WSW World Tour Brasil – 28/10/2017.

5 anos de PipeBomb, WSW, ou o porque de tudo isso.

 

Três dos meus melhores amigos eu conheci por conta desse pequeno esporte chamado Luta Livre. Graças a suposta vinda do Rey Mystério ao Brasil, eu finalmente pude conhecer um deles pessoalmente. Esse maluco conhecido como Luan é, assumidamente, um dos maiores fãs do Rey Mystério que eu já vi! Possui o baixinho tatuado no braço e uma máscara preta que não cabe em sua cabeça (comprada no evento, inclusive). Esse rapaz passou dois dias na minha casa, quase morreu de alergia, deu uma topada na quina da cama e fez um rasgo na perna, viu um menino cair de bicicleta no centro da cidade e foi comprar comida no intervalo entre as lutas enquanto eu ficava na minha cadeira, procrastinando.

Eu prometo não me demorar muito aqui, isso não é um review e muito menos um diário de bordo, eu escrevi um texto falando sobre o evento AQUI, bem no centro da distinta concorrência. Contudo, esse site aqui é a minha casa e é aqui que eu quero escrever um x a mais sobre esse evento de sábado. Receber o Luan na minha casa foi ver que esse site aqui é algo de verdade; não se engane, muitas vezes eu já pensei em parar com tudo, esperar o servidor  expirar e fechar o site ou simplesmente parar de escrever sobre luta livre. O que me deixa aqui, mais do que o Wrestling, são o Luan, o Joker e o Captain. São pelo menos 5 anos de amizade aí, passando pelos momentos ruins e bons, unidos pelo gosto em comum de ver pessoas se batendo de maneira artística, apanhando por vontade e dizendo coisas que, num contexto da vida real nem faria sentido.

Foram dois dias em que, quando não estávamos dormindo, falava-se majoritariamente de Wrestling, jogando 2k18 e fazendo piadas, as mesmas piadas que rolam diariamente ao longo da década de 10. O que trouxe ele aqui foi o Rey Mysterio, mas esse não veio, fez merda e não cumpriu o compromisso, simples assim. Ele tem seus motivos? Lógico, todo mundo é passível de falhas. Quando ele vier, junto com a WSW, no primeiro semestre de 2018, eu vou comprar o ingresso? Muito provavelmente.

A verdade é que se fosse pela luta livre em si eu já teria abandonado tudo a muito tempo. Escrever é uma dádiva, mas eu não preciso de um site próprio pra isso, dá pra escrever em qualquer lugar, entretanto, não dá pra escrever qualquer coisa em qualquer lugar; esse texto só me cabe porque está aqui, entre amigos. Os momentos mais memoráveis desse hobby não são narrados pela voz de Michael Cole e Jerry “The King” Lawler, mas pelas piadas cretinas do Joker, pelas merdas que o Captain fala e pelos comentários odiosos do Luan. Conhecer Carlito, Juventud Guerrera e Chris Masters foi um momento muito legal, mas o que fica é o sarro que a gente tira das informações erradas que as pessoas conversavam por perto, a constatação da minha veia antissocial que não é quebrada nem pela fome, meus pais falando dos meus amigos como se fossem conhecidos de longa data deles mesmo só do que me ouvem falar.

Seja no PNO, seja em Osasco, seja no Skype, no podcast ou até sozinho, Wrestling me vale principalmente porque, de alguma forma, me dá mais uma chance de falar com essas pessoas que são caras na minha vida, de abranger pra outros assuntos como música, quadrinhos, política. Nosso amado telecatch nos uniu, e como diria o livro sagrado: o que o Wrestling uniu, ninguém separa.

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