. Descubra também porque o The Miz é igual o Sargent Slaughter, como o PipeBomb queria que fossem as coisas e também um sub-podcast completo sobre os Aces & Eights.

Lembrem-se sempre de compartilhar esse podcast para todo mundo que você conhece, além de acessar nossas redes sociais aqui em baixo para ficar atualizado com o melhor do Wrestling Mundial. Deixe seu comentário, ele é sempre muito importante para nós!

 

RECOMENDAÇÕES

GLOW- Netflix

Luta favorita do Joker

Behance do Luan

Marketing Agressivo

Me contratem pra traduzir

 

 

 

 


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PipeBomb 34# – Os melhores e o Mojo de 2016 (Pipebomb Awards)

PipeBomb 34

 

Estamos de volta! Mais um PipeBomb, o primeiro de 2017 falando sobre os melhores e os piores de 2016 com toda a falta de seriedade e bom senso que você só encontra aqui. Então vamos ter Léquinho (eu mesmo), Luan Bonato (capas), Joker (opiniões rebuscadas) e Captain (rei) falando sobre o Denilson do Wrestling,  do homem mais sexy do mundo (que não é o Benicio Del Toro) várias vezes, explicamos nossa opinião sobre o Mojo Rawley e teremos também extras sobre o Futebol brasileiro com a participação de LKS (que também escreve pros outros caras). Então é isso, espero que vocês gostem, entrem nas redes sociais do Pipebomb (Twitter & Facebook) e não esqueçam de COMENTAR! Um abraço!

 

PS: Perdoem o barulho de vento em alguns pontos (culpem o Luan).

 

 

 

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Obra de Arte: DIY vs The Revival – NXT TakeOver Toronto

Vamos voltar alguns anos, não sei quantos ao certo, mas alguns anos. A TNA tinha, em tempos passados, uma Tag Team Division de dar inveja a qualquer empresa: Motor City Machine Gun, Beer Money, Generation Me (conhecidos como Young Bucks, hoje em dia mais chatos que unha encravada), Bad Influence (amores da minha vida), em dado momento tivemos Kurt Angle & AJ Styles e até Bobby Roode & Austin Aries. Obviamente nem todas essas Tags atuaram simultaneamente e, com a mesma obviedade, existiam também Tags extremamente merdas que, contudo, não comprometiam a divisão num geral. Com o passar do tempo a WWE começou a esboçar um suspiro de uma Tag Division mais elaborada, depois de anos tropeçando com Crime Time, Legacy, Carlito & Primo, Dirt Sheet, S.E.S e, não podendo deixar de fora, campeões maravilhosos como John Cena & David Otunga e os lendários Heath Slater e Michael Mcgillicutty. Os porens da TNA valem pra WWE também.

Sábado (19/11/2016) ocorreu o NXT Take Over Toronto. Eu não vi ao vivo, não teve a usual conversa no Skype e eu já havia recebido todos os Spoilers minutos depois que acabou o evento; pra mim, isso já tira metade da emoção da coisa. Ontem eu parei pra ver o PPV: Ótimo card, boas propostas, feuds bem construídas e três disputas de título. Uma delas me deixou atônito após sua conclusão e pela introdução do texto vocês provavelmente já sabem qual é. Caso não, no NXT Take Over Toronto tivemos uma “2-out-of-3 Falls Match” pelo Título de Duplas do NXT entre The Revival (Scott Dawson e Dash Wilder), os atuais campeões, e DIY (Johnny Gargano e Tommaso Ciampa), nossos desafiantes.

A primeira vez que vi Johnny Gargano lutando foi no King Of Trios 2011, PPV da CHIKARA.Eu falava no Skype com o famigerado Joker, que torcia e gritava (não literalmente, aquele grito de quem não pode falar muito alto) a favor da Stable do Wrestler supracitado, a FIST. A primeira vez que vi Tommaso Ciampa lutando foi em algum PPV da PWG, em uma luta meio merda contra Brian Cage, em que, se não me engano, o próprio Ciampa botchou no começo, o que comprometeu o restante da luta. A primeira impressão ruim passou, Ciampa é excelente, só pra deixar claro. Eu realmente não me lembro a primeira vez que eu vi a Revival lutar, a primeira vez que eu os notei foi no NXT TakeOver Dallas, aonde os mesmos perderam seus títulos de Dupla para a American Alpha, dupla que agora figura na divisão de Tags do Smackdown. Eu não acompanhava o NXT semanalmente na época, então não tinha muita noção de como funcionava a Tag, conhecia a American Alpha pelo hype construído ao redor do Gable, entretanto, ao final da match, mesmo derrotados, eu havia descoberto uma tag que já poderia colocar entre as minhas favoritas.

Enfim, os dias e meses passaram, The Revival recuperou o título, fizeram uma luta incrível contra a DIY no NXT TakeOver Brooklyn II e abandonaram o Torneio Dusty Rhodes de Duplas, justamente quando iam lutar novamente contra a Do It Yourself. Ciampa e Gargano assinaram Full-Time com a WWE, Gargano casou, a DIY perdeu sua vaga no torneio para os Authors of Pain, graças a uma interferência de Dash & Dawson. O circo estava armado para o NXT em Toronto, agora as possibilidades estavam todas na mesa, com a DIY já contratada pela empresa de Stamford e a Revival no ápice de sua popularidade até agora, sendo até citada pelos Young Bucks, em uma entrevista dada ao Weekly Top 10 da Sports Illustrated, aonde eles dizem que, caso eles continuem juntos, podem estar no Top daqui a alguns anos.

