the big sleep

Wrestling Noir

A maioria das coisas que fazemos na nossa vida é distração. Seja de um universo indiferente que toma nossas vidas e morte como segundos ou distração entre um trabalho e outro, entre almoço e jantar.

Infelizmente, é complicado ser uma pessoa que escreve porque quando você não está escrevendo as coisas que é obrigado, fica difícil realizar seu hobby que é… bem, escrever.

Entretanto nosso amigo Warren Ellis – sempre ele – me deu mais uma ideia para eu copiar. Eis então que nas horas livres eu quero me distrair imaginando coisas que ainda não foram criadas, mas que eu mesmo não tenho pique para fazer.

 

E o que eu queria mesmo era uma história de Wrestling Noir.

Reprodução de arte por Michael Lark

Esse desenho é a minha base de personagem. Alguém classicamente troncudo aos estilo Lou Thesz, só que mais gordo, usando sempre um social barato com cigarro e brilhantina. Um nome de Fit, Rub, Al ou Irv para mim estaria ótimo. Alguns vícios, pouca paciência, tudo em preto e branco e provavelmente muita corrupção.

 

E a boa e velha indústria do PW meus amigos. Seria um filme do Nicolas Windin Refn, algo como Bronson só que em um ringue ao invés de uma prisão. Diálogos feitos pelo Billy Wilder e alguma coisa bizarra como aquela mulher necrófila de Demônio Neon. E armas. E cigarros. E provavelmente o protagonista teria um caso com o treinador e sua mãe seria promoter em outra cidade, logicamente envolvida com a máfia da lei seca, se a história fosse nos EUA.

Tom Hardy Bronson Wrestling Noir
Bronson

“Al andava nas ruas desprovido de sexo. Era uma construção de tijolos abaixo da eletricidade cinzenta e do calor. Suas cicatrizes em um braço sem pelos podiam ser drogas, matança ou suicídio. Os nós da mão direita eram atrofiados como todos os desejos de glória de satanás e a camisa suava nas juntas. Ao entrar na academia, sua sombra o acompanhava também sem pescoço. Al se mexia entre os humanos como um paria, ciente que todos eram carne e ossos em uma cidade de linhas mortas.”

 

É brega, mas eu adoraria ler. Mas ninguém vai fazer e provavelmente eu também não vou fazer. Ed Brubaker e Sean Phillips trabalharam um pouco isso na recente volta de Criminal, mas era mais o plano de fundo para outra história maior do que realmente o foco da revista. Ainda assim os desenhos do Sean Phillips e Jake Phillips – que serviram de capa para esse texto aqui – me deixaram na vontade.

 

Fica ai a ideia, talvez um dia eu volte com ela. Eu sei que tem gente de outros blogs criando contos sobre PW e eu acho realmente admirável. LKS leu e deu uma divulgada, o que, para mim, já dá muito crédito a quem escrever.

 

Keep working boyz.

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