Eu já sabia que a DIY ganharia, eu tinha lido os spoilers no Twitter no dia do evento. Então a pergunta que fica é: Por que eu fiquei no estado de graça que eu fiquei depois da luta? Qual razão despertou a emoção que me tomou após a Match?

Uma resposta muito plausível é a de que eu sou um idiota completo (provavelmente é verdade). A outra é que, como tantos dizem, Wrestling é uma obra de arte. Tomando ambas como verdade, podemos dizer que, neste mês de novembro, vimos um quadro de Museu ser pintado a 8 mãos.

 

Eu preciso falar da The Revival. A comparação com os Brainbusters (Arn Anderson e Tully Blanchard) é, para mim, inevitável, contudo, não para por ai, seria muito simplista parar por ai. The Revival deve ter uma sala de DVD’s ou uma caixa de HD’s cheio de vídeos da Golden Age/New Generation da WWF, isso sem contar outras empresas. Seria muito fácil pra eles emularem essas tags e pararem por ai, mas eles trazem algo novo pra um estilo incrível de luta em duplas; Dash e Dawson tratam a Tag Match como um jogo de Xadrez, nada na sua movimentação é arbitrário, tudo sempre parece parte do plano, um timing incrível junto com um ritmo de luta incrível, que não é nem frenético, o que comprometeria o contar da história (famoso Storytelling) da luta, nem lento co0mo seus influenciadores. Como eles mesmo dizem, DIY pode ser uma tag de seres humanos, mas a Revival? Eles são maquinas.

Acho que podemos dizer, a essa altura do campeonato, que humanos também tem suas qualidades. Gargano já não é aquele garoto da FIST, teve um reinado de 873 dias com o Open the Freedom Gate Championship, titulo pertencente à Dragon Gate USA na época e, atualmente, unificado ao título da EVOLVE devido ao fim da DGUSA (luta de unificação foi entre Timothy Thatcher & Drew Galloway); o botch de Ciampa, o qual eu não lembro quando foi nem consigo achar vídeos. Prova de que tal fato pode ser só fruto da minha imaginação, esse botch não lhe faz justiça e desde tal ocorrido ele vem fazendo um excelente trabalho através do mundo, sendo sua tag com Gargano um excelente acerto que fez bem aos dois. Isso sem contar que nos providenciou um dos memes mais legais do Pro Wresting nos últimos anos. DIY talvez não seja 100% planejamento, mas tem muito coração e muita agressividade. Pudemos ver isso quando ambos se enfrentaram durante o CWC, pudemos ver a amizade de ambos no final, amizade que não foi comprometida apesar das derrotas durante a jornada como dupla dentro da WWE. Eles diziam que essa era a última chance deles pelo título, uma última chance de mostrar para o que vieram. Numa situação homem contra máquina, o espirito foi mais forte que o aço.

Não faria sentido eu revisar a luta aqui, mas o que eu posso dizer, novamente é que, do meu ponto de vista, essa luta não pode ser definida como nada menos que uma obra de arte. Não é a melhor luta do mundo, não é uma luta cinco estrelas, entretanto, nem todas as obras de arte são perfeitas ou incorrigíveis, mas são o que são pelo que despertam e o que representam. No final, o quadro que eu disse ser pintado a 8 mãos foi finalizado quando duas bateram no tablado sinalizando desistência. Antes disso a própria mão do juiz já havia alcançado a contagem do três duas outras vezes, uma contabilizada para cada time. Ambos os membros da Revival deram Tap Out ao mesmo tempo, DIY levou pra casa o NXT Tag Title, simples assim, sem enrolação.

Muito do que eu falei aqui pode parecer exagero, pode ser exagero, por isso não confie em mim. Se você tem o WWE Network vai lá agora e assista, você vai ser o que eu falei sobre a estratégia absurdamente calculada da Revival; caso tenha uma conta no XWT, faça o download, talvez você comprove tudo o que eu falei sobre a amizade e a carga emocional dos recém contratados; ainda assim, se não for o caso, existe o Watch Wrestling e muitos outros lugares onde vocês podem ver essa luta e, talvez, se emocionarem como eu me emocionei vendo a luta, mesmo já sabendo o resultado, se emocionar de novo como eu estou emocionado agora após ver por uma segunda vez e estar vendo por uma terceira enquanto escrevo estes parágrafos esquisitos.

Caso não sinta nada disso, você ainda estará vendo uma das melhores lutas do ano dentro da World Wrestling Enterteniment, luta que pavimenta o caminho para a Tag Division do NXT, consolida a já forte divisão do Main Roster, luta que faria o meu eu de 2010 pular de alegria e que faz o meu eu de 2016 colocar um ponto final com um sorriso no rosto.

PS: Obrigado ao Joker pela informação quanto a unificação do Open the Freedom Gate Title com o título da EVOLVE. Você pode ver as notas dele para a luta que inspirou esse texto aqui.

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Pipebomb 33# – Brand Split e os segredos de Triple H.

E quem diria que chegaríamos a três podcasts em um ano? NUMERO MAGNIFICO!  Nesta edição reunimos Lequinho (eu mesmo, de volta ao posto de editor), Joker (cansado e puto), Luan (lépido e fagueiro), Captain (calado e inútil) e LKS (entorpecido e atrasado) para falar da mais nova/velha novidade da WWE: o Brand Split. Comentaremos as coisas que sentimos falta da época em que isso existia, falaremos de Wrestlers esquecidos e revelaremos inúmeros segredos do Triple H, porque desvirtuar o tópico é a nossa habilidade primordial. Ainda no final temos uma magnifica sessão de abraços, leitura de (um) comentários e muito mais.

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